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Televisão_manipulação.png

 

 

Se a coligação PPD-PSD.CDS-PP ganhar bem pode agradecer de todo o coração às televisões e a muitos dos seus comentadores e jornalistas. Todos os canais, sem exceção, mostraram uma parcialidade de tratamento nunca vista em eleições de anos anteriores. Foi uma espécie de retaliação contra o Partido Socialista. Resta-nos saber porquê.

Mas não foram só as televisões, estas serviram como veículo de partidos de todos os quadrantes para fazer campanha baseada no ataque ao Partido Socialista esquecendo grande número de vezes a coligação de direita PPD-PSD.CDS-PP que governou durante mais de quatro anos. O objetivo era simplesmente fazer com que o PS não tenha maioria o que servirá apenas para beneficiar a direita.

Dizia Eduardo Cintra Torres em janeiro de 1998 (p.168) que "Cabe aos mensageiros, (os jornalistas, os órgãos de informação) e aos recetores (os leitores, os espectadores) estarem atentos para que a realidade vista por cada um seja sua e não "deles". Essa vigilância é particularmente difícil no caso da televisão, porque as mensagens de propaganda se espalham temporalmente e se diluem em inúmeros blocos informativos - mensagens que são como pontos invisíveis, mas vão formando uma imagem, não no ecrã, mas dentro de nós, subliminar."

Cintra Torres, agora comentador no canal de televisão CMTV, escreveu isto quando no Governo em Portugal estava o Partido Socialista com António Guterres. Resta saber se hoje em dia ainda tem a mesma opinião com o Governo PSD/CDS ainda em funções.   

Como os portugueses estão agarrados aproximadamente quatro horas por dia a olhar para a televisão, é como se utilizassem uma ferramenta para mudança social, alterando a forma de pensar. O governo e a coligação PPD-PSD.CDS-PP seriam ingénuos se ignorassem o seu efeito. 

Assim como a televisão pode motivar através da publicidade para comprar roupas, música, jogos e por as pessoas dentro e fora de moda, o mesmo pode ser feito ao modo particular de pensar sobre quem governa.

A televisão através de informações selecionada e tratada com muito cuidado pode motivar e até manter um povo enganado através da seleção de temas e condicionamento de opiniões para servir a critério dum governo, dum partido ou outros.

O elemento principal do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de prestar atenção ao que verdadeiramente interessa e se passa na política. Manter a atenção do público distraído, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real.

Usar aspetos emocionais é uma técnica para causar uma espécie de curto-circuito na análise racional e no sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização das emoções permite abrir a porta de acesso para fazer entrar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos. Esta última fez parte da campanha da coligação de direita PSD/CDS.

A estratégia passa pela divulgação preferencial de conteúdos medíocres, e pela coroação de ícones políticos popularuchos que em geral não apresentam demasiada  cultura, nem inteligência mas que a televisão transforma.

Se a coligação PPD-PSD.CDS-PP ganhar bem pode agradecer de todo o coração às televisões. A todas sem exceção. Diretores de informação, alguns jornalistas, comentadores mostraram uma parcialidade nunca vista em anos anteriores. Foi uma espécie de retaliação contra o Partido Socialista.

Colocavam no ar tudo o que era bom da campanha PAF e horas a fio de Passo Coelho a falar monocordicamente e por outro lado quase tudo o que era mau na campanha do PS. Não havia censura, mas a forma como a informação é tratada e alinhada para ir para o ar pode também ser uma espécie de censura no sentido de avaliação negativa. Se, de facto, se acreditar em conluios, esta campanha foi bem disso a prova de como a direita teve uma influência que penetrou em todos os canais de televisão, mesmo naqueles cuja informação se diz ser independente. Somos livres de pensar de por portas e travessas não terá havido promessas a esses canais, alguns deles não são mais do que "canis" que abrigam cães rafeiros da desinformação.

Uma análise ao conteúdo das campanhas comprovaria o que acabo de dizer. Porque não é apenas o que dizem a quantidade do que dizem nem a quantidade do que passam é, também, a seleção tendenciosa das imagens e os comentários por vezes sem isenção e ao belo prazer e interpretação livre do jornalista que os faz  

Tirando alguns frente a frente onde por vezes estavam políticos de partidos à esquerda do PS (também era o que faltava que assim não fosse) os comentadores de serviço em todos os canais generalistas e de informação eram conhecidas figuras do PSD. Onde estava o contraditório?

