Terça-feira, 3 de Novembro de 2015

Presos ao passado

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A direita da coligação constituída pelo PSD e pelo CDS-PP anda perdida, vociferando por todos os cantos comunicacionais, chegando até ao ridículo de proferir afirmações que rondam o ridículo e falta de visão democrática. São instintos persecutórios que lhes restam do passado. Os argumentos não são virados para o futuro, mas retrocedem a um passado de maispa de quatro décadas.

Para estes radicais de direita não pode haver negociações à esquerda, apenas à direita desde que seja a deles. Falta de hábitos democráticos que ainda não conseguiram ultrapassar e que, como uma espécie de regressão, recorrem a experiências passadas que aconteceram há mais de 40 anos, recuperando memórias que observam numa perspetiva desatualizada, com dificuldades de harmonização e integração no presente. 

Refiro-me concretamente a Paulo Portas que andou ou anda por ai a falar de golpes de secretaria relativamente ao acordo que o Partido Socialista está afazer com outros partidos mais à esquerda.

Estes mal sustentados disparates devem ser consequência da sua memória curta, apenas para o que lhe interessa, esquecendo-se do que disse em 2011 num debate frente a Passos Coelho. Mas a isto já Isabel Moreira lhe respondeu, e bem.

Ao que Paulo Portas disse chama-se, sem dúvida, enganar e, sobretudo, confundir a população que o ouve.

Há para aí umas alminhas que argumentam que 70% dos Portugueses votaram no chamado CENTRO e que é abusivo que António Costa pretenda cozinhar um programa de governo influenciado pelo BE e PCP. Ou será o contrário? Ou ainda influência mútua a que se chamama negociação? Especulações gratuitas, talvez influência de Paulo Portas.

Dizer que os portugueses votaram num centro que tem 70% de votos parece ser abusivo porque num regime parlamentar como o nosso a contagem é feita pelo maior número de deputados que um, ou vários partidos, conseguiram eleger. Não é o caso da coligação de direita PSD.CDS-PP. Deste modo também se pode pensar o contrário, os portugueses votaram numa esquerda maioritária.

Por outro lado, o que é isso do CENTRO? Estamos a falar de uma direita neoliberal que, ao longo dos últimos quatro anos e meio, não demonstrou tendência alguma para ser CENTRO, inclusive abandonando a sua matriz social-democrata. Os que defendem esta matriz calaram-se porque o poder sabe bem. A ver vamos depois que o percam.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:19
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo e vamos dizendo I

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O primeiro-ministro o vice-primeiro-ministro e os ministros preocupam-se mais com a propaganda ao governo, com a Câmara de Lisboa e com António Costa do que em governar.

 

E agora Paula Teixeira da Cruz o que vai fazer após arquivamento por falta de provas do inquérito sobre a "sabotagem" do Citius? Pediu desculpa mas o caso era técnico, mas era técnico e não político mas pediu desculpas. Frustrada a intenção de arranjar dois bodes expiatórios forjados através de um relatório interno encomendado o que fazer agora? Aconselha-se uma saída limpa da ministra, talvez?... Ou….

 

Falcatruas e corrupção relativas aos vistos Gold elogiados e fomentados por Paulo Portas. Tábua de salvação para Teixeira da Cruz que está a tirar dividendos políticos que serve de lavagem para a sua imagem. Implicados há-os também no seu ministério, no seu partido e no seu governo. Deve ser com grande mágoa que diz o que já disse em tempo que a justiça é para todos e que ninguém escapa, a impunidade acabou seja para quem for. Grande tábua de salvação para a barraca da reforma da justiça. Lá por dentro deve haver um vale de lágrimas. Falta saber se tudo isto não vai ficar em águas de bacalhau…

 

Cavaco pergunta o que é que os gestores da PT andaram a fazer mas a talvez a aterosclerose o tenha feito esquecer que condecorou um desses gestores, Zeinal Bava, a 10 de junho passado. Mas lá vai lançando para o espaço político a ideias do manifesto de se evitar o desmembramento da PT.

