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Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política

Comunicações e opiniões pessoais sobre o dia a dia da política e da sociedade. O que outros pensam e comentam sobre a sociedade, política, economia e educação.

Para a direita vale tudo mesmo a corrupção

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A propósito do caso Sócrates recordei um artigo de opinião publicado no Correio da Manhã, de vinte e dois do corrente mês escrito por um tal Pereira Coutinho, conhecido comentador da direita neoliberal, que chama aos portugueses maltrapilhos, exalta o rico internacional, chamando por sua vez ladrões aos ricos do país. Os outros, os que se servem dos vistos gold para lavar dinheiro de origem duvidosa são os honestos, os que devemos acarinhar. Para este sujeitinho não há ética nem moral, nem deverá haver, desde que entre dinheiro. Pelos vistos dá a entender que até é a favor da entrada de droga, da lavagem de dinheiro proveniente seja do que for e até da corrupção desde que entre dinheiro.

Para ele vale tudo, devemos fechar os olhos, não importa ao quê. Se houver abusos e corrupção e fugas ao fisco pelo meio tudo bem, devemos encolher os ombros e continuar o caminho. Por esta pequena amostra vêem-se os princípios, a ética e a moral deste senhor. Porque não sermos um entreposto da corrupção, de máfias, de república que dê guarida a todos quantos tragam dinheiro qualquer que seja a sua origem?

Quando se pensa em votar ou não na direita, ao termos dúvidas este é o exemplo mais evidente que nos mostra o que estamos a defender e quem estamos a eleger para nos governar.  

Passo a transcrever na íntegra o artigo publicado.

"O principal problema do país é não ter ricos. Não falo de ricos-pelintras, que fazem férias no Algarve e jantam nos restaurantes ‘duas estrelas’ Michelin. Nem sequer dos outros: que enriqueceram pela roubalheira e andam por aí à solta. Falo de ricos a sério: com fortunas respeitáveis e dispostos a investir. Esses, só por importação. Coisa que o dr. Portas fez com os vistos ‘gold’, concedendo direito de residência a quem comprasse casas milionárias e investisse no quintal. O arranjo, normalíssimo em qualquer país europeu, rendeu uma soma considerável. E, pelo caminho, alimentou os abusos da praxe. Que fazer? Uma criatura sensata pediria rigor: na aplicação da justiça e na concessão dos vistos. Mas não deitaria fora o bebé com a água do banho. Em Portugal, não há sensatez; só inveja. O maltrapilho nacional sente-se ofendido com a figura do rico internacional."

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