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Confuso ou talvez não

por Manuel AR, em 26.09.16

Mediaconfusão.png

Duma maneira geral a comunicação social é vista como um dos fatores mais responsáveis pela criação de instabilidade social e de desconfianças sobre as práticas políticas dos diversos atores em presença. Não inventa as notícias, elas existem, mas molda-as, adequa-as para terem mais impacto, alterando ou acrescentando sentidos. Os objetivos para tal podem ser vários e dependem das linhas editoriais, da necessidade de amplificação do impacto que o acontecimento ou a notícia possam ter para atrair o interesse do público para a compra e, no caso da televisão, para o aumentar as audiências.

Sem que seja caso único é um bom exemplo o que tem alimentado nos últimos dias, debates, notícias, informações e contrainformações sobre o caso dum potencial imposto sobre o património acumulado desnecessariamente causado por Marina Mortágua do BE.

A liberdade de imprensa que temos (impressa e televisiva) é um bem que deve ser preservado, contudo, corre sempre o risco de estar a ser limitada, condicionada, mesmo não existindo trâmites censórios próprios dos regimes ditatoriais, como era no tempo de Salazar e Caetano.

A pergunta que podemos colocar é a de saber se em democracia existe ou não uma tendência para o controle da comunicação social por grupos económicos através de "correias de transmissão" ligadas a ideologias e partidos políticos, mais ou menos dissimuladas.

A análise dos jornais, noticiários e comentários televisivos mostra-nos algumas tendências que se manifestam mais a favor, ou mais contra, consoante o ponto de vista ideológico de quem está no poder.  

Não deve ser noticiado apenas o que é bom e agradável mas estamos exaustos de ver e ouvir todos os dias notícias negativistas, o fatalismo como sendo as únicas notícias. Noticia-se o que é superficial e fútil e não o relevante. Sabe-se, eles sabem, os da comunicação, que isso é que "vende" e, por isso, insistem. A competição comercial entre canais a isso obriga, deixando a ética como se fosse um objeto sem valor. Espetacularização e sensacionalismo são a chave do negócio.

O alinhamento noticioso dos canais de televisão começou a adotar o modelo de outros canais como o CMTV onde, diariamente, se gasta tempo demais com são oferecidos crimes, marginalidade, corrupção, dinheiro sujo, estúpidos concursos, factos privados enfatizados ad nauseam, gira-se à volta de quem tem dinheiro e declarações de má política, mas compacta-se ao máximo no espaço e no tempo uma qualquer ideia, reflexão construtiva ou qualquer contributo positivo.

O que vemos nos canais noticiosos será de facto o retrato do país onde tudo o que acontece é mau? Desde que não esteja em linha com o que ideologicamente eles, os senhores dos comentários, pensam e que acham deveria ser e porque se quer estar do lado dos opositores que perfilham é tudo mau. Foi assim no passado recente, mas ao contrário.

Não se pode ser otimista irrefletido mas, o que se vê na "fotografia" dos media é um pessimismo paralisante e um fatalismo permanente. Comentar é também criticar com imparcialidade, com isenção, não apenas atacar por mera fação e questão ideológica de que, afinal, acusam outros. Ou, então, criticam porque sim.

Penso que já referi várias vezes neste blog a impressão negativa que tenho sobre alguns comentadores da televisão e sobre artigos de opinião escritos, independentemente de estar ou não de acordo com eles, venham da direita ou da esquerda. Nem tudo o que uns gostam de ouvir ou ler agradará a outros. Uma coisa é o debate de ideias e de pontos de vista em democracia, outra é o "arranjo" argumentativo falacioso propositadamente construído com deturbação e interpretação abusiva de opiniões, acontecimentos ou factos ainda não comprovados. Outro caso ainda é dizer-se que uma coisa é preta quando é evidente a perceção comprovada de que é branca. Isto é, nega-se uma realidade, lança-se-lhe umas pinceladas de frases mais ou menos demagógicas e populistas para se poder a continuar a dizer que aquela coisa é preta.

Neste segundo semestre aconteceu haver uma agitada dança de cadeiras a nível das direções em jornais e rádio, o que para o cidadão comum não é novidade. As justificações são sempre as mesmas, reorganizações, ajustamentos, rentabilizações, etc. e, por vezes, estas mudanças estão também ligadas a mudanças de orientação editorial. Desta vez estas mudanças verificam-se ocasionalmente num ano em que um Governo é apoiado por uma maioria parlamentar de esquerda.

