Quarta-feira, 13 de Julho de 2016

Os barqueiros rebocadores e os treinadores de bancada

Barqueiros do Volga.png

Treinadores de bancada_1.png

As sanções a Portugal, são um tema arrastado, com o entusiasmo da maior parte dos órgãos de comunicação social. Embora não avancem nada de novo vão especulando e oraculizando medidas, intenções, punições, cumprimento rigoroso das regras europeias apenas para alguns, é claro emparelhando com os partidos da direita, agora sentados no banco da oposição.

As declarações dos partidos sobre as ditas sanções, cujos trâmites se arrastam quais barqueiros rebocadores dos barcos do Volga, mais parecem treinadores de bancada a falar.

Os treinadores de bancada gritam para o ar, e para os seus vizinhos de bancada mais próximos, orientações aos jogadores, faz isto e não aquilo, se eu lá estivesse haviam de ver, vai para a rua e outras censuras. Quando o seu clube perde gritam que foram roubados e a culpa é do árbitro, do treinador e do selecionador.

Assim parece Assunção Cristas líder do CDS e a antiga Ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho que apoiam uma direita europeia que está a pressionar o Governo português assim como outros políticos portugueses de outros quadrantes que gostariam de ver descarrilar a estabilidade governativa e social que até agora se conseguiu, vendo nas sanções uma oportunidade para colocar pauzinhos na engrenagem para conquistarem a hegemonia perdida.   

Peroram sobre as sanções que têm como base o défice dos anos de 2013-15, que se refere ao passado, o deles, mas vislumbrando causas para tal no presente e no futuro.

Fazem o mesmo exercício que os treinadores de bancada. Gritando que a culpa é do atual Primeiro-Ministro e do ministro das Finanças que não souberam negociar, deduz-se que deve ser sobre aquilo que eles próprios prometeram e não conseguiram. Se eu estivesse lá não seria assim, grita agora da bancada Maria Luís Albuquerque, etc..

O patriotismo de lapela serve agora como justificativa para prejudicar o país.

Segundo o jornal Público até Cavaco Silva, “estraga unanimidade do Conselho de Estado sobre sanções”. Independentemente do cumprimento rigoroso do que está determinado pelas das regras do Tratado Orçamental, pelo menos internamente há que haver algum decoro na defesa do interesse de Portugal que está a ser palco de experimentações de regras que, até hoje, não foram aplicadas a nenhum país que estivesse em incumprimento.

Claro que a Cavaco, visto não haver um Governo da sua preferência, apoia as sanções, numa tentativa frustrada de aparente imparcialidade. O que fica por provar é se, nas mesmas circunstâncias, e com um Governo da sua fação, tomaria a mesma posição.

Acrescem ainda sábios comentadores de economia como José Gomes Ferreira da SIC, que diz que as sanções vão implicar austeridade e mais medidas que já constam. Se não constam agora irão constar. Lança achas para a fogueira em vez de ajudar a acalmar o fogo em nome de todos. Mas a obsessão da desculpabilização da herança das sanções sobrepõe-se ao interesse e à defesa do país. Não há plano B, mas tem que haver. Se não é agora, é amanhã. Se não for amanhã será no futuro. Mas será. Que desejo mais obsessivo e pleno de contentamento!

As instituições da U.E. mais parecem grupos semelhantes a “bullies”. Estes, como cobardes que são, rodeiam-se de outros, e escolhem sempre os mais fracos para exercer a sua violência, seja ela física, moral e, ou, emocional sobre outros seus pares nos espaços que ambos frequentam.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:31
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Terça-feira, 24 de Novembro de 2015

Votos de sucesso

Votos de sucesso.png

 

Embora contrariado, o Presidente da República Cavaco Silva, finalmente, indigitou António Costa como primeiro-ministro do novo Governo de Portugal.

A responsabilidade é enorme. Ninguém lhe vai perdoar se falhar e voltar a défices excessivos que eventualmente possam dar lugar a novos resgates. Os partidos que se comprometeram dar apoio parlamentar ao governo PS não podem falhar. A direita que perdeu votos vai andar por aí atenta a tudo e tudo sirva para fazer oposição, por mais sórdida que seja. Aliás, como já tem vido a ser seu hábito.

Logo que a decisão do Presidente da República foi conhecida alguns partidos, nomeadamente o BE através de Catarina Martins perfilou-se frente às câmeras das televisões falando como se o seu partido fosse o principal e único protagonista das mudanças que constam do programa de Governo do Partido Socialista, esquecendo-se que houve outros parceiros na negociação. Nesse aspeto o PCP foi mais comedido. Esperemos que isto não sirva para começar a gerar conflitos tendo como base a propaganda partidária, que a oposição de direita irá aproveitar em pleno. Não é estratégico os partidos que assinaram o acordo iniciarem uma competição onde cada um pretende chamar a brasa à sua sardinha, o que apenas servirá para dar argumentos e razão à direita.

Das centrais sindicais e dos sindicatos nelas filiados espera-se uma contenção reivindicativa responsável.

Ao presidente da CGTP, Arménio Carlos, pede-se uma outra atitude e contenção verbal e parar com a contínua guerra aberta respeitando os outros dirigentes quer da UGT quer das associações patronais, da mesma forma que o respeitam a ele. Refiro-me, neste caso, ao presidente da CIP.

Arménio Carlos, quando fala, parece estar sempre em guerra aberta com todo e qualquer representante das confederações patronais quando em negociação ou em debates. Não negoceia, exige, reivindica, vendo apenas e só um lado da questão, esquecendo-se que existe uma economia para crescer e gerar postos de trabalho. Torna-se por vezes inconveniente, o que pode conduzir a ruturas que, nem agora, nem num futuro próximo, interessam a qualquer das partes, nem aos portugueses. Gerar conflitos apenas ajuda a direita. Não é o momento de vanguardismos de esquerda, mas de calma e consensos. Se assim não for quem ganha sempre é a direita. E, nas próximas eleições, se a direita volta a ganhar, as vítimas serão sempre os mesmos, os que afinal pretendem defender!

Pensem nisto.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:47
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo e vamos dizendo I

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O primeiro-ministro o vice-primeiro-ministro e os ministros preocupam-se mais com a propaganda ao governo, com a Câmara de Lisboa e com António Costa do que em governar.

 

E agora Paula Teixeira da Cruz o que vai fazer após arquivamento por falta de provas do inquérito sobre a "sabotagem" do Citius? Pediu desculpa mas o caso era técnico, mas era técnico e não político mas pediu desculpas. Frustrada a intenção de arranjar dois bodes expiatórios forjados através de um relatório interno encomendado o que fazer agora? Aconselha-se uma saída limpa da ministra, talvez?... Ou….

