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  <title>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política</title>
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  <description>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sun, 04 Feb 2018 19:48:19 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sun, 04 Feb 2018 19:44:00 GMT</pubDate>
  <title>Walking Deads da política</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Politica_WalkingDeath.png&quot; src=&quot;https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-thumb/1426522730/6d77c9965e17b15/a738d99b092f1bd798bca471e4b6e35f/autoreszoom/2018/Politica_WalkingDeath.png?size=l&quot; alt=&quot;Politica_WalkingDeath.png&quot; width=&quot;462&quot; height=&quot;307&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;1. Depois dos discursos de revelações apocalípticas provindas do azedume duma perda, o PSD, ou melhor o seu quase eis líder Passo Coelho, lança-se numa nova cruzada que ainda faz eco em muitos dos que o apoiam e faz diatribes casuísticas de oposição ao Governo numa espécie de personagem do “Walking Death”. A última foi num &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2018/02/02/politica/noticia/passos-considera-inquietante-silencio-do-estado-sobre-casos-de-corrupcao-1801865&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;encontro com autarcas na Guarda&lt;/a&gt; onde considerou ser &quot;inquietante&quot;, numa alusão à falta de esclarecimentos do Governo sobre o caso de &quot;irregularidades graves que ocorreram no âmbito da adoção de menores&quot;, referência a &quot;casos de corrupção ao mais alto nível da sociedade&quot; relacionado com adoções ilegais de crianças, (presumivelmente praticados por elementos da IURD), lamentando que o Estado &quot;se refugie no andamento da Justiça”. Ora, a afirmação do quase eis líder do PSD vem de encontro às suspeições que publiquei num post, que podem ver &lt;a href=&quot;http://zoomsocial.blogs.sapo.pt/o-preto-196806&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, sobre uma manifestação efetuada por um dito movimento cívico autodenominado Movimento Verdade, com senhoras vestida de preto, à moda dos óscares de Hollywood,  para &quot;exigir respostas&quot; sobre os casos de adoções ilegais que envolveram elementos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que está em investigação e que, como tal, não deverá haver lugar à intromissão do Estado como Passos defende. É legítimo fazer a ligação entre o dito movimento com as senhoras vestidas de preto sobre as quais afirmei na altura ser promovido pela direita aproveitando mais um caso para dar uma ajuda à oposição, ou à falta dela, através de populismo demagógico.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. Os jovens de direita filiados na JSP em busca duma carreira política após as eleições no seu partido já se encontram muito ativos e estão a preparar programas à sua medida para não perderem o comboio com a eleição de Rui Rio. Defendem uma agenda focada na gestão dos fundos comunitários e no conhecimento como forma de reforçar a coesão territorial. Os jovens neoliberais também já falam na valorização do conhecimento. Terá sido inspirado no programa do PS?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas há uma palavra, essa sim, plagiada discurso de ano novo do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;reinventar&lt;/span&gt;. Dizem estes jovens que “Portugal precisa de se reinventar, garantindo a sustentabilidade dos territórios e das novas gerações. É aqui, na resolução dos problemas concretos que o PSD se deve apresentar com uma agenda capaz, um discurso claro e uma vontade férrea”. Palavras lindas, mas vazias de conteúdo para uma praxis “férrea”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Falam também da “necessidade de reforçar a coesão territorial, um conceito que a JSD diz ainda estar em construção”. Pois é isso de estar em construção pode ser por tempo indeterminado, também já ouvimos isso do seu quase eis líder ao longo que quatro anos sobre cortes e tudo mais que não me apraz repetir. Mais uma tirada com referência ao “relatório europeu mais recente sobre a coesão que é citado onde reconhecem que &quot;as disparidades regionais no PIB per capita permanecem pronunciadas, o que reflete a intensa concentração de crescimento em áreas metropolitanas.&quot; Que grande novidade! Esta foi mesmo reinventada. O tema das disparidades territoriais já estudava na faculdade em planeamento regional e local. Até hoje quantas vezes é que o PSD esteve no governo e alguma vez teve a vontade política para tratar este tema. Mas agora sim, é que vai ser.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outro ponto parece ser também quase plagiado do programa do PS mudando as palavras quando abordam o tema mais uma vez, a área do conhecimento e da digitalização, fazem uma “agenda para a valorização económica destas matérias e a definição de planos de desenvolvimento regional que passem por aplicar estratégias da especialização inteligente”. Que frase bonita para apresentarem. É caso para se perguntar se foi apenas agora que descobriram esta necessidade do país depois de tantos anos. Caros “jotasdeanos”, disso já o PS falava no tempo de Sócrates, lembram-se?