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Tenho vindo a adiar a colocação neste blog de um "post" sobre uma ideia que me tem ocorrido relativa à questão do estado social. Foi a leitura do artigo de Vítor Malheiros publicado no Jornal Público de 13 de Março de 2012 que me motivou a fazê-lo. Como o artigo de Vítor Malheiros o desenvolve de forma muito mais clara e objetiva do que eu com certeza o faria, alinhavei apenas algumas ideias. Através de uma metáfora muito bem escolhida a partir do episódio "Button, button" da série "Twilight Zone", Vítor Malheiros levanta a questão dos dilemas com que por vezes somos confrontados e das opções que se tomam que, sem nos apercebermos, estão implícitas questões ideológicas e valores sociais. Assim, aconselho a leitura do artigo na íntegra que, apesar de tudo, é polémico e, como tal, pode ser objeto de debate e confronto de ideias.

Veja a parte 2 deste video no Youtube

   

Como elemento atento às preocupações do governo relativamente aos problema que afetam a nossa sociedade vejo que surgem frequentemente, numa ótica financeira, questões como sejam os desempregados involuntários e os subsídios, a saúde e os doentes culpados de o ser, as pensões e reformas dos milhões de pensionistas que vivem demais e já deviam ter morrido, os jovens sem emprego que não deviam estar a viver no país mas sim procurar outros para trabalhar, isto é, emigrar. A educação, que é um sorvedor de recursos financeiros, porque as famílias deviam colocar os filhos em escolas
privadas para os outros as escolas e as condições que temos são mais que suficientes! Que maçada esta coisa do ensino ser obrigatório!

Todos estes problemas são os grandes causadores dos desequilíbrios orçamentais. Sobre eles fazem-se debates, comentários, propõem-se soluções, mas, o certo é que o país não suporta tanto despesismo. Acabar com ele é “incontornável” e uma “inevitabilidade”!... Mas os impostos devemos continuar a pagar. Cada vez mais, e mais, e mais…. para alimentar a "máquina do Estado que, por sua vez, alimenta alguns poucos.

Mas há soluções. Uns, os jovens e desempregados de longa duração, podem ir-se embora. E porque não uma espécie de solução final para os doentes, reformados e pensionistas que estão a viver demais? Não como aquela que Hitler aplicou aos judeus, o que seria impensável para qualquer base ideológica social, democrática e cristã, mas algo muito mais subtil, isto é, deixá-los morrer por falta de assistência médica,dificultando o acesso aos medicamentos, aumentando a energia e os meios essenciais de subsistência básica! Se não fosse este tipo de gente, o país não teria os problemas que tem e, todos nós, os que governamos, e as elites políticas poderíamos prometer tempos de prosperidade aos que ficassem. É este tipo de filosofia eugenista que, de forma não totalmente explícita, tem vindo cada vez mais a contribuir para a perda da coesão social. Exagero? Juízos de intenção? Juízos arbitrários de valor? Demagogia? Talvez! De entre os políticos profissionais e os governantes, quem nunca os fez e não a usou para manipular consciências que atire a primeira pedra.

Fico-me por aqui, porque Vítor Malheiro vai muito mais longe.

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publicado às 15:04



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