 

Falcatruas e corrupção relativas aos vistos Gold elogiados e fomentados por Paulo Portas. Tábua de salvação para Teixeira da Cruz que está a tirar dividendos políticos que serve de lavagem para a sua imagem. Implicados há-os também no seu ministério, no seu partido e no seu governo. Deve ser com grande mágoa que diz o que já disse em tempo que a justiça é para todos e que ninguém escapa, a impunidade acabou seja para quem for. Grande tábua de salvação para a barraca da reforma da justiça. Lá por dentro deve haver um vale de lágrimas. Falta saber se tudo isto não vai ficar em águas de bacalhau…

 

Cavaco pergunta o que é que os gestores da PT andaram a fazer mas a talvez a aterosclerose o tenha feito esquecer que condecorou um desses gestores, Zeinal Bava, a 10 de junho passado. Mas lá vai lançando para o espaço político a ideias do manifesto de se evitar o desmembramento da PT.

 

Poupanças e austeridade só para alguns. A AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai abrir delegações na Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Finlândia, Noruega e Timor Leste. Via cria uma rede de especialistas, mais uma. Quanto nos vai custar tudo isto? A eficácia é duvidosa e terá sido avaliada. Talvez mais uns tachos para dar empregos a desempregados das famílias da maioria do Governo. P'ra a frente Portugal!

 

Passos Coelho aparece em tudo quanto é sítio debitando discursos comicieiros de pouca envergadura para poder aparecer nos ecrãs das televisões e fala apenas para os seus apaniguados do partidos e da coligação. Será que ainda não se apercebeu que estamos fartos da sua imagem?

 

A saga da família Espírito Santo continua… Até onde não sabemos. Será que irá acabar sem condenações e em prescrições como é habitual para certos senhores privilegiados. Quanto ao BPN o silêncio continua. Será que a Presidência da República decidiu desviar o seu exercício de influência para outros campos que não sejam o Governo e a Assembleia da República?

 

António Costa é criticado por criar as tais taxas e taxinhas nomeadamente a de um euro para as dormidas em hotéis a reverter para um fundo de investimento destinado a melhorar infraestruturas para o turismo. Costa contra ataca e diz que o Governo cobra 12,50 euros por cada embarque dentro do espaço europeu e 23 euros se for para fora do espaço europeu e em cada dormida cobre 4,61 euros relativos ao IVA. E aos turistas também lhes é cobrado 23% de IVA que antes era de 13%. Quem que ganha e quem é que perde a lançar o disco das taxas?

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:39
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Os papagaios

Papagaio.png

Os papagaios são aves capazes de imitar sons, inclusive a fala humana. Repetem até à exaustão os mesmos sons. O Presidente Cavaco Silva o institucional e legalista, que passou a ser o presidente apenas dos que apoiam o Governo de Passos Coelho e que fala sem sons estridentes, muito vagarosamente, para se dar ares duma credibilidade perdida, repete o mesmo que o "seu" primeiro-ministro.

Passos Coelho disse, na passada semana, que jornalistas e comentadores são preguiçosos, marias vão com os outros (preferia Passos que fossem com ele), não estudam as matérias, dizem coisas patéticas, etc.. Pois esta semana "El Presidente" papagueou o mesmo ao lembrar alguns políticos que, quando falam de certos assuntos, devem estudar primeiro.

Enviou também um recado ao primeiro-ministro do seu governo que tinha dito que as eleições serão na data de acordo com a Constituição da República. Não, não é de acordo com a Constituição mas de acordo com a lei eleitoral. O primeiro-ministro deve também estudar antes de falar porque, o seu arrimo, também referiu que parece que há até alguns políticos que não conhecem o artigo 133.º da Constituição, que "diz o Presidente da República tem que fixar a data das eleições de acordo com a lei eleitoral".

A cada dia que passa parece que Cavaco Silva leva-nos a ficar convencidos que está cada vez mais ligado partidariamente ao Governo. A mensagem que tem passado é a de que existe uma unicidade institucional ao nível do Governo e da Presidência da República.

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:28
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

Uma boa reforma era reformarem o governador do Banco de Portugal

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, que tem tomado ("boas"?) decisões sobre o caso BES, recupera, num fórum em Lisboa, um tema divisionista da sociedade que em fevereiro de 2013 Relvas lançou e que o primeiro-ministro apoiou, no qual acusavam os "instalados" do mercado de trabalho de serem os responsáveis pelo nível de desemprego jovem registado. Acrescentou ainda que "o mundo laboral não parece mais favorável”, porque há “oportunidades raras e instalados a travar todas as ambições”. O discurso de Relvas punha sobre os ombros das gerações mais velhas a responsabilidade da falta de emprego para os que agora tentam entrar no mercado de trabalho.

Acrescentou Carlos Costa que os mais velhos deveriam ser reformados para dar lugar aos mais novos acusando-os ainda de abuso de baixas médicas. Não admira que, lançando trabalhadores na reforma antecipada, a que ele chama "pré-pensionamento", venham depois bradar aos céus da insustentabilidade da segurança social e da caixa nacional de pensões.

Acrescentou ainda esta espécie de governador do BdP que são faltistas e estão sempre de baixa os "trabalhadores que, por razões ligadas à sua formação, à sua longa história de trabalho e até por razões ligadas à própria inadequação às novas condições [de trabalho]". Para Carlos Costa, são os trabalhadores menos qualificados que estão em causa, podendo depreender-se que jovens da geração mais qualificada de sempre poderiam bem preencher aqueles lugares ocupados pelos mais velhos com salário muito mais baixo, porventura até o salário mínimo.

Reformar tudo quanto mexa sem quaisquer critérios é o lema dos senhores do Governo e dos seus subservientes servidores. Aquele senhor não se enxerga porque, face a tamanha confusão criada com o caso BES, parece bem que era ele próprio que deveria pedir a reforma antecipada. Uma forma de desviar as atenções focadas sobre problemas criados é lançar temas polémicos que minimizem ou façam esquecer outros. Colocar portugueses contra portugueses para reinar e desviar atenções é um peditório para o qual não demos nem daremos.

 

Imagem obtida do site da TVI24

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:14
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Inconsequência, ética e moda das desculpas esfarrapadas

Os pedidos de desculpa por elementos do Governo passaram a cair na vulgaridade. Quando há erros de consequências políticas basta que, perante a Assembleia da República ou frente a um canal televisivo, se peça desculpa aos portugueses.

Portugal passou a ser o país da desculpabilização, quando não o jogo do empurra como fuga à responsabilidade. O pedido de desculpa por elementos deste Governo passou a ser uma forma de manutenção no poder acatado pelo próprio primeiro-ministro que, em tempo, também pediu desculpa. As consequências que advenham dum qualquer ato político gravoso passaram a poder ser substituídas por pedidos formais de desculpa. A força do pedido de desculpa, na prática, caiu na rua.

Já agora poderia também ser dada a oportunidade a Ricardo Salgado de um pedido de desculpas a todos os lesados pelo problema do BES e do seu grupo e ficaria tudo resolvido.

