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Abordar qualquer problemática que envolva religiões e, neste caso a religião católica, num artigo de opinião é uma tarefa melindrosa porque entramos no campo das crenças e da fé mais ou menos profundas da religiosidade de cada um e por isso mesmo tenho adiado escrever sobre o tema.

A decisão que hoje tomei veio no seguimento da notícia de primeira página do jornal Público cujo título, não sendo estranho do que é a posição corrente dos clérigos católicos portugueses, apresenta alguma estranheza, “Igreja aconselha abstinência aos católicos recasados” tendo como fundo uma fotografia do Cardeal-patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente.

Os movimentos mais conservadores da Igreja portuguesa estão a organizar-se. É a igreja portuguesa antiPapa Francisco. O conservadorismo mais radical dentro da Igreja católica em Portugal está presente numa organização católica cristã que conhecida por Fraternidade São Pio X que pode ver aqui. Alguns destes radicais costumam reunir-se aos domingos num oratório para ouvir a missa com rituais antigos praticados antes da última reforma em meados do século XX quando a missa em latim foi substituída pelas línguas nacionais por uma das determinações do Concílio Vaticano II, aquela que foi sentida como uma grande mudança.

Nesta igreja que vai tendo cada vez mais adeptos impera o rito antigo, as mulheres cobrem a cabeça com véu, o padre está de costas para os fiéis e onde outras práticas rituais antigas voltam a ser praticadas. Isto é deixar de serem os fiéis os protagonistas da celebração, isto é um retorno ao individualismo da divindade enquanto tal. Os crentes desta fraternidade assunem-se comos sendo ultraconservadores. Há todo um extrato social que está a aderir a estas práticas. Aquela fraternidade está no ponto oposto ao do Papa. Para estes ditos católicos “está fora de causa a questão dos recasados poderem comungar.

Será que é neste contexto que D. Manuel Clemente se refere à abstinência dos recasados?

Hoje aquele clérigo superior da hierarquia da igreja católica portuguesa veio justificar-se dizendo que não era bem assim e recorre aos papas anteriores já disseram de certo modo criticando implicitamente o Papa Francisco.

  1. Manuel Clemente não está só porque párocos de igrejas localizadas em freguesias e predominantemente frequentadas por uma classe social alta e média alta politicamente conservadoras com evidente voto à direita mostrado nas leições concordam com a mesma perspetiva do cardeal-patriarca de Lisboa, nomeadamente o cónego Carlos Paes, pároco de São João de Deus, em Lisboa, a quem não choca que a Igreja (a portuguesa conservadora, é suposto) proponha a abstinência sexual aos casais recompostos, este pároco explica confundindo o acessório e casual com a prática permanente de modo a confundir os fiéis, o que já não admira, dizendo que “A continência faz parte da conjugalidade. E acontece também quando, por uma questão de doença ou deslocação ao estrangeiro por motivos laborais, um dos cônjuges se ausenta ou deixa de estar disponível para a sexualidade”. Pode ler estas declarações aqui.

Recorrem estas mentes sãs luminárias ao cruzamento falacioso das possibilidades abertas pelo Papa Francisco com os posicionamentos mais conservadores de João Paulo II e Bento XVI e claro, para Manuel Queirós da Costa, do secretariado diocesano da pastoral da família de Vila afirma que “Provavelmente essa proposta é um bocadinho irreal, mas efetivamente D. Manuel Clemente não disse mais do que disseram João Paulo II e Bento XVI”.

Todavia não é sobre a posição da igreja católica sobre sexo nem sobre abstinência, quer seja, consoante as circunstâncias, aconselhada, ou não, pela igreja católica portuguesa a que hoje me refiro. Prefiro abordar o tema de forma mais generalista no que se refere aos comportamentos, atitudes e tomadas de posição reveladoras do conservadorismo arreigado da igreja católica portuguesa.

