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  <title>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política</title>
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  <description>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Mon, 26 Feb 2018 21:11:00 GMT</pubDate>
  <title>Resistência à mudança no PSD</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/resistencia-a-mudanca-no-psd-199251</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;PSD_Mudança.png&quot; src=&quot;https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-thumb/1426522730/6d77c9965e17b15/a738d99b092f1bd798bca471e4b6e35f/autoreszoom/2018/PSD_Mudança.png?size=l&quot; alt=&quot;PSD_Mudança.png&quot; width=&quot;391&quot; height=&quot;244&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Verifica-se no interior do PSD uma tendência para opiniões mais ou menos radicalizadas quanto a orientações de política partidária, mas que deveriam ser mais de reflexão ideológica interna. A exaustão neoliberal de partidários da linha seguida por Passos Coelho não abandonou o aquartelamento derivados da síndrome da perda do poder. Isto agrava-se pelo facto da tendência para resistir à mudança de opinião derivada das mudanças de opinião sobre o que ser o partido deve ser no futuro, mas há várias camarilhas, isto é, grupos colocados em lugares de influência que os utilizaram, ou não, em seu benefício e no dos seus protegidos lesando interesses mais gerais criados durante os longos anos de governação neoliberal do PSD de Passos Coelho.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No interior do PSD está formalmente estabelecida a resistência ao novo líder do partido, cometida pela direita neoliberal infiltrada durante o mandato de Passos Coelho, contra o restabelecimento ideológico dos princípios da social democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ouvem-se por aí militantes de destaque do PSD em debates a tentarem depreciar os aspetos ideológicos do partido que, por inerência, estão presentes em todos os partidos consignados nos seus programas que são, ou deveriam ser, uma orientação para os seus eleitores. Não se percebe, portanto, porque aqueles senhores afirmam que as questões ideológicas do partido não estão presentes. Esta tomada de posição serve os intentos das alas mais neoliberais do partido para nos fazerem crer que são um partido pragmático onde a ideologia não está presente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com Passos Coelho o partido virou radicalmente à direita, agora, Rui Rio pretende virar-se contra a ortodoxia da oposição interna deixada pelo anterior líder e centrar o partido, isto é, colocá-lo no centro direita. O caso da bancada parlamentar do PSD é a outra parte oposicionista da oposição interna a Rui Rio conforme foi demonstrado pela a eleição atribulada dos votos em Fernando Negrão para líder da bancada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com Rui Rio as pressões internas irão manifestar-se ainda mais e no segredo dos corredores do partido para não se assumir o posicionamento ideológico da social-democracia que há muito perdeu, não havendo a certeza se alguma vez o tenha sido. Rio está a tentar retirar o partido do acantonamento neoliberal onde o colocaram a reboque da troica, ou melhor, aproveitando-a para os seus objetivos governativos cujos projetos e promessas pré-eleitorais vieram posteriormente a abandonar sempre a pretexto da intervenção externa. Os comentadores afetos ao PSD, quando atualmente pretendem referir-se ao governo da aliança PSD-CDS enquanto tal, em vez da utilização do nome do partido preferem mencionar apenas governo do tempo da troica. É o mesmo que ocultar o sol com a peneira.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Face à tentativa de Rui Rio pretender recentrar o partido para o retirar do seu acantonamento neoliberal o CDS reivindica agora que as ideias de Rui Rio são as mesmas do CDS chegando Assunção Cristas a afirmar que as prioridades de Rui Rio “já fazem parte do ADN do CDS”. O CDS quer mostrar uma viragem à esquerda e, ao mesmo tempo, mostrar que é de direita. No congresso que se vai realizar-se em março quer apresentar-se por um lado como um partido com preocupações sociais e, por outro, que é um partido de direita reformista para tentar captar os votos dos adeptos mais à direita e adeptos das políticas de Passos Coelho. O CDS,  depois de ter apoiando o discurso neoliberal e anti geracional de Passos, e de ter ultrapassado todas as linhas vermelhas quando esteve em coligação com o PSD, tem o descaramento de denominar o texto a apresentar ao congresso “Portugal: compromisso de gerações” e que pode &lt;a href=&quot;http://leitor.expresso.pt/#library/expresso/semanario2365/expresso/politica/o-voces-nunca-la-chegam-esta-a-passar-a-historia&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ler no jornal Expresso&lt;/a&gt;. Segundo indica a moção, é livrar o CDS de “preconceitos” para se apresentar como um partido não de “quadros” e “ricos”, mas de todos, e até como a escolha mais fresca, “irreverente”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ao CDS pelo menos atrevimento e descaramento não lhe faltam. Para eles o que é hoje pode já não o ser amanhã.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 22 Jan 2018 19:07:00 GMT</pubDate>
  <title>Dois pontos: o cartaz do PSD e Sousa Tavares com o seu espetáculo interior</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/dois-pontos-o-cartaz-do-psd-e-sousa-197060</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Cartaz do PSD e de Sousa Tavares.png&quot; src=&quot;https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-thumb/1426522730/6d77c9965e17b15/a738d99b092f1bd798bca471e4b6e35f/autoreszoom/2018/Cartaz do PSD e de Sousa Tavares.png?size=l&quot; alt=&quot;Cartaz do PSD e de Sousa Tavares.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Após as eleições internas do PSD as táticas começaram já a delinear-se tendo em vista as próximas legislativas em finais de 2019 iniciando a pintura de “cartazes” jornalísticos. No PSD começam a medir-se as correlações de forças das duas tendências antagónicas que existem embora queiram passar para a opinião pública que tudo está pacífico. Não está, o que revelam as afirmações de influentes da corrente neoliberal de Passos Coelho que começam a vir a lume, mas que em nada irá servir o partido, antes pelo contrário.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_miguel_sousa_tavares/2018-01-20-Seja-bem-vindo-se-vier-por-bem&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Sousa Tavares, no semanário Expresso&lt;/a&gt; no seu artigo de opinião semanal, vai mais longe ao escrever que “Prisioneiro daquilo a que chamam o respeito devido ao &quot;sacrifício&quot; de Passos Coelho, o PSD tem vivido amarrado à nostalgia de um passado recente, de que o partido se louva, mas de que o país não tem quaisquer saudades. Ao ponto de passar a mensagem de que, perante um governo cujo desempenho económico (que é aquilo em que as pessoas votam) tem superado as melhores expectativas, apenas tem para oferecer como alternativa o regresso aos tempos da austeridade, do desemprego, das falências, das emigrações.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No CDS, através do mais ou menos folclore palavroso de Cristas, tenta recolher alguns dividendos da crise no PSD para subir nas sondagens aproveitando o descontentamento do eleitorado mais à direita do PSD, fiel às políticas de Passos Coelho. Apesar do esforço, nas sondagens mais recentes, o CDS fica abaixo do PCP segundo a Aximage. Em 9 de janeiro de 2018 eram as seguintes as intenções de voto: PS 41,3%; PSD 26,9%; CDS 6,4%; CDU 7,0%; BE 9,5%,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;À Esquerda o BE e o PCP querem demarcar-se do PS, na tentativa numa espécie de autodefesa tendo em vista as próximas eleições, fazendo acreditar às pessoas que não votem pelo passado, mas pelo futuro que não votem para compreender e agradecer o que perderam, mas o que recuperaram. E, nesse sentido, o PSD não se tem afirmado como oposição. Afinal, o que tem o PSD para oferecer, não apenas ao país, mas às pessoas (no passado dizia que país estava melhor)?  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para terminar no mesmo artigo Sousa Tavares continua a mostrar os seus ódios de estimação para com os funcionários públicos e pensionistas quando diz que o Estado deve canalizar para aí o grosso dos recursos financeiros disponíveis do Estado para a economia, “em lugar de os alocar à satisfação dos interesses particulares dos seus votantes funcionários públicos, pensionistas, etc.”. Tem razão no que se refere às causas crónicas dos nossos problemas estruturais, mas perde-a ao canalizar os problemas apenas para aqueles estratos sociais. Como se os votantes funcionários públicos e pensionistas votassem todos em massa no partido no Governo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. Neste último contexto aproveito para fazer uma observação à postura jornalística de Sousa Tavares. Sousa Tavares sofre de uma síndrome que é o de assistir a um espetáculo de multimédia onde o seu EU (capacidade de olhar-se a si próprio) é o espetador que assiste ao espetáculo interior da sua subjetividade. Recordo-me que, em várias intervenções no passado, tomou posições onde o seu EU está presente num egoísmo subjacente. Aponto apenas três casos: quando saíram leis sobre a proibição de fumar em estabelecimentos fechados, insurgiu-se porque ele queria fumar quando e onde lhe apetecesse, (os outros não interessavam, mas apenas ele); quando se insurgiu contra os restaurantes onde deixam entrar crianças que causam ruídos, para ele incomodativos, não o deixando contemplar o seu prazer gastronómico do paladar; é agora sobre a possível limitação da velocidade a 30 Km/h nas cidades e, daí, fazer apelo a uma manifestação dos automobilistas para engarrafamentos do trânsito caso essa medida tenha seguimento. Não lhe interessa os acidentes nas cidades, os excessos de velocidade, a passagem dos semáforos vermelhos nem os atropelamentos nas passadeiras de peões devido a excessos de velocidade. Não, nada disso lhe interessa porque o espetáculo interior do EU está em permanência no cartaz.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 02 Mar 2017 09:08:00 GMT</pubDate>
  <title>A mania da importância que nunca teve</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/a-mania-da-importancia-que-nunca-teve-171681</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Cavaco Silva_7.jpg&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4e0212ca/20287900_h9hSu.png&quot; alt=&quot;Cavaco Silva_7.jpg&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;477&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vale a bem apena divulgar transcrever este texto de Miguel Sousa Tavares publicado no jornal Expresso no passado sábado.  Apesar e não apreciar muito os artigos de opinião dele, talvez porque não me agrade a forma como ele brande argumentos contra tudo e contra todos, mas no meio de tudo alguns com alguma razão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Há quem goste apenas de ler o que esteja de acordo com o que pensa e que lhe agrade. Quando não lhes agrada o que leem ou que esteja em desacordo com o seu pensamento e alinhamento politico ou partidário reagem mal e, não sabendo como argumentar, muitos há que estropiam a linguagem corrente com impropérios desajustados aos autores dos comentários. É o que mais se vê por aí no mundo das redes sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Todavia não é este o caso de Miguel Sousa Tavares quando comenta sobre o livro dessa personagem sinistra que é, e foi, Cavaco Silva. Não utiliza impropérios, vai ao cerne da questão sobre o que ele sabe e nós não sobre Cavaco Silva. Assim, vale a pena ler o que Sousa Tavares diz sobre a adulteração feita por Cavaco. Apesar de já ter circulando por várias redes sociais e blogs vale pena a repetição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;«(...) Bem pode Cavaco Silva desfilar o rol de grandes do mundo que conheceu em vinte anos no topo da política portuguesa: nenhum desses grandes o recordará nem que seja num pé de página de memórias e a nossa história não guardará dele mais do que o registo de uma grandiloquente decepção.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nos seus dez anos como primeiro-ministro, Cavaco Silva teve o que nunca ninguém tinha tido antes dele e não voltou nem voltará a ter depois dele: uma maioria, tempo, paz social, esperança e dinheiro sem fim, vindo da Europa. Fosse ele, porventura, um homem dotado de visão e de coragem e conhecedor da nossa história e dos nossos males ancestrais, teria aproveitado as circunstâncias para inverter de vez o funesto paradigma em que vivemos há décadas ou séculos. Em lugar disso, aproveitou o dinheiro e os ventos favoráveis para engrossar o Estado, fazer demasiadas obras públicas inúteis e cimentar a clientela empresarial que sempre viveu da obra ou do favor público. Ele lançou as raízes do défice e da dívida pública, que, depois, tal como as obras (de Sócrates), passou a execrar. Cinco anos volvidos, regressaria para outros dez de Presidência. Por razões que já nem adianta esmiuçar, acabaria por sair de Belém com uma taxa de rejeição recorde e com 80% dos portugueses fartos dele e do seu pequeno mundo. Muita da popularidade de Marcelo deve-se ao facto de os portugueses o verem em tudo como o oposto de Cavaco Silva.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tive um breve mas arrepiante flashback deste pequeno mundo quando, na semana passada, Cavaco Silva lançou o seu livro de ajuste de contas. Pelas citações e declarações que li e ouvi, parece-me que a única coisa boa do livro é o título — (mas até esse li que não era original). No restante, Cavaco entretém-se a contar os seus “factos rigorosos” para“ informação dos portugueses”, e registados com base num método que diz ter inventado quando era estudante e que se presume não ser o do gravador oculto. A finalidade da história das suas quintas-feiras é atacar um homem já debaixo de todos os fogos — o que confirma a lendária coragem intelectual de Cavaco, tal como no seu discurso de vitória quando foi reeleito, atacando com uma raiva e um despeito indignos de um Presidente da República os seus adversários que já não se podiam defender. Parece que agora, com um absoluto desplante e tomando-nos a todos por idiotas, Cavaco Silva ensaia uma indecorosa falsificação dos tais “factos rigorosos”: a história de como ele e a filha ganharam 150% em dois anos com acções do BPN que não estavam cotadas em bolsa (jamais desmentida e bem documentada), não passou, afinal, de uma “calúnia”, vinda da candidatura de Manuel Alegre; e a célebre “conspiração das escutas” de Sócrates a Belém, engendrada entre o assessor de imprensa de Cavaco e um jornalista do “Público”, foi, pasme-se, ao contrário: foi o Governo que montou uma operação para fazer crer… que o Governo escutava Belém!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ele (Cavaco Silva) que continue a escrever a sua história: a História jamais o absolverá&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não foi isso o que verdadeiramente me arrepiou nas notícias e imagens do lançamento do livro do Professor. Outra coisa eu não esperava dele nem do seu livro. O que me impressionou e arrepiou foi uma visão que diz tudo sobre quem foi e quem é este homem. Após mais de vinte anos na vida política e nos mais altos postos dela, tendo fatalmente conhecido não só vários grandes do mundo mas também toda uma geração de portugueses da política, da cultura, do empresariado, das universidades, etc., quem é que Cavaco Silva tinha a escutá-lo no seu lançamento? A sua corte de sempre, tirando os que estão a contas com a Justiça. Os mesmos de sempre — Leonor Beleza e o que resta da sua facção fiel no PSD. Mais ninguém. Nem um socialista, nem um comunista, nem um escritor, um actor, um arquitecto, um músico reconhecido. Nada poderia ilustrar melhor o que foi e é o pequeno mundo de Cavaco Silva. Ele que continue a escrever a sua história: a História jamais o absolverá.»&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_miguel_sousa_tavares/2017-02-25-Sem-sombra-de-grandeza&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Miguel Sousa Tavares: &quot;Sem sombra de grandeza&quot;. Texto publicado no Expresso de 25 de fevereiro de 2017&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; P.S.: Miguel Sousa Tavares não utiliza o atual acordo ortográfico pelo que mantive o texto original.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 01 Jan 2016 21:51:00 GMT</pubDate>