Este Governo perdeu o sentido de ética. Estes políticos do Governo deixaram de reger a sua conduta pessoal e profissional por princípios deontológicos. Por este andar, qualquer dia, um réu que seja condenado passa a pedir desculpa ao tribunal e o caso fica arrumado.

Seria impensável que, numa empresa privada, ao serem cometidos por um colaborador erros ou quaisquer atos lesivos que colocassem em causa os interesses e a sobrevivência da empresa, não resultassem daí quaisquer consequências, bastando um pedido de desculpa.

Passos Coelho mostra a coesão do seu Governo pela manutenção de incompetentes nos lugares de ministro e secretários de estado. Passos Coelho manda matar o mensageiro quando recebe más notícias, isto é, manda demitir subalternos. Ricardo Salgado já fez o mesmo, disse que a culpa do que aconteceu no BES foi do contabilista.

Portugal está a caminhar por caminhos dando sinais de bons exemplos, isso sim, às gerações futuras no que respeita à forma de fazer política e estar num governo.

Na campanha para as primárias do PS António José Seguro está também a ser um bom exemplo no que respeita à falta ética com que argumenta contra o seu adversário de campanha na ânsia pessoal de querer ser primeiro-ministro, como em tempos já afirmou mais do que uma vez.   

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:14
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Terça-feira, 25 de Março de 2014

Entre mentira e verdade cada um que escolha

O vídeo apresentado mostra, com uma evidência inegável as mensagens de mentira que o primeiro-ministro, antes de o ser, passou aos portugueses.

Bem pode agora vir dizer que na altura ainda não sabia o que iria encontrar. Pois se não sabia não deveria dar-se à habilidade eleitoral de as passar. Se, como diz, estávamos num buraco financeiro então cautelosamente não se expunha com promessas que ele previa, devido à situação, seriam suscetível de incumprimento.

Aqui está o vídeo e, a seguir, algumas estrofes de poemas que selecionei e adaptei em alguns deles. Não sou muito simpatizante de poesia e de canções de intervenção, contudo, pesquizei algumas e não tive dúvidas relativamente à sua atualidade aplicada a Passo Coelho e ao seu governo. 

 

 

 

Ninguém nos leva ao engano

toureamos mano a mano

só nos podem causar dano

esperas.

Soam brados e olés dos nabos

que não pagam nada

e só ficam os peões de brega

…………………………………………………

Entram empresários moralistas

entram frustrações

e entram muitos euros a muita gente

que dá lucro de milhões.

 

in SANTOS, Ary dos, As Palavras das Cantigas (organização, coordenação e notas de Ruben de Carvalho). Lisboa, Edições Avante, 1995. (modificado)

 

 

Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste
(A fé da muita amizade
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União

……………………………………..

 

Nunca te vimos tao perto
Nunca te vimos tao longe
Daquilo que tens pregado

Nunca te vimos tão fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No fulgor dos gabinetes
Hás de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala

……………………………………..

No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exato
Assim se faz um canalha
Se a memória não me falha

………
Zeca Afonso in como se faz um canalha 

Publicado por Manuel Rodrigues às 12:35
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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

Viva a alegria dos números e a campanha eleitoral do Governo

Tenho andado atento ao vários noticiários das televisões e, estou muito enganado ou a maior parte dos canais está num alinhamento pró-governo, com algumas exceções, não estivesse já a preparar o caminho para as eleições. Por todo os canais proliferam notícias otimistas de sucessos do Governo no que respeita a índices macroeconómicos que, dizem, estão a revelar a recuperação económica.

Os dados são de otimismo e, como é costume dizer, os números não mentem, o que podem é estar enviesados, não premeditadamente mas conjunturalmente. Mas de qualquer forma o que pretendem é mostrar que se deu nestes últimos meses um "autêntico milagre", pelo menos no que respeita aos anúncios dados pela comunicação social.

Alguns canais de televisão e comentadores políticos parece que foram tomados por vigor apologético pró-governamental, muito bem encoberto de isenção, como preparação para a campanha eleitoral.

Penso que nenhum canal salientou, não sei se intencionalmente, uma frase da intervenção do primeiro-ministro hoje, salvo erro, em Viseu, que se referia a Portugal e aos portugueses e passo a citar: “Estão a falar de uma Europa que não existe, nem existirá e ainda bem, porque ninguém aceitaria uma Europa em que uns poupam para que outros possam gastar”

Por acaso alguém se apercebeu da gravidade do que disse hoje o primeiro-ministro, colando-se nitidamente à linha da direita mais radical da Europa. Analise-se a frase e vejam o desrespeito pelos portugueses e a falta de patriotismo. No meu entender é estar a comunicar para o exterior que os portugueses são gastadores ao lado dos outros países, conhecendo ele os dados que saíram sobre a pobreza em Portugal. Sobre isto os mercados já não o preocupam.  

Um primeiro-ministro que expõe e difama o povo que governa perante o estrangeiro e que, em vez de o defender, alinha com as críticas que têm sido feitas aos portugueses do exterior, não merece ser ministro de um país, como afirmou Constança Cunha e Sá na TVI24.

É por estas e por outras que, nas eleições europeias, todos em conjunto devemos bater-nos para que a direita mais radical saia derrotada a fim de que todos possamos, na UE,  ter uma esperança no futuro.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:36
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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

Coligação azul-laranja ou laranja-azul?

Com a aproximação da época outonal das férias restam apenas recordações. Boas ou más consoante o que os senhores do governo determinaram, austeridade para muitos e bem-estar para uns poucos. Como podia ser confirmado no algarve, pasmava-se com ostentação gastadora dos tais que podem ainda ir de férias e comer bifes todos os dias e são intocáveis pela crise, enquanto outros, a maioria, olhava para a sardinhas que, este ano ao preço a que estavam já nem as puderam comprar, outros ainda, a crise que lhes provocaram obrigou-os a não sair de casa. É assim que se está a transformar este país, uma coutada para alguns, os mesmos que mais contribuíram para a crise.

As férias também serviram, noutros casos, como tempo de reflexão, longe das notícias das televisões alinhadas para captar audiências, muitas das vezes para lavagens das atrocidades políticas que desfilam sem que ninguém lhes ponha cobro, desculpadas pela necessária estabilidade política tantas vezes reclamada pelos mesmos que a provocaram no início do verão. Parte destas férias foram momentos para uma pesquisa tranquila de temas sobre o andamento da nossa triste política até que surja mais uma intranquilidade exógena a cada um de nós novamente desencadeada pelos mesmos do costume.

Os pregadores dos partidos, nomeadamente os da coligação laranja-azul, PSD-CDS, convidados pelas televisões calaram-se por poucos dias o que foi música para os nossos ouvidos e “poupança” para o povo livre das vozes dos elementos dos partidos da coligação do governo que proferem os mesmos argumentos desgastados e inverosímeis até à exaustão. 