O conceito de igreja pode ser tomado em sentido lato que é o conjunto do clero e fiéis católicos, ou, em sentido restrito, e é neste que me vou situar e que representa o "conjunto das autoridades religiosas que formam a hierarquia católica". Numa análise de pormenor a Igreja Católica ou Igreja Católica Apostólica Romana, é uma Igreja Cristã, que tem por objetivo pregar o Evangelho de Jesus Cristo.

Muito se tem escrito e dito sobre o Papa Francisco cujas tomadas de posição têm sido acatadas por uns e, por outros, discretamente silenciadas, deturpadas ou até omitidas. É sobre esta particularidade, no que à igreja católica portuguesa se refere, que nos podemos centrar. Mais uma vez clarifico que, no presente contexto, a igreja é tomada no seu sentido restrito, isto é, a sua hierarquia dirigente e não os seus fiéis que apesar de tudo os seguem, até com alguma perplexidade, face às suas tomadas de posição.

Do que percebe de declarações de clérigos de base ou da mais alta hierarquia da igreja portuguesa há um descontentamento velado e murmúrios discretos acerca das posições do Papa e da estratégia seguida para a “envangelização” da própria hierarquia.  Esses murmúrios mostram dissidências contra o Papa.

Os clérigos estão dececionados porque estão a ser postas em causa as suas prerrogativas e a tudo quanto seja o sentimento de poder face aos fiéis. Sentem-se expostos publicamente e interiormente comprometidos pelas críticas que a alguns tem vindo a ser dirigidas por aquele se acredita ser o representante de Cristo na Terra.

Num artigo escrito em agosto de 2017 no sítio Jesuítas Colômbia por Alberto Maggi também citado em setembro de 2017, Frei Bento Domingues num artigo de opinião publicado no jornal Público, afirma que “nunca pensaram que Bergoglio teria a intenção de reformar a Cúria romana, de eliminar os seus privilégios ou de que ele flagelaria as vaidades do clero. A sua simples presença, simples e espontânea, é uma constante acusação contra os pomposos prelados, os faraós anacrônicos cheios de si mesmos ...”. Mais adiante o mesmo autor afirma que os clérigos, os sacerdotes estavam,” acima do povo, e agora este Papa convida-os a descer e colocarem-se ao serviço dele. “.

Parte do clero português sente-se desapontado e deslocado devido a terem sido destinados para o estrito cumprimento da doutrina, indiferentes às pessoas, agora não sabem como comportar-se. A sua humanidade atrofiou-se no estrito cumprimento das normas da Igreja e os fiéis são seres passivos, a maior parte pelo menos, são despojados da consciência de si próprios e do mundo que os rodeia para se centrarem na consciência que os mentores da religião que professam lhes impõem em nome da divindade.   

Dececionados estão clérigos e a sua hierarquia, tradicionalistas e conservadores agarrados ao passado. Para estes o Papa é um traidor que está a trazer a ruína à igreja. Diria antes a ruína ao poder clerical.

Este conservadorismo da igreja portuguesa é atávico, com características do passado em ideias, costumes e métodos enraizados e com dificuldade de se adaptar à mudança. A instituição clerical da igreja ao longo do processo histórico soube sempre dominar e controlar, ou se caso disso, aliar-se a classes sociais, pertença dos mais ricos e poderosos que, piedosamente, em conluio com a clerical igreja, contribuíam com caridadezinha para satisfação do seu sentimento de cristandade e ganho do céu com a subserviência da outra maioria arrastada como rebanho.

A clerical igreja sempre serviu ao lado dos possuidores de riqueza e de poder não hesitando me induzir os fiéis com homilias retóricas através da criação de texto fortemente persuasivos de cariz aparentemente religioso, adulterando na sua pregação o evangelho ou, até, selecionando partes cuja interpretação possa ser ambígua, difundindo dissimuladamente certas ideias ou doutrinas de tendência político ideológica perfilhadas por certos meios e poderes. Acontece, nomeadamente, nos meios rurais onde, população menos atenta ou preparada, e frequentadora da igreja local é mais recetiva à palavra do evangelho, segundo o prior da freguesia. E, quando este não satisfaz, pela sua abertura de mente, as ideias induzidas pelo anterior pároco afloram e há manifestação na aldeia.

