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  <title>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política</title>
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  <description>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 12 Nov 2019 19:12:00 GMT</pubDate>
  <title>Conluio do silêncio</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/conluio-do-silencio-234057</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;&quot; style=&quot;width: 650px;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Silenciar partidos.png&quot; src=&quot;https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2617280e/21612322_OQZEy.png&quot; alt=&quot;Silenciar partidos.png&quot; width=&quot;650&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Há por aí muita gente indignada a escrever artigos de opinião sobre um tema que, como grandes democratas que se consideram, insurgem-se sobre a discussão que se levantou sobre saber se os novos e únicos deputados de partidos entrados no Parlamento são, ou não, um grupo parlamentar referindo-se ao Chega, ao Iniciativa Liberal e ao Livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Antes de continuar devo dizer desde já que sou contra a limitação da palavra dos referidos partidos. As suas intervenções devem gerir-se pelo regimento parlamentar que é aceite e ter proporcionalmente o tempo que lhes confere a sua eleição, tal como a qualquer outro partido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Um dos colunistas residentes no jornal Público, João Miguel Tavares coloca em título: “&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2019/11/12/opiniao/opiniao/porteiros-regime-nao-sabem-contas-1893334&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Os porteiros do regime não sabem fazer contas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;”. Outro, esse mais sofisticado na linguagem para que poucos o entendam, e à boa maneira salazarenta, dá o título, do meu ponto de vista insultuoso à maioria parlamentar democraticamente eleita de “&lt;em&gt;A tentação do PS, do BE e do PCP de domesticar o Parlamento&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Neste o artigo de &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2019/11/12/opiniao/opiniao/porteiros-regime-nao-sabem-contas-1893334&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;opinião, Paulo Rangel,&lt;/a&gt; o seu autor, escreve:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: georgia, palatino, serif;&quot;&gt;“Percebe-se qual era o cálculo e a intenção pragmática das forças da esquerda. Por um lado, calar o Livre, que, por razões diversas, é percepcionado por todos eles como perigosa concorrência. Por outro lado, silenciar a Iniciativa Liberal, que, alinhando por um credo nos antípodas dos socialismos, não terá qualquer pejo em enfrentar desabridamente a esquerda. Por outro lado, ainda, apagar o Chega, que, sendo um movimento conservador e populista de direita radical, agita todos os fantasmas. A estas razões, acresce uma outra que é comum a todos e talvez a principal. É que os três novos partidos com representação parlamentar não são nem esperam ser “partidos de Governo”; num certo sentido, e cada um à sua maneira, são ainda partidos de protesto. Esta natureza tribunícia de partidos de protesto – de partidos “fora do sistema” – dá-lhes uma liberdade e latitude de discurso que nenhum dos outros pode ter”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O ponto de vista de Paulo Rangel coloca-se numa posição hipocritamente democrática porque se trata de falar de forças de direita com a qual também se identifica e porque dois deles combatem, como ele, a esquerda sendo, por isso, também potenciais aliados e por haver uma maioria parlamentar de esquerda democraticamente eleita. Por interesse ideológico convém-lhe defender esses partidos, talvez por pensar que não lhe fazem “mossa”. Incluir aqui também o Livre não poderia deixar de ser, justificando-o por ser um concorrente da “outra” esquerda, o que lhe interessa. Caro dr. Paulo Rangel, nós não temos um olho tapado com uma pala! Sim, já sei, estou a fazer juízos de intenção. Pois estou, e então, posso fazê-los ou não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Paulo Rangel está a esquecer-se de que foi assim, com paninhos quentes da direita democrática mais conservadora, juntamente com outros fatores, que a extrema direita em Espanha, o Vox, subiu estrondosamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Para Rangel o Chega, o Iniciativa Liberal e o Livre são simplesmente partidos de protesto. Talvez o sejam agora! Ver-se-á depois. Silenciador foi o seu partido no tempo em que apoiava incondicionalmente Passos Coelho. E apagavam o mais possível a pegada dos potenciais “competidores” de esquerda que dizia serem, na altura, partidos de protesto e perigosos comunistas que queria voltar ao PREC. Sim, mais uma vez, pode ser juízo de intenção e escrever o que não disse. Mas sabe, como nas leis, é preciso saber ler nas entrelinhas. Os partidos de extrema-esquerda que antes intitulava de protesto estão agora implantados na Assembleia da República.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Esquece-se que André Ventura afirmou há relativamente pouco tempo que agora é apenas um mas no futuro serão muitos mais. São de protesto, mas vejamos se no futuro próximo não serão também concorrentes do seu partido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;João Miguel Tavares é mais lógico, mais racional, coloca os pontos nos “is” e, sem grandes delongas, vai ao cerne da questão e é mais realista ao escrever que:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; font-family: georgia, palatino, serif;&quot;&gt;“É um absurdo silenciar três deputados com a desculpa que não são um grupo parlamentar, até porque a melhor forma de os transformar num grupo parlamentar é mesmo fazendo tudo para que não abram a boca. A pressão política e mediática vai obviamente ser insustentável, a esquerda vai obviamente ceder e os três novos partidos vão obviamente poder falar nos debates quinzenais, como têm direito.