A aliança laranja-azul ou azul-laranja (?) que governa (a ordem pode não ser arbitrária, dependendo de como cada um a entenda) colocou Portugal num fosso pior do que aquele donde o quis tirar.

Ao fim de dois anos e três meses a austeridade, provocada em parte pela necessidade do cumprimento do défice, e em maior parte pelo cariz ideológico neoliberal forçado que foi imposto e sempre reafirmado pelo primeiro-ministro que, para além de se aliar à “troika”, reforçou essa aliança com o discurso do “ir para além da troika”, não tendo conduzido a qualquer redução do dito, muito antes pelo contrário. Afinal para quê os sacrifícios?

Já sabemos, porque o repetem até ao limite, que é para as gerações futuras. Novo estilo em política, governar para quando estivermos todos mortos. Entretanto, até lá, as gerações futuras que são filhos hoje, a maioria claro, porque outros terão com certeza o seu futuro sempre garantido quaisquer que sejam as circunstâncias, recordar-se-ão das dificuldades e sacríficos que passaram e, quando lá chegarem, odiarão por certo, quem os colocou nessa situação.

De qualquer modo essa demagogia de passar para a opinião pública os argumentos das gerações futuras não passa de uma treta. Os atuais velhos e de meia-idade também já foram no passado gerações futuras e já nessa altura, quando ainda eram jovens, lhes acenavam com o mesmo chavão. Veja-se como se encontram agora. O mesmo irá acontecer aos atuais jovens. Daqui a trinta ou quarenta anos irão também ouvir os mesmos argumentos que são a chave desta direita radical que tem vindo a conseguir dividir o país.

Por sua vez a tentativa de entalar o maior partido da oposição ainda não terminou, Cavaco Silva e Passos Coelho (esta ordem não é arbitrária) ainda não desistiram de fomentar uma tal união nacional (?) que englobe os partidos ao que chamam arco da governação. Arco? Quando muito círculo, não, não é circo, é mesmo círculo da governação, pois esta forma geométrica é a que melhor representa uma área delimitada por uma linha exterior que representa um itinerário que se repete, embora com alternância dos que a percorrem sem interrupção ao longo dos anos. Continuando, ao colocar o PS no mesmo saco parte do eleitorado deste partido poderia associar que, não havendo na prática oposição ou alternativa logo, tudo seria igual e não vale a pena muda. Então, aquando das eleições legislativas, as opções do eleitorado poderiam vir a favorecer o PSD que capitalizaria parte do potencial eleitoral de outro partido, neste caso o PS.

Como querem estes senhores do governo, especialmente o PSD, que haja um consenso nacional, ou uma “união nacional” como preferiam se eles próprios têm fomentado a divisão entre os portugueses, com um estilo político impróprio isento de princípios, de valores políticos, individuais e sociais que transbordam os limites da indignação.

Em termos muito simples e dum ponto de vista politicamente egoísta: quem fez o buraco é que o deveria tapar. Quem disse que o iria tapar ,mas o escavou ainda mais que se amanhe. A competência tem que ser comprovada por eles próprios sem ajudas, com factos e não com palavras e promessas vãs. Ah! Pois, o Tribunal Constitucional. Pois é!

Relembrando as várias atuações e a conduta do primeiro-ministro e do seu governo verifica-se que têm com frequência subvertido os processos democráticos mais elementares de decisão, para além de cometerem nas suas declarações públicas erros propositados de conteúdo tentando enganar os menos atentos ou os que não acompanham mais de perto a política.

Em vez de governar reage contra tudo e contra todos criando fraturas por vezes insanáveis na coesão social e até entre gerações que seria básico existir neste momento de negociações com a “toika”. Passos Coelho, juntamente com Paulo Portas, em vez de unir desunem com a consciência disso, sendo Passos Coelho o vanguardista da desestabilização social e política. Põe até em causa o sistema de valores em que até a direita mais conservadora se baseia, pretendendo abalar e fazer perder aos portugueses a convicção adquirida de que o poder político só se pode exercer de maneira formalmente legal. Tem umas partículas embora finas do modelo soviético no tempo estalinista e do modelo chinês maoista cujo exercício do poder ultrapassava a legalidade.

A tentativa de manipulação de normas jurídicas, pondo em causa as instituições democráticas, são um sinal do frenesi pela imposição de normas que põem em causa a lei fundamental desafiando o Tribunal Constitucional que até a poderosa Chanceler Merkel respeita no seu país, revelam uma inclinação para um tipo de poder neototalitário.

Este governo, como tal nunca visto, é perito em violações deliberadas da Constituição da República. Ao colocarem a questão sobre a forma de interpretação da lei fundamental pelo Tribunal Constitucional que segundo os apoiantes do governo é errada significa que, e apenas eles, são os detentores da verdade interpretativa. Pinta de pensamento único que os aflige não poder exercer.

O serão vai longo. Por aqui se fica…     

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:46
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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

Léxico do politiquês

Marques Mendes na Revista Visão de quinta-feira defende a liberdade de escolha na educação que se prevê ser consubstanciada pelo governo num tal cheque-ensino ao qual nem sequer se refere, pelo menos enquanto conceito. Mas sobre este tema pode ler-se o blog seguinte.

O que achei espantoso, e apenas como um exercício de linguagem politica, foi o senhor propagandista em determinado momento do seu artigo de opinião se referir a uma coligação negativa de uma determinada direita burocrática com a esquerda mais conservadora. Espanto meu! Comecei logo a pensar em rever e reestudar toda a minha linguagem política. Estava perante uma autêntica revolução dos conceitos naquela ciência.

A literatura e jornalismo políticos sempre se referiram à direita como os conservadores (embora direita e esquerda não sejam fáceis de delimitar nos seus espectros políticos). Na Inglaterra há os Trabalhistas e os Conservadores, nos EUA os Republicanos, também denominados conservadores e os Democratas e, em qualquer dos países, segundo eles, os conservadores são assim chamados assumidamente com muita honra. Então fiquei baralhado.

A direita combate a esquerda por esta ser pelo progresso e pela evolução de uma política mais virada para o social em vez da manutenção das estruturas sociais mais clássicas e conservadoras.  Agora Marques Mendes chama-lhes conservadores. Para ele, com certeza, a palavra conservador, em política, adapta-se consoante os interesses do momento para confundir os patetas dos portugueses que este governo deve considerar mentecaptos. Pelo menos assim parece, de acordo com a baralhada das intervenções do primeiro-ministro, quer pelos termos utilizados quer pelo tipo de leis que manda elaborar e aprovar. Requalificação em vez de despedimentos, poupanças em vez de cortes, convergência em vez de cortes nas pensões, mobilidade especial em vez de deslocações forçadas… São tanta e tais que nem há paciência para escrever todas. Davam um dicionário de coelhês.