No dia 7 de fevereiro do ano corrente, no Salão Paul VI do Vaticano, na audiência geral, o Papa Francisco pediu aos sacerdotes que “não forçassem os fiéis com homilias longas, desfocadas e incompreensíveis”, advertindo também para o obstáculo do preconceito. Aconselhou, mas ao mesmo tempo criticando, as homilias longas e, sobre a preparação de uma homilia, pediu aos sacerdotes, aos diáconos, aos bispos para “prepararem com a oração, com o estudo da Palavra de Deus e fazendo uma síntese clara e breve: não deve ir além de dez minutos. Por favor!".

A igreja católica portuguesa ao longo dos tempos revelou primor e dedicação ao obscurantismo, opondo-se ao progresso pelo facto o considerar perigoso para a sua estabilidade, pensamento idêntico ao do salazarismo no aspeto social. A igreja não se opõe a uma nova visão da sociedade e do cristianismo proposto por este Papa, resiste-lhe com todas as suas forças. É tudo uma questão de privilégios que as hierarquias da igreja portuguesa veem com preocupação. No antigo regime o poder clerical da igreja portuguesa foi a grande aliada do poder, dito laico, antidemocrático então instituído este também aliado da igreja. Interessava que as classes sociais não dominantes fossem docilizadas, acomodados e conformados pela igreja e esta cumpriu bem a sua missão ao longo das décadas com algumas exceções ocorridas aqui e ali que contrariavam o processo oficial estimulando condutas rígida para disciplinar o comportamento religioso e político dos fiéis. Esta visão ainda está muito presente não apenas na igreja católica portuguesa, mas também na maioria dos seus fiéis.

Salvo raríssimas exceções a igreja católica aceita com olhar de desagrado quaisquer políticas de esquerda mesmo que estas sejam em benefício dos mais desfavorecidos. No passado sempre teve, e quer continuar a ter no presente e no futuro, a primazia de ser a protetora dos desvalidos e dos desamparados para mostrar à sociedade que pratica a caridade em nome de Cristo com laivos de alguma hipocrisia e apoio de extratos sociais altos a ela ligados. Lembremo-nos da Inquisição no século XIV quando a igreja católica conluiada com a nobreza fazia julgamentos sumários e condenava à fogueira inocentes na mesma medida em que que louvava o Senhor e dizia praticar o Bem de acordo com a moral e a ética cristãs.

Com palavreado subtil muitos vão criticando o Papa Francisco porque extrapola muito deixando de falar do Evangelho de Nosso Senhor, para falar sobre as coisas do mundo e só fala em pobreza e em desigualdade.  E as coisas do mundo não interessam nem convêm desde que à igreja não digam respeito.

Para estes conservadores arreigados a igreja e os seus pastores devem servir os costumes tradicionais e exercer o culto através das suas liturgias pregando o Evangelho, mas não o seguindo a não ser com os olhares da conveniência estatutária da igreja.

Sem olhar para dentro de si a Igreja não deve ter o mando de criticar e ou aconselhar outros. A “nova” moral cristã que advém dos pregamentos de Cristo se por um lado não pode intrometer-se em política, por outro não deve estar de acordo com ideologias em que o individualismo exacerbado são práticas corrente servindo-se dos princípios da Igreja cristã para fomentar a manutenção das desigualdades extremadas das sociedades em que é usual aliar a prática da caridade com outros interesses.

Há alguns meses o Papa Francisco alertou para a “dramática desigualdade” de rendimentos entre ricos e pobres, numa audiência aos participantes no congresso que evocou os 50 ano da encíclica ‘Populorum Progressio’, de Paulo VI. Esta mensagem nada tem a ver com ser contra os ricos, mas a Igreja portuguesa tem o dever de não estar do lado do dinheiro porque "O dinheiro deve servir e não governar", e a Igreja católica, juntamente com os mais ricos tem a obrigação de, não apenas de ajudar os mais necessitados, mas, mais ainda, respeitá-los, educa-los e, sobretudo, promovê-los socialmente.

