Quinta-feira, 20 de Julho de 2017

O artificialismo da oposição de direita

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Ah! Senhora, Senhora, que tão rica

estais que, cá tão longe, de alegria

me sustentais cum doce fingimento!

Em vos afigurando o pensamento,

foge todo o trabalho e toda a pena.

 Lírica de Luís de Camões Canção IX

O Governo, ao contrário do que a oposição de direita pretenderia, tem funcionado naquilo que mais interessa aos portugueses com a caminho da consolidação das contas públicas, com a redução do défice, o crescimento económico, o investimento, o desemprego, as exportações,  conseguidos e que reconstruiu a credibilidade de Portugal no exterior sem os arbitrários, cegos e interesseiros cortes perpetrados pelo anterior governo em conluio com a troika, em favor de, sabe-se lá, que outros interesses, terá levado o então primeiro-ministro a dizer alto e a bom som que teria que ir para além da dita.

O desgaste do Governo que a direita pretende provocar à custa da tragédia dos lamentáveis incêndios atiçados por terroristas incendiários venham eles donde vierem, não é para o bem de Portugal nem da sua população, é-o, apenas, por questões exclusivamente de interesses partidário.

A direita quando foi governo esqueceu-se dos enormes incêndios e não descobriu na altura falhanços em SIRESP ou outro, fechava-se em copas indo de férias e a Proteção Civil que se amanhasse. Tendo falhado no compromisso para com os portugueses quer também que este falhe. Esta é a pior direita de que tenho memória (não contando com os tempos quentes de 1975 e 1976), quer nos processos, quer nos métodos de atuação.

Durante os dois anos e meio da chamada geringonça a direita caldeou conspirações e preparou o terreno a vários níveis. O ministério público por exemplo parece um cacifo com caixinhas de surpresas que vai abrindo ao saber de certas agendas políticas quando se aproximam eleições, e fecha aquelas cujo seu conteúdo possa vir a quebrar as telhas de quem tem telhados de vidro. Chama-lhe a isso tempo judicial. Não me recordo de ver o mesmo afã diligente quando se trata de corrupção e outros feitos de políticos ou figuras públicas da direita.

Canais de televisão procuram por todo o lado quem sem credibilidade queira dar a cara para, por tudo por nada, atribuir culpas ao Governo. Veja-se um indivíduo da região de Leiria que a TVI descobriu na altura da catástrofe de Pedrógão Grande atribuindo-lhe tempo de antena na hora nobre. Nada disse, mas serviu para atacar o Governo mesmo sem apresentar provas ou qualquer argumento válido. Tudo serve!  Na anterior legislatura passava-se o inverso, procurava-se tudo e todos os que viessem a dar o seu contributo a favor do governo.

O que se passou, e ainda passa, no último mês não é a favor de Portugal é contra Portugal. É a síndroma da perda do poder por uma direita capaz de “tudo” para recuperar o que, por culpa dela, perdeu, pretendendo voltar a recuperar mesmo sem um projeto definido para apresentar.  Alimenta-se de casinhos por aqui e por ali pata fazer oposição

Sem nada para oferecerem os partidos da eis aliança PáF, PPD/PSD e CDS-PP, cada um por sua vez, ou em simultâneo, voltam-se para acossar o Governo e os seus ministros que, afinal, é uma forma de esconderem as suas próprias fragilidades.

As eleições autárquicas aproximam-se e a preparação do Orçamento de Estado para 2018 já está em curso, há que fazer propaganda. Utilizam todos os canais disponíveis, redes sociais incluídas, para a desinformação e para criar instabilidade.  Não propõem soluções porque as não têm. Fazem um tipo de oposição partidária que recolha alguns dividendos eleitorais e nas sondagens. Os canais de televisão, em conluio, dão uma ajudinha para deitarem lume na fogueira. Não informam, atiçam o lume com a desculpa de ter que servir todas as tendências, é assim a democracia na comunicação social. Verificamos isso pela proveniência dos comentadores selecionados que comentam sem contraditório. Desconheço o critério, mas parece que, segundo eles, os espetadores não têm nada que saber. É comer e calar. São mais de noventa por cento da oposição da direita. As exceções são sempre em debate a dois e poucos todas as outras são monólogos escondidos sob uma falsa isenção. Os jornalistas moderadores muitas das vezes até facilitam tendencialmente a tarefa ao interlocutor. Há exceções, claro. Mas refiro-me uma visão generalista e de conjunto.

A isenção no comentário político não existe. Há sempre uma vinculação quer ideológica quer partidária. É assim, sejam ele da direita ou da esquerda.  Outra coisa é confrontarmo-nos com uma grande maioria de comentadores da direita que falam sem serem contraditados.

À boa maneira da estratégia de comunicação que beberam e que veio do tempo de Salazar têm agora ao seu dispor para a propagar novos meios de comunicação para onde lançam notícias falsas, numa tática de contra informação, deturpando acontecimentos, enganando e cultivando ódios. Utilizam o regime democrático que dizem defender, mas que, nem sempre, perfilham. Isto é, apenas o perfilham, quando lhes é conveniente. Fazem de qualquer acontecimento um sismo de alta magnitude na escala política com a ajuda de alguns servos fiéis e dedicados à causa.

Pelo meio geram-se sinistras e poderosas cumplicidades que acabam por trazer para o debate político casos pontuais que vão desenterrando aqui e ali, mas que nada têm a ver com o debate daquilo que às pessoas interessa, ajudados pelos fiéis instalados nos órgãos de informação que, em vez de informarem, utilizando-os para levar ao público, ele mesmo desinformado, um escrutínio pré condenatório, seja do que for, sem julgamento, ultrapassando o limiar da luz dos factos.