Já cá faltava também este com uma novilíngua como a do governo. 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:16
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Domingo, 8 de Setembro de 2013

O apego ao poder por interesse nacional

 

Mesmo nas eleições autárquicas votar na manutenção desta gente, esquecendo-nos do engodo em caímos aquando das últimas eleições legislativas é sermos duplamente parvos. A democracia fez-se para que haja mudanças, não que se espere que a situação melhor a curto prazo, mas para que, em conjunto, quem governa e é governado partilhem dos mesmos objetivos geradores de uma unidade de facto de emergência nacional e não de uma qualquer união nacional que apenas garante os interesses de quem está neste momento no poder.

  

Ainda desligado dos comentários políticos e dos aparecimento constante e propagandístico do primeiro-ministro nos canais de televisão, contemplo o mar sereno a partir de uma varanda num lugar do algarve fora do reboliço do mês de agosto, preferencial da maioria dos portugueses, não resisti, mesmo assim, de refletir sobre atitudes e comportamentos politiqueiros de quem dirige o governo deste país de quem a a maioria que o elegeu já está farta.

O apego ao poder do primeiro-ministro Passos Coelho, a sua inexperiência política e a falta de competências governativas é uma mistura explosiva quando se trata de governar um país em crise. Teria sido mais sensato se os portugueses tivessem na altura optado por uma solução de, quem provocou a crise que a gerisse e nos fizesse sair dela porque tinha pleno conhecimento das suas causas e consequências. Mas o engodo foi lançado e aqui estamos nós. É bem de ver que a atual liderança do PSD foi impulsionada pela amálgama da direita mais radical do partido e por uma geração de alguns retornados na ânsia de reconquistar poder e dinheiro através do estado.

O Estado para esta gente é demasiado grande e gastador, há que reduzi-lo à sua infíma espécie que apenas sirva os interesses dos políticos e de quem gravita à volta deles. Um estado que sirva apenas os que governam e os que já se alinham para governar.

Querer governar a todo o custo acima das instituições democráticas e das leis fundamentais nunca foi uma boa política para acordos com outros partidos sejam eles da direita ou da esquerda. O mais grave é que o primeiro-ministro para pagamento de favores, porque chegar a uma liderança tem custos, rodeou-se de assessores e conselheiros (?) jovens radicais inexperientes na governação que acumulam incompetências perigosas e com desconhecimento da cultura e sentir da maior parte das populações do país. A prova está nos desaires e desastres políticos e económicos que foram manifestos nestes dois últimos anos, apesar de casos pontuais de algumas poucas medidas positivas.

O que tem valido a Passos Coelho é o CDS/PP, também este agarrado ao poder, com os desaires oportunamente provocados e convenientes, mas que, à custa do partido que apoia se vai enterrando cada vez mais. Por mais que custe a Paulo Portas o CDS sairá mais ferido e enfraquecido do que quando entrou. O PSD dos jovens radicais neoliberais, se não forem neutralizados, se encarregarão disso.

Passos Coelho e a sua trupe de “advisers” parecem desconhecer que governar um país e uma nação não é apenas propaganda partidária concertando saídas e eventos para aparecer à hora nobre nos canais de televisão dizendo as vagas patacoadas do costume. Em vez de unir desune, ora elogiando o que o governo tem feito, mas não fez, ora atacando a oposição por não ir de encontro aos seus caprichos governativos. Como é óbvio o papel da oposição em democracia, é fazer oposição não é participar nos desmandos de quem governa.

Apesar da importância do contacto com o país é no gabinete que se estudam e preparam com tempo e consciência os dossiers para a tomada de decisões e resolução dos problemas para bem coordenar os conselhos de ministros, coisa que Passos Coelho parece desconhecer.

Mesmo nas eleições autárquicas votar na manutenção desta gente, esquecendo-nos do engodo em caímos aquando das últimas eleições legislativas é sermos duplamente parvos. A democracia fez-se para que haja mudanças, não que se espere que a situação melhor a curto prazo, mas para que, em conjunto, quem governa e é governado partilhem dos mesmos objetivos geradores de uma unidade, de facto, de emergência nacional e não uma qualquer união nacional que apenas garante os interesses de quem está neste momento no poder.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:19
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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013

Servirão os briefings do Governo para o controle da informação?

Imagem TVI24

 

Não há paciência para isto. Começaram hoje os briefings do Governo, mas tiverem antecedentes. O ministro Poiares Maduro foi empossado para a coordenação dos diversos ministérios do Governo e para ultrapassar os problemas de comunicação com o público, isto é, a forma como o Estado deve comunicar com os portugueses. Para tal encomendou ou vai encomendar mais um estudo desta vez para conhecer a forma de como fazer chegar a mensagem. A ideia é fazer aproximar, em tempo de crise, os cidadãos ao Governo. Como se o problema dos disparates que o Governo tem feito conduzissem ao descontentamento popular devido aos problemas de comunicação.

O problema da comunicação não é novidade porque, comentadores da área dos partidos que sustentam o Governo, face a notícias que vêm a lume que indignam até o cidadão mais apoiante vêm dizer que o que se diz não é bem verdade, o que houve foi um problema de comunicação. Outras vezes quando o primeiro-ministro faz uma declaração, mesmo que tenha sido bem clara, como mais do que uma vez aconteceu, e, posteriormente, entra em contradição, lá começam os “sacristãos” a desdizer o que se disse transformando o erro e a mentira em problema de comunicação. O que se pretende no final é a utilização de técnicas comunicacionais mais eficazes para ludibriar os portugueses.

Não se sabe hoje, momento em que se iniciaram os briefings, se o estudo já foi ou não entregue, se é que alguma vez chegou a ser feito e se aqueles foram uma consequência destes. Mas interessava saber por que eles foram pagos com os nossos impostos e com os “cortes” nos salários e pensões que também contribuíram.

Há uma solução para os problemas de comunicação que se usava muito na ex-União Soviética, e, para quem se recorda também no tempo do Estado Novo, embora de outra forma mas com o mesmo objetivo, é torná-la monolítica através do controle da informação antes de ser divulgada.

Marcelo Caetano, nas suas conversas em família, não tinha problemas de comunicação porque, o que ele dizia era assim e pronto, mesmo que estivesse enganado ou o que anunciasse fosse contra o que o ”público” pensasse ou viesse a dizer…

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:55
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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

Mentiras e promessas

Mentiras e promessas


Tente descobrir quem foi o político que proferiu estas frases que, mesmo retiradas do seu contexto não alteram em nada o seu sentido. Será também um bom teste à memória, curta que dizem ter o povo, identificar em que contexto e tempo foram pronunciadas.

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:29
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Domingo, 10 de Março de 2013

A que tipo de austeridade nos podem levar consensos

Imagem de: http://cidadedegente.blogspot.pt

1. Os porta-vozes dos partidos que apoiam o governo, esgotados os argumentos às críticas que fazem ao Governo e ao Primeiro-ministro, voltam-se agora novamente para o passado, único argumento que conseguem tirar da manga do casaco. Está já gasta a recuperação do como e do porquê chegámos até aqui. Basta! Já sabemos como se chegou até aqui. O que os portugueses mais querem é que nos tirem daqui e não nos prometam à custa de sacrifício e austeridade, quimeras e prosperidade num futuro que sabemos não chegará.