 

Poupanças e austeridade só para alguns. A AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai abrir delegações na Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Finlândia, Noruega e Timor Leste. Via cria uma rede de especialistas, mais uma. Quanto nos vai custar tudo isto? A eficácia é duvidosa e terá sido avaliada. Talvez mais uns tachos para dar empregos a desempregados das famílias da maioria do Governo. P'ra a frente Portugal!

 

Passos Coelho aparece em tudo quanto é sítio debitando discursos comicieiros de pouca envergadura para poder aparecer nos ecrãs das televisões e fala apenas para os seus apaniguados do partidos e da coligação. Será que ainda não se apercebeu que estamos fartos da sua imagem?

 

A saga da família Espírito Santo continua… Até onde não sabemos. Será que irá acabar sem condenações e em prescrições como é habitual para certos senhores privilegiados. Quanto ao BPN o silêncio continua. Será que a Presidência da República decidiu desviar o seu exercício de influência para outros campos que não sejam o Governo e a Assembleia da República?

 

António Costa é criticado por criar as tais taxas e taxinhas nomeadamente a de um euro para as dormidas em hotéis a reverter para um fundo de investimento destinado a melhorar infraestruturas para o turismo. Costa contra ataca e diz que o Governo cobra 12,50 euros por cada embarque dentro do espaço europeu e 23 euros se for para fora do espaço europeu e em cada dormida cobre 4,61 euros relativos ao IVA. E aos turistas também lhes é cobrado 23% de IVA que antes era de 13%. Quem que ganha e quem é que perde a lançar o disco das taxas?

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:39
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Os ruidosos

O que devemos reter sobre o que se passou a semana anterior em torno caso das pensões é que jamais se deve dar crédito aos elementos deste governo de Passo Coelho e a ele próprio, porque, para esta gente, o que é hoje já não é amanhã. É bom que todos nos lembremos disto quando formos votar, mesmo nas eleições europeias, porque seremos um reflexo na Europa do que formos em Portugal.

 

Estes senhores do faz de conta que governam, experientes em disparates, trapalhadas e enganos, quando os cometem refugiam-se e apressam-se a dizer que houve falha de comunicação e que, o que estava subjacente não era bem isto, mas aquilo… Outras vezes queixam-se do ruído da comunicação que eles próprios criam, propositadamente ou por incompetência. Mesmo tendo colocado Poiares Maduro como responsável pela dita comunicação do governo pouco ou nada melhorou, em alguns casos até piorou tal como se viu na semana anterior.

As declarações do secretário de estado da Administração Pública num "briefing" foram a base para o ruído causado, não digo pela comunicação o social já que ela foi mais ou menos coerente no relato das declarações, mas refiro-me à trapalhada e à atrapalhação de elementos do Governo onde claro está, não poderia deixar de estar incluído o primeiro-ministro Passo Coelho.

Aquela semana foi dominada por declarações contraditórias sobre os cortes de pensões e sobre a sua transformação ou não em definitivos. Os cortes de pensões e de salários são a matéria preferida do Governo, aliás única, sobre a qual conseguiu governar, mal, até hoje.

Quanto ao vice-primeiro ministro, como anda no joguinho do toca e foge, lança umas tantas bocas costumeiras, depois recua para não dar muito nas vistas.

Nesta polémica do diz, que diz, mas não disse o que disse, etc., estiveram no centro da polémica, para além do referido secretário de estado, Passos Coelho falando em prudência, Paulo Portas com o desmentido ao secretário de estado afirmando que foi um "erro" que não devia ter acontecido", Marques Guedes, dizendo que foi um "alarmismo injustificado" e Luís Albuquerque a dizer que nada estava decidido. A confusão e a trapalhada estavam lançadas.