Para a direita há nomes que devem ser queimados a todo o custo. Não vivem bem com a competência à esquerda, preferem que a sua própria incompetência seja a que custo for, mesmo que os portugueses tenham que pagar por ela. Não gostam que a verdade atrapalhe um bom plano desestabilizador.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:11
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Terça-feira, 27 de Junho de 2017

Oposição da direita e credibilidade das notícias

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Aqui da Beira onde me encontro tenho evitado emitir opiniões sobre uma situação que foi de terror para muitas populações. Mas há duas que não pude deixar passar sem um comentário qué são o desespero da oposição de direita, nomeadamente do PSD, acompanhado por alguns jornalistas dos órgãos de comunicação, televisão e imprensa que, ávidos de notícias polémicas e de furos jornalísticos que possam beliscar aqui e ali o Governo, lançam para a opinião pública notícias não são validadas nem confirmadas. Estas notícias foram baseadas em boatos originados e propagados por fontes pouco credíveis, nomeadamente quando se entrevistam aleatoriamente testemunhas envolvidas no próprio acontecimento e sempre que se verificam situações de catástrofe.  

Assim foi o caso de avião de combate ao incêndio que se teria despenhado apenas porque foi ouvido um ruído de explosão que passou por ser semelhante à queda duma aeronave. Resta saber se esta notícia não terá sido propositadamente fabricada, depois dada como boto para criar mais achas nas fogueiras que se atiçavam nas notícias divulgadas.

Figuras da televisão também elas ávidas de protagonismo, como Judite de Sousa, dando-se ares de grande repórter vai para o terreno colocando-se em falso risco para mostra em direto um cadáver coberto com um oleado amarelo que aguardava remoção que, no dizer desta candidata a um prémio bullytzer do jornalismo (nome inventado por mim a partir de bully, não confundir com prémio Pullitzer), estava ali sem ter sido retirado. Queixas para a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação choveram bastantes, mais do que uma centena. Comparou então ela o que fez com outras imagens que, lá fora, sempre o lá fora, também, embora noutras circunstâncias, tinham sido divulgadas. E, claro, era inevitável, a direção da TVI veio, apressuradamente, em sua defesa dizendo que ninguém dá lições de jornalismo. Presunção e água benta não lhes faltam.

Claro que o líder do PSD sem nada para fazer oposição agarra-se também a boatos que divulga através da comunicação: suicídios devido à tragédia, internamento hospitalar de uma tentativa de suicídio. Alegando que lhe tinha sido fornecida essa informação pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande. Qual terá sido o objetivo? E mais, Passos Coelho falou ainda da falta de psicólogos para assistência às populações. Tudo isto se confirmou serem notícias falsas, desta vez veiculadas pelo próprio líder do PSD do qual veio depois pedir desculpa. É inadmissível vindo dum responsável partidário da oposição!

Isto apenas revela a desorientação da direita que, sem nada para fazer oposição, vendo as suas convicções de orientação para o país derrubadas, que dizia serem únicas, procura na tragédia que provocou a perda de bens e de vidas humanas algo onde se agarrar.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:39
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017

Será que para burros só nos faltam as penas?

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Depois do contratempo de Barcelona voltei ao ativo editorial deste blog. E começo pela questão da dívida pública que, a propósito, foi ontem constituída mais uma plataforma que elaborou um relatório sobre como a pagar em é substituída a palavra reestruturação por forma de pagar. Conclusão? Há agora dois relatórios e uma convicção comum: a dívida é excessiva.

Ultrapassado o problema do défice a direita PSD centra agora a sua “raiva” oposicionista sobre a dívida pública sobre o que evitava falar e discutir.  A direita há tempo trás, quando estava no governo nem queria ouvir falar nisso alegando na altura dificuldades que se prendiam com os mercados, e diabolizava todos quanto se referiam à palavra reestruturação da dívida. Lembrou-se agora a direita de constituir uma plataforma donde saiu um documento sobre o tema, após ter sido apresentado um outro elaborado por um grupo do PS e BE.

Compreende-se que o problema da dívida é melindroso e há que pegar nele com algumas pinças. No entanto, a direita nem com pinças lhe queria tocar. Parece agora que tudo mudou, porque, indo a reboque constituiu uma “plataforma” que autodenominou de PCS, Plataforma para o Crescimento Sustentável, (sigla que mais parece um disfarce, pois as letras P, C e S da referida sigla podem até querer significar Partido Comunista Social, ou coisa que o valha. Uma mistura de PC com PS, com um C no meio, talvez!).

A dita plataforma diz não ser do PSD, mas que é próxima do PSD. Isto é, aos seus elementos falta-lhes apenas o cartão de partido, porque, de resto, está tudo lá. Tentam fazer parecer que não é aquilo que é fazendo dos outros burros. Faz-me lembrar aquela anedota em que um sujeito diz para outro: “Para burro só lhe faltam as penas”. A reação foi imediata: “Mas burro não tem penas!” Ao que o primeiro responde: “Bom, então não lhe está faltando nada.”

A PCS diz-se uma “associação independente, sem filiação partidária”. Todavia, quem pertence ao conselho consultivo é Francisco Pinto Balsemão, um dos fundadores do PSD que, pelos vistos, parece não querer ser do PSD nesta andança, já que são apenas próximos do PSD conforme declaram. Neste momento ainda não se vislumbra o posicionamento de Passos Coelho face a esta plataforma PCS.

