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Guerrilha no PSD. SNS o agora e o antes

por Manuel AR, em 28.03.18

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1 - No PSD a agitação interna movida pelos liberais radicais do partido, que vieram à luz do dia no tempo do anterior líder, é deveras preocupante para a corrente ainda fiel à social-democracia. Os liberais radicais abriram uma guerra sem precedentes contra o novo líder Rui Rio. Querem que ele vá para o terreno fazer oposição ao Governo. Fazer demagogia e populismo como o faz Assunção Cristas, a líder da direita, como se auto intitula?

As distritais do PSD querem Rui Rio a fazer oposição tendo apenas na mão casos e casinhos do dia a dia ou outros recuperados do passado e sem relevância que algum dito jornalismo de investigação lhes vai fornecendo. Grave tem sido o aproveitamento populista utilizando os incêndios e as vítimas deles resultantes como mote para fazer oposição. Não queria estar no lugar de Rui Rio!

Os liberais radicais do PSD, cuja oposição interna a Rui Rio é “chefiada” por Montenegro e outros neoliberais, sem alternativas à governação socialista, pretendem uma oposição mais firme. Podemos perguntar: oposição sustentada em quê? Querem um milagre político e uma oposição sustentada que lhes possibilite ganhar as próximas eleições em 2019. Pretendem que Rio seja um santo milagreiro.

2 - Entretanto a comunicação social, correspondendo aos desejos da direita que ferrou o dente no SNS e no ministro que o tutela, procura pelo país problemas nos hospitais, como o sarampo, as camas de hospitais, faltas disto e daquilo, tempos de espera e o que mais lhes aprouver.  O que não consigo perceber é por que a mesma comunicação social esquece que muitos dos problemas de que hoje enferma o SNS advêm das medidas tomadas pelo anterior governo.

Como a memória é curta é bom que se relembre que naquela altura foram congeladas carreiras, limitadas as admissões de médicos e enfermeiros, chegando ao ponto milhares destes profissionais terem de emigrar para outros países que os receberam de mãos abertas.

Percorrendo alguma imprensa notícias sobre o SNS entre 2011 e 2014 são várias as que  referiam problemas como se pode ver pela amostra que a seguir apresento. É pena que a memória seja curta para muitos e agora noticiem os problemas como se fossem da exclusividade do atual governo.

Ainda bem que a comunicação social dá a conhecer os problemas que têm de ser resolvidos, contudo, é bom não esquecer que, o que se destruiu leva mais tempo a reconstruir.

Jornal Público: 20 de março de 2012 - Só 4 em 58 hospitais divulgam dados sobre tempos de espera para exames

Jornal Público: 22 de junho de 2011 - Só um terço dos centros de saúde e hospitais publicita tempos de espera para consultas

Jornal Público: 28 de dezembro de 2011 - Utentes do SNS dizem que aumento do tempo de espera é um “prejuízo” e preparam protesto

Jornal Público: 28 de janeiro de 2011 - Novo bastonário dos médicos critica "cortes indiscriminados" e promete defender SNS

Jornal Público: 14 de julho de 2012 - Queixas no SNS aumentam e médicos são os principais visados

Jornal Público: 12 de julho de 2012 - Médicos defenderam SNS com "a maior greve de sempre"

Jornal Público: 07 de maio de 2012 - SNS discrimina mulheres e idosos com enfarte agudo de miocárdio

Jornal Público: 14 de abril de 2012 - Manifestação contra os cortes no SNS reúne centenas de pessoas

Jornal Público: 15 de outubro de 2013 - SNS vai ter menos 300,4 milhões de euros no próximo ano

Jornal Público: 16 de outubro de 2013 - Saúde: entre cortes razoáveis e caminho aberto para um SNS de serviços mínimos

Jornal Público: 08 de julho de 2014 - Uma médica que faz greve: “É desta forma que o SNS está a ser destruído… Fazendo as pessoas fugir”

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publicado às 21:06



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