Eu não acredito da independência e isenção de militantes sem contraditório quando comentam política nas televisões.

Para a maior parte das pessoas a fonte de informação é a televisão mais do que de qualquer outra fonte de notícias e daí há sempre uma maior preocupação pela forma como os canais cobrem uma campanha política. Estudos em outros países têm demonstrado a predisposição para a cobertura de notícias que se concentram mais na imagens dos candidatos, e para um jornalismo direcionado para quem está a ganha, quem está a perder, divulgação dos resultados das pesquisas de opinião, do que numa apresentação séria sobre as propostas que os partidos candidatos têm para oferecer. Veja-se o caso da discussão do programa da coligação PSD/CDS que na prática nunca foi conhecida e votado a um ocultismo propositado.

A cobertura televisiva das campanhas dos partidos dependeu quase exclusivamente em quantidade e extensão de "soundbites", trechos de mensagens de candidatos ou de excertos de comentário que tiveram especial atenção nos candidatos da coligação que tiveram tempos de antena privilegiado em tempo e qualidade de captação de imagem. No último dia da campanha até o Bloco de Esquerda foi contemplado em tempo e imagem.  

 Além de dependência de "soundbites" a cobertura de notícias das televisões da campanhas também foi caracterizada por "peritos" comentadores quase sempre do mesmo quadrante partidário que interpretaram os eventos para os telespectadores moldando, dirigindo, e centrando-se observações para favorecer mais um lado do que outro.

Houve um excessos de enviesamento político na campanha direcionada mais para o lado dos partidos do governo havendo diferenças entre os canais sobre a atenção privilegiada que davam a uns candidatos.  

Além do enviesamento político-partidário imediato as notícias das televisões colocaram demasiada ênfase em alguns dos candidatos. Para uns, discriminação positiva, para outros, discriminação negativa pelos extratos da campanha que eram escolhidos durante a edição de imagem assim como o tratamento que era dado pelos jornalistas que acompanham as campanhas dos partidos.

A cobertura televisiva pode ajudar a determinar como os candidatos são percebidos pelo eleitorado que pode influenciar o sucesso ou insucesso. Esta capacidade de provocar a retenção da atenção é vista como a influência da televisão no processo político duma forma muito decisiva, uma vez que um candidato que não se sai bem enfrenta não só uma batalha difícil mas podem ter dificuldade em levantar-se para continuar. Daí que é muito importante a leitura que se deve fazer de tudo quanto se vê.

Cobertura política pelas televisões não se limita a uma simples cobertura dos candidatos e atividades de campanha, os noticiários de televisão também tem desempenhado um grande papel na cobertura de outros aspetos do processo político pode por exemplo ajudar os eleitores a compreender melhor o processo de seleção política através do já referido enviesamento.

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publicado às 17:36

Estabilidade precisa-se

por Manuel AR, em 09.09.15

Estabilidade.pngDizem por aí alguns CEO´s de empresas que "Portugal não se pode dar ao luxo de ter instabilidade governamental". Não se pode deixar de concordar. Felizmente são poucos os defensores das teses da coligação PSD/CDS. O apelo é um pedido informal para votação na coligação que tem vindo a apregoar a estabilidade governativa, explorando receios e medos ancestrais ainda presentes em alguns portugueses, induzindo-os a votar neles e, deste modo, dar-lhes um cheque em branco para uma maioria absoluta.

Não deixa de ser curioso que a estabilidade governamental que pretendem seja para consumo próprio, a das elites que querem defender a todo o custo os seus lugares e privilégios, ficando os restantes obrigados a renderem-se e a ficarem sujeitos à instabilidade das suas vidas, no seu trabalho, na sua saúde, na sua educação, nas suas reformas, aos impostos agressivos, e por aí adiante. Estabilidade para uns e instabilidade para outros é o que, em síntese, os apoiantes da coligação PSD/CDS defendem, como se mudar de Governo fosse, em democracia, sinónimo de instabilidade. Salazar também a combatia através de todos os meios que criou dizendo ser para defesa da estabilidade e integridade nacional.