Na direção do Diário de Notícias encontra-se desde setembro Pedro Baldaia que era diretor da TSF; David Dinis que saiu do jornal Sol, fundou com outros o jornal online Observador e foi para diretor da TSF donde sairá para passar a dirigir, a partir de 3 de outubro, o jornal Público. Também, José Miguel Tavares, passou a ter direito naquele jornal a mais um diazinho por semana para divulgar as suas facciosas opiniões. A direção do jornal i que mudou várias vezes (em pouco mais de seis anos de vida, o jornal já teve quatro proprietários e sete direções), cabe desde 15 de dezembro de 2015 a Mário Ramires que também é presidente do conselho de administração da proprietária do jornal, a NEWSPLEX, SA., e também do semanário Sol. O jornal i e o Sol anteriormente pertenciam à Newshold, empresa angolana liderada por Álvaro Sobrinho que tinha investido na entrada do capital da Cofina, (dona do "CM" - Correio da Manhã) e da Impresa (dona do Expresso).

A crise que há na imprensa escrita vai alastrando e por ela a liberdade de expressão dos jornalistas pode ser condicionada face a uma potencial perda de emprego à vista. As razões apresentadas são várias, normalmente de natureza financeira e económica que levam ao despedimento e a rescisões por mútuo acordo de jornalistas. A razão para que este ano exista tal azáfama leva-me a pensar. Mas isto de momento não nos interessa.

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publicado às 16:55

O taxista

por Manuel AR, em 25.03.15

Taxistas.png

 

Hoje de manhã desloquei-me de táxi na cidade de Lisboa para uma distância relativamente curta. Como não era hora de ponta, não chovia, nem havia greve do metro não foi difícil mandar parar um.

Entrei, disse bom dia e indiquei ao taxista a localização para onde pretendia dirigir-me O rádio do táxi estava ligado para uma estação que me pareceu ser a TSF onde um dirigente duma associação de estudantes duma universidade falava com voz enrouquecida, talvez opela gritaria na manifestação do dia anterior..

Raramente converso com os taxistas que me transportam, sejam eles jovens ou idosos. Alguns são reformados cuja reforma recebida não chega para a sua sobrevivência. Outros fazem parte do grupo dos que trabalham ainda complementarem a reforma que lhes foi cortada. Quando deviam estar a gozar os últimos anos de vida despreocupadamente vêem-se na obrigação de arranjar um biscate, tirando lugar aos mais jovens.

Este argumento até parece o de Passos Coelho e do seu antigo ministro Relvas quando diziam aos que tinham ainda tinha trabalho que estavam a tirar a oportunidade de emprego aos jovens.

O meu ponto de vista é outro. Passo a colocá-lo sob a forma de expressão interrogativa.

Sou pelo envelhecimento ativo, mas se muitos dos reformados tivessem pensões que lhes permitisse viver condignamente estariam eles a tirar lugar aos mais jovens? Com grande probabilidade que não?

Tentava descortinar o tema que saía da rádio que me paraeceu relacionado com os estudantes que ontem, dia do Estudante, se manifestaram em Coimbra e em Braga quando o senhor taxista, sem que eu o solicitasse ou "provocasse", iniciou um monólogo  sobre o assunto.

- Pois claro, disse-lhes para se irem embora mas agora diz-lhes para voltarem para e a outros para ficarem por que têm oportunidades aqui em Portugal.

A minha resposta foi o silêncio.

- Cortou em tudo - continuou o taxista - muitas famílias não puderam continuar a ter os filhos a estudar, retiram-lhes até as casas.

O meu silêncio foi a resposta.

- O que ele anda é a caçar votos. Pensa que somos todos parvos! Mas não somos!

Tinha vontade de encetar um diálogo mas isso iria contra a minha abstenção de falar com os taxistas que me transportam.

Voltou à carga.

- Anda a ver se consegue enganar as pessoas. Caçar votos é o que ele quer.

E eu nicles. O destino que lhe tinha indicado aproximava-se. O táxi começou a abrandar.

Como homem do povo ainda teve tempo para mais um desabafo sincero.

- Andou para aí a dizer que se lixassem as eleições…

Desligou o taxímetro.

- Ele anda mas é a caçar votos. O pior é que ainda há muitos que estão a ir na conversa dele. O que ele quer é votos!

- São 4,35 euros, se faz favor.

Era o que o taxímetro marcava.

Tirei cinco euros e entreguei-lhos.

- Fica assim - disse-lhe.

- Muito obrigado.

- Sabe o que lhe digo - respondi-lhe - o senhor tem toda a razão só não vê quem não quer.

Foi a primeira e a única vez que dei resposta a um taxista.

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publicado às 15:17

Injustiçado ou perda da razão

por Manuel AR, em 20.11.13

 

 

"Esta crise é uma oportunidade de bondade,

de caridade, de solidariedade. Bendita crise 

que nos trouxe ao essencial."