Até Marque Mendes, um dos comentadores pró-governo da televisão, afirmou sobre os cortes nas pensões: "uma trapalhada monumental". “Mais do que um problema de comunicação, esta é uma trapalhada monumental, a grande trapalhada da semana”. 

O que devemos reter sobre o que se passou a semana anterior em torno caso das pensões é que jamais se deve dar crédito aos elementos deste governo de Passo Coelho e a ele próprio, porque, para esta gente, o que é hoje já não é amanhã. É bom que todos nos lembremos disto quando formos votar, mesmo nas eleições europeias, porque seremos um reflexo na Europa do que formos em Portugal.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:07
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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

A ilusão do milagre económico e o fim da austeridade

 

Os portugueses estão a gastar mais do que o ano passado no mesmo período, cerca de 0,6% a mais. O discurso do Governo é uma espécie de canto da sereia que vai no sentido de proclamar publicamente o milagre do crescimento económico e criar expectativas nos portugueses para que, mais libertos, consumam. Anda toda a gente mais eufórica consumindo acreditando nas expectativas mais do que otimistas do Governo. Se assim for, no primeiro trimestre do ano que vem os dados macroeconómicos podem vir a mostrar  que as medidas do Governo estavam certas e tiveram a sua virtude.

Alguns portugueses estão a participar numa ilusão do tipo espetáculo circense que o ilusionista/prestidigitador Paulo Portas está a oferecer apoiado pelo partener Passos Coelho. Todavia é bom que todos nos acautelemos porque, da mesma forma que temos sido enganados até aqui, o mesmo poderá acontecer no próximo e haja novas medidas inesperadas e inadiáveis de austeridade sem aviso prévio e sem rede que, segundo eles, será culpa sabe-se lá de quem.

Portanto, e com base em experiências anteriores, é bom que estejamos alerta que, com estes senhores nunca é demais.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:24
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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Não há alternativa?

Não há alternativa é uma “buzzword” (chavão) utilizada pelos ultraliberais que Passos Coelho, os seus apoiantes e comentadores a sua área política adotam quando têm que defender medidas que atingem trabalhadores e impõem austeridade e subida de impostos, dirigidos à maioria da população que trabalha ou vive da sua reforma para a qual descontou.

Foi Margaret Thatcher quem utilizou aquele chavão pela primeira vez (there is no alternative) quando começou a implementar a sua política ultraliberal extremista baixando os impostos para o grande capital, agravando-os para quem auferia salários e, para as classes sociais mais desfavorecidas retirou ou reduziu apoios. Ao mesmo tempo liberalizava o mercado financeiro originado, à época, uma a folia desreguladora.

É este o ideal de política que Passos Coelho e Vítor Gaspar (este em conivência com a “troika”) com o apoio de Paulo Portas pretendem impor em Portugal.

Não tenham ilusões todos os que ainda apoiam este governo e o PSD porque, após a destruição económica e social do país que cumpriram em menos de dois anos, quem ainda os apoia, com exceção de um grupo muito restrito de satélite, não irá com certeza auferir de quaisquer das vantagens de uma hipotética recuperação que demorará muito mais tempo a reconstruir do que demorou a ser destruída. Devemos deixar-nos de clubismos partidários e abrir os olhos. Sem poder de compra não irá haver recuperação porque não haverá quem queira investir a curto prazo. Se o fizerem entrarão no esquema do abre e fecha. Basta contar as empresas ou negócios que durante estes dois últimos anos abriram e, passados alguns meses tiveram que fechar. As exportações são importantes, mas será que algum país, a não ser onde exista miséria extrema, pode deixar de ter consumo interno? Aliás, talvez seja isso mesmo que estão a planear fazer em Portugal, colocar grande parte da população em situação de pobreza, originando para além de uma exclusão social, uma consequente exclusão política.

A minha “buzzword” é que em “democracia há sempre alternativas” a não ser que haja quem não queira, ou nos impeça que elas existam. Alternativas únicas existem apenas em contexto totalitário e de maiorias absolutas pouco democráticas.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:24
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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