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  <title>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política</title>
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  <description>Governo e Políticas. Debates, COMENTÁRIO e OPINIÃO - Sociedade, Comunicação e Política - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 05 Oct 2019 17:58:24 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sat, 05 Oct 2019 17:56:00 GMT</pubDate>
  <title>Os voláteis</title>
  <author>Manuel AR</author>
  <link>https://zoomsocial.blogs.sapo.pt/os-volateis-230911</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img class=&quot;&quot; style=&quot;width: 500px;padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;Eleitores voláteis.png&quot; src=&quot;https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be6172ab7/21574945_cFN6Y.png&quot; alt=&quot;Eleitores voláteis.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;310&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Não são apenas os indecisos que podem determinar uma campanha eleitoral. A volatilidade é outro fenómeno eleitoral que se deve ter em conta para se ganharem eleições. Mas quem são os eleitores que se encontram nesta margem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O fenómeno da volatilidade acontece quando um indivíduo muda de opinião entre duas eleições denominada volatilidade inter-eleitoral, ou ainda, quando parte dos eleitor oscilam as suas preferências ao longo duma campanha eleitoral, também denominados flutuantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O ponto de vista psicossociológico assenta a volatilidade nos indivíduos com baixo nível de educação, com apatia, falta de identificação partidária e ideológica como determinantes. Há, contudo, uma outra perspetivas que identifica a instabilidade eleitoral pelo acesso esses eleitores têm no que se refere ao acesso a mais recursos informativos que incentivam a flutuação, tendo assim uma maior sofisticação política e apresentando um nível de conhecimento superior ao eleitor médio.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Há estudos que apontam para que os eleitores voláteis apresentam um nível de educação mais elevado e pertencem a faixas etárias mais novas e demonstram uma maior instabilidade nos alinhamentos de preferências político-partidárias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Outra perspetiva que pode estar associada à volatilidade relaciona-se com o papel dos meios de comunicação. Sobre esta questão há pontos de vista contraditórios. Verificou-se que os eleitores voláteis situavam-se num nível baixo de exposição aos meios de comunicação, mas noutros casos justificaram estas conclusões pelo facto de os meios tradicionais se focarem sobre questões conjunturais associadas a fatores de curto prazo, como os temas da campanha à transitoriedades, como escândalos, ou sondagens. Também foi verificado noutros estudo que a quantidade dos meios de comunicação utilizados durante as campanhas não tem efeito sobre a volatilidade dos eleitores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Os eleitores flutuantes dependem mais do nível de conhecimento do que das características sociodemográficas ou de interesse pela política. A avaliação do desempenho do governo reflete uma componente conjuntural e de protesto que leva os eleitores a mudar o sentido do voto entre eleições sucessivas. Isto é, quanto mais positiva é a avaliação do desempenho do governo, maior a tendência para manter o sentido de voto, e reciprocamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;Os que decidem na proximidade do dia das eleições são também os mais propensos a oscilar nas suas escolhas eleitorais. Ao nível das atitudes os voláteis estão associados com uma identificação partidária mais fraca e um menor interesse pela política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;As escolhas eleitorais baseiam-se num processo cognitivo que parte das predisposições políticas, as quais são atualizadas com novas informações que emergem durante a campanha eleitoral ou durante a legislatura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O chamado &lt;em&gt;efeito líder&lt;/em&gt; não é de somenos importante na escolha para a decisão de votar. É frequente a imagem dos líderes ter uma grande visibilidade e ter espaço privilegiado na opinião pública e nos media durante as campanhas eleitorais e no período inter-eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;O marketing político tem feito por evidenciar a importância da “personalização” da política dos candidatos para avaliação pelos eleitores que passaram a ser considerados como consumidores de imagem. Ainda há quem vote pela imagem dos candidatos e não pela eficácia governativa durante os mandatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;A individualização, ou melhor, a fulanização da política e o aumento da mediatização sobre ela pode levar a que o &lt;em&gt;efeito líder&lt;/em&gt; possa ser um fator conjuntural importante isto porque os líderes representam a face humana dos partidos. Não é por acaso que as características pessoais são informações fáceis de recolher e de utilizar pelos órgãos de comunicação para construir ou destruir avaliações positivas ou negativas sobre posições dos candidatos e dos partidos em função das preferências e orientações ideológicas daqueles órgãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 16 Mar 2015 19:45:00 GMT</pubDate>
  <title>Propaganda, compadrios e promoções</title>
  <author>Manuel AR</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;a class=&quot;media-link&quot; title=&quot;Propaganda_clube de amigos.png&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/malbe/fotos/?uid=LPes1d9BqtwRb9ypEYNL&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; title=&quot;Propaganda_clube de amigos.png&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/Bc014377e/18132383_RSIBr.png&quot; alt=&quot;Propaganda_clube de amigos.png&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;408&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A volta a Portugal em bicicleta só em agosto, mas a volta ao Portugal regional já começou com Poiares Maduro, ministro da propaganda do Governo, a andar por aí, não a &quot;cortar fitas&quot; como Américo Tomás mas a anunciar fundos vindos da Europa programados para sete anos. Distribuição de dinheiros em troca de votos. Uma das distribuições de 230 mil euros foi para uma salsicharia Bísaro em Trás-os-Montes, expansão e remodelação, dizem. Mas Maduro garante não estar a trabalhara para as eleições.Já que Passos Coelho não tem tempo para estar em todo o lados pois há tanto para fazer e tão pouco tempo para as eleições. Estudar dossiês não é com ele, andar a discursar por aí é o seu forte.&lt;/li&gt;
&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A Cresap - Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração pública, foi introduzida em 2012 por Passos Coelho para terminar, afirmou-se na altura, com as escolhas de dirigentes para o Estado através do &quot;clube de amigos&quot; e evitar os tais compadrios do costume tornando a competência e o mérito como base para os cargos na administração pública. O que eram boas intensões não foi mais do que uma fachada. De boas intensões está o inferno cheio e parece ser o caso. O que está a acontecer é que são excluídos &lt;a href=&quot;http://www.publico.pt/economia/noticia/candidatos-do-ps-levam-sucessivas-recusas-nas-nomeacoes-do-governo-1689239&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;candidatos selecionados com altas classificações que passaram pelo crivo da Cresap&lt;/a&gt;, comissão de recrutamento, mas nunca conseguiram qualquer cargo público. A maioria dos casos é devido ao facto de os candidatos estarem conotados com o Partido Socialista, apesar de poderem não ser militantes. As alegações são das mais diversas e injustificáveis. As exclusões são direcionadas para quem não tenha qualquer ligação com os partidos que sustentam a maioria do Governo, PSD/CDS. Caso curioso é que &quot;os escolhidos para a Segurança Social tinham fortes ligações ao PSD e CDS. Claro que o ministro do CDS Mota Soares quer criar internamente uma espécie de clube dos amigos. O apoio à incompetência tem que ser premiada e o clube de amigos sempre tem a vantagem de evitar que saia para fora das paredes do ministério algo incomodativo para o ministro e para a maioria do Governo.&lt;/li&gt;
&lt;li style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Cavaco Silva tinha que justificar o que escreveu no prefácio dos Roteiros IX sobre experiência em política internacional dum Presidente da República. Assim hoje e amanhã vai a Paris para se reunir com Hollande e OCDE. A utilidade desta visita é dúbia a não ser a do costume, promover Portugal como um destino para investimento, angariar possíveis interessados… Resultados práticos é que não se irão saber quais foram. É mais uma visita promocional do Presidente Cavaco Silva.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;</description>
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