  <title>Marcelo nas presidenciais cavalga na onda da televisão</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/marcelo-nas-presidenciais-cavalga-na-138014</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Marcelo_cavalga_onde.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=NacKjYWH7rEAlQq3Numk&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Marcelo_cavalga_onde.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B2d099269/19144805_6jcjE.png&quot; alt=&quot;Marcelo_cavalga_onde.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;386&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;O ano de 2016 que hoje entrou vai ser favorável para Marcelo Rebelos de Sousa e para toda a direita, graças aos votos que os portugueses cegamente lhe tencionam dar nas eleições presidenciais em 24 de janeiro. Uma espécie de lotaria em que eles pode acertar ou não, mas em que o não será o mais provável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;O candidato Marcelo Rebelo de Sousa está na ordem do dia ao darem-lhe a vitória com 52,5% de acordo com a &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/politica/2015-12-23-Sondagem-Marcelo-dispara-e-vence-a-primeira&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Eurosondagem para o Expresso e SIC&lt;/a&gt; em 23/12 quando, em 20/11, tinha 48%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Os portugueses estão a querer dar a vitória a um candidato lançado pela televisão, ou seja, o candidato da televisão que lhe proporcionou a redução dos custos da campanha, e faz disso anúncio, estando, na prática, a admitir que existe uma desvantagem para os restantes candidatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;A entrevista da passada quarta-feira na TVI, conduzida por Judite de Sousa, foi mais do mesmo em que as respostas foram evasivas contrastando com alguns dos seus opositores mais diretos. Marcelo não acrescentou nada de novo, nem precisava, porque é o candidato sentado na cadeira da televisão, e quanto menos disser só lhe trás vantagem. Segundo o próprio Marcelo a sua campanha irá ter custos baixos. Qualquer campanha como a dele, feita a partir da televisão, facilitou-lhe a redução de custos, não necessita de cartazes, nem de nada, a sua presença na televisão ao longo dos anos foi suficiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Os sujeitos construíram representações da expressão e da interpretação do discurso político televisionado transformando-o no que se pode traduzir em opiniões ou em votos criados pela imagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;A candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa é uma prova evidente da influência da televisão, uma espécie de onde sobre a qual faz surf, que funcionou como uma espécie de efeito de contágio sobre as preferências dos eleitores que poderão traduzir-se em votos resultantes dum processo da formação de opinião que foi construída através duma construção de representações nos telespectadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Televisão, presença, imagem, discurso, mensagem, foram e são os ingredientes deste cozinhado que serviu para lançar Marcelo Rebelo de Sousa. Poderá vir agora justificar os seus muitos anos de percurso político que todos conhecem e de que não foi a televisão o agente da sua popularidade. Ele sabe que não é assim, e, ao dizê-lo, sabe que não passa de mais uma mensagem persuasiva como todo conjunto de opiniões concebidas relativamente a certos assuntos (todo e qualquer assunto!) que são aceites pela maioria das pessoas seja qual for o quadrante político partidário. Naturalmente porque ele sabe como dar uma no cravo, outra na ferradura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Em gíria popular, em conversas informais sobre qualquer assunto, ouve-se dizer &quot;&lt;em&gt;a&lt;/em&gt; &lt;em&gt;mim ninguém me engana…&lt;/em&gt;&quot;, &quot;&lt;em&gt;eu não vou em cantigas…&lt;/em&gt;&quot;, &quot;&lt;em&gt;a mim ninguém me convence…&lt;/em&gt;&quot; Quando alguém fala assim está a esquecer-se de que, ao nível subconsciente, pode num futuro pode vir a contradizer-se quando sujeito a receber repetidamente mensagens mediáticas de alguém, com grande probabilidade de estar a ser condicionado quanto mais tempo durar a essa exposição que vai atuar pela mudança de atitudes e comportamentos políticos e eleitorais persuasão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Existe alguma dificuldade em provar que a televisão altere o ponto de vista político das pessoas a não ser através da chamada &lt;em&gt;vox populi&lt;/em&gt; e de conversas informais de rua, mas há uma tendência para que contribua para tal. Os protagonistas políticos, &quot;ao entrarem nas nossas casas&quot; constante e regularmente via imagem televisiva produzem uma espécie de presença definida como uma sensação de &quot;estarem presentes, uma sensação de realidade, de envolvimento, e, mais geralmente, uma ilusão de incluir sentimentos de empatia através de um meio, realismo e sensações de pertença e compartilha com o protagonista quando este tem capacidade comunicativa como Marcelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Podemos, assim, partir do pressuposto de que os efeitos sociais da televisão, neste caso, terão causado uma espécie de grau de presença social permitido aos seus utilizadores. A presença social, nesta situação é pode ser a importância da outra pessoa numa comunicação televisiva, isto é, uma espécie da consciência da presença do outro aquém do ecrã televisivo. Rebelo de Sousa teve ao longo de anos o privilégio de ter frequentemente uma telepresença que contribuiu para o seu sucesso não porque aja de facto uma consciência política por parte de todos os eleitores que eventualmente lhe derem uma maioria. Provavelmente, por entre a fraqueza da maior parte dos candidatos que, apesar de não terem tido as mesmas oportunidades, mas lutam contra um &quot;monstro&quot; mediático, venha o diabo e escolha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 11 Oct 2015 15:49:00 GMT</pubDate>
  <title>Ensaio da loucura das presidenciais e outras que tais</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/ensaio-da-loucura-das-presidenciais-e-130317</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Marcelo_marketing.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=wD4eCluekgZOFnI6ZbEw&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Marcelo_marketing.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B73130ed5/18900358_oiDWl.png&quot; alt=&quot;Marcelo_marketing.png&quot; width=&quot;496&quot; height=&quot;378&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;Ainda estou para decidir se deva ou não chamar loucura a todo o erro de espírito desta panóplia de vedetas mediáticas oportunistas do propagandeio, comentadores ditos isentos que proliferam nas televisões.&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A comunicação social há tempo que andava sôfrega por lançar para o universo da confusão política a questão das eleições presidenciais, antes até da constituição do novo governo, Marcelo Rebelo de Sousa deu-lhes agora uma ajudinha oportuna.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As candidaturas para a Presidência da República foram transformadas numa espécie de corrida louca dada a enfase com que a comunicação social a começou a &quot;trabalhar&quot; e a lançar para o mercado jornalístico.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando se falou na potencial candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Presidente da República coloquei um &quot;post&quot;, neste mesmo blog, onde ironizei com a possibilidade duma candidatura de Luís Goucha ou de Cristina Ferreira, também eles figuras públicas, mediáticas e comunicadores de sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Jornalistas e comentadores sorriem em estado de grande contentamento e tecem nas televisões discursos laudatórios à apresentação da candidatura de Rebelo de Sousa que foi o início da sua pré-campanha eleitoral e o primeiro passo para dar voz perfil para candidato, revendo-se como sendo um político com as condições mais do que suficientes para exercer o cargo de Presidente justificando assim as sondagens, prova indubitável da sua vitória logo à primeira volta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Passos Coelho, em janeiro de 2014 no Congresso do PSD, traçava o perfil do que deveria ser o futuro Presidente da República: &quot;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3639647&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político&lt;/a&gt;&quot;. Nem &quot;deve buscar a popularidade fácil&quot;. Nestes dois pontos e apenas por uma questão de forma concordo com Passos Coelho,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Houve controvérsia sobre esta descrição, uns dizendo que se referiam a Marcelo Rebelo de Sousa e outros a dizer que nada tinha a ver com ele e que podia referir-se a qualquer um. A versão dos primeiros parecia ser mais verosímil&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Coloquemos a seguinte hipótese: o candidato A. não é conhecido e não tem currículo político relevante e, por isso, não tem perfil para o cargo; o candidato B. não tem apoio de nenhum partido sendo quase nula a possibilidade de ser obter vantagens nas intenções de voto; por sua vez o candidato C. é muito conhecido pela visibilidade como comentador de televisão e pode vir a ter apoios alargados. O candidato C. é, de imediato, personificado por Marcelo Rebelo de Sousa porque todos o conhecem, não por ter funções políticas ativas mas porque tem uma visibilidade mediática permanente na televisão e faz comentários políticos semanais há anos e anos. Como poderia não ser conhecido? Quantos não haverá que, não sendo conhecidos nem tendo visibilidade mediática, podem ter perfil para Presidente da República.   &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rebelo de Sousa ao longo dos anos passou a ser um profissional da comunicação, um oráculo semanal da política. Não necessita de grande esforço para fazer uma campanha, mesmo sem falar muito. Despe a pele de comentador, vestindo a de candidato a Presidente comentador.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segredo de Marcelo é ter-se &quot;dedicando à comunicação social em jornais, na rádio e na televisão contactando milhões de leitores, ouvintes e telespetadores&quot; como ele próprio afirmou no discurso de apresentação da candidatura que o &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/politica/2015-10-09-Na-integra.-O-discurso-de-Marcelo-Rebelo-de-Sousa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;jornal Expresso divulgou na íntegra&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Comunica como se estivesse perante o seu público da televisão, milhões de telespectadores, como afirma. Para salvaguarda do caso de alguns apenas o conhecerem apenas como comentador da televisão e como o professor encarregou-se de tecer a sua biografia profissional, diria antes um curriculum vitae, escusando assim que lha escrevam por ele. Diz-se &quot;católico, influenciado pelo Vaticano II, concílio bem presente hoje no magistério do Papa Francisco&quot; frase muito conveniente e convincente para captar votos de todos os devotos deste Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para além de benemérito ao &quot;devolver ao país tudo aquilo que Portugal lhe deu&quot; segura também o discurso da estabilidade governativa que justifica através de argumentos de peso que apelam à fácil emoção quando revelou que para ele a &quot;estabilidade e a governabilidade têm de estar ao serviço do fim maior e o fim maio na política é o combate à pobreza, é a luta contra as desigualdades, é a afirmação da justiça social.&quot; Palavras do agrado do governo e do ainda Presidente da República que serviram de mote à campanha da coligação PSD-CDS para gerar em parte da população um estado de temor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acrescenta ainda frases bem conhecidas e já pronunciadas pela direita e por Cavaco Silva quando diz &quot;considero essencial que haja, como nas democracias mais avançadas, convergências alargadas sobre aspetos fundamentais de regime&quot; de coloca ainda um toque de emoção: &quot;a estabilidade e a governabilidade têm de estar ao serviço do fim maior e o fim maio na política é o combate à pobreza, é a luta contra as desigualdades, é a afirmação da justiça social.&quot;. &quot;Considero ainda que não há desenvolvimento, nem justiça, nem mais igualdade com governos a durarem seis meses ou um ano, com ingovernabilidade crónica e sem um horizonte que permita aos governados perceberem aquilo com que podem contar no quadro da composição parlamentar resultante daquilo que votam.&quot;. Pensamentos &lt;em&gt;déjà vu&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É consensual que ninguém quer instabilidade, mas as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa são as mesmas da direita e de Cavaco Silva, divergindo apenas na forma e no tom que o traquejo de longos anos de comunicação televisiva lhe ofereceu.  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com uma frente neoliberal, que diz ser agora social-democrata, a governar o país, Rebelo de Sousa, se for eleito Presidente da República, teremos novamente o lema &quot;uma maioria, um governo e um presidente&quot;. Cabe perguntar o que fará diferente de Cavaco Silva nestas circunstâncias.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As posições defendidas à volta da candidatura de Marcelo por jornalistas e comentadores, conduziram-me à sátira &quot;Elogio da Loucura&quot; escrita em 1509 por Erasmo de Rotterdam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para finalizar transcrevo partes do texto de Erasmo com uma adaptação à atualidade política, livre e satírica, tendo, para tal, modificado e acrescentado umas poucas palavras.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Sei muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais. A prova incontestável do que afirmo está em que não sei que súbita e desusada alegria brilhou no rosto de todos ao aparecer eu diante deste numerosíssimo auditório. De facto, erguestes logo a fronte, satisfeitos, e com tão prazenteiro e amável sorriso me aplaudistes, que na verdade todos os que distingo ao meu redor me parecem outros tantos deuses de Homero, embriagados pelo néctar do vinho embriagante.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Se, agora, fazeis questão de saber por que motivo me agrada aparecer diante de vós com uma nova roupa, eu vo-lo direi em seguida, se tiverdes a gentileza de me prestar atenção; não a atenção que me costumáveis prestar enquanto comentador que era a dos charlatães, e pantomineiros. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;De facto, que mais poderia convir a Loucura do que ser o arauto do próprio mérito e fazer ecoar por toda parte os seus próprios louvores? Quem poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesmo? Haverá, talvez, quem reconheça melhor em mim o que eu mesmo não reconheço? De resto, esta minha conduta parece-me muito mais modesta do que a que costuma ter a major parte dos grandes e dos sábios do mundo. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;No entanto, esses insignificantes faladores a que atrás me refiro envaidecem-se com a sua vazia erudição e experimentam tanto prazer em ocupar-se dia e noite com essas suavíssimas nénias que nem tempo lhes sobra para ler ao menos uma vez programas e opiniões de outros. E o mais bonito é que, enquanto assim cacarejam nas suas escolas, imaginam-se os defensores do povo, que cairia na certa, se cessassem um momento de sustentá-la com a força dos seus silogismos, exatamente como Atlante, segundo os poetas, sustenta o céu com as costas. &lt;br /&gt; Contam ainda os nossos discutidores com outro grande motivo de felicidade. A política e a governação são, nas suas mãos, como um pedaço de cera, pois costumam dar-lhes a forma e o significado que mais correspondam ao seu génio. Pretendem que as suas decisões uma vez aceitas por alguns outros devam ser mais respeitadas do que as leis de Sólon. Erigem-se em censores dos outros e, se alguém se afasta um pouquinho das suas conclusões, diretas ou indiretas, sentenciam oráculos: Essa proposição é escandalosa, esta aqui é temerária, aquela cheira a esquerdismo, aquela outra soa mal. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Para uma campanha eleitoral há que ter coragem, vamos! Dissimular, enganar, fingir, e apontar os defeitos dos adversário mas fechar os olhos aos defeitos dos amigos, ao ponto de apreciar e admirar grandes vícios como grandes virtudes, não será, acaso, avizinhar-se da loucura? Beijar, numa feira ou numa rua uma velhinha, sentir com prazer o fedor do seu nariz e, num mercado beijar peixeiras com cheiro a peixe e prometer atender um pai que o filho está desempregado não será isso uma verdadeira loucura? &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda estou para decidir se deva ou não chamar loucura a todo o erro de espírito desta panóplia de vedetas mediáticas oportunistas do propagandeio, comentadores ditos isentos que proliferam nas televisões.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 06 Jul 2015 19:02:00 GMT</pubDate>