Passos Coelho e a sua tribo de corifeus alojados no PSD, alguns vindos da JSD, conseguiram dividir Portugal em dois com o objetivo bem definido de dividir para reinar sendo o seu percursor Miguel Relvas que vai sendo desenterrado aos poucos do silêncio a que estrategicamente se remeteu. Uma das partes em que dividiram Portugal e que o PSD/CDS propagandeiam, é a dum Portugal virtual. A outra parte é a do Portugal real que tentam esconder e lançar para o esquecimento.

O PSD e o CDS culpam o Partido Socialista, Sócrates e o FMI da troika, esquecendo-se que Passos Coelho, após ter ganho as eleições através de várias e já bem conhecidas promessas e mentiras, acarinhou a vinda do FMI requintando-se no agravamento do memorando assinado fazendo dele o seu próprio programa de Governo. 

A coligação PSD/CDS apresenta para a próxima legislatura umas linhas indefinidas de programa, sem novidades nas propostas de governação. Nesta campanha surgem como uma espécie de mortos vivos que, de vez em quando, recorrem ao passado para justificarem a vampirização a que sujeitaram e pretendem continuar a sujeitar os portugueses durante mais quatro anos.

A campanha de Passos Coelho e de Paulo Portas não têm apresentado propostas de governo preferindo acenar aos portugueses com o medo da instabilidade, com novas e piores "troikas" que podem vir. Preocupam-se mais em comentar as propostas do PS do que divulgarem as suas porque não lhes interessa que se saiba quais são de facto, mas os portugueses sabem bem o que farão se, por mero acaso, chegarem novamente ao poder. Não cumprir as promessas e continuar e agravar a obra iniciada há quatro anos, desta vez sem a desculpa da "troika". Aliás, Passos Coelho já afirmou várias vezes que seguirá o mesmo trajeto. Por isso só se deixará enganar quem quiser.

A propaganda da coligação tenta alimentar no povo falsas esperanças e, ao mesmo tempo alenta, com a ajuda dos seus corifeus, hostilidades contra tudo e todos os que apresentem uma pequena possibilidade que seja de mudanças de natureza política e que proponham vias alternativas, demonstrando a insensibilidade e a frieza que os anima sobre tudo quanto seja de natureza social. Para incauto ver vêm agora mostrar-se muito preocupados com os vários problemas socias por eles criados.

As propostas que esta gente e os media que os apoiam defendem perante o eleitorado são alimentadas pelo engano, pela mentira, pela ocultação ardilosa e pela deturpação premeditada dos factos do Portugal invisível, traçando sobre ele um muro espesso e opaco de silêncio.

As estatísticas selecionadas para divulgação são demonstração do que acabo de dizer. Divulgam-se as que lhes interessam e escondem-se as que não lhes interessa que sejam conhecidas. Das estatísticas económicas apenas as que lhe são favoráveis são mencionadas, as sociais não existem. Para comparação escolhem anos, apenas de interesse para estudo da evolução histórica, que lhes sejam favoráveis para demonstrarem que os indicadores estão a subir, todas a subir ou com tendência para subir. 

Quanto às privatizações é o que se tem visto, comparam o mau com o pior que poderia ter acontecido. É do tipo de partiste uma perna? Olha, poderia ter sido pior se partisses as duas.

A venda do Novo Banco irá ser apresentada como sendo uma venda lucrativa e de excelência comparada com uma suposta venda que nunca esteve em cima da mesa das negociações mas que seria uma alternativa muito pior. É a estratégia para consumo popular; apresentar o mal feito como um mal menor.

É este o discurso de propaganda da coligação PSD/CDS; este tem sido o seu programa de governo; este é o programa que os partidos da coligação continuarão a seguir, se lhe dermos oportunidade para isso.

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publicado às 15:32

Na maior parte dos órgãos de comunicação social, imprensa e televisão, a toxicidade mediática tem vindo progressivamente a causar preocupação. Transformaram-se em medio tóxicos cuja função é mais a de manipulação do que a de informação.

Assiste-se a uma intoxicação informativa por parte da comunicação social. As televisões mais perecem órgãos de comunicação do Governo à boa maneira dos tempos soviéticos.

O Presidente terá parte da responsabilidade a partir do momento em que a sua estratégia singrou no caminho do prolongamento por mais três meses do mandato do Governo em funções que terminaria em junho e a campanha eleitoral andaria a decorrer dentro do período legal. O que está a acontecer é que já está a decorrer e prolongar-se-á até outubro provocando uma saturação na população.

