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  <title>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política</title>
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  <description>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Tue, 13 Aug 2019 17:17:41 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 12 Aug 2019 17:43:00 GMT</pubDate>
  <title>Razões e musculações ou as hipocrisias dos não hipócritas e a cabeça de Pardal Henriques</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/razoes-e-musculacoes-ou-as-hipocrisias-226596</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;&quot; style=&quot;width: 500px;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;greve motoristas_3.png&quot; src=&quot;https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbb1793bd/21531048_7EQJh.png&quot; alt=&quot;greve motoristas_3.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;383&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Pardal Henriques, o advogado infiltrado no sindicalismo através de um sindicato estrategicamente escolhido tenta, com a sua voz calma frente às camaras da televisão, ser convincente nos seus argumentos falaciosos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Diz apenas meias verdades empregando de modo proveitoso um cantarejar suave e melodioso para alguns ouvidos, qual sereia que, com o seu canto, leva os barcos e os marinheiros para o naufrágio. Pessoas que assim agem são perigosas porque arrastam muitos atrás de si ao engano.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Quando Pardal Henriques diz frente aos ecrãs de televisão que os camionistas estão a cumprir o seu horário de trabalho de 8 horas diárias e não 12 e 14 horas que os obrigam a fazer, não refere, porque não convém, que essas horas são bem pagas aos trabalhadores de acordo com o número e o tipo de horas extraordinárias a cumprir a que ninguém os obriga. Faz parte do trabalho que escolheram e do contrato de trabalho que aceitaram com a entidade patronal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;À intervenção necessária da requisição civil pelo Governo o sindicato, manipulado por Pardal Henriques, responde com as oito horas de trabalho fazendo um boicote às horas extraordinárias que sempre fizeram. É uma forma de contornar os serviços mínimos e a requisição civil.  Se, em tempo normal, as entidades patronais acabassem com as horas extraordinárias e admitissem mais trabalhadores como reagiriam os camionistas aos cortes das horas extraordinárias. Teria mais custos para a entidade patronal é certo, mas não traria, a prazo, vantagens?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Enquanto a esquerda, e sobretudo a direita, se encontram em férias nos campos do silêncio, os que estão do seu lado, o da direita que escrevem artigos de opinião lá vão contribuindo com os seus escritos ambíguos sobre o tema, embora alguns, mais audaciosos, comecem a inventar algo que lhes seja favorável para desacreditar as iniciativas do Governo para minorar os efeitos desta greve que, no meu entender e por desconfiança minha baseado no que tenho lido, é de interesse político e está fora da onda partidária do vigente status quo do pardidarismo parlamentar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;No campo da desacreditação das iniciativas do Governo encontra-se o &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2019/08/13/politica/opiniao/antonio-costa-razao-musculacao-1883221&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;artigo de opinião que João Miguel Tavares&lt;/a&gt; escreve no jornal Público tendo em vista ajudar a oposição de direita já ele a acha inerte.  Pega então no termo hipocrisia para desmontar a atitude tomada pelo Governo face à greve dos motoristas, e não à crise energética como alguns órgãos de comunicação pretendem fazer passar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Não tenho qualquer dúvida que João Miguel Tavares como escritor e jornalista não saiba qual o conceito de hipocrisia, só que, neste caso, deve ter-lhe dado mais jeito para o fim pretendido distorcê-lo. Pega JMT em três hipocrisias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Assentemos em primeiro lugar que hipocrisia é a simulação de qualidades, pensamentos, convicções ou emoções que não são verdadeiras; dissimulação; fingimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Diz JMT que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;“O Governo pôs-se ao lado da Antram, e ouvir o porta-voz do Conselho de Ministros ou o porta-voz da Antram vai dar ao mesmo: os argumentos são iguais.”