  <title>A única verdade é a que a direita deseja</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/a-unica-verdade-e-a-que-a-direita-119882</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Pereira Coutinho.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=uZF4cJhfIdKiZli4Y3sw&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Pereira Coutinho.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B8b11039f/18606331_acstz.png&quot; alt=&quot;Pereira Coutinho.png&quot; width=&quot;161&quot; height=&quot;174&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;O comentador maestro da direita neoliberal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;mais radical de Portugal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;É extraordinário como os comentadores e jornalistas dedicados a argumentos dedicados em defesa da direita enganam, omitem, distorcem, deturpam para confundir, com os seus comentários, os que, menos atentos, podem deixar-se confundir mesmo que os factos desmintam os que defendem as causas que lhes pode trazer a prazo vantagens para sua tabanca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Quando uma votação coincide com o que eles esperam é sempre uma votação de responsabilidade, na estabilidade, na competência e de clareza no caminho desejado, caso contrário é a votação na irresponsabilidade, na insegurança, etc., etc.. Ao longo dos anos é sempre o mesmo.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Dou apenas dois exemplos de colunista de jornais e de comentadores de televisão cujas opiniões e a credibilidade, mais do que uma vez já foram contraditadas pelos factos. São um tal de Pereira Coutinho, do Correio da Manhã e da CMTV e Henrique Monteiro colunista do jornal Expresso que, quando bem calha, e por interesse de opinião, surge nos canais de televisão da SIC que pertencem ao mesmo grupo do Expresso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Eduardo Monteiro está sempre com um meio sorriso (será de escárnio?) que mais parece estar sempre a &quot;gozar&quot; com tudo o que comenta e outras vezes parece estar zangado com a vida. Pois este dito jornalista que, pensa ele, ser isento nos comentários que verbaliza diz coisas tão atabalhoadas que ninguém percebe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Ontem, no canal SIC Notícias, ao comentar o referendo na Grécia onde ganhou por larga maioria o NÃO disse no momento em que no ecrã passavam imagens dos gregos a festejar a vitória que os gregos estão a festejar mas nem sabem o quê. Pois, para Monteiro, os gregos são uma cambada de estúpidos que não sabem em que votaram nem para quê. Ao falar-se do número de votantes da fraca abstenção e da percentagem conseguida pelo NÃO lança outra, dizendo que ali até os mortos estão a votar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Como é possível que dum sujeito, enquanto jornalista, se esperava seriedade, lança para o ar estas &quot;bacoradas&quot;. Será isto um contributo para a credibilidade dos comentadores que andam por aí a enxamear e a encher a cabeça dos cidadãos que os escutam, contribuindo para o descrédito da comunicação social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Temos outro espécime requintado, esse, declaradamente da direita extremista que pretende enganar quem o ouve utilizando a técnica do medo que é um tal Pereira Coutinho. Este, lança para o ar a ideia de que o não pagamento de salários e pensões na Grécia pode também acontecer em Portugal, como se o Governo que ele pretende apoiar não o tivesse já feito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Mas confunde e deturpa a realidade quando associa, sem qualquer prova do que diz o problema da Grécia ao aumento de impostos, cortes de salários e de pensões que Portugal poderá ou poderia sofrer por causa dos gregos terem optado pelo NÃO.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;A direita pretende passar a mensagem de que os problemas da Grécia foram devido ao atual governo democraticamente eleito, o que é falso. Não foi o Syrisa, no poder há cerca de seis meses apenas, que levou os gregos à situação em que se encontram, foram as coligações de direita que o precederam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;A causa final para o Syrisa estar no poder foi ao estado a que a direita conduziu a Grécia. É evidente que a austeridade excessiva, a difusão da pobreza, a perda de poder compra, os cortes nos rendimentos, o desespero, os impostos que as grandes empresas não pagam por culpa da direita que esteve no poder resultou numa viragem para o extremo, por mais que a direita diga o contrário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt;&quot;&gt;Os gregos no domingo passado deram uma lição de inconformismo apesar de todas as vicissitudes, sacrifícios, ansiedades, dúvidas, não recebimento total de reformas, fecho dos bancos e a impossibilidade de poderem levantar mais do que 60 euros, como se a grande maioria tivesse a necessidade ou a possibilidade de levantar diariamente aquele valor (1800 euros mês!). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 18 May 2015 18:41:00 GMT</pubDate>
  <title>Profissionais da falsidade na política</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Catroga_3.jpg&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=vFbaQVwPNCT4wmGZRHBA&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Catroga_3.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B9906e614/18429841_ZveIf.jpeg&quot; alt=&quot;Catroga_3.jpg&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;341&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;Votar na coligação é o mesmo que jogar na roleta apostando no 36 vermelho e o croupier anunciar que saiu o 13 preto. Resta depois hipotecar tudo o que se tem e não tem para pagar ao dono do casino por mais quatro anos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;MR&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há uma desilusão e um descrédito na sociedade relativamente aos políticos, daí a desmobilização das pessoas em relação ao voto no qual a abstenção é um dos indicadores mais relevantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Somos um país premeditadamente desinformado sobre a atuação política do Governo. O canal Parlamento é onde podemos seguir com mais pormenor o que se vai passando. O que vamos sabendo é apenas pela voz dos que defendem em causa própria a aplicação das políticas de quem nos governa. Como já escrevi em textos anteriores, entre eles estão também os comentadores afetos aos partidos do Governo que ocupam os canais de televisão generalistas sem que haja, ao mesmo nível de horário, a possibilidade de contraditório.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ouvimos a maior parte das vezes os mesmos pontos de vista defendidos até à exaustão que as audiências absorvem como verdades porque não possuem a informação suficiente para a validarem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os argumentos que utilizam são muitas vezes baseados em informação com incorreções, falsidades e distorção da verdade para iludir quem os escuta. Com exceção de alguns mais interessados ou informados a maioria não tem a possibilidade de confirmação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Um dos que está nesse alinhamento é Eduardo Catroga que foi premiado por serviços prestados quando da negociação do memorando com a troika e pela venda da EDP à empresa estatal chinesa, China Three Gorges Corporation. Ocupou de imediato o cargo de Presidente da EDP em representação daquela empresa com remuneração milionária.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Catroga, bem instalado na vida com remunerações escandalosas para um país empobrecido como é Portugal, é compreensível que seja um dos carros de combate do atual PSD. É um digno representante do pensamento político e ideológico, ainda mais radical do que o próprio Governo que apoiará para que a coligação continue a governar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disse Eduardo Catroga que o Governo se atrasou no processo de redução da despesa pública e que, em vez do colossal aumento de imposto, deveria ter feito uma enorme redução na despesa. Lança isto mentindo descaradamente, aliás seguindo as pesadas do líder do seu partido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vamos ver os verdadeiros números para podermos aferir se deveremos ou não votar nesta coligação que nos engana sustentada por uma vanguarda que nos pretende continuar a enganar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consolidação orçamental:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Diminuição da despesa primária de 7,4 mil milhões de euros. (Despesa efetiva excluindo a rubrica de juros e outros encargos)&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aumento da receita de 4,5 mil milhões de euros.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Redução da despesa de 2/3 da consolidação.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aumento da receita 1/3 da consolidação.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ao contrário do que Eduardo Catroga diz o enorme aumento de impostos foi inferior ao enorme corte na despesa.                     &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Os dois momentos do ajustamento foram:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro momento&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Corte brusco na despesa que reduziu mais de 10 mil milhões de euros.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quebra na receita de 2,7 mil milhões de euros.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Decisão do Tribunal Constitucional: eliminados 3 mil milhões de euros de corte na despesa. Se não fosse esta decisão a economia estaria ainda neste momento com uma recuperação ainda mais débil.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Segundo momento&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;O tal aumento enorme de impostos com a subida de receita de 6,2 mil milhões de euros.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como o corte na despesa foi anterior ao enorme aumento dos impostos apenas este ficou registado na memória das pessoas devido ao matraquear constante dos comentadores e da comunicação social produzindo na opinião pública uma falsa perceção dos factos propositadamente criada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Catroga como muitos outros radicais que apoiam estes neoliberais do Governo acreditam numa austeridade expansionista que apenas existe no país da Alice. Desculpam-se com o interesse do país (julgando-se as únicas pessoas que o habitam) mas olham apenas para o seu umbigo que, em qualquer circunstância, sabem que fica sempre preservado de todas as contingências.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quando o dr. Eduardo Catroga e outros que tais dizem que se deveria ter cortado ainda mais na despesa, estão fixados no ataque sistemático aos salários e às pensões, quadro donde de encontram a salvo, já que tudo quanto possam ainda dizer sobre corte na despesa é um logro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A economia não se recupera com esperança num futuro risonho que não chega, nem apenas com cortes nos rendimentos das famílias. Em qualquer sistema capitalista e de economia de mercado a economia vive à base do &quot;pilim&quot; se este se corta ou limita às empresas e às famílias o fundo está à vista.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acreditar e manter a esperança nesta gente que, mais uma vez, nos pretende iludir é o mesmo que jogar na roleta apostando no 36 vermelho e o croupier anunciar que saiu o 13 preto. Resta depois hipotecar tudo o que se tem e não tem para pagar ao dono do casino por mais quatro anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diz Pedro Adão Silva no Expresso:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se o tema são os pedidos de desculpa, a maioria devia, então, começar por pedir desculpa às famílias&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;dos 400 mil portugueses que emigraram&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;aos 400 mil que viram os seus empregos destruídos;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;às 65 mil crianças que deixaram de ter inglês no 1º ciclo;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;aos milhões de idosos que tiveram as suas pensões cortadas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; É que, em importante medida, tudo isto foi consequência de uma estratégia de “ir além da troika”, assente na crença mágica de que um corte abrupto na despesa teria um efeito salvífico&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt;&quot;&gt;Fontes: jornal Expresso; Governar com a Troika - Políticas Públicas em Tempo de Austeridade, Almedina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 11 May 2015 13:23:00 GMT</pubDate>
  <title>Bons ou maus intentos</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/bons-ou-maus-intentos-111605</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;https://pginasdeliberdade.files.wordpress.com/2011/01/cavacosilva2c1_1294935783.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;441&quot; height=&quot;234&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se dúvidas houvesse sobre as intenções do Presidente da República para o prolongamento estratégico da manutenção do Governo com mais três meses de bónus dissiparam-se. O jornal Expresso avança a ideia que corre na Presidência da República é que confia que será inevitável um Governo baseado em acordos se não houver maioria absoluta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pretende impor um modelo forçado idêntico ao de alguns países europeus nomeadamente a Alemanha e outros países do norte. À troca negociações de pastas e de lugares os partidos seriam obrigados a governar de acordo com o modelo que o Presidente pretende impor aos portugueses. Impõe a sua vontade quando afirma que &quot;O próximo Governo, seja qual for a sua composição, não pode deixar de ter o apoio maioritário da Assembleia mas, além disso, tem de assegurar uma solução governativa coerente e consistente pressupostamente para ele de direita e que tenha a garantia da &quot;governabilidade e da estabilidade política&quot;, e justifica que é &quot;algo decisivo para o país&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Torna-se evidente que estas declarações são para condicionar o voto livre dos portugueses nos partidos que pretende governem o país através do fantasma insegurança e do medo dos mercados. Uma forma de pressão sustentada no discurso da governabilidade e estabilidade política e nos &quot;superiores interesse do país&quot;, e nos dele, digo eu.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma solução governativa &quot;consistente&quot; entre partidos diferentes pretende. Mas se a partir dos resultados das próximas eleições não houver condições para o que ele pretende? Não dá posse ao Governo e, ao modo de muitos ditadores, toma ele conta do recado? Estará a pensar numa espécie de golpe de Estado nos corredores de Belém? Ou será uma espécie de governo de iniciativa presidencial que transformará depois numa espécie de União Nacional do século XXI? E, tudo isto, três meses antes do término dum infeliz e inepto mandato?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Somos levados a pensar que pretende substituir o debate e o confronto político, a que chama lutas partidárias, por um Governo e um Parlamento uníssonos e onde exista uma oposição decorativa e sem voz.  &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 03 May 2015 18:14:00 GMT</pubDate>
