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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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Abertura da época do populismo

Rui Rio e Ana Avoila.png

Rui Rio abriu a época do populismo pegando nas declarações de Mário Centeno que disse não haver mais lugar a aumentos salariais em 2019, procura assim ganhar vantagens com o apelo a reivindicações a propagar por entre os trabalhadores da função pública, aliciando-os com o objetivo de captar votos mostrando que está do seu lado. Como o funcionalismo público e os seus sindicatos apenas se movem e mobilizam tendo euros contados à vista é claro que o apoio de Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública não se fez esperar e, na TSF, disse que sugere ao Governo que tenha em consideração as duas propostas ontem feitas por Rui Rio.

António Costa corre a dizer que não exclui em absoluto aumentos salariais na Função Pública. Abriu-se o confronto cedendo ao populismo de Rio. 

Mas porque é que Rio não avançou com a mesma reivindicação em relação aos trabalhadores do privado, será que esses não têm direito e não sofrem a inflação? Caso para pensar. Com isto parece que Rui Rio quer ajudar a fazer cumprir a profecia de Passos Coelho ameaçando invocar o diabo. Não creio, contudo, que seja esta a tão falada social-democracia de Rui Rio.

Populismo para captar ignorante foi o que fez o líder do PSD ao questionar este domingo o facto de “António Costa ter toda a disponibilidade para injetar dinheiro público na banca portuguesa e continuar sem fazer nada em relação à função pública”. O que faria Rui Rio se estivesse no governo no lugar de Costa e nas circunstâncias? Deixava falir os bancos ao mesmo tempo que aumentava a função pública? Não creio que Rui Rio esteja a falar a sério e sem demagogia populista. Fala para potenciais eleitores e para calar a oposição mais liberal radical dentro do seu partido, mas parece-me que esta não gostaria da solução, já que foi ela que cortou salários e pensões em toda a linha e que se preparava para continuar na mesma trajetória.

Rui Rio utiliza agora a mesma estratégia do PCP e do BE, fazer reivindicações salarias é aquilo que move as pessoas. Será que o PSD irá apoiar eventuais greves convocadas pelos sindicatos para esse efeito?

Perguntas que me parecem pertinentes num momento em que o PSD e Rui Rio necessitam como pão para a boca de fazer subir as sondagens para o seu lado à medida que se aproximam as eleições.  E aproveita tudo o que a comunicação social lança para a opinião pública. Agora é o ministro da saúde o alvo da comunicação social, procuram todos os casos, e tudo o que mais haja na saúde para colocar a opinião pública contra o ministro. Estratégia já bem nossa conhecida.