Embora não concorde na íntegra com aquela posição, pois parece passar a mensagem de que os ricos são uma espécie de lepra da sociedade, o ponto de vista é parece ser mais o acesso ao poder pelo dinheiro e para o enriquecimento de alguns e, onde, há dinheiro por vezes a Igreja também lá está não expressamente envolvida. Pode ver aqui extratos da exortação apostólica do Papa Francisco "Evangelii Gaudium" (A Alegria do Evangelho).

Desde quando é que os princípios éticos, morais e sociais da doutrina cristã revelada, não se devem aplicar à vida quotidiana? 

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publicado às 18:07

A Conspiração

por Manuel AR, em 02.10.16

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Se alguém for de esquerda, moderada ou não, terá mais é que se converter. Se for católico, mas tiver ideias de esquerda converta-se na mesma.

Antes de começar a escrever este "post" pensei se deveria ou não fazê-lo, dado a náusea que me causa comentar as declarações patéticas dum sujeito que se deve julgar uma sumidade em economia política. Questionei-me se seria  merecido qualquer comentário dum simples cidadão desconhecido que em tempo colocou aqui um texto intitulado “Injustiçado ou perda da razão” sobre o douto professor. Gastar o meu tempo com ele seria continuar a dar-lhe importância, mas, por outro lado, não ficaria bem comigo se perdesse a oportunidade de lhe chamar alguns imagináveis e não explícitos nomes à boa maneira diplomática. Refiro-me ao senhor César das Neves, professor na Universidade Católica, cuja cristandade e consequente caridade andam muito afastados do seu pensamento hipócrita. Percebe-se pelas enormidades contraditórias que lança por aí.

As contradições entre o que diz e o que pensa são abissais. Quando numa entrevista foi confrontado com algumas afirmações do Papa Francisco, confundiu, baralhou, refugiou-se em questões retóricas que não se colocam nem estão implícitas em afirmações do Papa e tenta falaciosamente reconstruir a realidade.

Quando confrontado com questões objetivas desvia-se da objetividade refugiando-se em lugares comuns como defesa para a fragilidade dos seus argumentos. É o homem do talvez, e do não tanto. A ambiguidade é a sua arma de defesa.

Adoro uma boa teoria da conspiração, mas este sujeito passa das marcas ao afirmar enormidades como "Reformados e funcionários públicos controlam a política e a comunicação social". Ele deve estar enganado, mais parece ser o contrário, porque eu não vejo em nenhuma comunicação social nem reformados, nem funcionários públicos a fazer declarações nem a ocupar primeiras páginas de jornais nem canais de televisão.  É uma patológica falsa realidade por ele imaginada gerada por ódios pouco dignos de quem se diz um convicto cristão.

Fazer declarações polémicas desta espécie é ser um porta-voz em Portugal do pior que tem o neoliberalismo, embora afirme que não é neoliberal, nem sequer é liberal. Então afinal o que é?

César das Neves disse nas jornadas parlamentares do PSD em fevereiro de 2016 que "o país é mesmo socialista. Todos os partidos, do CDS ao Bloco de Esquerda, é tudo socialista". Esta frase terá várias leituras. A minha é simples, não sendo ele socialista, dizendo que não é liberal nem neoliberal, logo, um bom governo será uma ditadura de ultradireita. Aliás, muitas das suas afirmações parecem defender esse tipo de regime para Portugal. Aliás uma prova do que afirmo é está num comentário sobre um artigo que ele escreveu em 2013 e que pode ver em Mas que filme é este?

O oportunismo deste senhor é tal que aproveita o momento da visita do Papa Francisco a Fátima para lançar um livro onde se prevê desde já seja uma deturpação tendenciosa do que este Papa tem declarado.  “Os revolucionários querem usar o Papa como arma de arremesso”, disse numa entrevista. É uma tendenciosa inversão dos factos e o pressuposto da ignorância dos outros. Faz afirmações que não podemos aceitar como verdadeiras, porque acha que não se pode provar que é falso o que diz. Vejamos então. Será que alguns dos princípios e ideias do Papa Francisco que têm sido divulgadas são originais e nunca ninguém as pensou ou se pensou não as disse?