O projeto que o grupo de trabalho do PS e BE apresentou para discussão e reflexão sobre o tema da dívida pública tem que ser analisado e avaliado com algum cuidado para não ter um efeito contrário ao pretendido, pondo em risco a estabilidade dos mercados no que se refere aos juros e “ratings”.   

Prevendo outros ventos europeus sobre a gestão das dívidas públicas a direita, que diz que a sua plataforma não é PSD, mas que é PSD, vai a reboque, dizendo que não se trata de reestruturação, mas da forma de como pagar. Tirando o PCP e BE, alguém pretende o perdão, ou disse que não se devia pagar a dívida? O que esta direita pretende, como sempre fez, é confundir, enganar, baralhar.

Recordo que a primeira ideia apresentada sobre uma eventual restruturação da dívida lançada para debate, já lá vão mais de três anos foi o manifesto subscrito por 70 personalidades portuguesas que defendia que a reestruturação da dívida devia obedecer a três condições: abaixamento da taxa média de juro, alongamento dos prazos e reestruturação, pelo menos, da dívida acima dos 60% do produto interno bruto. Um dos subscritores que assinou o manifesto foi Manuela Ferreira Leite do PSD, que, na altura, foram diabolizados por Pedro Passos Coelho e pela sua “entourage” que, agora, e ainda bem para o PSD, mudaram de ideias.

O grupinho PCS quer um plano pós-troika de reformas para pagar a dívida, mas o que eles entendem por reformas já nós sabemos bem. O pós-troika é o regresso ao passado troikista com outro nome, e mais adocicado. Tudo isto não é mais do que um engodo, para ver se conseguem subir um pouco nas sondagens que andam muito pelas ruas da amargura, lá isso pode ser.

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:21
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2017

Zombies versus Judas

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As intervenções de ontem na Assembleia da República por parte do PSD e do CDS, sobretudo as do primeiro, foram uma espécie de deserto inóspito onde nada sobrevive. Sem nada para dizer ou para oferecer como alternativa senão as mesmas receitas do passado vão-se fazendo de vivos através duma oposição circunstancial sobre a qual se vão arrastando, alimentando-se de nada. Atravessam um deserto de ideias como uma espécie que, aos poucos, se vai extinguindo.

São um grupo de gente que não produz nada de prático limitando-se a fazer oposição de casos. O PSD perdeu o prestígio que adquiriu pela sua história e pela elevação das suas ideias. Está agora a pagar o preço da sua deriva neoliberal.  A sua oposição ao atual governo faz-me lembrar do conto de Christian Anderson, em que uma criança pôs em evidência um facto dizendo “olhem o rei vai nu” e, então, todos os presentes começaram a murmurar que, de facto, não trazia nada vestido, mas que, até então, não se tinham atrevido a gritar.

A direita está bloqueada, faz uma oposição casuística dos acontecimentos sem nada para apresentar. Argumenta com casos circunstanciais e sem um corpo que possibilite uma alternativa. A sua alternativa é a do passado, aliás confirmado pelo próprio Passos Coelho quando diz: “Este Governo e esta maioria têm um único cimento, que foi repor rendimentos. O nosso problema não é repor rendimentos, é repô-los ao ritmo que não ponha em causa o equilíbrio de que precisamos para não voltar atrás”, sustenta. O líder do PSD acrescenta que “o único cimento que esta maioria teve foi para reverter reformas estruturais importantes que se tinham feito” e acusa o atual Governo, do socialista António Costa, de não ter feito “nenhuma reforma estrutural”. Mas que reformas fizeram eles? O que significa para eles esse vago conceito a não ser dividir o país e cortar a eito, sem quaisquer critérios, fazendo com que todos, e a sua clientela eleitoral, acreditássemos em que não havia alternativa?

O que ele diz agora não é mais do que repetir, por outras palavras, o programa do passado que, apesar de tudo, ajudou a travar a despesa, mais por obrigação do que por mérito. De qualquer modo fazia parte do seu programa empobrecer o país, apenas alguns, com um programa mais gravoso do que aquele que a troika trazia no bolso. A direita com a sua liderança agarrada como está ao programa original do passado que não pretende, nem pode alterar, sob pena de descredibilização, limita-se a discordar de tudo, mesmo da evidência dos indicadores, desvalorizando-os com argumentos falaciosos e desviantes. Preocupa-se porque as divisões que criou nas pessoas e no país, assim como as crispações que causou esboroam-se e a tendência é, de novo, a da união.

Mas eis que está a surgir, qual fénix renascida (pássaro da mitologia grega que, quando morria, incendiando-se, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas), o antigo dirigente do PSD, Miguel Relvas, a defender que o partido “tem de virar a página” e a “apresentar um projeto alternativo” aos portugueses, e propõe Luís Montenegro, o atual líder parlamentar, como potencial rosto do futuro do PSD. O PSD parece que vai de mal a muito pior. elvas e Montenegro são cúmplices absolutos de tudo o que se passou no passado e continua ainda a sê-lo. É bom recordar que Relvas foi o braço direito de Passos Coelho e a sua muleta, juntamente com o engenheiro Ângelo Correia, este na opacidade.

Relvas que é um ‘patriota de mérito’ disse a jornalistas que não vai voltar à vida política, mas continua interessado no futuro do país. Houve um político do PS que afirmou do atual líder que é “um oportunista político filho da crise global, um servidor de interesses e um líder sem pensamento político”. Penso que, apesar de tudo, é ofensivo e que há pensamentos de responsáveis políticos que não devem ser verbalizados desta forma. Outra coisa é poder interessar à esquerda e ao centro esquerda que lá Passos permaneça no seu lugar.