  <title>Os limites toleráveis da decência política</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/os-limites-toleraveis-da-decencia-109770</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Descreditar Portugal.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=SDWWvKvizzvaVBA7Va0M&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Descreditar Portugal.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B0f14b9b8/18349225_65PlI.png&quot; alt=&quot;Descreditar Portugal.png&quot; width=&quot;415&quot; height=&quot;228&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Os bons amigos&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Os bons amigos.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=rtz1Fd3WyBsiMPrjhkeD&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Os bons amigos.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B1d145df6/18349227_VJIJ7.png&quot; alt=&quot;Os bons amigos.png&quot; width=&quot;317&quot; height=&quot;410&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;A desfaçatez de Passos Coelho ao elogiar publicamente o seu &quot;amigo&quot; Dias Loureiro na inauguração duma queijaria em Aguiar da Beira ultrapassou os limites toleráveis da decência política que deveria estar em conformidade com o que é considerado respeitável e moral pela grande maioria dos cidadãos comuns. É o descomedimento total para não dizer pior. A amizade não tem que acabar mesmo que tenha havido um delito por parte de algum deles mas, no caso, estamos a falar dum responsável de um Governo em funções  que falou publicamente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Disse ele, referindo-se a Dias Loureiro, &quot;conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Será isto o início do branqueamento e o elogio público da falta de seriedade, integridade e honradez de atores políticos com carência de ética e, ao mesmo tempo, troçar descaradamente dos portugueses?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;À falta de melhor parece que o primeiro-ministro anda agora preocupado em inaugurar queijarias, salsicharias e outros negócios afins e perdeu todo o decoro político e comedimento que se esperam do responsável máximo do Governo do país.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ainda está muito presente o caso BPB/SLN onde Oliveira e Costa, conjuntamente com Dias Loureiro, ex-conselheiro de Estado que em julho de 2009 foi constituído arguido devido à sua ligação ao chamado negócio de Porto Rico, o qual terá provocado um prejuízo de 40 milhões de euros ao BPN na altura relativo a crimes de burla e falsificação de documentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Os jornais da época noticiam que em Porto Rico, a SLN acabou por comprar a empresa Biometrics que, alegadamente, produziria uma nova máquina concorrente com as atuais ATM. A Biometrics foi, entretanto, vendida ao Excellence Assets Fund, controlado pelo BPN, que acabou por a vender a uma empresa offshore, La Granjuilla, do próprio El-Assir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;Nas contas do fundo, esta venda apareceu contabilizada por &quot;um dólar&quot;. E há mesmo um documento assinado por Dias Loureiro que subscreve este valor. Ou seja, há suspeitas de que cerca de 40 milhões de euros desapareceram do circuito do negócio&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o Diário de Notícias da altura o próprio Dias Loureiro confirmou que foi confrontando com documentos novos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em janeiro de 2013 Dias Loureiro era uma das faces visadas na mega fraude do BPN - via SLN - escândalo que já custou aos portugueses a módica quantia de 3405 milhões de euros (custo estimado até ao final de 2102), custo para os contribuintes que pode atingir 6509 milhões de euros, mais juros e contingências.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Foi a altura em que o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os &lt;a href=&quot;http://www.noticiasaominuto.com/politica/32368/arnaut-de-f%C3%A9rias-com-relvas&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;últimos dias do ano de 2012 ao Rio de Janeiro&lt;/a&gt;, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis, o Copacabana Palace onde juntamente com ele estavam Dias Loureiro, ex-administrador da SLN, holding detentora de 100% do capital do BPN-Banco Português de Negócios, e também José Luís Arnaut, ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, todos eles do PSD.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas não ficamos por aqui, em 2011, o Estado vendeu o BPN ao banco de capitais luso-angolanos BIC Português, por 40 milhões de euros. No relatório final da segunda comissão parlamentar de inquérito ao BPN, aprovado a 16 de Novembro do ano passado, lê-se que o custo total da nacionalização para os cofres estatais é de, no mínimo, em números redondos, 3,4 mil milhões de euros e, no máximo, de 6,5 mil milhões de euros.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Grave foi também ter mentido à comissão de inquérito parlamentar ao dizer, segundo o &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/dias-loureiro-mentiu-a-comissao-de-inquerito=f497865#ixzz3Z5vlWxmj&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;jornal Expresso&lt;/a&gt;, que &quot;nem sequer sabia que existia o Excellence Assets Fund - um veículo fundamental para uma compra ruinosa (prejuízo 38 milhões de dólares) de duas empresas tecnológicas em Porto Rico&quot; apesar de ter assinado dois contratos onde esse fundo é parte mas disse que não se lembra.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É por demais conhecido que Dias Loureiro tem ligações familiares com Cavaco Silva, cuja filha casou com o filho de Loureiro. Com amigos assim não há quem lhe ponha a mão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Quem ler isto poderá pensar que é má vontade contra o PSD. Será mesmo? Talvez fosse melhor parar para pensar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A corrupção em Portugal anda em roda livre e passa ilesa apenas para alguns.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 23 Mar 2015 19:04:00 GMT</pubDate>
  <title>Enganados outra vez só se formos otários</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Tretas.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=avd3hwItFugHLLCrllds&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Tretas.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bd111e8f5/18159072_kuuVL.png&quot; alt=&quot;Tretas.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;210&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na passada semana a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ouviu novamente Ricardo Salgado horas a fio. Mais de dez. Não queria estar na pele dele e muito menos na dos deputados da comissão. Consideremos que é fatigante. Não é sobre isto que me vou debruçar mas sobre a mensagem enganosa mais as tretas do costume que, desde algum tempo atrás, o Governo e os comentadores por sua conta têm vindo a fazer passar  sempre que oportuno &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A questão prende-se com a ideia de que a solução encontrada para o BES, agora conhecido por Novo Banco, foi a melhor porque poupou dinheiro aos contribuintes. O Novo Banco teve vários tipos de gás a enchê-lo para evitar perdas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em primeiro lugar o Estado emprestou 4400 milhões de euros ao Fundo de Resolução (linha da troika) para capitalizar o Novo Banco. Diz-se que vai receber juros de 2,95% pelo empréstimo. Se assim for nada a dizer. Por outro lado, para este banco apenas passaram os ativos do BES (o que não eram prejuízos).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo quanto eram dívidas à Goldman Sachs e a clientes do papel comercial (aqueles que se têm manifestado para que lhes paguem) foram transferidas para o chamado banco mau (?). Mas que raio de nome arranjaram! Até se escreve com letra pequena!  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas a questão é quem vai perder este dinheiro. Será o Novo Banco? Seremos nós através dos nossos impostos? Serão os clientes que agora reclamam o seu dinheiro? Quem souber que responda.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outros `mas´ se colocam: se for o Novo Banco a pagar este ficará desvalorizado, perderá valor para a sua venda, o que não interessa. Mas disseram aos clientes do tal papel comercial que receberiam, mas depois que não.  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/novo-banco-capitais-ascendem-a-55-mil-milhoes-de-euros-e-creditos-fiscais-a-28-mil-milhoes-de-euros=f901093&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Novo Banco beneficia de 2,87 milhões de euros&lt;/a&gt; de impostos diferidos que é o valor referente ao pagamento de impostos sobre os rendimentos, neste caso ISR (Imposto Sobre Rendimentos), recuperáveis em períodos futuros, o que valoriza o banco. E os juros sobre esse capital, quem os paga, será o novo comprador do banco? É uma espécie de crédito fiscal que é concedido. Isto é, os lucros futuros que o Novo Banco possa ter após a sua venda não pagarão impostos sobre eles. A transferência dos ativos do BES fizeram perder ao Estado 300 milhões de euros em imposto de selo. Foi um &lt;em&gt;download&lt;/em&gt; fiscal grátis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se isto não vem dos meus, teus, seus impostos donde veio?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Veremos ainda quem vai pagar os passivos na posse do banco mau.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto mais parece o castelo fantasma como aquele que existia nas Feira Popular mas com esqueletos guardados nos armários por Passos Coelho e pela ministra das finanças, Maria Albuquerque.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para uma opinião mais técnica e desenvolvida ver &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/quem-vende-por-gosto=f916227&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Pedro Santos Guerreiro, jornal Expresso&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 25 Aug 2014 16:33:32 GMT</pubDate>
  <title>Por favor não mordam no meu bolso, vão ao dos outros, dizem eles</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=KLsQpwgSwPWIfaez5NIn&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G2f01923e/17336038_2CWUt.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;0&quot; height=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=lUm5GucywBMZv5noAMZb&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gc9137ce0/17336064_B7ZNu.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Após regresso de S. Vicente de Cabo Verde, encontro-me agora algures na Beira Interior. Este ano o mês de agosto não tem sido muito quente, manhãs e noites frescas e calor intenso a meio do dia, nada comparável a temperaturas escaldantes de outros anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Apesar de longe da grande cidade e sob a tranquilidade campestre onde um céu de azul límpido e luminoso e da suave brisa refrescante que corre, desanuviando o espírito e convidando ao descanso do corpo e à desintoxicação do consumismo de informação política, estou agarrado a um vício de qual ainda não me libertei completamente, apesar de tentar a leitura de jornais, dos noticiários televisivos e dos comentários sobre a política nacional. Todavia, há alguns dos quais já me vou conseguindo libertar como o do pantomimeiro Rebelo de Sousa, do Morais Sarmento, do Santana Lopes, este, radicalmente nem vê-lo nem ouvi-lo, e o do Marques Mendes que pretende competir com o Rebelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Assim, ainda na semana que hoje termina liguei para um canal de televisão e, olha que dois, juntos, o Henrique Monteiro, jornalista que escreve para o Jornal Expresso e o antigo diretor do Jornal Público José Manuel Fernandes defendiam o mesmo com palavras diferentes. O Henrique Monteiro, frente aos ecrãs, graceja com coisas muito sérias e, demagogicamente, tenta aproximar-se dos problemas de alguns espetadores mostrando que também está a ser vítima da crise. Mas que pena! Neste confronto não houve debate houve, isso sim, ideias viradas contra o mesmo “target”.  Isto é, defendiam as posições divisionistas tomadas por Passos Coelho, mas há moda deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os causadores da crise nunca somos nós, são sempre os outros, os que, dizem eles, vivem à custa do Estado, como se eles, sempre que possam não retirem do Estado o que acham ter direito seja de que modo for, e, mais tarde não forem também, em parte, viver à custa dele. Se assim não for então digam-nos o segredo para não o fazerem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;É uma tristeza… Sempre que se pensa que lhes vão aos bolsos há um grande problema, mas, quando vão aos bolsos alheios “no problem”, tudo é válido, contudo a despesa continua a subir. Não mordam no meu bolso, vão ao dos outros, dizem eles de forma muito rebuscada. Apesar de cortes e mais cortes a despesa já vai nos 134% do PIB. No tempo de Sócrates, o esbanjador despesista, como diz a direita, a despesa era de 90%.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ou eu não percebo nada disto ou algo está mal neste governo. Dirão alguns: pois, você é que não percebe nada disto. Então, por favor, expliquem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 17 Aug 2014 21:00:22 GMT</pubDate>
  <title>A prática das teorias da impossibilidade e da inevitabilidade</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb1121f39/17308633_hcZG2.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os impossibilizados&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Os acórdãos do Tribunal Constitucional que invalidam legislação inconstitucionais são, na totalidade, alvo de polémica e contrariedade manifesta por parte do governo, por vezes até agressiva de contestação ao próprio TC, como já vimos noutras ocasiões.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Após o conhecimento dos acórdãos proliferam nos órgãos de comunicação social opiniões e comentários favoráveis e desfavoráveis às decisões do tribunal. Saliento o comentário de um constitucionalista e professor de Direito da Universidade de Coimbra, publicado no &lt;/span&gt;&lt;a style=&quot;font-size: medium; text-align: justify;&quot; href=&quot;http://expresso.sapo.pt/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; que devera ter o maior apreço pelo governo de Passos Coelho que afirma que “&lt;/span&gt;&lt;em style=&quot;font-size: medium; text-align: justify;&quot;&gt;Sobre as pensões, o tribunal pede uma reforma estrutural. Mas essa é uma exigência impossível (…). A CES era um pequeno passo numa reforma da Segurança Social, era um caminho para uma reforma maior&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;”.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não sou constitucionalista, nem percebo nada de direito que não seja o conhecimento das leis quando delas tenho que fazer uso, nem tão pouco sou especialista em segurança social, mas há algo que me parece insólito vir da parte de num professor universitário. Em primeiro lugar ele refere-se a uma CES que, neste acórdão, já não estava em questão mas sim uma Contribuição de Sustentabilidade que foi considerada inconstitucional. Mas, o mais incompreensível, é a afirmação que em tudo vai contra um espírito científico, aberto ao estudo e à resolução de problemas por mais difíceis que sejam. &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;Fazer uma reforma estrutural na segurança social, que não passe por cortes, contribuições e taxas é impossível&lt;/span&gt;? Ele que é constitucionalista, deve rever o direito constitucional da Alemanha e noutros países sobre as pensões. Impossível é, sim, para ele e para este governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O senhor professor, esqueceu-se com certeza da reforma que Vieira da Silva executou em anterior governo e que funcionou, embora, à partida, fosse dado a conhecer que era ainda insuficiente. Mas fê-la? E a introdução do imposto do IRS sobre as reformas e as pensões, anteriormente estavam isentas, posto em prática por Teixeira dos Santos no segundo governo de José Sócrates não contam?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Passámos a saber que, para o professor de Direito Constitucional da U.C. Dr. Vieira de Andrade, tudo quanto não sejam cortes discriminatórios que atinjam apenas uma parte da população serão impossíveis de executar. Que mensagens passará ele aos seus alunos? Talvez sejam as da teoria da impossibilidade e de que não há alternativas para nada. Princípios políticos do agrado dos governos neoliberais extremistas como aquele que temos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 16 Apr 2014 17:35:51 GMT</pubDate>