Sobre o assunto afirma que “a direita quer manter o que tem e os outros estão a atacar. Neste momento, a esquerda está em crescendo, o problema é uma crise do capitalismo. Temos a direita a resmungar que o Papa é desagradável, mas não se atrevem a dizer mal dele. Mas a esquerda está contente, não para se converter e ouvir o Papa como pastor, mas para o usar como arma de arremesso”. Reparem na palavra converter. Se alguém for de esquerda, moderada ou não, terá mais é que se converter. Se for católico, mas tiver ideias de esquerda converta-se na mesma.

A sua política, diz César da Neves, é a defesa da doutrina social da igreja, mas, ao mesmo tempo, acha que é preciso cortar nas reformas e nos salários da função pública. A conspiração deve ser uma das suas missões, pelo menos no que toca àquelas duas parcelas da sociedade, já que, segundo ele, são estes grupos instalados que controlam a nossa política e os nossos jornais. Quando se lhe pede uma explicação sobre qual o grupo de reformados tem jornais e a resposta é nada e vazia “Eu não vejo é ninguém a falar contra esses interesses instalados e preocupado com a criação da riqueza”.

Quando se pergunta a este professor da cadeira de História do Pensamento Económico na Universidade Católica se acredita que há uma ciência económica única e não várias abordagens responde que “talvez”, mas não tanto” e acrescenta o seu grande pensamento dizendo que “todos os modelos de compreensão da realidade são errados, mas alguns são úteis”. Poderá perguntar-se se será útil o que está errado, a não ser a utilidade para demonstrar que está errado? E se são úteis em quê e para quê? É claro a sua verbosidade é tal e inconsequente que até origina uma confusão mental em quem o lê.

Então mete-se por campos filosófico e diz que “a realidade não existe”, e retifica, “o que nós sabemos da realidade é uma apreensão humana”. A sua bazófia é tal que encaixa os factos que o circundam na sua própria definição de realidade em vez de fazer o contrário.

Para esta lente de sabedoria a todos os graves problemas económicos e sociais em Portugal e no Mundo se deve “responder com a doutrina social da Igreja: temos de responder recusando a luta de classes e, pelo contrário, falando na harmonia das classes; nós temos de criar uma integração daqueles que estão a ser marginalizados pelo processo…”. Se, por um lado, coloca a sociedade contra os reformados e os funcionários públicos, tomando-os como algo a marginalizar e a sair fora do processo, por outro, fala de integração de quem está a ser marginalizado pelo mesmo processo.

Baseia-se na doutrina social da Igreja e diz que é revolucionária, mas acrescenta que ela é revolucionária no sentido da mudança de corações, que é a única forma que garante a mudança do sistema. Refugia-se na confusão da espiritualidade teológica e nas palavras sem clareza que diz, apontam o caminho da mudança dos corações. E a praxis onde fica? Nada deve mudar, mas tenham esperança e fé.

Vejam a maravilha de resposta quando lhe foi pedido o que tinha a dizer sobre o que disse o Papa Francisco quando “chamou aos movimentos sociais, que convidou a colocarem a economia ao serviço do povo, “semeadores da mudança”, e nesse grupo estavam movimentos como os Sem Terra do Brasil.” Resposta clara e esclarecedora: “Sim, muitos deles ligados à Igreja. Estão lá a evangelizar. Estão lá a falar a favor dos pobres e em nome de Jesus Cristo. Estão lá a fazer aquilo que a Igreja está a fazer há muito tempo.”.  Isto é, à pergunta disse nada. Ficaram esclarecidos? Sim? Ainda bem porque eu não.

E mais não digo porque, enquanto cidadão comum e pertencente à grande massa de ignorantes, não tenho categoria para comentar este omnisciente.

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publicado às 17:56


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