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Onde estás, ó verdade, que não te vejo

por Manuel AR, em 01.06.15

António Costa tinha dito, já há algum tempo, que apresentaria o seu programa no princípio de junho, o que fará no próximo fim de semana.

Hoje Passos Coelho anunciou que vai apresentar o programa de Governo na próxima quarta-feira e que o definitivo só será apresentado lá mais para a frente.

Isto parece uma competição entre crianças para ver quem apresenta primeiro o trabalho, com a diferença de que, neste caso, a segunda criança tenta enganar o avaliador que somos nós. Porquê enganar? É uma pergunta pertinente que merece uma resposta apropriada. É que a proposta do programa da coligação não vai contemplar todos os pontos, e vai ser omissa em vários outros.

Um em que vai ser omisso, porque nada irá referir sobre eles, é o corte dos 600 milhões de euros sobre os quais Maria Luís Albuquerque e Passo Coelho lançaram uma grande confusão, quem sabe se não foi propositadamente. Os 600 milhões eram para cortar nas pensões mas o primeiro-ministro já disse que não vai apresentar nada sobre a reforma da Segurança Social, e o corte dos 600 milhões de euros, que será ou não nas pensões.

Mas veja-se a desfaçatez, passa o tempo a dizer nas palestras que prolifera por aí (já cansa) que só fará qualquer reforma na Segurança Social após as eleições e com o Partido Socialista. Não se percebe qual o objetivo.

Será que Passos Coelho, quer fazer crer aos eleitores que podem votar neles porque vai haver consenso com o PS se a coligação ganhar? Será que alguém percebe? Em matéria de corte das pensões em pagamento António Costa e o Partido Socialista já foram bem claros não há nada a consensualizar com a coligação.

Há muita coisa dúbia, nebulosa e omissa sobre o que a futura coligação irá fazer e que não irá constar no seu programa de Governo. Pretendem que os eleitores coloquem uma assinatura de cruz sobre o que pretendem fazer. Votar apenas em intenções é o que é. Mas disso já tivemos a nossa dose desde 2011 e ficámos fartos.

 

Onde estás, ó verdade, que não te vejo?

Apareces por entre as brumas da memória mas não te distingo.

Surges tão nublosa no caos das mentira e contradições,

Qual nevoeiro impenetrável pelos meus faróis.

Dai-me, senhor dos ventos, uma brisa que o desfaça,

Para, ao menos, distinguir onde te encontras, ó verdade, no caos das mentiras e contradições!

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publicado às 22:42

Um poema de Passos Coelho

por Manuel AR, em 06.04.14

Aqui vai um poema de Passo Coelho que me foi enviado por uns amigos. Este é um sentimento da realidade que lhe é atribuído.

Poema de Passos Coelho
 
Chamo-me Passos Coelho
Cortador de profissão
Corto ao jovem, corto ao velho,
Corto salário e pensão
Corto subsídios, reformas
Corto na Saúde e na Educação
Corto regras, leis e normas
E cago na Constituição
Corto ao escorreito e ao torto
Fecho Repartições, Tribunais
Corto bem-estar e conforto,
Corto aos filhos, corto aos pais
Corto ao público e ao privado
Aos independentes e liberais
Mas é aos agentes do Estado
Que gosto de cortar mais
Corto regalias, corto segurança
Corto direitos conquistados
Corto expectativas, esperança
Dias Santos e feriados
Corto ao polícia, ao bombeiro
Ao professor, ao soldado
Corto ao médico, ao enfermeiro
Corto ao desempregado
No corte sou viciado
A cortar sou campeão
Mas na gordura do Estado
Descansem, não corto, não.
Eu corto
a Bem da Nação

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publicado às 19:37

Entre mentira e verdade cada um que escolha

por Manuel AR, em 25.03.14

O vídeo apresentado mostra, com uma evidência inegável as mensagens de mentira que o primeiro-ministro, antes de o ser, passou aos portugueses.

Bem pode agora vir dizer que na altura ainda não sabia o que iria encontrar. Pois se não sabia não deveria dar-se à habilidade eleitoral de as passar. Se, como diz, estávamos num buraco financeiro então cautelosamente não se expunha com promessas que ele previa, devido à situação, seriam suscetível de incumprimento.

Aqui está o vídeo e, a seguir, algumas estrofes de poemas que selecionei e adaptei em alguns deles. Não sou muito simpatizante de poesia e de canções de intervenção, contudo, pesquizei algumas e não tive dúvidas relativamente à sua atualidade aplicada a Passo Coelho e ao seu governo. 

 

 

 

Ninguém nos leva ao engano

toureamos mano a mano

só nos podem causar dano

esperas.

Soam brados e olés dos nabos

que não pagam nada

e só ficam os peões de brega

…………………………………………………

Entram empresários moralistas

entram frustrações

e entram muitos euros a muita gente

que dá lucro de milhões.

 

in SANTOS, Ary dos, As Palavras das Cantigas (organização, coordenação e notas de Ruben de Carvalho). Lisboa, Edições Avante, 1995. (modificado)

 

 

Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União

……………………………………..

 

Nunca te vimos tao perto
Nunca te vimos tao longe
Daquilo que tens pregado

Nunca te vimos tão fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No fulgor dos gabinetes
Hás de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala

……………………………………..

No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exato
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha

………
Zeca Afonso in como se faz um canalha 

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publicado às 12:35


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