  <title>Joana Garrido e a defesa irracional dos cortes</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=ieccIn9c0uoM0dz8fZqr&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd1157be1/16841670_MjVGC.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A saída em dezembro de 2013 de Pedro Santos Guerreiro como diretor Jornal de Negócios foi uma perda para este jornal e ao que parece também deixou de colaborar na Revista Sábado. Não perdeu nada diga-se. O competente jornalista passou a diretor-executivo do Jornal Expresso que ganhou com a aquisição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Joana Garrido, é agora a atual diretora do Jornal de Negócios, cuja pouca isenção a tem levado cada vez mais a aproximar-se das políticas e das medidas do Governo de Passos Coelho, por mais absurdas que sejam, o que tem dado os seus frutos. Passou também a ter uma coluna de opinião na Revista Sábado. Nada mais oportuno para uma propagandista em momento de proximidade de eleições. Defende tudo quanto sejam cortes, injustos ou não, com critérios ou sem critério, tudo quanto venha do Governo e não lhe toque nos seu bolsos está sempre certo, a não ser, claro está, os impostos que lhe subtrai rendimentos, (temos pena, também a todos nós). Não se aflige tanto quando são cortes nos rendimentos de outros mesmo que os ache injustos. Talvez ande à procura de um lugar ao sol que lhes seja pago com os impostos pagos por todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A honestidade e a isenção jornalística é fundamental que não deve ter tem a ver com o ser jornalista de direita ou de esquerda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Um lugar numa coluna da Revista Sábado já lá canta. Esse não é pago com os nossos impostos mas por quem compra revista que às vezes nem vale o dinheiro que se dá por ela. Eu compro-a por necessidade de saber como vai esta gente passando…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 18 Mar 2014 17:24:36 GMT</pubDate>
  <title>Os almofadados</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=rPRIZkolTqNs1KstOFnr&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8101b7d2/16729614_YOoAy.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Será que já não se pode, nem deve, discutir os problemas do país por causa dos mercados?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;em&gt; Será que já não se pode apresentar alternativas diferentes do poder estabelecido?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot; align=&quot;right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;em&gt; Será que passou a haver uma censura, já não através do lápis azul, mas de pressões de outra natureza por causa dos mercados, da Merkel ou de qualquer outra desculpa?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;O manifesto &quot;Preparar a Reestruturação da Dívida&quot; provocou no primeiro-ministro e nos setores neoliberais uma polémica desnecessária, nomeadamente nos comentadores e jornalistas que apoiam e defendem as medidas do Governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Escreveram-se e verbalizam as maiores atrocidades e disparates, algumas ofensivas, sobre as personalidades que subscreveram o manifesto, para além de mentiras descaradas ditas por irritadiços jornalistas dos jornais económicos onde a falta de isenção foi mais do que evidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Foi longe demais o descaramento ao expressarem nos seus comentários sectários, frente às câmaras de televisão, mentindo sobre o conteúdo do manifesto deturpando o seu sentido e acrescentando da sua lavra o que muito bem entendiam para confundir a opinião pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Estes sujeitos sabem que aqueles para quem falam e escrevem não têm acesso ao documento ou, não têm a formação suficiente para o descodificarem e, por isso, reservam-se o direito de fazer interpretações falseadas do seu conteúdo. Para o confirmar bastaria que fosse lido com atenção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Clara Ferreira Alves, no último programa &lt;a href=&quot;http://sicnoticias.sapo.pt/programas/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Eixo do Mal&lt;/a&gt;, foi clara no seu esvoaçar de borboleta, desta vez, fazendo voos de toca e foge às posições defendidas por Passo Coelho no que respeita ao momento próprio para o manifesto que, segundo ela, já devia ter sido feita há mais tempo e referindo-se à Alemanha como a &quot;Grande Alemanha&quot;. Até falou em &quot;haircut&quot; da dívida coisa que nem está no manifesto. É notório, ao longo dos programas, o seu esvoaçar de pensamento errático não clarificando a sua posição. Como ainda não tem almofada procura uma com todo o afinco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Jornalistas e comentadores têm o direito e a liberdade de exprimirem livremente a sua opinião dentro de uma ética e moral que não agrida a liberdade dos outros, o que nem sempre é praticado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Aqueles a que me refiro defendem até à exaustão Passos Coelho e as suas políticas, e enodoam a maior parte das vezes a opinião pública com propaganda descarada, na expectativa de poderem obter uns cargozinhos pagos à custa dos nossos impostos. Veja-se a o caso de Pedro Lomba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Mas há mais, por exemplo &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/e-que-tal-reestruturar-as-reformas-das-70-personalidades=f860442&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Henrique Raposo&lt;/a&gt;, nas suas opiniões demagógicas, às vezes futurológicas, transforma o manifesto como se fosse uma discussão menorizada sobre as reformas dos que a assinaram, o que revela a pequenez duma mente que avalia a dívida portuguesa, que é grave e necessita de alternativas, como uma questão de receber ou não receber reformas. Este escriba de opiniões tem responsabilidades porque escreve no &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso&lt;/a&gt;. Apesar de muito expectante e pessimista no que se refere à sua futura reforma está de certeza bem almofadado. Como o estão, decerto, todos que ele apoia e fazem parte do governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Defendem medidas iníquas e desproporcionadas a aplicar a outros porque sabem que não serão atingidos por elas e, mesmo que assim fosse, estariam bem almofadados para ficarem sempre bem acomodados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Eruditos jornalistas e comentadores, nas suas crónicas e comentários opinativos, têm vindo a alinhar e a subscrever as medidas do Governo e temem que se proponham outras alternativas que possam colocar em causa as suas próprias crenças que vêm apregoamndo durante tanto tempo. Até o próprio primeiro-ministro, creio que sem ler o documento, irracional e emotivamente, entrou quase em pânico atirando para os jornalistas disparates vagos e sem consistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;A questão que se coloca é a saber qual é o problema de cidadãos chegarem a um consenso sobre determinados pontos, tão fundamentais para o país, e não poderem e não deverem ser discutidos publicamente. A desculpa já gasta é a dos mercados e da credibilidade. Quer dizer, qualquer debate interno, sobre política económica e assistência financeira, num país livre são à partida coibidos de poderem ser refletidos e discutidos. Será que já não se pode, nem deve, discutir os problemas do país por causa dos mercados? Será que já não se pode apresentar alternativas diferentes do poder estabelecido? Será que passou a haver uma censura, já não através do lápis azul, mas de pressões de outra natureza por causa dos mercados, da Merkel ou qualquer outra desculpa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Apresentam os papões dos mercados, da troica, do protetorado, da credibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Os portugueses já não temem os papões porque maior papão do que este Governo não deve existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 01 Mar 2014 18:39:20 GMT</pubDate>
  <title>O espoliador</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=zCA0WZgKVN3Um9UII3Tz&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1115f532/16663159_mlO5t.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;401&quot; height=&quot;324&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;No &quot;post&quot; anterior alertei para o facto da Segurança Social, segundo o Governo, estar com problemas de sustentabilidade e para o perigo do  plafonamento das contribuições para a segurança social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/seguradoras-ensinam-empresas-a-nao-pagar-tsu=f858534&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;suplemento de Economia do Jornal Expressos&lt;/a&gt; de hoje o problema é colocado de outro modo mais subtil que é sugerido pelo título do artigo: &quot;&lt;strong&gt;Seguradoras ensinam empresas a não pagar TSU. Planos de poupança remuneram trabalhadores evitando Segurança Social&lt;/strong&gt;&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma forma encapotada de retirar verbas à Segurança Social através de seguros de capitalização em favor das empresas e dos quadros superiores evitando descontos de 23,75% e 11% respetivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O seguros de capitalização que cobrem esta modalidade têm vindo a aumentar nos dois últimos meses porque, com o Orçamento para 2014, ainda não há regulamentação deste tipo de produtos que se referem ao novo Código Contributivo que prevê a tributação de valores pagos a favor do trabalhador em prémios de seguros do ramo vida com capitalização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo Código Contributivo, lançado pelo anterior Governo, previa que seguros de capitalização paguem TSU mas que isso não ocorreria antes de 2014 sendo definidas regras em concertação social. Porém, o ministro da tutela, Mota Soares, faz orelhas moucas e boca de vampiro à regulamentação e diz que está atento mas que ainda não está agendada nenhuma reunião para discutir o tema. Entretanto a segurança social está a ser defraudada legalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque será que este ministro da inépcia profissionalizada deixa correr o marfim?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
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  <pubDate>Fri, 13 Dec 2013 17:46:22 GMT</pubDate>
  <title>Neoliberalismo alimentar contra a fome</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/59056.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=Uf4yg0MES0AkHHUUFZie&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf815a747/16395597_zpena.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;408&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho um enorme respeito pelo Banco Alimentar contra a Fome e pela obra desenvolvida e muitas vezes tenho contribuído quando e conforme posso. Deste modo, tudo quanto venha a dizer a seguir trata-se apenas de um comentário ao artigo de opinião de Henrique Raposo intitulado &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/o-banco-alimentar-e-o-odio=f844932&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;“O Banco Alimentar e o Ódio” publicado no jornal Expresso&lt;/a&gt; de 7 dezembro último e em nada tem a ver com a minha posição sobre&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Ver mais...&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;aquela meritória instituição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pensava eu que o assunto do banco alimentar e da dona Jonet estava encerrado e aos poucos seria esquecido, e pronto. Henrique Raposo resolveu escavá-lo novamente e voltar à luz da polémica, já desnecessária e contraproducente aos objetivos pretendidos, com uma consciência não de direita mas ao modo radical tão querido a alguns dos atuais governantes, revelando o seu o seu ódio a “uma certa esquerda” por se pronunciarem, como se não vivêssemos em democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não me considero preconceituoso nem em relação à direita nem à esquerda. Sou um cidadão comum, eleitor livre e independente de quaisquer compromissos partidários e não tenho como objetivo ficar nas boas graças de ninguém para me perfilar tendo em vista um qualquer lugar à sombra do Estado ou de qualquer governo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Leio, sempre que posso, os artigos de opinião dos jornais mesmo que não sejam do meu agrado e, não raras vezes, concordo com alguns pontos de vista dos seus autores sejam eles conotados com a direita ou com a esquerda. Desta vez foi um artigo de opinião de Henrique Raposo que me surpreendeu pela demagogia explícita e pela adjetivação de entidades abstratas que intitula de “certa esquerda”. Respeito as suas opiniões muitas das vezes contrárias às minhas e tento, dentro do possível, ser isento na sua apreciação mas poderia não sê-lo porque não tenho as mesmas responsabilidades de um jornalista ou de uma figura pública.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como neste caso concreto o meu ponto de vista, é contrário e diferente aos pontos de vista de &lt;em&gt;certa direita&lt;/em&gt; poderei, por isso, correr o risco de passar a ser considerado um elemento esquerdista pertencente à “canzoada anticlerical” (leia-se cambada, canalhada) assim classificada por Henrique Raposo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Indigna-se o autor com acontecimentos relatados por um seu familiar, a sua sogra, passados junto a um “supermercado grã-fino da cidade”. Desconhecemos os critérios para esta classificação. O caso passou-se, segundo ela, durante a campanha do Banco Alimentar contra a Fome do ano passado que, segundo ele, se repetiu novamente este ano. Teria havido “personagens” que recusaram participar na campanha e teciam frases anti caridade e anti Jonet. Devo recordar que no ano passado a senhora dona Isabel Jonet teceu comentários nada isentos, de cariz político/partidário e ideológico, sobre o comportamento do povo português alinhando, claramente, pelo discurso do Governo sobre o empobrecimento. Sim a tal dos bifes e de outras frases que passaram mais despercebidos e que continham uma nítida carga política, senão partidária.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;No meu entender as declarações proferidas pela mais alta responsável pela missão daquela instituição, que sobrevive graças ao auxílio de todos, ricos, pobres, remediados, de direita, de esquerda, deveriam ser, enquanto dela representante, isentas. Fez política, tomou partido, fez juízos de valor e de intenção sobre as pessoas com o seu olhar dirigido apenas a alguns e que queria fossem ajudadas. Fez o papel de um qualquer comentador político.