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A chantagem da europa

por Manuel_AR, em 13.01.15

 

 

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A europa atravessa tendências radicais nos países que vão a eleições este ano, daí a aflição de alguns setores europeus, nomeadamente da Alemanha de Merkel e do seu ministro das finanças Schäuble que inauguraram as pressões e a chantagem sobre a Grécia, face às previsões das próximas eleições de janeiro coadjuvados pelo assustado Holland e outros. Antecipam as maiores desgraças, anteveem a catástrofes, obrigam a condições, ameaçam com sanções, chantageiam e atemorizando os povos. Fazem reinar o medo. Aliás, parece ser esta a política seguida na União Europeia com a Alemanha a comandar o que, a nós, portugueses, já não é estranho porque Passos Coelho também utilizou e ainda utiliza o método da chantagem e do medo não apenas relativo ao passado com projeção no futuro.

A possibilidade do Syriza, partido  da esquerda radical da Grécia, poder vir a ganhar as eleições assim como o Podemos em Espanha poder obter um grande votação põe a direita europeia nervosa. Esta é a grande preocupação da Alemanha e de outros países lacaios que vêm a democracia como válida apenas e só se os partidos que eles entendem ganharem as eleições. Caso isso não suceda apontam a povos soberanos a arma do medo.

A democracia passará a estar em perigo na Europa se aceitarmos que, em eleições livres, devam ganhar apenas os partidos que outros achem devam ganhar.

Veremos se a mesma atitude, face aos partidos extremistas da direita de Marine le Pen em França, se levantarão vozes ameaçadoras na Europa caso a tendência, em altura própria, seja a de poder vir a ganhar eleições.

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publicado às 00:23

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O discurso de ano Novo do Presidente da República foi um discurso de banalidades conhecidas  propagadas pela propaganda do Governo às quais, como sempre, se atrelou.

Foi um discurso de um Presidente da República acabado e sem nada de novo para dizer ao país. Nada de novo a não ser a parcialidade, a falta de independência e a traição aos compromissos assumidos para com o povo português.

Centrado nas eleições fez campanha eleitoral velada contra o PS. Para ele talvez fosse melhor não haver eleições, pois então!

Se por um lado afirma que "os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões", por outro apela a que os partidos abdiquem dos seus programas e dos seus projetos ao dizer que "Não é só no dia a seguir às eleições que se constroem soluções governativas estáveis, sólidas e consistentes…". Será que são soluções pré-eleitorais semelhantes à de partido único com alinhamento absoluto com os partidos do Governo conduzindo a uma oposição despicienda?

Avisa, implicitamente, que, se a direita não ganha, voltamos ao passado e que a via a seguir é só uma, a do Governo ao dizer que "A economia está a crescer, a competitividade melhorou, o investimento iniciou uma trajetória de recuperação e o desemprego diminuiu." Estes são os argumentos estatísticos apresentados pelo Governo.

Quanto ao desemprego estamos conversados, sabemos bem como foram criados dezenas de milhar de falsos postos de trabalhos para os retirar das estatísticas. Uma coisa é certa, a maior fatia não foi criada pelo investimento privado pois este está estacionário ou, em alguns casos, até diminuiu. Onde estão as medidas que o incentivassem?

O Presidente da República Cavaco Silva ficará para a história como o pior presidente em quem os portugueses votaram. Fazer das eleições de 2015 a parte principal da sua mensagem de Ano Novo não seria o esperado. Parafraseando os bonecos do antigo programa de sátira humorística Contra Informação da RTP, este é mesmo o acabado Silva.

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publicado às 17:47

Os portugueses não são esclerosados

por Manuel_AR, em 05.11.14

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Para o PSD e o para o CDS a campanha eleitoral já começou mas, a cerca de 12 meses das eleições legislativas, não se sabe ainda ao certo se os partidos do governo PSD e CDS vão concorrer isoladamente ou em coligação. Tudo aponta para esta última solução, não só porque se encontram na dependência um do outro com base em compromissos assumidos mas, também, porque sabem que perderam individualmente as suas clássicas bases de apoio eleitoral.

Com esta coligação quem mais tem perdido em influência tem sido o CDS-PP. A partir do momento em que se coligaram e ao distribuírem entre eles as suas áreas de influência no governo, apoiando um mesmo programa deixou, na prática, de haver diferenças por mais que Paulo Portas se esforce por salientar que esta e aquela medida foram da sua iniciativa e que a outra, e aqueloutra, não o foram. Ou bem que o Governo é uno e está coeso como dizem, ou bem que há divergências internas que não convém que trespassem para o exterior.

O CDS de Paulo Portas no momento em que aceitou ficar no governo após ter provocado uma crise política com a já sua conhecida demissão "irrevogável" ficou amarrado e, diria mais, impossibilitado de concorrer individualmente para não ficar no círculo dos partidos com baixíssima representação parlamentar.

As últimas sondagens, em meados de outubro, davam ao CDS um mínimo histórico de 4% e ao PSD uma votação muito baixa na ordem dos 28%. Se esta tendência se mantiver, mesmo que haja ligeiras oscilações, o resultado está à vista. Para o CDS ir às eleições em coligação é a única alternativa para evitar uma humilhação numérica.

No Governo a submissão do CDS ao PSD é notória. Se fizermos leituras atentas das intervenções do primeiro e do vice primeiro-ministro por altura da preparação do orçamento para 2015 verifica-se que cada um salienta o que mais lhe interessa.