2. Tenho escrito várias vezes contra os comentadores políticos e contra os chamados líderes de opinião que defendem, no direito democrático de expressão do seu pensamento, alguns pontos de vista numa falsa perspetiva de a bem do país.

Encontram-se neste quadrante os que falam em nome dos que apelidam de sensatos porque não participam em manifestações, se encontram alheios ou ficam perplexos com o que se passa. Como supostos intérpretes dos pensamentos destes grandes grupos onde se dizem estar incluídos, apresentam alternativas em que a economia não seja o único critério para a governação devido à complexidade das relações sociais moderna. Neste último ponto estamos de acordo. O que parece ser duvidoso e me deixa perplexo a mim, e não sou dos que pensam que se devem deixar de cumprir os nosso compromissos, é quando afirmam que há necessidade de um consenso político que tenha como pano de fundo o memorando assinado com a “troika”.

Sugerem ainda que esse consenso deveria ser obtido através da ação presidencial. Não fica claro que tipo de consenso seria esse. De salvação nacional com todos os partidos? Não vejo isso como possível visto implicar a aceitação por todos das condições impostas que seguem a linha, segundo a qual o primeiro-ministro diz estar no bom caminho. Um consenso alargado entre os partidos do Governo e o Partido Socialista que deveria ser forçado pelo Presidente da República? Isto é, implicar e envolver o PS nas medidas que irão ser tomadas e, então, todos os portugueses descontentes iriam aderir e apoiar apenas porque muitos deles se calavam e passariam a sofrer em silêncio e deixar de encher as ruas com o seu clamor de protestos. Os senhores que apoiam este tipo de políticas são de facto líricos ou receiam o avanço eleitoral dos partidos mais radicais de esquerda.


3. Não nos podemos esquecer que o Presidente da República, em circunstância idênticas, na altura do anterior governo, do qual dizia-mos, e na altura com razão, estar fartos, tecia críticas em tons particularmente violentos ao ex-primeiro-ministro Sócrates que ajudou indiretamente a derrubar. Agora a sua orientação é outra. Fala de uma necessidade de “solidez e consistência da coligação governativa” do imperativo da “coesão nacional, que não se esgota na concertação social” e do “consenso político alargado com as diversas sensibilidades da sociedade portuguesa”. Atitude diferente da anterior. Como Presidente de todos os portugueses, facciosismo não lhe falta.

Em síntese a quem serviria um consenso alargado onde as políticas seriam mais ou menos as mesmas mas apoiadas por mais um partido?


Publicado por Manuel Rodrigues às 19:45
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Quarta-feira, 6 de Março de 2013

A memória curta de Paulo Portas e do CDS/PP

Imagem de: http://www.opolvodanoticia.com/

 

 Tudo o que Paulo Portas diz ou venha a dizer é meramente propaganda e marketing. Aliás, basta recordarmos tudo o que dizia quando estava na oposição no tempo do anterior Governo e que agora mandou para detrás das costas do próprio esquecimento.

 

O ministro Paulo Portas passou a ser também o diretor de marketing de Portugal com o apoio implícito do primeiro-ministro. Pelo menos é o que temos visto nos últimos tempos em que Paulo Portas, umas vezes como líder do CDS/PP, outras como Ministro dos Negócios Estrangeiros, anda numa roda-viva a tentar aumentar as nossas exportações e a defender os nossos produtos do sector agroalimentar. Como líder do CDS/PP, como aconteceu no Salão Internacional do Sector Agroalimentar e Bebidas em Lisboa, em finais de fevereiro. Em 2 de março para a India, desta vez como Ministro dos Negócios Estrangeiros, com o azeite e com o vinho, como antes já tinha acontecido com o Brasil.

A comitiva de Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, integra 36 empresas portuguesas de diversos setores onde constavam, entre outras, nomes como os da Corticeira Amorim, Efacec, Martifer, Revigrés, Visabeira, Unicer e Brisa. A banca também está presente, com representantes da Caixa Geral de Depósitos, Banco Espírito Santo de Investimento, BPI. Outro sector, como já disse, foi o agrícola, que envia para a Índia cinco empresas, em especial da área do vinho e azeite.

Não podemos dizer que isto seja mau, bem pelo contrário. Todavia, há algo que nos escapa pois sempre pensei que isso deveria ser da competência do Ministro da Economia ou do Primeiro-Ministro. Estarei enganado?

Isto tudo fez-me lembrar os tempos do início da crise, quando José Sócrates, já em queda, se esforçava por levar comitivas para países que fossem potenciais compradores a Portugal, entre os quais a Venezuela.

Esta roda-viva de Paulo Portas tem dois objetivos, o primeiro é desempenhar um protagonismo que relance na opinião pública uma imagem positiva em contraponto com o primeiro-ministro e com o Ministro da Economia. O segundo é apoiar o seu ministério mais querido, o da agricultura e pescas. O terceiro é ver se consegue salvar o seu partido do atoleiro em que Passos Coelho tem metido o país progressiva e continuamente, minimizando o impacto negativo que venham a ter as próximas eleições para o CDS/PP.Tudo o que Paulo Portas diz ou venha a dizer é meramente propaganda e marketing. Aliás, basta recordarmos tudo o que dizia quando estava na oposição, no tempo do anterior Governo, que agora mandou para detrás das costas do próprio esquecimento.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:33
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

Estamos sempre a ser enganados

Quando o governo e os seus comentadores de serviço nos pedem sacrifícios, falam na despesa exagerada do estado social, na despesa da saúde, na despesa da educação, das pensões muito elevadas devido à quantidade de idosos que existe, (como se eles tivessem culpa de ter envelhecido) dizendo que é necessário fazer cortes, está a enganar-nos a todos. Sabem que, ao fazerem estas afirmações, a maior arte das pessoas não vai procurar a veracidade destas informações falaciosas.
Com objetivo meramente informativo apresento alguns dados recolhidos do Eurostat (European Statistics) da Comissão Europeia, apresentados através de gráficos para mais fácil visualização.
É evidente que cada país tem as suas caraterísticas específicas pelo que se poderia dizer que os dados não são comparáveis entre países, contudo, como os dados são apurados em função da percentagem do PIB dos respetivos países, a comparação torna-se assim possível sem margem de erro. O PIB (Produto Interno Bruto) é uma medida para a atividade económica definido como o valor de todos os bens e serviços produzidos em cada país, retirado o valor de quaisquer bens e serviços utilizados na sua criação. Quando é apresentado o PIB per capita, relação entre o PIB e o número de pessoas de um país, este está expresso em PPC (Paridade do Poder de Compra) de modo a eliminar os erros que possam resultar dos níveis de preços entre países de modo a possibilitar comparações em volume significativos do PIB entre países.
Aqui ficam os gráficos apenas de algumas rubricas para evitar ser exaustivo.


