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Resolvi ver o filme "A dama de ferro", mais pela expectativa de saber como o realizador aborda e caracteriza aquela personagem controversa, do que pela minha simpatia por Margaret Thatcher  e pelas suas políticas extremistas de direita,  praticadas durante os seus dois mandatos que acompanhei pela comunicação social da época.

O filme  dá-nos uma visão do que foi o seu percurso político e mandato enquanto primeira ministra. Numa excecional  interpretação Meryl Streep  mostra-nos uma Thatcher em idade avançada,  com alzheimer, a reviver o passado.

Subtilmente, o filme propõe uma humanização da personagem levando o espetador a uma condescendência face aos contextos em que a Grã-Bretanha vivia à época, derivado aos desmandos sindicais e pela falta de vontade e força política do partido então no poder.

 

 

 

Originária duma família de pequenos comerciantes, foi vítima enquanto deputada da "chacota" e do machismo" dos homens do parlamento e do seu próprio partido conservador britânico a que pertenceu.  Do meu ponto de vista Thatcher exerceu um autoritarismo por um lado, como se de uma qualquer vingançazinha se tratasse em relação  aos políticos que não a viam com bons olhos  e, por outro,   pelo ódio que nutria pela população que, segundo ela, vivia à custa do Estado. Subiu na política a pulso levando o partido conservador a ganhar as eleições por maioria. A resposta foi tratar  a ferro e fogo o povo que a elegeu, conduzindo grande parte da população à miséria e à revolta, o que é mostrado por curtos mas elucidativos extratos documentais da época.  O resultado das políticas adotadas, contra todas as expectativas, foram  a acumulação dos lucros pelas grandes empresas às quais ela baixou os impostos e o empobrecimento da  população, tendo sugerido até que todos, ricos e pobres fossem taxados pelos mesmo valor.

Em termos ideológicos foi esta  a proposta da direita conservadora da Grã-Bretanha que Thatcher adotou  para transformar e modernizar o país, o que acabou por a levar  à queda, para a qual conscientemente contribuíram alguns dos seus ministros.

O filme pode ser um aviso de que, mesmo em democracia, surgem potenciais autoritarismos que a podem fazer suspender.  Alguns  políticos/governantes portugueses provavelmente gostariam de se rever numa Margarete Thatcher à portuguesa. Seria difícil porque lhes falta o caráter, a frontalidade e, sobretudo, a honestidade e a impermeabilidade à corrupção e às pressões,  o que, por certo, não desculpará  de modo algum  o sangue, suor e lágrimas que gerou em muitos para benefício de alguns poucos.

Com  a desculpa da "inevitabilidade" da austeridade, (termo que está na moda por alguns políticos para justificar a incompetência e a falta de criatividade),  a Europa, em especial alguns países,  correm o risco de, neste momento,  estarem a caminho de políticas excessivamente
liberais idênticas às de Thatcher.

 

Sobre a políticas de Thatcher ler o post de 26 de maio de 2011, "Veja as diferenças: aprendendo com os erros dos outros" em http://antinomias.blogs.sapo.pt/562.html

 

IMAGEM de Meryl Streep obtida em: http://www.c7nema.net/index.php?option=com_content&view=article&id=8551:entrevista-a-meryl-streep-a-dama-de-ferro-the-iron-lady&catid=:box-office

 

 

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publicado às 20:25



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