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Ponto de vista com que não se pode deixar de concordar. Quanto mais se proíbe mais o emergir na opinião pública se torna viral o que apenas contribui para esses partidos se auto vitimizarem. Por vezes deixar falar ajuda ao enterro de quem fala pelo surgir de contradições.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O dr. Paulo Rangel pretende chegar à mesma conclusão, mas encheu-se de demagogia e de democracia hipócrita. Tenha presente que aqueles partidos que desvaloriza e que são próximos da extrema-direita, para crescerem, não vão buscar eleitores e consequentes votos às esquerdas, vão procurá-los à direita. A intenção é boa, mas a sua razão de fundo tem como base a maioria estar agora do lado da esquerda. O resto é conversa mole.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>novos partidos</category>
  <category>paulo rangel</category>
  <category>tempo de intervenção no parlamento</category>
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  <pubDate>Mon, 18 Mar 2013 19:28:40 GMT</pubDate>
  <title>Os partidos também têm a sua zona de conforto </title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/32675.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=viFZtpzOPzQZZaQwwYWP&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba51355e8/14747026_mEtMJ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;429&quot; height=&quot;360&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;#39;andale mono&amp;#39;, times;&quot;&gt;Imagem de: http://www.ctvclic.com/cccss/blog-21.05.2009.htm&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;#39;andale mono&amp;#39;, times;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Começa a ouvir-se e a escrever-se por aí contra o sentimento anti partidos e anti políticos que se está a gerar na sociedade sustentando que não há democracia sem partidos. Não haver democracia sem partidos é um facto pelo que, não devemos deixar que esse sentimento alastre por ser terreno propício ao estabelecimento de ideias mais ou menos populistas que, posteriormente, poderão gerar ditaduras ou “democracias musculadas”(?).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Tem-se desde há muito divulgado a ideia de que há partidos a mais, que os partidos não se entendem, etc.. Mas, por outro lado, avançam com a ideia contraditória de que estes partidos não nos representam e que nos enganam. Quanto à ideia de que os partidos não se entendem parece ser um pouco anedótico, pois se eles existem é porque têm princípios, propostas e programas diferentes de governo, caso contrário entraríamos num conceito de “união partidária” do tipo quase união nacional. Outra coisa são alianças partidárias pontuais por vizinhança ideológica, como é a do caso que nos governa. Mais difícil é fazer alianças quando há antagonismos ideológicos e programáticos mas, mesmo assim, é provável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O que não é democrático é que partidos instalados, ou os seus elementos, venham opor-se publicamente, através de órgãos de comunicação, à constituição de novos partidos ou movimentos &lt;span&gt;organizados &lt;/span&gt;de cidadãos , como se tem visto recentemente, com as ofensivas despropositadas a um manifesto subscrito de 60 cidadãos bem conhecidos que foram ou são de partidos diferentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Para vermos o que se está a passar com a democracia até o &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/tribunal-constitucional-uma-cabeca-duas-sentencas=f793585&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Tribunal Constitucional invalidou&lt;/a&gt; duas propostas para criação de partidos. &lt;a href=&quot;http://www.noticiasaominuto.com/politica/55213/marinho-pinto-constitucional-est%C3%A1-a-minar-a-democracia#.UUdGlheeNc0&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Marinho Pinto&lt;/a&gt;, pessoa com cujas posições nem sempre concordo, também se insurgiu.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Apesar de ser apenas um manifesto, acusam os seus promotores de se “aproveitarem da angústia e desespero das centenas de milhares de pessoas que têm vindo a manifestar-se contra este sistema… para proveito próprio”. Esta citação é de um elemento do PCP que, decerto, receia que alguém “fuja” para apoiar o manifesto.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Os senhores que se levantam e indignam com este manifesto e com outros partidos e movimentos que possam surgir tendem logo a compará-los, sem qualquer argumento válido, a um partido que surgiu em Itália, liderado por um comediante que dá pelo nome de Beppe Grillo. Mas a realidade é que, não é apenas em Itália que há comediantes políticos, em Portugal existem há muito, e andam por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Porque será que manifestos, movimentos e novos partidos assustam os já instalados que têm partilhado o poder e, também, os que, sistematicamente, se encontram na oposição? O receio da perda e dispersão de votos dos eleitores é a resposta. Novos partidos ou movimentos não são bem-vindos pelos partidos quer de direita, quer de esquerda, que se encontram mais ou menos na sua zona de conforto, (pegando na frase do malquisto Passos Coelho). Por fim, e é apenas uma constatação, enquanto a direita tende a unir-se a esquerda tende a dividir-se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large; font-family: &amp;#39;andale mono&amp;#39;, times;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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