Quem na altura própria fez tudo para elevar Passos à liderança e a primeiro-ministro está agora a contribuir para o fazer cair, são as judas da política que se perfilam para banir os mortos-vivos que por lá andam revestindo-os com novos trapos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:44
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Domingo, 26 de Março de 2017

Fazer oposição ao país

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A quem disser que tenho uma obsessão em publicar “posts” relacionados com Passos Coelho eu digo que é verdade. E como não a ter quando este senhor vai para fora, desta vez em Paris, fazer uma oposição disfarçada ao seu país, desta vez, embora de forma suave, mas intencional, para quem o quisesse ouvir, inclusivamente os tais mercados de quem ele se socorria quando esteve no governo para aterrorizar que sem se lhe opunha.

As medidas extraordinárias utilizadas, ou não, para diminuir o défice, dizem apenas respeito aos portugueses e são validadas e escrutinadas por Bruxelas, e basta.

Passos vai para fora fazer oposição, não contra o governo, mas ao próprio país, desdenhando recorrendo a uma espécie de elogio ao que foi conseguido. Mais ainda, lamenta-se e coloca-se no passado como vítima. Afinal, vai pedir lá fora que também o ajudem a fazer oposição. Vejamos então as suas declarações com sublinhados meus.

O líder do PSD afirmou em Paris, perante uma centena de pessoas na sede do partido Les Républicains, que o défice de 2,1 por cento do PIB foi alcançado com "medidas extraordinárias" e "será outro desafio enorme este ano para chegar ao mesmo nível".

 "O objetivo do défice foi alcançado, porém, com medidas desta natureza. O que significa que será outro desafio enorme, este ano, para ver se conseguimos chegar ao mesmo nível e outro tanto para o ano a seguir e por aí fora. Será difícil", indicou Pedro Passos Coelho, em Paris.

O líder do PSD afirmou, ainda assim, estar "satisfeito" por se ter cumprido "um défice claramente abaixo de três por cento", o que "é bom" tendo em vista uma saída do Procedimento por Défice Excessivo. Claro que aqui finge-se congratulado, também era o que mais faltava! Mas logo a seguir capta os louros para ele, “Fizemos muito por isso quando estivemos no Governo e achamos que o país fez o esforço que precisava e que merece para poder sair desse procedimentodisse.

E lá vai no seu propósito lançando para o ar o lamento alertando para que o número foi alcançado através de receitas extraordinárias que se fosse ele a tomar "caía o Carmo e a Trindade".

Chega! A oposição faz-se cá dentro! Será que não está preocupado com os mercados?

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:48
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

Falsas preocupações

Os que estiveram à frente da governação num passado, ainda não muito longínquo, fizeram as suas trapalhadas mas nunca ninguém se demitiu nem foi demitido. Caso das listas VIP, por como exemplo, quando Paulo Núncio era secretário de estados do tesouro no ministério de Maria Luís Albuquerque. Paulo Núncio teve uma tirada teatral no caso dos 10 mil milhões que se esgueiraram para os offshore entre 2012 e 2015 o que, diga-se, parece ser muito mais preocupante do que os SMS’s trocados entre de telemóveis de quem quer que seja, com quem quer que já foi, o que ainda deve dar muita satisfação que se saiba a Lobo Xavier.

O golpe de teatro de Paulo Núncio, dando-se ares de tomar uma atitude ético-moralista, que não teve no caso das listas VIP, vem tentar mostrar-nos agora uma integridade política que na altura não teve quando responsável do tesouro.

Isto de assumir responsabilidades governamentais “póstumas” pedindo a sua demissão dum qualquer cargo partidário, neste caso no CDS, já nada nos diz, e nada muda. Isso é lá com ele e com o partido a que pertence, para nós, portugueses não interessa nada. O que nos interessa, isso sim, é o que se passou, o porquê e o como. Claro que o PSD, oportunisticamente, e mais uma vez querendo mostrar-se isento e de princípios éticos corre pressuroso a reclamar uma comissão de inquérito. Tudo bem. Mas não passa duma tentativa para salvar a sua alma porque o caso deu-se quando o PSD e Passos Coelho estiveram no governo e Maria Luís Albuquerque era a sua ministra das finanças.

Eu, cá por mim ficarei com a dúvida que é a de saber se foi apenas um mero esquecimento ou falha administrativa, ou se, de facto, não terá havido a intenção de favorecer quem quer que fosse. Isso de pedir a tal comissão parlamentar de inquérito ainda me levanta a suspeita de ser uma espécie de manobra para enganar o Zé Povinho que ainda acredita num PSD que se quer manter a todo o custo numa oposição que já não é credível. E assim será até que o atual líder se mantiver porque, quando ele sair, os galos que cantam também vão deixar de cantar e eles não querem.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:38
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017

Direita séria, e a sério, precisa-se urgente para Portugal

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A direita tem demonstrado qual é a sua forma de prestar serviço ao país: desestabilizar, com o apoio de grande parte da comunicação social, para ocupar novamente o poder com estratégia idêntica a que partidos extremistas quer de direita, quer de esquerda adotam por esse mundo. Destabilizar, criar convulsões políticas que lhe abram o caminho ao poder. Quando não há motivo inventa-se um que passe a ser, supostamente, um assunto nacional. Só falta o golpe de Estado palaciano.