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Numa situação de fragilidade social e psicológica em que muitos portugueses se encontram, aos que reagem e manifestam com todo o direito o seu desagrado aos comentários mais do que inconvenientes e inoportunos daquela senhora intocável e impoluta denomina Henrique Raposo de “canzoada anticlerical”. Desconhecia que Isabel Jonet é clérigo ou que o Banco Alimentar é pertença dos clérigos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Segundo o autor durante a última campanha deste ano repetiu-se a dose e aponta erradamente, no meu entender, o dedo a “uma certa esquerda incapaz de largar o ódio anticatólico” acrescentando ainda que “essas alminhas precisam desse ódio para pensar, é através dele que vêm o mundo, ficam cegos sem ele”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Estas afirmações aparentam ser, para quem as lê, demagógicas e de uma análise psicossocial pouco refletida que apontam num sentido de intolerância para com os que pensam diferente, mesmo que eventualmente não tenham razão. Primeiro há que saber que “certa” esquerda é esta a que se refere. Há muitas esquerdas assim como há muitas direitas. Posso ser de esquerda e não ser anticatólico e nem anticlerical e insurgir-me contra determinadas atitudes e comportamentos; posso ser de direita e ser anticatólico e anticlerical e também reagir da mesma forma. Quer dizer, há uma mistela de ideias onde é tudo colocado no mesmo prato sugerindo generalizações perigosas e não fundamentadas a partir de uma amostragem não validada. A leitura do artigo conduziu-me à colocação de dúvidas metódicas quanto à minha existência no posicionamento político e religioso do tipo &lt;em&gt;cogito, ergo sum&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como no ano passado também me insurgi contra as &lt;a href=&quot;http://zoomsocial.blogs.sapo.pt/17550.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;afirmações da senhora dona Isabel Jonet&lt;/a&gt; logo, devo incluir-me na “canzoada anticlerical” e com “ódio anticatólico”. Mas, sendo eu por educação católico, apostólico romano e tendo na minha juventude frequentado um colégio de perigosos jesuítas não me poderia ter pronunciado contra as afirmações da senhora. Talvez seja um professor doutorado de uma “certa esquerda” onde não sei se me revejo porque não sei qual é. Estou confuso. Talvez seja de direita, mas assim teria que aceitar, sem críticas, todas afirmações da mesma proveniência mesmo que com elas não concorde. Penso então que talvez me reste a hipótese de ser independente e, então, poder reservar-me o direito de criticar e manifestar a minha indignação perante o que achasse de injusto, disparatado e ofensivo, de não afinar pelo diapasão nem de qualquer esquerda nem de qualquer direita, incluído o do próprio Governo. Mas, se me situar como independente não passarei sem as mesmas críticas acutilantes e ser também incluído no grupo da cambada anticlerical de certa esquerda se me insurgir contra as afirmações de determinadas pessoas ou partidos impolutos e intocáveis. Em qualquer caso estarei sempre lixado. Por isso, o melhor é ficar calado. Mas não fico. Como à senhora dona Isabel aplica-se-me pode aplicar-se-me o ditado popular que diz “&lt;em&gt;quem semeia ventos colhe tempestades&lt;/em&gt;”, vou continuar, mesmo não sabendo em que quadro Henrique Raposo me incluirá.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sou, nem nunca fui, um “funcionário público” nem pertenci à “mecânica burocrática” por isso, falo à vontade. Henrique Raposo parece não ter percebido que a questão é muito mais profunda e não passa pelos centros de caridade, pela discussão simples da burocratização da ajuda à pobreza e à pré pobreza em géneros e alimentos, e se deve ou não, ser obra de solidariedade de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Toda a discussão à volta deste tema é a de saber e admitir ou não se devemos encarar como inevitável o empobrecimento, a pobreza e a miséria donde nunca mais se sairá, (vejam-se alguns exemplos de países de leste, alguns deles já na EU), como algo que deve persistir e fomentar, pois dela depende a sobrevivência de muitas instituições que, por serem de solidariedade, podem receber apoios estatais provenientes dos impostos de todos. Para que não haja confusões repare-se que não disse que estou contra estas instituições!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Acho que ninguém, desde que tenha possibilidades e não seja uma alma insensível, pode recusar-se a “encher um saco para os pobres da sua rua” independentemente do quadrante político e ideológico onde se inserir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenta confunde-se aqui o essencial com o acessório. A fé cristã apregoa a &lt;a href=&quot;http://zoomsocial.blogs.sapo.pt/55588.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;caridade&lt;/a&gt; como sendo um sentimento de ação e dedicação por outrem sem espera de recompensa mas está a querer-se tomá-la em sentido restrito e transformá-la juntamente com a solidariedade num mero tributo assistencialista de ordem material. Quer transferir-se para a esfera privada e para a sociedade a responsabilidade que deveria ser do Estado que somos todos nós porque os governos destroçaram o tecido social e empresarial há espera de um posterior milagre. Interajuda pode manifestar-se através duma redistribuição equitativa de riqueza criada pelo tecido empresarial e pelos que para ele trabalham, seja público ou privado, através dos impostos. Alimenta-se a caridade e o assistencialismo através de uma dupla tributação, a voluntária em géneros ou numerário pela prática da solidariedade ao mesmo tempo que uma parte dos impostos é canalizada para aquelas mesmas meritórias instituições que sobrevivem também através de dinheiros públicos mas que nem sempre não dão resposta às pessoas que a solicitam, crianças, velhos, pobres,… Se alguém quiser, sem ser através de conhecimentos, colocar bebés nas creches, idosos em lares pertencentes àquelas instituições ou paga, e nem isso, ou não há nada para ninguém.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O terramoto social que este governo provocou com uma rapidez nunca pensada a sociedade civil deve agora assumir, através da solidariedade, a responsabilidade arcando com as responsabilidades apoiando não apenas os mais desfavorecidos que já existiam mas também aqueles que, forçadamente, foram enviados para a miséria e a para a pobreza envergonhadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Pretende-se a criação e a manutenção de um assistencialismo que imana da pobreza criada neste país por um neoliberalismo feroz sem projeto a médio e longo prazo. Em lugar de envidar esforços para a criação de riqueza através da facilitação e estimulo à iniciativa privada com estímulos à criação de investimentos produtivos e competitivos para criação de emprego, sem ser apenas á custa de baixos salários, tem-se dedicado à quebra da coesão nacional, a dividir em vez de unir e a incluir, à sombra de uma pseudo-meritocracia, os que o têm apoiado na mesa da função pública.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As indignações manifestas, mais do que apropriadas devido aos comentários pouco abonatórios sobre os portugueses que só os bem instalados na vida não criticam, estão plenas de um sentimento social que também vêm da “outra direita” e outras origens do nosso quadro político (leia-se “Inteligência Social” de Goldeman).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais cegos do que aqueles que não veem são aquele que não querem ver.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As frases descontextualizadas enunciadas por Henrique Raposo verbalizadas em ambiente social hostil provocado pela sucessiva divisão dos portugueses através dos discursos do Governo que agora próximo de eleições tenta minorar sem o conseguir, são coisas menores face aos problemas sociais que emergiram da má governação pelos liberais e neoliberais que nada têm a ver com a social-democracia europeia. Tanto apregoam a solidariedade, a caridade e o assistencialismo não burocrata que as instituições privadas, por si só, já não conseguem acudir sem a ajuda do apoio do Estado através de transferências do orçamento. Não estará também aqui implícito o tal “decreto legislativo” através do orçamento de Estado com o dinheiro dos impostos de todos, mesmo com os dos menores rendimentos, a proceder a uma “ajuda burocrática”?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diga-me caro Henrique Raposo, eu, que também fiquei indignado com as afirmações da senhora dona Jonet onde me inclui, se na “canzoada anticlerical”, se nos burocratas “funcionários públicos”, se nos professores doutores de esquerda, se no “esquerdismo indígena”, se na direita impoluta e intocável e servidora da pátria, se num tipo de ativista anticatólico… Pense bem e diga-me porque eu já nem sei. Arrisque se quiser, mas olhe que tem uma grande probabilidade de se enganar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Com os melhores cumprimentos &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 14 Jul 2013 14:43:28 GMT</pubDate>
  <title>Último ato de Gaspar: Exterminar reformados</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/48008.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=IrJ9ZRWQaTOYAwjWQzcM&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bae140e68/15227598_U2Y1v.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;248&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não vou fazer comentários sobre uma parte do editorial do &lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/iOpiniao/pantano-versao-2013&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal i&lt;/a&gt; deste último sábado, escrito pelo seu diretor, sobre um dos últimos despachos de Vítor Gaspar antes de fugir do descalabro económico e financeiro que ele próprio criou e confirmou. Passo apenas a citar a negrito para evidenciar a gravidade da situação, o que foi também validado pelo suplemento de economia do Jornal Expresso que também cito abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vítor Gaspar, o exterminador de reformados&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; (Jornal i 13 de julho)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O último despacho de Vítor Gaspar é de uma gravidade enorme. Confortado certamente pelo facto de a sua futura pensãozinha estar dependente do fundo do banco de Portugal, a criatura deu ordens para a segurança social comprar em massa dívida pública, através de um simples despacho. A medida põe em grave perigo o pagamento de prestações sociais, nomeadamente pensões, reformas e subsídios de desemprego, se houver um novo resgate. Foi um acto deliberado e feito praticamente às escondidas, que pode destruir a vida de milhões de portugueses. Gravíssimo! Só por ter-lhe ocorrido uma ideia semelhante, José Sócrates foi quase crucificado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Quem está na Segurança Social quem é? Mota Soares do CDS/PP)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Não foi apenas o &lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/iOpiniao/pantano-versao-2013&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal i&lt;/a&gt; a comentar esta decisão, no caderno de economia do &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/nicolau-santos=s23490&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso&lt;/a&gt;, sob o título O Último ato de Gaspar” também dizia Nicolau Santos (o negrito é meu):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;“No dia em que se demitiu das Finanças, Vítor Gaspar assinou um despacho que força o fundo de reserva da Segurança Social a comprar até €4,5 mil milhões de dívida pública nacional nos próximos dois anos e meio. O FEFSS é a reserva de dinheiro que serve para pagar pensões e outras prestações sociais caso o sistema entre em colapso. Neste momento, terá autonomia para pagar apenas oito meses, quando a lei de bases da Segurança dois anos. E a sua carteira corresponde atualmente a 55% de investimento em dívida pública portuguesa, 25% em dívida de outros Estados e 1% em ações de empresas estrangeiras.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Ora Gaspar obriga o fundo a subir muito o risco das suas aplicações, ao concentrá-las em 90% na dívida pública portuguesa. É tudo o que qualquer gestor de fundos medíocres sabe que não se deve fazer. A não ser que Gaspar estivesse, num derradeiro esforço, a maquilhar o descalabro do resultado das suas políticas e a mostrar mais uma vez o seu desprezo por desempregados, reformados e pensionistas.”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 23 May 2013 16:00:06 GMT</pubDate>
  <title>Agente secreto infiltrado?</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=ns0JfJMND2bAS8dHKeZS&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2b13c2fc/15016118_zjKT4.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;460&quot; height=&quot;276&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Mais uma vez está à vista que temos em Portugal dois agentes da Alemanha infiltrados por Wolfgang Schäuble, ministro alemão das finanças. Um deles é Passos Coelho, mas a figura principal é o ministro Vítor Gaspar que, qual discípulo dileto, mais uma vez foi prestar contas ao seu chefe. Schäuble é um admirador de Gaspar, ou não cumprisse ele tudo que lhe ordena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Ainda está por esclarecer como é que Vítor Gaspar foi chamado para o Governo. Uma das teses apontadas é a de que tinha muitos contactos na Comissão Europeia. Sabe-se que durante seis anos (1998 a 2004), passou a viver entre Lisboa (ao fim de semana) e Frankfurt, na Alemanha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Segundo o &lt;a href=&quot;http://search.ft.com/search?queryText=vitor+gaspar+ranking&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Financial Times&lt;/a&gt; em 2011 Gaspar estava em 18º lugar no &lt;em&gt;ranking&lt;/em&gt; dos melhores ministros das finanças, atualmente encontra-se no 10º lugar classificado por um júri em que Schäuble foi presidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Podemos sempre colocar a possibilidade de terem sido feitas eventuais pressões sobre Passos Coelho para que o colocasse no Governo, advindo daí também para ele algum prestígio, mediante promessa se viesse a ser um “bom aluno”. De quem? Resta saber!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;À semelhança de outras avaliações da “troika” Gaspar, num ato de subserviência, vai prestar contas da sétima avaliação a Schäuble .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;O ministro alemão das Finanças, num texto na Revista do Jornal Expresso, disse que “Gaspar deu uma contribuição decisiva – talvez a contribuição decisiva – para as políticas que colocaram Portugal firmemente no caminho da recuperação.” E acrescenta, “imperturbável, manteve o rumo.”.Descodificando deve ler-se austeridade e empobrecimento com metas macroeconómicas totalmente falhadas a todos os níveis em Portugal, enquanto na Alemanha o seu ministro abre cordões à bolsa. Note-se ainda o ambiente caloroso e de grande admiração mútua em que o ministro alemão e Gaspar vão analisar os resultados da sétima avaliação da “troika” que irá em 2014 prejudicar ainda mais milhões de portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Em tempo de guerra psicológica, financeira e económica na Europa, provocada deliberadamente pela Alemanha em alguns países, Gaspar é o seu agente secreto para as finanças em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt; E assim vai a nossa soberania que muitos senhores têm contribuído para perder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 17 Mar 2013 17:16:59 GMT</pubDate>