&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;A isto coloco uma pergunta: Então, se havia duas partes de que lado se deveria colocar o Governo e a Antram? Do lado dos grevistas? E que outros argumentos para justificar as ações que minorassem os efeitos da greve? A tal equidistância a que JMT se refere seria não fazer nada? Ou, como sugeriu Rui Rio, deveria adiar a greve para depois das eleições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol style=&quot;text-align: justify;&quot; start=&quot;2&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O facto de o advogado André Matias Almeida, porta-voz da Antram, ser muitíssimo próximo do PS não pode ser desvalorizado, porque ele está a actuar como ponta-de-lança oficioso do Governo nesta guerra.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Devo estar com um ataque de estupidez de opinião. Então, se André Martins não fosse próximo do PS, e fosse, por exemplo, próximo da direita, fosse qual fosse, CDS ou PSD, e tivesse as mesmas posições sobre o conflito já não seria um ponta-de-lança oficioso do Governo? Então, será que André Martins está a ser ponta-de-lança oficioso do Governo ou dos patrões? Ou o Governo está a ser ponta-de-lança oficioso da ANTRAM e dos patrões. Ou, ainda, os patrões, empresas da ANTRAM, são todos ponta-de-lança oficiosos do Governo!! Serão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol style=&quot;text-align: justify;&quot; start=&quot;3&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;A história de que a Antram impõe como única condição para voltar à mesa de negociações o levantamento do pré-aviso de greve “porque não negoceia com uma espada na cabeça” é treta. A Antram quer a espada e quer a cabeça – a cabeça de Pedro Pardal Henriques. O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Tiago Antunes, chegou a sugerir na segunda-feira que a requisição civil poderia vir a ser feita sindicato a sindicato, porque uns associados estariam a cumprir os serviços mínimos, outros não.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Esta é de tal maneira rebuscada que não merece perder muito tempo. Esperem lá, onde está a hipocrisia. Todos ouviram ao presidente da ANTRAM dizer que volta à negociações, mas sem a presença de Pardal Henriques. E então? Podemos, ou não, concordar, mas isso é a posição de André Martins enquanto representante dos patrões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Se há vários sindicatos com diferentes representantes que estão em negociações por razões idênticas ou não, e com procedimentos negociais diferentes, onde está o problema da hipocrisia de o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sugerir na segunda-feira que a requisição civil poderia vir a ser feita sindicato a sindicato, porque uns associados estariam a cumprir os serviços mínimos, outros não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol style=&quot;text-align: justify;&quot; start=&quot;4&quot;&gt;
&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;A cabeça de Pardal Henriques interessa a todos, incluindo ao Partido Comunista, que quer os sindicatos debaixo do chapéu da CGTP e não nas mãos de cavaleiros solitários que o partido não controla.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Esta é tão óbvia que nem chega a ser hipocrisia pode até ser ser evidência, como tal não merece comentário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Eu, cá por mim, que não sou sindicalista nem pertenço à ANTRAM se houvesse um referendo para pedir ou não a cabeça de Pardal Henriques, em sentido figurado claro, diria que SIM.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>sindicato dos motoristas</category>
  <category>crise energética</category>
  <category>matérias perigosas</category>
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  <pubDate>Fri, 09 Aug 2019 15:24:00 GMT</pubDate>
  <title>Movimento grevista e rampa de lançamento</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 503px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;greve motoristas.png&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc117bbf7/21528628_3uGAk.png&quot; alt=&quot;greve motoristas.png&quot; width=&quot;503&quot; height=&quot;347&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Para Pardal Henriques este movimento grevista pode servir de rampa de lançamento para os seus projetos pessoais na política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Em Londres no bulício estonteante da Oxford Street, avenida das marcas mais conhecidas, o movimento era tal que entupia os largos espaços dos passeios assim como na  Euston Road que nos conduz até ao Regent´s Park. Depois da Regente Street Picaddilly e Leicester Square abafadas por gentes