Faltava agora o sinistro ex-Presidente da República, Cavaco Silva, aparecer com livros e livrinhos e para ajudar a oposição de direita. Lançando piadinhas provocadoras sobre otimismos do então primeiro-ministro José Sócrates. A este pretexto vai fazendo uma provocação subtil ao atual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e a António Costa contaminada por certo estado de espírito dado à invejinha. Posso até pensar que poderá terá havido uma espécie de conluio com a oposição de modo a ser feita nesta altura a apresentação do livro que me parece ser mais uma forma a dar uma ajudinha à sua fação partidária.

Apesar de Manuela Ferreira Leite, quando se lhe fala de Cavaco, entrar sempre em sua defesa, talvez derivado a tempos passados de governo, ele é o exemplo perfeito da representação da direita deste país. O livro poderá ser idêntico a um volumoso resumo de apanhados de alguma imprensa sensacionalista com mais ou menos considerações para ajudar esta direita cuja reforma está a ser pedida há muito.

Esta é a direita da abjeção. A direita do jogo baixo, como sempre foi, mesmo quando esteve no governo. Enganou, omitiu, trapaceou. É uma direita umbilical cujo poder, dizem, lhe foi tirado. É uma direita amoral, sem ética, cuja luta pelo poder se baseia, e só, em atacar pessoas, é uma direita que não olha para dentro de si. Não olha para os submarinos, para os vistos Gold, para as “Tecnoformas”, para as listas VIP das finanças que não se podiam divulgar e outras, é a direita que usa e abusa de julgamentos na praça pública com o apoio de certa comunicação social, é uma direita que olha para os seus interesses em detrimento de todos nós, portugueses, é uma direita onde se encontram alguns descendentes duma elite que, perdendo as colónias e integrados, pretendem  aproveitar Portugal para benefício próprio (felizmente nem todos).

Lembram-se das vezes em que os deputados do PSD e do CDS-PP votaram contra o pedido para ver as mensagens trocadas entre Paulo Portas e os diretores da Mota-Engil? E no caso da Ferrostal, recordam-se? E quando os deputados do PSD e do CDS-PP negaram o acesso a ver as mensagens trocadas entre Maria Luís Albuquerque e os bancos com quem renegociou swaps, recordam-se? E as mensagens trocadas com o Santander Totta como eram? Recordam-se dos deputados do PSD e do CDS-PP terem exigido ver tudo isto tudo alegando a defesa do interesse público?

São agora estes os impolutos e os falsos moralistas. Hipócritas da política, nunca visto em Portugal.

Não lhes vai chegar a CGD, António Costa, e o ministro das finanças. Seguir-se-á a vez do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem não perdoam o apoio institucional que dá ao Governo face aos resultados obtidos. Resultados conseguidos, elogiados, mas pouco divulgados pela nossa “isenta” comunicação social. Recordo apenas que, durante o anterior governo de Passos Coelho, eramos diariamente bombardeados com notícias dos “sucessos” do dia, com o relevo dado a décimas mostrados pelos indicadores, e com os juros quando eram favoráveis da colocação nos mercados da dívida pública. Agora, apenas vemos amostras rápidas dos sucessos do governo atual em notícias dadas atabalhoadamente e de forma confusa.

Precisa-se duma direita sem falsos moralismos, com ética, com valores, séria e faça mais oposição e menos rábulas.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:36
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Oposição carnavalesca da direita

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 A direita PSD e CDS faz-me lembrar aquele tipo de cães de guarda que, quando esfomeados, em vez de ajudarem a guardar a casa, que também é deles, ferram os dentes no sujeito encarregado da sua segurança.  

Entrámos na época carnavalesca e a direita mascarou-se e construiu um carro alegórico que passa na comunicação social apenas aplaudido por aqueles que o ajudaram à sua ornamentação e pretendem que o desfile continue durante a quaresma. Aliás esta direita sempre foi carnavalesca mesmo quando esteve no governo e como sabia que o era pretendeu eliminar o carnaval, senão no calendário, pelo menos no povo.   

Mais lamentável é ainda a comunicação social que alimenta aquele carnaval confundindo notícias com comentários políticos, procurando tudo quanto seja negativo e omitindo o positivo que deveria ser divulgado. Alinhando com a oposição a comunicação social, especialmente alguns canais de televisão, pensando que fazem dos portugueses parvos e selecionam nos seus noticiários o que à oposição interessa. E, quando algo de positivo acontece e não conseguem deixar de o divulgar fazem-no de tal modo confuso em números e comparações que um espectador menos atento ou menos informado ficam sem perceber nada. Ainda ontem, na TVI, no jornal da oito isso aconteceu. Sobre as contas do ultimo trimestre de 2016 divulgadas pelo INE, nem nada. Apenas uma pequena informação onde leva a crer que os indicadores tinham piorado. Alinha pelas declarações da direita. Sobre a declarações de Passos Coelho (embora não agradáveis) sobre o resultado desses indicadores, divulgados ontem pela Antena 3, às notícias, a TVI disse nada.

No último trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) fixou-se nos 1,9%, em relação ao período homólogo, e nos 1,6% face ao trimestre anterior. Mas, para Passos Coelho, o crescimento ficou, no entanto, abaixo das estimativas anteriores.  Defende uma “alteração de política económica” que “o Governo tenha a humildade de concretizar”. Pergunto eu: qual é essa alteração? Voltar à mesma que ele aplicou? Continuamos sem saber porque ele e os do seu partido passam o tempo a falar na CGD, nos mails, SMS, cartas e cartinhas cujo conteúdo não interessam à maior parte das pessoas, tudo numa espécie de carnaval político.  Disse ainda que, “quando a poupança é sacrificada, como foi em 2016, o próprio investimento interno é penalizado”. Boa! Então no tempo dele é que havia poupança quando retirou poder de compra e reduziu salários e pensões?