 

 


As despesas de proteção social incluem benefícios sociais, que consistem em transferências, em dinheiro ou em espécie, para:

• Famílias e indivíduos lhes aliviar a carga de um conjunto definido de riscos ou necessidades;
• Custos de administração que representam os custos do sistema, para a sua gestão e administração;
• Outras despesas, que consiste em diversas despesas por regimes de proteção social (pagamento de rendimentos de propriedade e outros).

O cálculo foi calculado a preços correntes.




Indicador é definido como a despesa pública total em educação, expressa em percentagem do PIB. Em geral, o sector da educação pública inclui as despesas correntes e de capital das instituições de ensino público, apoios às suas famílias, bolsas de estudo e empréstimos públicos, transferência de subsídios públicos para atividades educacionais para empresas privadas ou organizações sem fins lucrativos. Todo este tipo de operações no seu conjunto é relatado como despesa pública total em educação.


 

 

 

 


Os agregados «Pensões» compreende parte de prestações pecuniárias periódicas sob a deficiência, a velhice, sobrevivência e funções de desemprego.
É definido como a soma dos seguintes benefícios sociais:
Pensões de invalidez, aposentadoria precoce, devido à redução da capacidade para o trabalho, pensão de velhice, pensão de velhice antecipada, pensão parcial, pensão de sobrevivência, o benefício de reforma antecipada para mercado de trabalho.
Como se sabe, o problema é que desde 2009, as pensões e benefícios de reforma antecipados têm vindo a subir quase exponencialmente não apenas no privado, mas sobretudo na função pública.
Claro que a um ritmo tão crescente que se agravou em 2012, as despesas com as reformas e pensões no seu total terão vindo forçosamente que aumentar. Esta é apenas uma das explicações que se podem encontrar para a nossa posição estar acima de grande parte dos países da União Europeia, o que nada tem a ver apenas com as pensões elevadas que o Sr. Primeiro-ministro tem vindo a divulgar para iludir os portugueses.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:03
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

Cavaco Silva cede a pressão de Passos Coelho

 

 

Ao promulgar o Orçamento Geral do Estado para 2013 sem pedir a fiscalização preventiva do Tribunal Constitucional o Presidente Cavaco Silva cedeu à pressão de Passos Coelho quando este, no início da semana, se referiu às pensões milionárias recebidas por aqueles que mais protestam contra os cortes. Claro que estes são aqueles que podem publicamente manifestar o seu protesto porque todos os outros milhões, que não recebendo pensões milionárias mas que também vão sofrer cortes, não têm acesso aos meios onde possam manifestar o seu protesto.

Cavaco Silva cedeu às pressões de Passos Coelho tendo em conta as seguintes alternativas:

a)      Não enviar o orçamento para o Tribunal Constitucional e ser criticado pelas oposições;

b)   Enviar o documento para o Tribunal Constitucional e enfrentar as críticas da opinião pública com a acusação de, sendo ele um dos lesados com os cortes, ter assim procedido na espectativa de poder haver um recuo face àquelas medidas;

c)      Deixar que os partidos da oposição tomassem iniciativa.

Cavaco, como de costume, tratou de salvaguardar a sua imagem cedendo às pressões de Passos Coelho e do governo, ficando comprometido com a eventual inconstitucionalidade do orçamento e tomou mais uma vez o caminho mais fácil, deixar para outras forças políticas o trabalho incómodo que lhe competiria.


Publicado por Manuel Rodrigues às 15:45
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Ataques de baixa política de Passo Coelho a quem se lhe opõe

Senhor primeiro-ministro, por favor, não pretenda dividir os portugueses para poder “reinar” à vontade, porque outros argumentos já não tem. Não troce dos portugueses!

 

 

Passos Coelho já não diz coisa com coisa e mais grave, insiste em lugares comuns e popularuchos. Para justificar o corte de pensões e reformas a milhões de portugueses, dirigiu-se àqueles que auferem pensões milionárias que, segundo ele e conforme foi noticiado pelo pTjornal, “pedir um contributo maior aos pensionistas que têm rendimentos mais elevados – entre os quais Cavaco Silva, Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite e outras figuras proeminentes que criticam o Orçamento – é uma questão de justiça.” Acrescenta ainda aquele jornal online que as críticas ao Orçamento, segundo Passos Coelho, resultam das perdas de rendimentos que aqueles pensionistas vão sofrer.

Pois claro, é natural, porque aquelas são as vozes que se levantam porque têm acesso aos canais de televisão e à imprensa para se manifestarem e quando falam estão também a falar por muitos outros que estão silenciados e que não têm pensões milionárias.

Cabe perguntar ao senhor primeiro-ministro: e os outros milhões de vozes, maioria silenciosa, que não se podem manifestar publicamente e que também estão a ser abrangidas pela mesma medida?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:36
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012

Ensino obrigatório: afinal em que ficamos?

O senhor primeiro-ministro afirmou na TVI:

 "Temos uma Constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do esforço do lado da Saúde. Na área da Educação, temos alguma margem de liberdade para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal direta que é assumida pelo Estado."

Posteriormente à entrevista veio fazer o desmentido dizendo que foi mal interpretado.

A questão do ensino gratuito obrigatório ou não tem muito que se lhe diga, e não é com uma linguagem confusa e pouco direta que se lançam para a opinião pública pontos de vista, opiniões e estado de espírito que geram confusão e, consequentemente, dão lugar a especulações e polémicas desnecessárias. E o senhor primeiro-ministro é useiro e vezeiro nesta arte muito pouco razoável.

Entenda-se que é necessário explicar muito bem porque é que o ensino público obrigatório não deve ser universal e gratuito e deve ser comparticipado e por quem. Se não é assim então qual é o ensino não obrigatório a que o senhor primeiro-ministro se referia na entrevista se, até ao 12º ano já é todo obrigatório.

O senhor primeiro-ministro ainda acha que a maioria dos portugueses ainda está a viver no tempo das vacas gordas e que o dinheiro abunda nas mãos todos. Ai! abunda, abunda, mas concentrado cada vez mais apenas em alguns!

Se bem me lembro, a opção da escolha entre o ensino público e o privado sempre existiu. O que se prendetende agora é que todos passemos a financiar o ensino público, o que já é feito através dos impostos, através de uma qualquer espécie de taxa moderadora, ou de cofinanciamento para os que quiserem manter os seus filhos no ensino público.

Será que quer isentar isto é, reduzir os impostos a todos aqueles que optem ter os seus filhos no ensino privado porque estes também contribuem, através dos impostos, para o público embora não o utilizem?

Não será que o que o primeiro-ministro pretende que a classe média-alta e a alta não contribuam com os seus impostos para um ensino público, porque já pagam mensalidades chorudas em colégios particulares, cuja qualidade educativa é cada vez mais posta em causa, salvo algumas exceções?