de todas as nações, regressei a Lisboa no avião da TAP que chegou com uma hora de atraso logo à partida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Os nossos canais de televisão nas horas noticiosas informavam ou desinformavam do mesmo de quando parti, numa espécie de frenesi sem fim sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas dando visibilidade ao &quot;senhor da greve&quot; com o seu ar sombrio que, não sei porquê, associo aos homens que trabalhavam para a polícia política do passado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O CDS, pela voz de Pedro Mota Soares, manifestava o seu apoio aos serviços mínimos mesmo que devem se mesmo para cumprir, e mostrava-se disponível para &quot;propor uma alteração à lei dos serviços mínimos&quot;. Mota Soares falou aos jornalistas e defendeu a necessidade de fazer cumprir os serviços mínimos em prol da &quot;normalidade&quot; do país. Acrescentou ainda que não é possível vermos um sindicato de 600 ou 700 pessoas a bloquearem o país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Finalmente o CDS começa a colocar o interesse do país acima dos interesses partidários e eleitoralistas. O PSD fez um comunicado com alguma ambiguidade, no qual, se coloca, por algumas palavras quase ao lado do líder grevista. Vejam-se as ambiguidades:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Se por um lado para o PSD se mostra contra “a perspetiva de uma greve por tempo indeterminado, que afetará a vida dos Portugueses e o funcionamento da economia com consequências graves para todos, merece da nossa parte as maiores reservas…”  e que “Já não são só os interesses das partes envolvidas que poderão ser afetados. São os interesses do País e dos Portugueses que estão seriamente ameaçados.” Secundando “a iniciativa do Governo em mediar o conflito e em garantir o funcionamento dos serviços indispensáveis” por lado “estranha a forma excessiva como se tem exposto perante a opinião pública no anúncio de medidas coercivas e de salvaguarda do funcionamento daqueles serviços.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O PSD diz que está contra “exercícios desproporcionados de autoridade” na greve dos motoristas antes das eleições. O que faria o PSD se estivesse no Governo? Que medidas tomaria? Cederia a pressões manifestamente de cariz político e talvez até partidário? Deixaria o país entrar no caos para apoiar as chantagens de Pardal Henriques? Daqui surgem as minhas dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Quanto a esta greve, radicais de esquerda e radicais do oportunismo populista sem ideologia estão de acordo. Uns como Marinho e Pinto dizem que «Esta greve é de saudar porque é uma greve genuína» outros como Joana Amaral Dias dizem: «Greve que não incomoda, não é greve!» É certo, mas não se trata de incomodar, trata-se de paralisar todo um país a todo o nível!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Está na cara que, como tem sido divulgado por alguns órgãos de comunicação, nomeadamente o Diário de Notícias, “o Partido Democrático Republicano, fundado (em 2014), liderado pelo advogado Marinho e Pinto, conquistou uma estrela mediática para cabeça-de-lista do partido às eleições legislativas pelo círculo de Lisboa: Pedro Pardal Henriques, o (também) advogado vice-presidente e porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP). Segundo o DN soube, Marinho e Pinto deverá também ser cabeça-de-lista - mas pelo círculo do Porto, mas confrontado pelo DN, Marinho e Pinto recusou desmentir ou confirmar a notícia: &quot;Não lhe posso dizer quem será ou não candidato. As listas ainda não estão definidas&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Estamos a ver que Pardal Henriques estará a preparar-se para obter vantagens pessoais preparando-se para a intervenção na política nacional utilizando o sindicato e os trabalhadores como forma propagandística de modo a obter visibilidade para futuros projetos e voos pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Para Marinho Pinto, se vier a concretizar-se a participação de Pardal Henriques nas listas do PDR, parece ser uma boa estratégia de marketing para o seu partido à custa da manipulação de trabalhadores dum setor essencial que merecem uma remuneração adequada à função que desempenham que é de louvar e apreciar e não merecem o que lhes estão a fazer iludindo-os com o acesso ao sol e à lua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Para Pardal Henriques este movimento grevista serve de rampa de lançamento para os seus projetos pessoais na política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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