  <title>O caso do memorando mal desenhado</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=f0mGJFjVKAT04VPerivt&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4014d030/14741685_PMtBq.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;316&quot; height=&quot;360&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;andale mono&amp;#39;, times;&quot;&gt;Imagem de: http://sergeicartoons.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_10.html&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;andale mono&amp;#39;, times;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Miguel Frasquilho ao comentar frente as câmaras de televisão o resultado da conferência de imprensa de Vítor Gaspar sobre a 7ª avaliação da “troika” proferiu publicamente o maior disparate ao dizer que tudo o que se está a passar com o memorando é porque ele foi mal desenhado no seu início. Desculpa mais inconsistente não poderia existir. O Deputado Frasquilho veio apenas demonstrar que tem memória curta e que a desorientação em que se encontram os deputados que apoiam o governo estão sem controle já que recorrem a argumentos insustentáveis. Embora já comece a não ter qualquer impacto estar continuamente a recorrer ao passado como desculpa para o presente, fazer afirmações como aquelas apenas comprometem o PSD e o CDS.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Senão vejamos, cronologicamente, através da imprensa ao tempo das negociações do memorando, quem esteve envolvido nessas negociações e quem as reivindicou como tendo tido grande influência nas mesmas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Depois de se lerem estas declarações não vale a pena fazer maios comentários. Cada um tirará as suas ilações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;12 de Abril de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal i&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Passos Coelho&lt;/strong&gt; disse ontem em entrevista à TVI que vai esperar que o governo assuma a sua responsabilidade de negociar com o FMI, mas deixou um alerta a José Sócrates: &quot;Não há acordo sem o PSD.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Passos Coelho confirmou que será a equipa que está a preparar o programa de governo dos sociais-democratas, liderada por&lt;strong&gt; Eduardo Catroga&lt;/strong&gt;, que irá depois negociar o acordo de ajuda externa a Portugal, que deverá passar por uma &quot;verdadeira austeridade para o Estado, mas não mais para os cidadãos&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;19 de Abril de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal i&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A equipa do PSD que está hoje a discutir com o FMI, BCE e Comissão Europeia as condições do resgate financeiro de Portugal é composta pelos economistas Eduardo Catroga, Abel Mateus e Carlos Moedas, disse à Lusa fonte do partido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;A &apos;troika&apos; do FMI, Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia chegou à sede do PSD cerca das 09:30.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;3 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/default.aspx&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal SOL&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Catogra negociação foi essencialmente influenciada&apos; pelo PSD.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal «foi essencialmente influenciada» pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Afirmou ainda que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais «medidas penalizadoras para os portugueses» do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objetivos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;3 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/economia&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Público Economia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O economista Eduardo Catroga afirmou esta terça-feira que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal &quot;foi essencialmente influenciada&quot; pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Numa declaração aos jornalistas, em nome do PSD, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Eduardo Catroga considerou que a revisão da trajetória do défice foi uma &quot;grande vitória&quot; dos sociais-democratas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Segundo Eduardo Catroga, o primeiro-ministro, José Sócrates, agora apresenta-se &quot;como vítima e como vencedor de uma negociação que foi essencialmente influenciada pelo principal partido de oposição&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;3 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/default.aspx&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;artigo-intro&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais &quot;medidas penalizadoras para os portugueses&quot; do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objetivos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Numa declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, na sede nacional do PSD, em Lisboa, Eduardo Catroga referiu ter defendido este princípio de autonomia junto da &quot;troika&quot; composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia (CE), &quot;independentemente dos objetivos que vierem a ser definidos para o período 2011-2014&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;E houve uma adesão a este princípio de que o PSD, se for Governo, fica com autonomia para propor um novo &apos;mix&apos; de políticas, se por acaso aparecerem amanhã [quarta-feira] surpresas de medidas penalizadoras para os portugueses&quot;, acrescentou o antigo ministro das Finanças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&quot;Negociação foi essencialmente influenciada&quot; pelo PSD&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Eduardo Catroga considerou que a revisão da trajetória do défice foi uma &quot;grande vitória&quot; dos sociais-democratas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;4 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Jornal Público&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Eduardo Catroga, que lidera a equipa do PSD no encontro desta manhã com a&lt;em&gt;troika&lt;/em&gt;, afirmou à entrada para a reunião que o acordo alcançado ontem entre Governo e a Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) “é preferível ao chamado PEC 4”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Mesmo com a assinatura de um acordo, o economista sublinhou que não deixará de “fazer reservas técnicas” ao documento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Depois de conhecidas algumas das medidas que fazem parte do acordo de ajuda financeira anunciadas na noite passada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, Eduardo Catroga afirmou que estas são melhores do que algumas das inscritas no PEC 4. “O modelo é preferível ao chamado PEC 4”, considerou, acrescentando que este será “um processo mais interessante do ponto de vista estratégico para a economia portuguesa, cujo principal problema o crescimento económico”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;4 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://economico.sapo.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Diário Económico &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Governo diz que conseguiu &quot;um bom acordo&quot;. Catroga garante que posições do PSD foram cruciais para o resultado final.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Ontem, quando Sócrates anunciou o acordo com a ‘troika&apos;, começou por dizer que o governo tinha conseguido &quot;um bom acordo.&quot; Minutos depois, Eduardo Catroga puxou para o PSD o resultado das negociações. &quot;A negociação foi essencialmente influenciada pelo principal partido da oposição&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;4 de Maio de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Eduardo Catroga disse que a revisão da trajetória do défice foi uma &quot;grande vitória&quot; do PSD, sendo que o acordo entre o Governo e a&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; é &quot;melhor que o PEC IV&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;newsp&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O economista Eduardo Catroga afirmou que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal &quot;foi essencialmente influenciada&quot; pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O antigo ministro das Finanças alegou que a &quot;troika&quot; composta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela Comissão Europeia (CE) percebeu a &quot;estratégia diferenciadora&quot; do PSD &quot;quanto à qualidade da consolidação  orçamental, quanto à necessidade de virar agora a austeridade, não para as pessoas, mas para o Estado, quanto à necessidade de a austeridade ter mais justiça social&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;O Governo perdeu a batalha de querer convencer que as medidas do PEC IV eram as melhores para o país, de que a trajetória do défice o público era a melhor para o país, perdeu a batalha de não considerar conjuntamente com as medidas de austeridade do Estado&quot;, defendeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; De acordo com Eduardo Catroga, as &quot;informações gerais&quot; que foram hoje conhecidas sobre o programa de ajuda externa a Portugal mostram que &quot;o chamado PEC IV estava ultrapassado e que as medidas nele constantes eram insuficientes, na medida em que há um  reconhecimento de que o défice para 2011 é bastante superior&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Como também se conseguiu demonstrar, como, aliás, o presidente do PSD em tempos já tinha dito, que era necessário rever a trajetória do défice que o Governo, inconscientemente, tinha acordado com Bruxelas&quot;, disse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Jan 2013 15:45:46 GMT</pubDate>
  <title>A imprensa e as citações </title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Hoje fico-me apenas por algumas citações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Miguel Sousa Tavares   &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=h6TN47GLo4czQ3K9ZAg1&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba9117db8/14216369_2QkEj.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;274&quot; height=&quot;184&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p id=&quot;SAPORTECursorMarker6451&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E agora, O Banif&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a title=&quot;E agora o Banif&quot; href=&quot;http://expresso.sapo.pt/e-agora-o-banif=f777371&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Express&lt;/a&gt;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;... se o Tribunal Constitucional concordar com o Presidente, o Governo não sabe onde ir buscar €1500 milhões que passarão a estar em falta, mas soube onde ir buscar os €1700 milhões que deu e emprestou à banca privada.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Jornal Expresso&quot; href=&quot;http://expresso.sapo.pt/e-agora-o-banif=f777371&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O comentário de um leitor &lt;span&gt;sobre o artigo &lt;/span&gt;no Expresso online:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;É sabido por todos que esta intervenção é efectuada no âmbito do fundo de capitalização da banca (12 Mil Milhões), previsto no programa de assistência financeira celebrado pelo Estado Português e com a famigerada Troika. Trata-se do tal fundo de capitalização que os media tanto criticaram por tardar e, agora que aparece, se arranja outro assunto para retorquir. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler mais: &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/e-agora-o-banif=f777371#ixzz2HIlxQhab&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;http://expresso.sapo.pt/e-agora-o-banif=f777371#ixzz2HIlxQhab&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O meu comentário:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Acho que Sousa Tavares sabe muito bem isto. Mas, o que eu sublinho é o de facto de nunca haver dinheiro para a Saúde, para a Educação e para outras despesas sociais do Estado e, por isso, há que aumentar impostos e reduzir a despesa social. Mas, quando se trata de outos fins aparece o dinheiro  venha ele de onde vier. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Filomena Mónica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=4s62iyKS7h52V3pnupSE&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce126725/14216372_tYn7c.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;278&quot; height=&quot;181&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A repartição dos sacrifícios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a title=&quot;A repartição dos sacrifícios&quot; href=&quot;http://expresso.sapo.pt/a-reparticao-dos-sacrificios=f777336&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;Devo dizer que nada tenho contra os ricos e ainda menos contra os indivíduos que correm riscos ao fundar empresas num país politicamente instável, mas que tenho muito contra o chamado tráfico de influências.&quot; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Por mais que me queiram convencer que foi o mercado a ditar o actual salário do dr. Catroga, não aceito a tese. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Com ou sem chineses, a empresa para que foi contratado, a EDP, só me tem dado maçadas, revelando, o que é dizer muito, um nível de incompetência maior do que a PT. Segundo o “Correio da Manhã”, no passado ano, o dr. Catroga, alguém próximo de Cavaco Silva, auferiu, como presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, 45 mil euros brutos por mês, a que temos de juntar 9600 euros de reforma. Admitindo, como o próprio anunciou, que pagará metade em impostos, leva todos os meses para casa, 27 mil euros, por um cargo não-executivo. No primeiro semestre de 2012, período para o qual existem dados, teve de presidir a cinco reuniões, ou seja, a menos de uma por mês. Não se pode dizer que seja extenuante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;O meu comentário:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Estes são apenas algumas das muitas situações de como se faz a transferência de riqueza de uns, que ficam mais pobres para outros que passam a ficar cada vez mais ricos. Depois lá está a maioria dos portugueses  a viver acima das suas possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Contudo,  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana, geneva; font-size: large;&quot;&gt;Fortunas cresceram 13 por cento em Portugal no ano da austeridade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&quot;As grandes fortunas em Portugal assinalam um aumento de 13 por cento, entre 2011 e 2012, de acordo com um &lt;a title=&quot;Fortunas cresceram 13 por cento&quot; href=&quot;http://www.dinheirovivo.pt/Graficos/Detalhe/CIECO090051.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;estudo realizado pelo Dinheiro Vivo&lt;/a&gt;. O património da família Soares dos Santos foi o que mais subiu: cerca de 714 milhões de euros, no ano passado. Os milionários estiveram imunes à austeridade.&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Ler mais:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;http://www.dinheirovivo.pt/Graficos/Detalhe/CIECO090051.html&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;http://www.ptjornal.com/2013010613156/geral/economia/estudo-fortunas-cresceram-13-por-cento-em-portugal-no-ano-da-austeridade.html&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 10 Nov 2012 22:40:57 GMT</pubDate>
  <title>Mais cargos políticos para sobrecarregar a despesa do Estado e os nossos impostos</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/17155.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=W10RNDcGLk1MCeOq76Qr&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B26117e0a/13995080_q0alh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;196&quot; height=&quot;257&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Depois dizem que se está sempre a dizer mal de tudo. Pois claro, o caso não é para menos. Quando tanto se fala em cortar nas despesas que dizem respeito aos cidadãos, como SNS, e apoios sociais e despedimentos na função pública, criam-se novos cargos nas autarquias. No &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/a-primeira-pagina-do-expresso=f765938&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso desta semana&lt;/a&gt;, 10 de novembro, última página, vem uma notícia com o título “&lt;strong&gt;Relvas cria “&lt;em&gt;jobs&lt;/em&gt;” para ex-autarcas&lt;/strong&gt;” &lt;em&gt; &lt;/em&gt;da qual passo a transcrever alguns passos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O “lead” da notícia informa: “&lt;strong&gt;Vai nascer uma nova classe de dirigentes a nível intermunicipal. Serão mais de uma centena, remunerados&lt;/strong&gt;”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A notícia refere que o Governo aprovou uma proposta de lei em que autoriza um novo nível na Administração Publica” em que mais cem cargos remunerados vão nascer. Todos eles com vencimentos ilíquidos de 4000 euros, mais do que ganha um deputado. As remunerações dos restantes membros daqueles órgãos vão ser equiparadas a vereadores a tempo inteiro. Há algumas dúvidas quanto aos poderes daqueles órgãos. A notícia do Expresso continua dizendo que “numa altura em que se fala da racionalização da despesa, a criação da figura do &quot;primeiro secretário&quot; das comissões executivas é vista em meios políticos da oposição como &quot;um fato à medida&quot; de autarcas impedidos de se candidatarem a novo mandato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cortam no Estado Social e cada vez impõem mais austeridade aos portugueses para isto. Todos nós estamos a pagar isto, mas os senhores comentadores comprometidos não comentam estas notícias. Pois, não convém que se faça muito alarido. Quanto à oposição PS nem um comentário sobre isto, porque também lhe vai interessar para as suas clientelas partidárias já na expetativa das próximas eleições.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 26 Aug 2012 21:23:23 GMT</pubDate>