Não é inocentemente que Cavaco Silva ainda não marcou a data exata para as eleições legislativas deste ano. O adiamento justifica-se como forma de dar mais tempo ao seu partido na coligação para não se refletir muito na votação dos portugueses o efeito causado pelos estragos da governação e ao mesmo tempo fazer prolongar por mais algum tempo a intoxicação comunicacional em curso.

Poderá haver vantagens e ou desvantagens para a data que está prevista para a marcação de eleições (setembro/outubro). Recorde-se que as eleições legislativas de 2009, também marcadas por Cavaco Silva realizaram-se em 27 de setembro tendo a campanha eleitoral decorrido entre os dias 12 e 25 do mesmo mês.

Que razões terão havido para este ano serem marcadas tardiamente. Uma das desvantagens pode ser considerada técnica como seja a preparação tardia do Orçamento de Estado para 2016 que terá de ser feito apressadamente, qualquer que seja o governo que tome posse. Outra também técnica será a de evitar coincidência com o período de férias reduzindo assim uma possível maior abstenção.

Vantagens, posso incluí-las no âmbito da oportunidade e do oportunismo políticos do Governo e do Presidente da República em conjunto:

  1. Forma do Presidente dar ao seu partido mais algum um tempo para poder legislar e fazer propaganda.
  2. Dar mais tempo, é dar espaço na comunicação social para preparar informação para desinformar a população.
  3. Dar mais tempo para comentários dos comentadores a solo, afetos ao Governo que proliferam nas televisões, para fazerem propaganda sem que haja contraditório.
  4. Esperar pelo desenrolar de eventuais acontecimentos que venham oportuna e atempadamente para a opinião pública de modo a facilitar, de forma subtil, a tarefa propagandística do Governo com prejuízo e ofuscação da oposição.

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publicado às 17:07

 

Cavaco_Passos.png

O senhor primeiro-ministro Passos Coelho, no seu périplo propagandístico pelo país, acena com números e mais números, sempre positivos, claro, que as estatísticas vão deitando cá para fora. Eu sou um adepto fervoroso das estatísticas como indicadores sociais, económico e outros mais mas, daí tomar os números referentes ao país no seu todo como se eles correspondessem exatamente ao país real e às pessoas vai uma longa, longa distância.

Por sua vez o apoio descarado do senhor Presidente da República ao Governo de coligação PDS/CDS continua. Utilizando os mesmos chavões de Passos Coelho, ou será o inverso? Diz agora que “Precisamos de um Governo que tenha apoio maioritário na Assembleia da República” para o “cumprir as regras comunitárias, no que diz respeito ao controle do défice orçamental, sustentabilidade da dívida pública e também no que diz respeito às reformas necessárias para a competitividade da economia portuguesa.”.

Claro que o senhor Presidente não diz qual o partido ou partidos que devem constituir o tal apoio maioritário, mas a sua ideia, com certeza, deve ser uma maioria absoluta dos partidos que apoia para obter uma continuidade de acordo com as regras que indica. Isto é, prosseguir e agravar as políticas seguidas durante os últimos quatro anos. Pois então! Assim é que é!

Para bom entendedor meia palavra basta.

Mas, senhor Presidente, parece que foi durante este seu Governo, desculpe, durante este Governo que a dívida pública em percentagem do PIB passou de 96,2% em 2010 para os 130,2% em 2014.

Até parece que o senhor Presidente da República Cavaco Silva, e o seu primeiro-ministro Passos Coelho, estão ambos em propaganda eleitoral e em sintonia de objetivos. O primeiro-ministro, em vez fazer oposição às oposições, nomeadamente ao PS, deveria apresentar-nos um plano detalhado do que vai ser feito pelo seu Governo se por acaso ganhar as eleições. Ou será que já tem a certeza de que vai perder e já nem vale a pena apresentar qualquer programa de Governo?

O senhor primeiro-ministro com tanta coisa boa que diz estar a acontecer no país, e outras tantas que antecipa, mas que por cautela não promete, pretende convencer os portugueses, mas eles ainda não esqueceram o que no passado disse e o que fez depois e sabem o que lhes aconteceu. Por isso, já sabem tudo sobre trapalhadas, mentiras e promessas vãs e não querem que tal volte a acontecer apesar das palestras do tipo mestre-escola que faz ou possa vir a fazer.

 

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publicado às 17:43


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