O CDS bem pode tentar arranjar créditos políticos para seu lado mas não se pode esquecer que tem nas suas mãos pastas ministeriais das mais importantes no que se refere à vida dos portugueses como a segurança social e emprego, economia e agricultura e pescas. No primeiro caso a aplicação ideológica e programática do CDS/PP tem estado bem à vista através do seu contributo para fomentar uma sociedade virada para o assistencialismo pela qual o ministro Mota Soares se vangloria por ter aberto muitas cantinas sociais, esquecendo-se que isso é o pior que pode acontecer a uma sociedade e que para as pessoas é uma humilhação terem necessidade de as frequentar.

Quem ouviu no passado as intervenções de Paulo Portas e de seus pares partidários na Assembleia da República, antes da chegada ao poder, poderá comparar o que diziam e o que agora praticam.

O que este governo tem objetivamente destruído ao nível do tecido social é, de imediato, e com agrado ideológico, sustentado pelos cortes aos apoios sociais em direção a uma prática de política assistencialista.

Há cerca de dois anos, ou mais, que o discurso de propaganda política do Governo tem sido direcionada para o crescimento e para a redução do desemprego, mas também é sabido que a realidade desmente as estatísticas que ocultam o falso emprego que se manifesta pelos programas ocupacionais que deixam de contar para os cálculos do desemprego.

Os atuais indicadores sociais macroeconómicos e sociais são a prova do que este Governo destruiu sem construir. É fácil governar destruindo o que está bem feito sem construir nada de novo. A política aplicada foi exatamente o da destruição irresponsável apenas tendo em vista uma missão puramente ideológica e de revanchismo sobre tudo quanto foi construído durante décadas. Reformar não é destruir, é modificar, é melhorar, é rever circuitos mal desenhados, reformar as finanças públicas, etc., tarefas que demoram anos e devem ser consensuais.

Até às eleições Passos Coelho, assim como os seus correligionários e ministros, irão proceder a uma autêntico terrorismo eleitoral passando o tempo a aparecer, até à exaustão, nos ecrãs dos canais de televisão (o que já acontece), regressando às velhas e cansadas histórias do passado ameaçando com papões para mascarar os estragos que fizeram no país e, para além disso, minorar os que irão sofrer nas futuras eleições. Esquecem-se que, ao contrário dos doentes que sofrem de aterosclerose aguda, cuja memória de curto prazo sofreu prejuízos insanáveis mas têm presente tudo o que se refere ao passado, os portugueses, pelo contrário, têm a memória do que é recente, muito presente.

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publicado às 18:08

A farsa: segundo ato

por Manuel_AR, em 29.05.14

Mais uma vez Passos Coelho volta a atacar com deturpação política dos factos. Afirmou que "Esta Europa que devia merecer um debate aprofundado passou ao lado destas eleições", lamentando "as tentativas de Paulo Rangel para abordar propostas para a Europa, sem sucesso.". Se é certo que José Seguro e Assis se centraram mais sobre as questões nacionais provocados curiosamente por Paulo Rangel, esse sim, que trouxe para o debate da campanha eleitoral o passado, a entrada da troika e os louros da saída da troika. Em vez de discutir a Europa, discutiu mais o Partido Socialista e José Sócrates.

"Esta campanha provou o nível de inconsciência política de alguns agentes", afirmou ainda ontem (28 de maio) o primeiro-ministro, criticando aqueles que tudo fizeram para nacionalizar a campanha e apresentar propostas "de repor isto e de repor aquilo".

Pois é, mas quem começou a falar na reposição progressiva de salários na função pública foi precisamente, ele. Quem ia prometendo veladamente a baixa de impostos eram ministros do seu governo. Quem falava em repor parcialmente os cortes nas reformas também foi iniciado por ele. E fico por aqui porque não dá tempo para repescar na imprensa outros eleitoralismos do género quando em pré-campanha eleitoral.

Passos Coelho vai falando para dentro do PSD e para o seu Governo dizendo que não contem com ele para eleitoralismos fáceis daqui até as eleições de 2015. "É preciso saber o que se quer" e que "o maior desafio é não ter medo de dizer aquilo que fizemos. Não podemos estar obcecados com as eleições". Aqui está uma nova versão do "que se lixem as eleições", mas, entretanto, vai mudando o seu discurso e atribui mais uma vez as culpas, parafraseando alguns dos comentadores do seu partido, aos problema de comunicação, dizendo que "podemos precisar de afinar a comunicação, de explicar melhor, de estar mais próximo das pessoas, e de os deputados e os membros do Governo terem mais tempo para as atender". Mas o mais importante, na sua opinião, é o de assumir que o caminho feito "não foi porque a troika impôs, foi o que era preciso fazer".

É curioso, depois de ter praticado um terrorismo governativo contra as pessoas, colocando os portugueses uns contra os outros, lançando famílias para miséria, destruindo muitas empresas tem agora o descaramento de falar sobre aproximação às pessoas. E, como se tal não chegasse, ainda mente ao dizer que o caminho que seguiu não foi porque a troika impôs mas porque era preciso seguir esse caminho. Quantas vezes não ouvimos destacados elementos afetos ao PSD, do seus comparsas do CDS e do Governo dizerem que as medidas que tomavam tinham sido da responsabilidade e impostas pela troika devido ao memorando assinado pelo PS, como se o PSD e o CDS não o tivessem alguma assinado e piorado.

As mentiras e os embustes vão continuar a agravar-se daqui para a frente, agora debaixo de uma capa de farsante mais humana e social e mais afabilidade para tentar recuperar o que perdeu nestas eleições que assumiu com uma humildade disfarçada.

Devemos estar atentos.

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publicado às 19:29


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