Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Tenham tento por favor

por Manuel AR, em 03.07.13

 

Não tenho razões suficientes para estar a favor ou contra as demissões de Vítor Gaspar e de Paulo Portas nada disso me deixa de momento nem mais nem menos feliz. Por isso, e até ver, não farei quaisquer comentários.

Por outro lado, tenho colocado vários “posts” neste blog, que podem ser consultados, em que Gaspar, Passos, Cavaco e Portas não foram poupados a críticas da minha parte. Todavia há algo que não aceito, é que se chegue à humilhação de pessoas porque não concordemos com as suas políticas que têm prejudicado a maioria dos setores da população, empresas incluídas.

Vem isto a propósito de notícias que vieram a público, ver Jornal i, sobre o enxovalho físico e psicológico feito a Vítor Gaspar e sua esposa. Podemos simpatizar e até apoiar manifestações pacíficas, como “grandoladas” que perturbam o andamento de acontecimentos e eventos, apupos populares inofensivos, cartazes humorísticos, cartazes com calões e nomes populares, gritos de protestos e outras manifestações de desagrado e de oposição às políticas praticadas, mas penso haver um limite.

Há locais e tempo próprio para protestos. Vítor Gaspar, quer gostemos ou não do que eles nos tem feito e das políticas por ele praticadas, e eu não gosto, é um cidadão como nós que está num momento da sua vida pessoal que nada tem a ver com a política. O silêncio e o ignorar , em certas circunstâncias, é mais eficaz na mostra de descontentamento.

Os ataques pessoais, e não ao político, e foi disso que se tratou, faz parte de uma vendeta popular na praça pública desnecessária porque ineficaz. E não me venham agora dizer que foi por isso que ele se demitiu!

Todos os portugueses, uns mais do que outros, talvez a maioria, têm sofrido com a incompetência de Passo Coelho e as teorizações e experimentações macroeconómicas de Gaspar. Mas podemos perguntar quem eram os que o enxovalharam. Não eram com certeza os mais prejudicados porque, esses, já nem podem ir aos supermercados, limitam-se ao assistencialismo como muitas famílias da classe média que este governo tencionou destruir. Quem lá estava ainda tinha poder de compra, caso contrário não teria dinheiro nem para a deslocação, quanto mais para consumir.

Com alguma certeza, muitos dos que tiveram este tipo de atitude e de comportamento, na altura em que poderia manifestar-se contribuindo para encher praças de protesto, estavam comodamente sentados em suas casas sentados a ver televisão e a beber umas “bejecas”, coisa que muitos já nem isso podem fazer.

Tenham tento por favor!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:41


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts recentes




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D

Twitter