Direita e televisões em consenso tentam enganar-nos por omissão. Como não poderemos desconfiar do controle da comunicação por grupos de direita?

O corso carnavalesco da direita vai continuar devido ao défice de argumentos que se traduzam numa oposição credível já que a seus argumentos do passado, quando foi governo, estão em derrocada.  Como o diabo não vem a direita quer forçá-lo a sair do inferno, para mal de Portugal, do país e dos portugueses que eles dizem defender. Temos que lamentar a baixeza do tipo de oposição do CDS e do PSD, mais conotada com o PSD, partidos que deveriam primar pela credibilidade política. O que a oposição de direita tem feito é apenas lutar por mais uns pontinhos em termos de décimas a mostrar nas sondagens.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:02
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2017

Fotonovela da CGD ou a crise do não tenho mais nada

Saiba tudo sobre a fotonovela da CGD. Os segredos, as cumplicidades, as receitas partidárias, as conspirações e tudo o que dá para atrair as atenções da comunicação social na “Fotonovela da CGD ou a crise do não tenho mais nada”.

Fotonovela da CGD.jpg

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:39
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

Raiva

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Correndo o risco de me repetir sobre o que ultimamente tenho escrito sobre o lamentável comportamento da oposição de direita vou voltar ao assunto porque me recordei dum livro de 2004 do escritor argentino Sérgio Bizzio cujo título é “Rabia”, “Raiva” em português. Posteriormente o livro foi inspiração para um filme “Rabia” realizado por Sebastián Cordero, que ganhou o 13º Festival de Cine de Málaga em abril de 2010.

É um romance que relata uma história de amor que toma rumos inesperados expondo traços obscuros da personalidade humana e uma contundente crítica social. Atos de ira e intolerância e a paixão incontrolável são a base do enredo. Está implícita uma metáfora para o declínio social de um país e para o ressentimento fortemente presente no seu povo. É um romance que revela a decadência da sociedade argentina.

Mas, o que é o livro tem a ver com a oposição de direita, perguntará quem estiver a ler este texto? Nada. É apenas uma associação que faço com a estratégia da oposição de direita cujo objetivo está a reverter em desfavor do país.

A oposição de direita está em decadência, mantem-se em declínio e lança o seu forte ressentimento sobre o país. Está a fazer oposição com atos que acentuadamente revelam ao mesmo tempo ira, e sofrimento político-partidário intenso. Doutra forma não se compreende esta insistência em casos que já não interessam a ninguém a não para capas de jornais sensacionalistas, outros “jornal-ecos” online, e aberturas de telejornais à falta de coisas importantes para o país e para os portugueses.

Agora esta raiva, ao nível da baixeza, dirigem-na ao ministro das finanças Mário Centeno. Silenciosamente vão verificando os resultados conseguidos o que aumenta a sua ira e, apressadamente, há que pô-lo em causa por insignificância que em nada contribuem interna ou externamente para a imagem do país cujos interesses apregoam defender. Falam em mentira esquecendo-se de quem mais mentiu durante quatro anos e meio com a conivência do antigo Presidente da República.

Obviamente o papel da oposição não é apoiar o Governo, mas o de criticar a orientação política da sua atuação devidamente fundamentada nos seus aspetos essenciais. Até agora nada se viu. Nem sabemos o que fariam melhor nem como. Falam em acordos escondidos, em planos B, em faltas disto e daquilo. Procuram o acessório para ser publicitado na comunicação social. É como um frasco de perfume que apenas contem água colorida no seu conteúdo.

Esta oposição de direita não tem demonstrado seriedade, se é que em política ela pode ou deve existir. Esta atitude não é de agora, basta fazer algum esforço para nos recordarmos de algumas campanhas vindas se alguns órgãos do PSD que usam e abusam da utilização da ofensa pessoal, da desvirtuação de caráter dos seus adversários à falta de argumentos políticos válidos. Seria bom que olhassem para dentro e regressassem um pouco, apenas um pouco, ao seu passado governativo. Apenas se lhes pede, senhores deste PSD, que pratiquem, pelo menos ao nível da oposição política, um pouco de ética e de moral.

Já sabemos que na oposição de direita PSD há quem se esteja lixando para as sondagens, mas não será bem assim porque, caso contrário, não reagiriam apressadamente procurando pretextos de má qualidade para fazer de conta que estão a fazer oposição quando, na verdade, estão a fazer troça de todos nós. É apenas de lamentar tal triste figura. Não é assim que vão novamente obter a confiança dos portugueses. Aliás, apesar do embaraço com o episódio da TSU com o PSD  a reboque da extrema-esquerda que levou o Governo a ter de encontrar uma solução alternativa que simultaneamente agradasse a patrões e parceiros parlamentares, o Partido Socialista recuperou boa parte (0,5%) dos 0,7% perdidos há um mês. Contas feitas, a vantagem dos socialistas sobre os sociais-democratas alarga-se para uns confortabilíssimos 8,6 pontos percentuais. O mesmo se poderá vir a agravar o caso das cartas, cartinhas, SMS e outras coisas assim com justificações contrafeitas.