Será que pretende atribuir cheques-ensino com um valor padrão, sem seleção dos destinatários por escalões de rendimento, que apenas servirá os objetivos de uma classe média-alta que já atualmente opta pelo ensino privado, já que a classe média está, cada vez mais, a ser eliminada e as outras já apenas utilizam o serviço público obrigatório?

Ou será que pretende fazer uma espécie de parcerias público-privadas com os colégios, de modo a que o Estado, fique em desvantagem, como em outras situações já bem conhecidas, ficando o pagamento garantido aos privados, mesmo que o número de alunos fique abaixo dos mínimos contratados, e o Estado obrigado a contribuir com o dinheiro dos nossos impostos, quer haja ou não alunos?

Provavelmente dirá o senhor primeiro-ministro que não é nada disto, que o meu pensamento está totalmente deturpado e confuso. Muito bem, se não é nada disto, pois então diga-nos claramente o que é e o que pretende para ser possível compreendê-lo, coisa que até hoje tem sido muito difícil para nós, que somos lerdos, porque o senhor tem sido sempre muito claro. 

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:42
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Sábado, 1 de Dezembro de 2012

O dia da independência e da restauração de Portugal

Defenestração do traidor Miguel de Vasconcelos no Terreiro do Paço
 

A opção deste governo, de eliminar o feriado do 1º de dezembro a partir do próximo ano revela a ignorância e o desprezo pela cultura histórica e política de Portugal e pelo povo português. Não se trata de gozar mais ou menos um feriado num ano, mas o desprezo que estes senhores têm pelo nosso passado histórico, que lhes advém da formação que pagaram em universidades privadas, algumas de duvidosa qualidade e seriedade. Recordo-me, por exemplo, da extinta universidade moderna para não falar de outras que, apesar de terem qualidade pecaram ao oferecer licenciaturas que não deviam, o que levou a que a qualidade do ensino fosse posta em causa por uma condenação pública precipitada, que adveio do oportunismo de alguns deste senhores que nos governam.

Mas isto é revelador da fraca formação que compraram. O dia da restauração de Portugal tem um significado patriótico da restauração da nossa soberania e independência, da então monarquia portuguesa. Não por que eu tenha qualquer simpatia por tal regime político, mas porque o que estava em causa era precisamente a refundação da nossa independência e soberania, coisa que, hoje em dia está cada vez mais nas mãos de terceiros e que se agravou nos dois últimos anos.

Recordo-me, aquando da polémica sobre os feriados a eliminar, de ouvir alguns responsáveis no governo dizerem que este tipo de feriados já não diz nada às atuais gerações. Este argumento apenas confirma o que afirmei anteriormente, ignorância total sobre a nossa história e cultura e a falta de sentido patriótico.

O lamentável é que a ignorância atávica desta nova classe política deve desconhecer que, por exemplo, os Estado Unidos da América festejam com pompa e circunstância o seu dia da independência (Independence Day a 4 de junho). Acham de facto que as gerações atuais dos EUA desconhecem o significado daquela data e que a deixam de festejar? Seria impensável! Mas em Portugal é tudo pensável basta vermos e ouvirmos as entrevistas do primeiro-ministro.

A Alemanha tem um feriado oficial a 3 de outubro 2013 o Tag der Deutschen Einheit (Dia da Unidade Alemã) feriado oficial na Alemanha.

Em França no dia 14 de julho o feriado da Fête National de la France, data revolucionária francesa que se tornou festa nacional, e que é também conhecida como “o Dia da Bastilha" pois foi neste dia que foi tomada a prisão da Bastilha. Será que também aqui as atuais gerações que também não viveram o acontecimento deixaram de festejar este dia? Em Portugal há datas marcantes que são símbolos da nossa história como a Restauração de Portugal, o 5 de Outubro e o 25 de Abril que muitos querem fazer esquecer.

O mais grave é que as imposições vindas do lado da europa do norte, que não têm a mínima noção das tradições e cultura portuguesas são seguidas com reverência, seguidismo e sobreserviência, traindo o país, a sua cultura própria e os nossos princípios e valores sociais, coisas das quia aqueles países nunca abdicam. Passámos a ser uns "paus mandados".

A Restauração da independência que libertou Portugal de sessenta anos de domínio espanhol teve várias causas sendo as seguintes  as mais relevantes:

  • O grande descontentamento geral dos portugueses devido ao não cumprimento das promessas feitas nas cortes de Tomar.
  • Distribuição por Filipe II de Portugal (rei espanhol) de cargos da administração e do governo a espanhóis.
  • Aumento dos impostos, por Filipe III de Portugal (rei espanhol), que provocou várias revoltas populares.
  • Utilização das tropas e navios portugueses nas guerras espanholas contra ingleses, holandeses e franceses.

O que atualmente se vê é outro tipo de traições ao povo português por sujeitos sem sentido de estado, nem patriotismo, que ocupam o poder por questões pessoais que têm a ver, sobretudo, com a sua carreira ou, ainda, porque fora dos governos e da política, a maior parte deles não encontra ocupação.

Veja-se este estrato elucidativo do que foi a restauração da soberania portuguesa, extraído da História Concisa de Portugal pelo Prof. Hermano Saraiva:

“A revolta assumiu a forma de uma operação de surpresa sobre o palácio real. Em 1 de Dezembro de 1640, entraram de súbito no paço quarenta fidalgos, forçando as guardas, e procuraram o Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, cuja morte tinha sido previamente decidida. Abateram-no e forçaram a duquesa de Mântua, prima do rei de Espanha e vice-rainha, a escrever ordens para que as guarnições castelhanas do Castelo de S. Jorge e das fortalezas do Tejo se rendessem sem resistência. Só depois de concluído o golpe foi pedida a intervenção do povo. "Às dez horas do dia - havendo uma que o caso acontecera - andavam as mulheres apregoando peixe pelas ruas, fruta e mais coisas de venda, e nas praças e ribeiras [estavam] as padeiras e tendeiras com aquela paz e repouso que pudera haver se o negócio fora uma coisa de pouco mais ou menos...", diz um memorialista que tomara parte no assalto ao terreiro do paço. Todo o País aderiu à revolução, mal teve notícia dela. Algumas centenas de estudantes portugueses da Universidade de Salamanca voltaram para Portugal, para se alistarem nas fileiras. Mas dos numerosos nobres que se encontravam na corte de Madrid, quase todos ficaram ao serviço de Filipe IV.”.

 

Como é fácil perceber, os tais que se diziam patriotas e com sentido de estado, quando ao serviço do governo dos Filipes, preferiram manter os seus cargos ao serviço de Espanha do que voltar para servir Portugal.

Sobre as analogias que se podem fazer com a atualidade, cada um que faça as suas.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 13:30
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


Memoráveis


Crónica dos dias do lixo



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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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