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;3. Entretanto os apoiantes de Rui Rio começam a preparar-se para o congresso de fevereiro que irá confirmá-lo como presidente social-democrata e onde irão apresentar uma revisão estatutária para ir a votos apresentando uma proposta &quot;séria, que pusesse o partido a olhar para si&quot;, &lt;a href=&quot;http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2018-01-31-O-documento-que-quer-reformar-o-PSD&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;dizem&lt;/a&gt;. Da proposta fazem parte medidas como a adoção do voto eletrónico, a obrigatoriedade de referendar coligações pós-eleitorais e a necessidade de o candidato a presidente do partido ir a votos com os nomes que pretende que façam parte da sua Comissão Política Nacional. A maior mudança pode mesmo vir a ser a das eleições diretas. O grupo sugere que aconteçam em simultâneo com o congresso, devolvendo ao PSD a mística dos grandes congressos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tudo isto parece ser promissor o que Rui Rio não pode esquecer é da oposição que os neoliberais do partido criados à volta de Passos Coelho estão preparados para uma oposição férrea após Santana ter perdido as eleições internas. Os fiéis seguidores da linha de Passos como Luís Montenegro autoexclui-se da futura direção de Rui Rio e assume divergências sobre a estratégia política. Outro da ala direita mais radical, membro da equipa de Santana Lopes, Carlos Carreiras, quer construir uma “proposta radicalmente alternativa ao socialismo”. Muitos outros estão a postos numa atitude conservadora e de oposição à inovação do partido e ao seu regresso a uma espécie de social democracia.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 18 Jan 2018 17:37:00 GMT</pubDate>
  <title>O preto</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Vestido preto (1).png&quot; src=&quot;https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-thumb/1426522730/6d77c9965e17b15/a738d99b092f1bd798bca471e4b6e35f/autoreszoom/2018/Vestido preto (1).png?size=l&quot; alt=&quot;Vestido preto (1).png&quot; width=&quot;113&quot; height=&quot;264&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A grande atriz Ivone Silva numa das séries de humor que passou nos anos oitenta na televisão onde protagonizava a rábula Olívia Patroa e Olívia Costureira dizia &quot;Com um simples vestido preto eu nunca me comprometo!&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O tema do assédio sexual, sem que tal conceito seja devidamente esclarecido, quer na sua veemência, quer nas circunstâncias, tem estado na ordem do dia da comunicação social. O assédio sexual, é uma violência sobre as mulheres seja a que classe social pertençam. Sobre este ponto de vista sobrescrevo as &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2018/01/18/sociedade/opiniao/mau-sexo-e-assedio-sexual-1799669&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;palavras de João Miguel Tavares no jornal Público&lt;/a&gt; apesar de, politicamente, termos pontos de vista opostos:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;“A &lt;em&gt;importância do movimento #MeToo é indiscutível, e desta vez não estamos a falar de picuinhices identitárias, nem dos insuportáveis trigger warnings que ameaçam a liberdade de expressão em todo o lado. O assédio sexual é um problema gravíssimo e transversal às várias classes sociais. É impressionante como nós ouvimos as maiores estrelas de Hollywood contarem histórias de assédio que poderiam ser relatos de agressões sexuais sofridas por uma qualquer trabalhadora a ganhar o salário mínimo numa fábrica do Vale do Ave. Denunciar o assédio sexual é urgente, é necessário e é absolutamente justo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;Tal como é necessário e justo criticar aquilo que se quer fazer passar por assédio sexual quando, de facto, não o é&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O vexame a que uma mulher é sujeita para poder arranjar trabalho passa todas as marcas e não apenas a da decência. Desde que veio para a opinião pública a primeira denúncia de uma vítima de assédio sexual proliferam na comunicação social denúncias, em Portugal inclusive. Ainda hoje o &lt;a href=&quot;https://www.publico.pt/2018/01/18/culto/noticia/weinstein-suspeito-de-mandar-eliminar-lista-com-os-nomes-de-63-mulheres-1799796&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;jornal Público traz hoje mais uma notícia sobre um deste casos&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Como protesto, na entrega dos Óscares em Hollywood, as estrelas decidiram vestir-se de preto. Portugal nestas coisas faz questão de imitar seja a propósito ou a despropósito, e se não há motivo para a imitação inventa-se um. Pega-se, por exemplo no caso da rede de adoções ilegais de crianças da IURD em Portugal que a TVI denominou por «O Segredo dos Deuses» que revela uma rede de adoções ilegais de crianças da IURD em Portugal para imitar a “moda” do preto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se igrejas como a IURD que exploram a crença de cidadãos indefesos através de burlas fazendo-lhes autênticas lavagens cerebrais, e se servem da sua organização para proceder a outras ilegalidades, tanto pior e há que denunciar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Outra coisa é a partir daqui umas “senhoritas” que à moda de Hollywood resolvem vestir-se de preto e criam um movimento e fazem uma campanha publicitada pela TVI destinado a emocionar a opinião pública exigindo comissões independentes para investigar as ditas adoções ilegais e exigir que o Governo intervenha sem que ainda se tenham quaisquer provas provenientes das investigações judiciais leva-me a desconfiar da seriedade da coisa e do que verdadeiramente estará por detrás deste pretenso movimento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Resta a inspiração imitadora pelo dito movimento que também se veste de preto. O vestuário preto ficou agora mais na ordem do dia desde a última edição da entrega dos Óscares em Hollywood para quem quiser fazer movimentos do que é preto.&lt;/p&gt;</description>
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