O PSD acrescenta desastre atrás de desastre para agradar a um pequeníssimo leque dos seus simpatizantes. O CDS, com Assunção Cristas e a sua “ascensão” ao topo do partido não tem conseguido essa a elevação milagrosa. O CDS não se tem assumindo como um verdadeiro partido conservador de direita defendendo os seus ideais. Ora cola-se ao PSD, ora tenta demarcar-se (afinal em que ficamos?).   

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:50
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

É o desespero meus senhores

Espelho meu.png

É o desespero senhores, é o desespero! É um desespero nunca visto em Portugal pelo qual a oposição está a passar. Há um alvo que querem atingir e que não lhes agrada se mantenha no Governo. É o ministro das finanças. Pode perguntar-se porquê e resposta é fácil. Não lhes interessa que esteja em funções um ministro que tem cumprido, a nível das finanças, os objetivos a que Portugal se tem proposto interna e externamente.

À oposição de direita não é Portugal nem os portugueses que lhe interessam é o seu umbigo e a sua autoestima partidária que estão em jogo. Fazer o que eles nunca conseguiram fazer é algo que lhes custa engolir. É a questão do estar a haver alternativa no lugar do bolorento não há alternativa dos neoliberais.

Há uma estratégia construída pela oposição de direita com o objetivo de descredibilizar os que querem compor o Portugal que os neoliberais do PSD destruíram coadjuvados pelos senhores do irrevogável CDS.

Mário Centeno e a sua equipa das finanças é a pedra no sapato desses sujeitinhos, entre os quais Paulo Rangel. Não gostam da equipa. Faz-lhe mal à sua credibilidade que pensavam ter quando estavam no governo do país e que desgovernaram durante mais de quatro anos. Desculpavam-se com a troika mesmo quando o seu líder Passos Coelho clamava para se ir ainda mais além. Com isto pretendem a destruição da CGD a todo o custo. Esqueceram-se rapidamente de todas as trapalhadas que arranjaram quando eram governo sem que ninguém se demitisse.

É a oposição da imundície politiqueira porque não têm nada para apresentar. Desviarem as atenções com grandes tiradas demagógicas que em nada ajuda a compor o país que tiveram a oportunidade de compor, mas que pouco ou nada conseguiram anão ser prejudicar certos setores da população. Até dão a entender que querem a todo o custo uma cabeça seja de quem for, como desforra da demissão de Miguel Relvas.

A fúria e o desespero dessa gente cuja perda do poder parlamentar ainda não conseguiram ultrapassar não tem limites. Tudo serve.

Ideias não as têm e, as que tiveram antes, negam-nas no presente.  Ainda hoje na Assembleia o PSD votou contra uma proposta do CDS que no passado já defendeu. É a desorientação estratégica de tudo.

Pegam agora na discussão da sobre a eutanásia, com a qual não concordo por estar a ser tratada de ânimo leve, e gritam aos quatro ventos vamos propor um referendo.  Apenas têm na manga mexeriquices? Nada mais.

É um falhanço duma oposição que apenas clama nos corredores por vingança e vê tudo apenas com objetivos partidários. Para eles os portugueses devem ser uma cambada de tontinhos que se enganam com frascos de perfumes que apenas contêm água, acolitados pelos seus comentadores de mão que por aí proliferam.

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:57
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

Oposição e comentário político

Marques Mendes5.png

 

A oposição de direita ao Governo não é feita apenas pelos deputados dentro da Assembleia da República e pelos responsáveis partidários fora dela. Faz-se também por militantes dos seus partidos que, com aparência de credibilidade e isenção, são contratados pelos canais de televisão que lhes paga para fazer o dito comentário político. São comentadores partidários, propagandistas do PSD que, uma vez por outra, para darem ar de isentos, criticam também a oposição de que fazem parte.

Um destes comentadores ditos “isentos” é Marques Mendes que comenta no canal de notícias da SIC. Para ele o Governo está esgotado, porque os acordos estão esgotados, está parado porque nada faz. Gostaríamos de saber se, para ele, governar é simplesmente legislar por tudo e por nada sem qualquer efeito mediato ou imediato, sem reflexão sem estudo, sem debate, como fazia o líder do seu partido quando incentivou a divisão entre portugueses e fez atropelos sucessivos à Constituição. Como ele gostaria de ser o Trump português!

Se alguma coisa urgente há que fazer, é conter a dívida pública e dinamizar a economia e o crescimento. Como Marques Mendes muito bem sabe, o crescimento depende, em grande parte, de fatores exógenos a Portugal, que agora com Donald Trump na calha, e com a Europa no estado em que está nunca se sabe o que poderá acontecer.

Aquela personalidade do PSD faz oposição disfarçada de comentário, olhando tendencialmente para o negativo da solução governativa e ocultando o que é positivo.

Aliás o relatório da OCDE que ontem foi divulgado é mais objetivo do que as interpretações por vezes abusivas de quem faz comentários que mais parecem oposição.

Aquele relatório revela potencial existência de "imprevisibilidade, tensões e recuperação lenta da Europa que podem tornar o crescimento mais incerto.”. Há, portanto, causas perigosas que poderão ser derivadas de causas externas. Sobre o Governo de António Costa, o relatório traça elogios à orientação orçamental, mas deixa uma lista de avisos sobre a situação ainda frágil das finanças, sobretudo sobre a “conjuntura externa incerta, a situação da banca que é vulnerável, mas a margem de manobra nas contas públicas é estreita e a dívida pública elevada e o investimento escasso.”. “E o que vê é uma economia a recuperar de forma progressiva, mas onde as “vulnerabilidades estão a aumentar”.

