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Ou ando distraído ou as notícias sobre declarações dos ministros das finanças na reunião do G20 têm sido omissas dos canais de televisão ou são tão escassas que não se dá por elas, vá-se lá saber porquê!

É do conhecimento geral que está ainda a decorrer em Washington a reunião dos G20, os 20 países mais ricos e emergentes do mundo e é integrado pela União Europeia, o G7 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França) e ainda Coreia do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e Rússia.

Vários ministros das finanças daquele grupo têm vindo a público com declarações, algumas delas contrárias às políticas de austeridade seguidas pela Chanceler Alemã e por alguns dos seus seguidores.  

De forma muito subtil chamam estúpidas às políticas de austeridade imposta à Europa que estão a afetar a economia mundial. Para quem esteja a acompanhar, mesmo que pontualmente, o decurso daquelas reuniões, apercebe-se que há alguma coisa vai mal no “reino” da União Europeia e no euro, e cuja responsabilidade é da política alemã que é imposta. Os países do G20 cresceram 0,5% no quarto trimestre de 2012, ao contrário da Europa que lidera os recuos da atividade económica mundial. (Fonte:OCDE). O ministro das finanças da Austrália, Wayne Swan, antes da abertura da reunião do G20,chega mesmo a afirmar em declarações ao Wall Street Journal  que a política de austeridade seguida na Europa “é estúpida e está a sobrecarregar a economia mundial”. Por aqui podemos “adivinhar” o que se irá passar na reunião não será nada de bom para os que apoiam as políticas impostas pela Alemanha à U.E..

As declarações daquele ministro mencionam que a própria Ásia não pode continuar a suportar o fardo da falta de crescimento das economias desenvolvidas bloqueadas pela austeridade.

O que é curioso é que não se aplicam a Portugal teses, muitas delas defendidas pela diretora-geral do FMI, Christine Lagarde. Vejam só, critica com veemência as políticas de austeridade imposta a alguns países da Europa, mas o FMI continua a aplicá-las. Tudo o que ela tem dito é apenas “pregar aos peixes”, já que em nada tem mudado o pensamento único que prolifera na U.E.. É a Alemanha de Angela Merkel que, ao deixarem-na ser dona da Europa, mantem, até à exaustão, a austeridade, enviando para as calendas o crescimento económico dos países. Contudo, penso que não é de esperar que a reunião dos G20 conduza a alguma coisa de positivo para a Europa visto que estão mais interessados no crescimento económico mundial. 

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publicado às 13:34

Os sonhos de Relvas e de Portas

por Manuel_AR, em 03.12.12

 

 


Pela Revista Sábado de 29 de novembro tive conhecimento que a ministra da Cultura do Brasil disse que “seria interessante contar em filme a história da ida da família real portuguesa para o Brasil, em 1808”, assunto que foi discutido quando a ministra esteve em Lisboa. Até aqui tudo aparentemente normal.

Contudo, a revista Brasileira “Isto É” ainda segundo a revista Sábado “os ministros Miguel Relvas e Paulo Portas gostaram da ideia e sugeriram o nome do ator americano Brad Pitt para fazer de Rei D. João VI, e para argumento e realização, foi discutido o nome de Steven Spilberg”. Para o comissário do Ano de Portugal no Brasil, o filme teria financiamento público dos dois países, apesar das restrições impostas pela troika a Portugal.

Levando isto a sério e a confirmar-se, o que é insólito é, o ministro Relvas, sim, o que comprou um curso tirado em dois meses numa universidade privada, venha sustentar que se contratem atores como Bred Pitt para o papel do Rei D. João VI, que não primava pela beleza e elegância e Spilberg para a realização do filme. Há dinheiro, há, menos para o estado social e para os portugueses sujeitos a austeridade rigorosa. E não me venham dizer que a verba não tem significado porque, quer o ator, quer o realizador sugerido, não cobram, propriamente, “cachets” de saltimbancos, que, contando com os custos da produção do filme seria orçamentado em dezenas de milhões de euros. O Brasil tem um crescimento anual da sua economia de 2,5% do PIB que, apesar das previsões terem sido revistas em baixa em setembro para 1,6% do PIB são, mesmo assim, muito maiores do que as nossas de crescimento negativo para 2013.

Quero ver, se este projeto for para a frente, de onde vai aparecer o dinheiro. Continuam a fazer dos portugueses tolos.

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publicado às 17:46

Passos Coelho em Londres com David Cameron

por Manuel_AR, em 21.04.12

O Sr Primeiro Ministros em Londres em mais um serviço da subserviência de Portugal.

O video do noticiário da SIC do di 18 de Abril mostra bem uma atitude de reverência face ao Ministro Britânico.

Atente-se, cerca de um minuto após o início da notícia e logo após à intervenção do reporter no local, no momento em que ambos contemplam um Quadro na parede, presumivelmente nº 10 da Down Street.

Cameron foi um dos 12 líderes europeus qu subscreveram um documento, dirigida à comissão europeia e aos Conselho Europeu sobre uma maior aposta no crescimento económico e no emprego.

Segundo o Jornal Público de 16 de Abrilde 2012 págia 7, "Passos, assim como Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, não foi convidado a assinar a missiva.".

Passos correu a promover um encontro com Cameron! Será que Merkel e Sakozy fizeram o mesmo? Desconheço!!... 

Repare-se como Passos subservientemente e interrompendo Cameron na apreciação do quadro aponta para trás  depois é que volta a olhar para o quadro. Provavelmente para lhe chamar a atenção sobre os fógrafos para poder ficar na fotografia! Será que os fotógrafos não poderiam esperar? O que seria prioritário para Passo Coelho, o quadro ou os fotógrafos!

Será isto política externa, propaganda ao governo e ao próprio Passos ou apenas um ato de bajulação? 

Apreciem em baixo o vídeo do noticiário.

 

 

 

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publicado às 16:01


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