César da Neves

 

 

 

Esta vítima da injustiça humana só pode ter perdido a razão…

Agora passarei a ser mais um inimigo que o condena não à morte, mas à tolice mórbida.

 

César das Neves entrou num estado de espírito que é dominado pelas emoções ou pelos sentidos com perda da noção da realidade circundante, quero dizer, entrou em êxtase. Para o confirmar basta ler o arquivo que escreveu no Diário de Notícias no dia 18 de novembro.

O que este senhor amigo dos pobres, como se pode confirmar pela sua entrevista à TSF no dia 17 de novembro é um pregador, qual bispo da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) que foi predestinado para pregar a redenção das almas pecadoras, qual profeta enviado do reino de Deus se vê cruxificado.

Num dia afirma que "obrigar empregadores a pagar mais pelo trabalho é dificultar a vida aos desempregados com menores habilitações.". Aqui está uma subtil forma de colocar uns contra outros. Pois… Vejamos a ideia: vale mais ter menos ordenado e ter trabalho do que aumentar o ordenado mínimo porque beneficia os têm mais qualificações. Portanto… Tirem as conclusões que cada um quiser. Anda contra a corrente, inclusivamente dos parceiros sociais e da OIT (Organização Mundial do Trabalho) esta que apresentou um relatório onde aborda aquela e outras questões sobre o trabalho.

Se tinha dúvidas agora deixei de as ter, César das Neves é o eleito, e um mandatário de alguns setores do PSD e do governo para dizer aquilo que não podem ou não querem dizer publicamente.

 

Logo no dia seguinte uma explosão de confirmação do seu credo e profissão de fé (talvez para agradar ao D. Policarpo ex-cardeal de Lisboa). César das Neves considera-se o eleito pelo qual Deus, por Jesus Cristo, morreu para o salvar a ele, a vítima da humanidade. Claro que o artigo é suposto ser uma ironia aos que ele considera como inimigos.

Veja-se esta grande tirada irónica dirigida aos que o criticam a ele, o incompreendido:

 

"As razões da condenação acumulo-as a cada momento. Pequenas e grandes traições, mentiras e violências, egoísmo e mesquinhez; sobretudo a terrível tibieza e mediocridade em que mergulham os meus dias. De fora não se vê a podridão que tenho dentro. Nem os meus inimigos, que têm tanta razão nos insultos, nem eles sabem do mal a metade. Sou todos os dias muito justamente condenado à morte."

 

E mais esta:

 

Mas não sou eu que estou ali pendurado. É Ele. Ele, a única pessoa a poder dizer com verdade não merecer a morte, é Ele que está ali. "Jesus estará em agonia até ao fim do mundo" (Pascal , 1670, Pensées, ed. Brunschvicg n.º 553, ed.Lafuma n.º 919). Ele está em agonia, e a culpa é minha. E graças à morte d"Ele a minha tem remédio. A morte, em si mesma, é definitiva. Quem morre fica morto. Mas porque Ele quis morrer por mim, a minha morte tem saída. A minha morte pode ir para a vida. Se me agarrar a Ele, o único que voltou da morte.

 

Quem morre fica morto!!? Fez-me lembrar a Lili Caneças que uma vez disse, estar vivo é o contrário de estar morto.

 

Esta vítima da injustiça humana só pode ter perdido a razão… Agora passarei a ser mais um inimigo que o condena não à morte, mas à tolice mórbida.

A mistura de religião com política e com a economia passou a ser transcendente e, ao mesmo tempo servir para ironizar com o próximo. Ele esqueceu-se do primeiro mandamento que diz "não invocarás o santo nome de Deus em vão".

 

Em "post" anterior, sob o título "Os polémicos paradoxais", escrevi sobre os comentadores polémicos sem referir quaisquer nomes. Aqui está um, entre muitos, dos que poderiam constar. Penso até mais,ao escrever estas linhas, apesar dos meus poucos dotes para a escrita e um entre muitos desconhecidos, acho que lhe estou a dar a importância que nem sequer merece.

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publicado às 16:05

O entalado

por Manuel AR, em 19.07.13

Desconheço neste momento como estão a decorrer as negociações entre os três partidos PS, PSD, CDS e se estão a ser distribuídas entre eles muitas beijocas de acerto de compromissos. Ou melhor, Seguro desliga-se do discurso de propaganda partidária de Passos Coelho emitido ontem e diz, segundo a TSF, que “reage com silêncio às declarações do PM, alegando querer alcançar um bom acordo e não pretender perturbar o processo de diálogo em curso com PSD e CDS”. Quer dizer um não teve receio de criticar o PS propagandeia o partido e o Governo, o outro fica silencioso. Desculpem-me o termo, mas que raio de treta é esta?

