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Acabem com os sindicatos

por Manuel_AR, em 19.06.13

Segundo o jornal Público oito sujeitinhos da JSD, deputados no Parlamento, resolveram preguntar ao ministro da Educação, através de uma carta, quanto custam ao Estado os sindicatos de professores.

Esta pergunta não é inocente, pois ela enferma, mais uma vez, de uma intenção de manobra de divisão dos portugueses, desta vez contra os sindicatos. Estes senhores que vivem à custa dos nossos impostos, não precisam de sindicatos que os defenda porque têm o seu posto de trabalho mais do que garantido pelo partido que apoiam.

Há uma pergunta que deviam também fazer que é a de saber quanto custa aos contribuintes manter um apêndice do PSD que apenas serve para criar empregos na política para gente que nunca soube o que é trabalhar numa empresa privada. Se os há, então ocupam cargos e lugares em empresas normalmente de advogados que lhes dão guarida que, muitas das vezes, vivem de encomendas de pareceres pedidos pelo Estado que também são pagos pelos nossos impostos.

Mas o mais grave é o que de fascizante está subjacente a esta pergunta porque, ao dizerem que “no momento em que todos os portugueses fazem sacrifícios, temos de reduzir a despesa do Estado, temos de saber quanto é que custam, quanto é que foi transferido para os sindicatos" pretendem virar a opinião pública contra a queles sindicatos. Isto é o mesmo que afirmar que temos de reduzir a despesa do Estado também à custa dos sindicatos para os tornar cada vez mais fracos. Tatcher também o fez no Reino Unido.

Acabar com eles é uma possível sugestão dos sujeitinhos da JSD.

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publicado às 23:02


Apresentação

 

Já decorreram três semanas desde a comunicação da mensagem de natal de Passos Coelho ao país. Dispus-me então, nessa altura, levar a efeito uma análise de conteúdo da mensagem, seguindo critérios e metodologias de cariz científico recomendados para este tipo de análise. Todavia,  sobretudo nas conclusões e sem qualquer intencionalidade, pode não estar afastada alguma subjetividade. Tal, é devido a não estarmos em presença de uma ciência exata. Sobre este aspeto convém referir que, num trabalho como este, a bagagem supostamente teórica a ele inerente comporta numerosas armadilhas que são as aparências imediatas que nos são fornecidas, normalmente parciais. Daí que se tentou uma rutura com preconceitos e evidências aparentemente verdadeiras que nos podeiram vir a dar a ilusão de compreender as coisas.

Não se obtiveram dados que nos permitissem avaliar as permissas que conduziram à construção da mensagem analisada, a não ser a pré e a pós informação veiculadas pelos órgãos de comunicação social das quais, como já deixei antever, tentei afastar-me ideologicamente, o que não é fácil devido à existência de uma pluralidade contraditória de sistemas ideológicos presentes nos discursos concretos. Por outro lado, teve-se em consideração o afastamento das ideologias dominadas, as que se encontram fora da área do poder, e das ideologias dominantes, estas ligadas ao bloco do poder, que são as que mais prendem a nossa atenção, o que poderá ter sido um obstáculo ao trabalho produzido que pretendeu ser isento.

 

Posto isto apresento a seguir o resumo do trabalho efetuado.

 

Resumo da análise de conteúdo


A mensagem de natal de Passos Coelho revelou na análise de conteúdo efetuada que se presta a interpretações polissémicas ao nível político-partidária ao que se junta o elogio e o apelo ao narcisismo do telespetador tornando-o num herói. Tal e qual um horóscopo, o discurso da mensagem não revela um reino do fatalismo porque tudo é reposto na mão dos sujeitos objeto da mensagem. Isto é, estes podem atingir a felicidade, sem se saber quando, na condição de realizar o que para tal for necessário como por exemplo nas seguintes passagens:

“…sabemos que começámos a lançar as bases para um futuro próspero.”

“…todos beneficiarão das novas oportunidades que criaremos nos próximos anos…”

“…a certeza de que os dias mais prósperos  mais felizes do nosso País estão à nossa frente…”

O discurso é ainda, como num horóscopo, um orientador de consciência, antecipando de forma preditiva certezas, para os anos que virão, de oportunidades para todos os que estiveram presentes com “coragem” e “esforço”.

O discurso defende um sistema, aplicado a todos, que venha a corresponder à ideologia e ao modo de vida defendido pelo emissor. A essência do discurso é a consagração de um apelo ao comedimento pelos portugueses que, seguindo o que for prescrito, serão senhores do seu próprio destino. É um manual do esforço para alcançar a satisfação, cujo fruto não colherão ou cujo valor é menor do que o próprio esforço.

 

Para consultar o trabalho click aqui.

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publicado às 16:58


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