  <title>Fim do regabofe: disse Passos Coelho</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/11579.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img id=&quot;rg_hi&quot; class=&quot;rg_hi uh_hi&quot; style=&quot;width: 180px; height: 280px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR_z5ESNclFmCdbVM7dNIh_ovOXJWDCv9gmCHVKl0O82IqzslZjUw&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;180&quot; height=&quot;280&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Não resisti a transcrever na íntegra uma carta publicada no &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Semanário Expresso de 25 &lt;/a&gt;de agosto da autoria de José Madureira do Porto e cujo texto é o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;“Será que, afinal, o meu pai, nesta matéria, se enganara? É que, ano após ano, ia batendo certo o que ele me ensinara: que jamais algum governante mexeria com o regabofe, a economia paralela praticada pelos poderosos deste mundo (dos ricos e dos políticos), isto é: paraísos fiscais, Freeport, submarinos, Cova da Beira, BPN, movimento de cheques por baixo da mesa nas negociações sobre obras públicas, sacos azuis, Casa da Música, futebol/construção civil/autarquias, imunidades de governantes perante a justiça (na formosa ilha da Madeira 48 processos parados em tribunal porque os deputados não levantam a imunidade aos suspeitos), ex-governantes passarem a administradores de empresas com as quais tiveram negócios enquanto foram governantes, criação de empregos, desnecessários (mas bem remunerados) para os familiares e amigos da classe política, etc..&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Depois de pensar bem no assunto, decidi que entre a profecia de Passos Coelho e a sabedoria do meu pai, vou pela sabedoria do meu pai! O regabofe não vai acabar, porque o PSD e o PS não querem.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Não vale a pena fazer comentários a este texto que fala por si mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Os partidos da área do poder estão de acordo na manutenção do regabofe sem o qual não sobrevivem. Se alguma vez a tendência do voto popular fosse outra, que não a manutenção na área do poder destes partidos, o medo a induzir à população seria ressuscitado. Vejam o que aconteceu na Grécia na últimas eleições onde, a partir do exterior, indiretamente e ultrapassando a soberania de um país independente (!) foram sendo enviadas mensagens intimidatórias caso a tendência fossa diferente da que se pretendia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman;&quot;&gt;Vale a pena pensar nisto.    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 14 Jul 2012 16:36:43 GMT</pubDate>
  <title>Os comentadores, os políticos e o dinheiro dos outros</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/10014.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/zecandido/fotos/?uid=wvmYNg6MhEEmqkvnbeyU&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-width: 0px;&quot; src=&quot;https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4f074616/9909496_7MRpv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;234&quot; height=&quot;163&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://umpovoarasca1.blogs.sapo.pt/282163.html&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;http://umpovoarasca1.blogs.sapo.pt/282163.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Alguns artigos de opinião e comentários políticos que leio na imprensa e os comentadores que vejo na televisão e, com menos frequência, na rádio dariam para um sem fim de artigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Vou tentar ser mais claro. Esta coisa de escrever para pessoas muito diversificadas nos gostos, interesses e culturas deve ter o seu quê de simplicidade na objetividade, sem pompa e pedantismo e não ser demasiado técnica. Mas o que se verifica é que muitas das vezes se dirigem apenas a alguns iluminados que, para além do mais, acabam por confundir o leitor, o ouvinte e o telespetador, levando-o a desinteressar-se do assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman;&quot;&gt;Muitos são especialistas em retórica construída de tal modo para confundir o ouvinte/telespetador através de uma persuasão sofística e aliciante. É exemplo deste caso as intervenções do Eng. Ângelo Correia quando é convidado para debates televisivos. Tem aparentemente um discurso conciliador, pleno de artifícios filosóficos e dialéticos.  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Tento compreender e colocar-me no papel, sem o conseguir, dos que defendem certos pontos de vista no que respeita a medidas financeiras, económicas, sociais e reformas estruturais das quais, em princípio, pensam vir a ser excluídos. Isto é, os governos que reformem, estruturem, cortem, aumentem e cobrem impostos desde que alguns (entre os quais eu) não sejam incluídos, quer por estatuto, quer por regime de exceção. Defendem pontos de vista e medidas consequentes como se tratasse de verdades absolutas como se não houvesse alternativas para além daquelas que apresentam. Sócrates, não o filósofo, mas o outro, também dizia em certa altura quando da tomada de medidas penalizadoras, que ou isto ou o caos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Para esclarecer, como exemplo do que acabo de afirmar, vou citar uma passagem do artigo de Fernando Madrinha, no Jornal Expresso de 23 de junho de 2012, onde salienta algumas afirmações do antigo ministro das finanças Miguel Cadilhe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Diz Fernando Madrinha que paso a citar: “…uma taxa de 4% sobre a riqueza, não só dos ricos, mas de todos os portugueses. Haveria isenções: por exemplo, uma família com casa própria, vivendo só do seu salário. Supõe-se que essa família, se tivesse 500 euros no banco, já pagaria 4% da sua poupança. Ouvindo os iluminosos economistas que falam de impostos quando não falam de reduzir salário, ficamos com dúvidas sobre se terão a noção do valor do dinheiro. Pelo menos para aqueles que têm pouco, já que não deve ser o caso deles.”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Aqui está um exemplo do que eu pretendi dizer quando escrevi o terceiro parágrafo uma frase clara e objetiva e que todos compreendem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Mas este é apenas um caso muitos outros haveria a dizer quando se referem aos salários, aos cortes nos subsídios, aos cortes nas reformas dos nossos pais e avós…. É fácil gerir com o dinheiro dos outros, especialmente com o dos mais indefesos. O dinheiro desses comentadores políticos, autodenominados isentos, que apoiam tudo aquilo que não os prejudique a eles, já cá não se encontra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;A isto acresce ainda as escandalosas exceções nos cortes (caso do Banco de Portugal entre muitos outros) que foram consentidas, para que não se levantassem ainda mais vozes de contestação. Pelo menos alguns setores ficaram controlados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;As medidas de austeridade e os sacrifícios, sendo excecionais como dizem, devem ser distribuídos por todos e atingir os rendimentos, independentemente de quem os aufere, e não serem apenas algumas classes sociais e profissionais a serem penalizadas. Nunca fui funcionário público sempre estiv no setor privado, mas não concordo que sejam apenas alguns a ter que ser responsabilizados e penalizados pelos desmandos concentidos pelos governos que foram eleitos por todos, pressupostamente para nos governarem bem! O que este governo está a fazer com o appoio de cometadores do seu leque ideologico, parece vingança soez para com determinadas classes sociais e profissionais, com o argumento de que são despesa do Estado. Não foram todos os governos sem exceção que para isso contribuiram através dos gastos incontrolados! Quem afinal era despesista e queria viver acima das suas possibilidades?  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Times New Roman; font-size: medium;&quot;&gt;Arranjam-se legalmente medidas de exceção para benefício de alguns prejudicando outros, os mesmos de sempre. Por aqui se vê que muitas das medidas são mais de opção ideológica e política do que económica. Não me venham falar da isenção dos comentadores e analistas que defendem alguns pontos de vista mais do que neoliberais e dos que defendem o seu contrário. Todos tomaram a sua opção no leque ideológico e político  e daqui não saem, por mais claras e objetivas que sejam as evidências contrariamente ao que defendem! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 30 Apr 2012 17:26:56 GMT</pubDate>
  <title>O que outros dizem!</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;td&gt;&lt;img id=&quot;BLOGGER_PHOTO_ID_5464772523901297778&quot; style=&quot;text-align: center; margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: hand;&quot; src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/_NieXEioj8rY/S9bFqClzpHI/AAAAAAAAAN0/3wSVGqTLAzM/s400/Privatiza%C3%A7%C3%B5es+2+-+Brasil.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;216&quot; height=&quot;243&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;em:www.ladroesdebicicleta.blogspot.pt&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;Por que merecem uma reflexão e não porque esteja ou não de acordo, vou transcrever parcialmente, e com a devida vénia, dois artigos publicados no &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Jornal Expresso &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;e respetiva Revista do dia 28 de abril onde podem ser lidos na íntegra. O primeiro é de &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/martim-avillez-figueiredo=s25380&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Martim Avilez &lt;/a&gt;e o segundo de &lt;a href=&quot;http://expresso.sapo.pt/os-abrileiros=f722075&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Clara Ferreira Alves &lt;/a&gt;sem quaisquer espécie de ordem preferencial mas apenas pela minha ordem de leitura.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O primeiro, denominado &quot;Eles não sabem que o sonho&quot;, com base num estudo efetuado por Elísio Estanque do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Martim Avillez aponta os políticos como traidores da classe média dizendo, com base naquele estudo, que &quot;da mesma forma que a memória da revolução está em risco, também a classe média nacional pode desaparecer&quot;. A classe média que praticamente não existia até 1974, e que &quot;em 30 anos nasceu uma nova classe social no país, fundada na convicção de que, em comparação com os pais, deram um enorme salto na escada social...&quot;. E que &quot;Uma das grandes conquistas de abril foi a legítima ascendência social de filhos de operários e agricultores. Esta nova classe média, porém pode estar no fim do sonho....&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O desemprego disparou sobretudo nesta classe não apenas do emprego por conta de outrem e no Estado, mas também se instalou entre trabalhadores e empresários de pequenos negócios. &quot;É na educação, saúde, justiça, administração pública e poder local (os novos empregos da classe média) que mais cortes estão a ser feitos.&quot; A classe média está na &quot;emergência de deixar de o ser - e são mais de 2 milhões de famílias.&quot; E mais não digo porque vale mais ler o artigo completo na p. 40 do já referido jornal.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O segundo artigo, de Clara Ferreira Alves com a qual não concordo em muitos pontos de vista desde o tempo de José Sócrates nos debates televisivo da &quot;Noite dos Diabos&quot;.  Intitula-se &quot;Os &quot;Abrileiros&quot;&quot; e devo reconhecer que este seu artigo mostra uma parte do que se está a passar em Portugal e sugiro a sua leitura na íntegra. Todavia não resisto a citar uma parte que é muito preocupante para todos nós, mesmo para aqueles que dizem não ligar à política.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Diz a autora do referido artigo que &quot;...Portugal está a ser vendido a retalho. A água, a eletricidade, o gás, o petróleo, o cimento, a energia, a rede elétrica, a companhia aérea, os correios, a televisão pública, a imprensa independente, a rede comunicações, a banca, e de um modo geral tudo o que implique tarifas monopolistas, manipulação dos media e lucros garantidos está a ser alienado. Só falta o ar que respiramos. E o futuro, os fundos de pensões, os impostos por vir, a segurança social, a saúde pública e a educação pública estão a ser negociados. Em nome da crise e da Troika, este Governo está a vender o nosso tecido económico, a nossa capacidade de rejeição, a nossa possível insensatez. Está a vender os futuros estudantes, os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas, os emigrantes...&quot;. Vale a pena ler o antes e o depois desta citação no original.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Digo eu agora: privatizar sim mas com peso conta e medida. Tudo isto em nome da recuperação económica e para salvar Portugal da bancarota? Quem vão ser os beneficiários? Os portugueses?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Rejeitaram o PEC 4, sugeriram e participaram na vinda das entidades internacionais (CE,BCE e FMI) que com elas colaboraram. Ajudaram a derrubar o anterior governo  do qual, diga-se de passagem, muitos já estavam fartos. Afinal com que objetivo? Para salvar Portugal? Talvez não!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se quisessemos fazer juízos de intenção poderíamos afirmar que a obsessão do PSD e de Passo Coelho pelo poder, mesmo com a Troika dentro de &quot;casa&quot;, esse seria o momento e um bom pretexto para pôr em marcha toda uma política que o PSD e Passos Coelho queriam impor. Tinha uma desculpa. Daí a ânsia pelo poder. Para além dos esqueletos escondidos dentro do armário do anterior governo, &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;Passos Coelho tinha também os seus próprios esqueletos muito bem escondidos que tirou do armário só depois das eleições, como não podia deixar de ser&lt;/span&gt;. É isto que o governo atual tem para oferecer a quem lhes deu o poder: &lt;em&gt;esqueletos escondidos nos seus armários. &lt;/em&gt;E isto nada tem a ver com ideologia, dizem, mas sim com o passado! &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Já agora, vale a pena ver as últimas notícias sobre as previsões do governo para a nossa economia traçadas no DEO – Documento de Estratégia Orçamental e os respetivos comentários em:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;a href=&quot;http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/04/30/portugal-cresce-25-e-defice-fica-nos-05-em-2016-afirma-ministro-das-financas#commentsContainer&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/04/30/portugal-cresce-25-e-defice-fica-nos-05-em-2016-afirma-ministro-das-financas#commentsContainer&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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