No meio de todo este quadro de estado psíquico em que já não se tem a noção das realidades objetivas geradoras desta intensa crise que posso denominar por psicose política, José Seguro está, cada vez mais a deixar-se entalar.

Quem está com as “calças na mão” é o Governo e o Presidente da República e querem agora um salvador, não da pátria mas do Governo, e José Seguro vai nessa, embalado com promessas vãs de eleições.

É verdade que o Partido Socialista está comprometido com o memorando da “troika” porque o assinou juntamente com os outros. Mas pode perguntar-se se, quem o executou não foi este Governo? Não foi este que o alterou a seu belo prazer? Podemos até duvidar se o memorando foi bem executado por esta gente que diz que governou durante dois anos.

Tudo se passa como se duas empresas assinassem um acordo assumindo determinados compromissos e, em determinada altura, uma das empresas altera o acordo à sua maneira, assume compromissos com terceiros, não assinados por ambas as partes, e conduz a segunda empresa à falência sem que a primeira tenha sido sequer ouvida. E, agora a culpa é da primeira!

Por favor não brinquem mais connosco portugueses. Já não somos mais estúpidos.

É bom fazer comentários na televisão, cobertos por uma falsa isenção, defendendo e apoiando as políticas deste governo concordando com argumentos mais do que cansativos do Presidente da República, que só fala do que faz e do que fez, por entre alguns poucos, ainda válidos, mas esses comntadores, como diz o povo, “falam de barriga cheia”. 

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publicado às 14:09

 

 

 

Fonte da imagem: http://www.opolvodanoticia.com/2012/06/antonio-borges-reducao-de-salarios.html


Não sei a quem se estava a dirigir António Borges na entrevista que concedeu à TSF no dia 5 de dezembro, se estava a dirigir-se a todos os portugueses ou se apenas a alguns. Eu incluo-me no grupo onde estão todos e, no que respeita à economia, apenas sei o que aprendi na universidade, mas o suficiente para perceber alguns dos senhores que falam de cátedra ou balbuciam sobre o tema.

Borges vem agora com o discurso da estabilização da economia, após ter chamado ignorantes aos empresários, o que foi aliás desvalorizado e desculpado por um comentador de televisão, dizendo que foi um desabafo e que é uma linguagem académica(?). Eu nunca tratei assim os meus alunos e desconheço que isso seja a linguagem corrente nas universidades, a não ser por algum professor mais inseguro a quem interesse atemorizar os alunos.  

Gostaria que fosse justificado com objetividade e em que dados se baseia António Borges para afirmar que o Governo já “fez o ajustamento da economia” ao ter posto o país a gastar o mesmo que produzia". Portanto, com o gastar menos ajusta-se a economia.

E mais afirma que “fez o ajustamento da economia”, que se encontrava “extraordinariamente desequilibrada”, e a “mentalidade de gastar excessivamente acabou”. Isto é, mudam-se as mentalidades e, as economias ajustam-se. Fantástico! E eu que pensava que era tudo mais difícil.

A conversa de António Borges não nos trouxe nada de novo dado que é a mensagem que o Governo e os seus apoiantes têm vindo a fazer passar. Mais ainda, afinal não é possível distinguir uma “luz ao fundo do túnel”. Porém, mostra-se convencido (ou quer convencer-nos) de que haverá um desfecho análogo ao da crise que o país viveu entre 1983 e 1985. “Custou. Foram dois anos difíceis e depois tivemos um período de crescimento muito forte”.

Esperem lá portugueses porque, daqui a mais dois anos, ano de eleições, vão ver que vamos ter crescimento muito forte e, então, o vosso cinto da austeridade vai ser alargado. Eu, como português entre tantos, poderia pensar assim. Mas não, não penso!

Como em macroeconomia se deve trabalhar com conceitos bem explícitos e não com base em impressões, convicções, fé ou outras coisas, gostaria que António Borges explicitasse primeiro o que entende por estabilização da economia. Se para ele, pôr um país a gastar menos e e a mudar mentalidades é estabilizar a economia penso que é muito redutor. Será que, para ele, da estabilização da economia também fazem parte as falências e o desemprego?

Por outro lado, em que modelo e indicadores macroeconómicos se baseou para debitar aqueles juízos apriorísticos. O que ele diz também qualquer comentador ou analista político próximo do Governo o pode dizer, através de perceções enviesadas.

Após ter ouvido António Borges debitar o que me parecem serem banalidades, por aqui me fico porque tenho que ir rever tudo o que aprendi sobre economia.

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publicado às 19:02


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