Claro que não existe nenhum mar de rosas depois da coligação de direita ter quase deixado o país destruído a pretexto de “termos que ir para além da troika” e de, juntamente com ela, não ter detetado  mo nevoeiro denso que envolvia a banca ou parte dela.

Se a banca está como está deve-se sobretudo à desgovernação do PSD-CDS com a obsessão por reformas baseadas apenas num sentido, aumento de impostos e cortes de salários e pensões, de resto não passou de rabiscos escritos num papel que para nada serviram.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:25
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2017

Oposição errática e seus segredos

Rangel_Oposição.png

Quem ontem, 26/01, viu e ouviu o programa “Prova dos nove” da Constança Cunha e Sá na TVI24 terá visto que Paulo Rangel comprovou mais uma vez que mistura, confunde, desordena quando faz intervenções. Constança faz os possíveis, como sempre, para manter a imparcialidade nas questões que coloca.

Rangel, face ao que se passou com o PSD e a TSU, sem argumentos válidos e sustentados sobre o que se passou e sobre a nova solução apresentada pelo Governo, enredou-se em raciocínios tortuosos, adulteradamente sofisticadas, fora da realidade e com argumentação dirigida a alguns fiéis e fãs da sua retórica. Acho até que já nem ele próprio se entende, tais são as contradições. Lamentável! Esta posição nada tem a ver com o ser-se mais de esquerda ou de direita, é uma questão de bom senso.

Paulo Rangel dá voltas e voltas para justificar e alterar a realidade histórica muito recente que o seu partido construiu, negando as evidências com argumentos cujas dialéticas chegam às raias do absurdo. Quando os argumentos dos seus opositores o contradizem e não lhe agradam interrompe criando propositadamente entropias na comunicação.

Por outro lado, Rangel diz que o que o PSD fez é oposição ao Governo. Lá nisso terá razão, mas é uma oposição sem lei nem regra gerada apenas por egoísmo partidário e revanchista. O PSD queria ser governo minoritário e como enfrentaria uma maioria parlamentar que, para todos os efeitos, lhe seria hostil? Foi isso que fez com a TSU, hostilizar o Governo.  

Álvaro Beleza do Bloco de Esquerda que ontem substituiu Fernando Rosas, apesar de estar à altura dos seus parceiros de debate está menos à vontade do que Fernando Rosas desta vez esteve ausente.

A estratégia adotada pelo líder do PSD da oposição pela oposição, do meu ponto de vista, tem os dias contados. Neste aspeto quem tem mostrado ter bom senso é o CDS tentando distanciar-se da oposição errática do PSD.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:46
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

Garimpeiros

Garimpeiro.png

O Natal já lá vai e a política da oposição de direita é a de continuar à procura de prendinhas preciosas para oferecer a si própria. Mas não é só a oposição, são também alguns que, não sendo da oposição de direita e considerando-se do PS, fazem oposição ajudando a meter golos na baliza do “clube” a que dizem pertencer.

A pesquiza de preciosidades e a procura de brechas insipientes na política do Governo são a oportunidade que resta à direita para fazer oposição fácil porque oposição afirmativa séria e alternativa, não sabem como fazê-la.

A oposição a Passos Coelho dentro do PSD começa a borbulhara e a fazer sair da penumbra a que se votaram, depois da perda do poder, alguns senhores que então o apoiavam.  Saltitam alguns reagindo a uma possível aliança do partido com o CDS para a Câmara de Lisboa. Autarcas e ex-autarcas sugerem um congresso extraordinário do PSD.  

Seguem-se outros de direita, nomeadamente colunistas de jornais diários que aproveitam para pegar em tudo quanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz ou possa ter dito para fazer manchetes e para o criticar oraculizando esboços de divergência institucionais com o Governo.

Há ainda outros, os que escrevem em editoriais que  o “Presidente não é o menino Jesus e que  por muita fé que tenha, o boletim meteorológico continua a apontar para mau tempo.” Fazem parte do grupo que, entrando na carruagem de Passos Coelho, esperam ansiosos pela paragem onde entra o diabo. Estes eram os defensores das políticas de Passos Coelho no passado.

Vão escavando, garimpam aqui e ali, em tentativas de procurar algo fazendo uma oposição sem consistência. Primeiro foi a CGD, agora são os lesados do GES para os quais Passos, enquanto esteve no Governo, não conseguiu, não quis ou não soube arranjar uma solução. Surgem como senhores das trevas que dizem defender o interesse de Portugal.

Timidamente vão saindo da nebulosidade outros comentadores e opositores vindos duma direita  enfezada, porventura devido a estarem próximo do diabo que dizem estar para vir. Tecem estes críticas veladas ao Presidente da República, ainda de forma comedida, mas que, entre linhas, vão insinuando que o Presidente está em consonância com o Governo por estar a fazer discursos pacificadores. Estes são os mesmos que, durante a campanha eleitoral, faziam campanha e elogiavam Marcelo. Anseiam agora por conflitos institucionais, querem instabilidade porque é isso que os torna vivos.

Estou à vontade para escrever porque sempre critiquei Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente. Reconheço o meu erro, apenas, e só, porque, ao contrário do que pensava na altura, ele veio trazer um contributo para a paz social com uma atitude contrária ao passadista Passos Coelho que, durante o seu mandato, criou feridas, crispações e instabilidade sociais dividindo o que deveria unir, até porque Portugal estava confrontado com dificuldades a ultrapassar que necessitavam de união e não de divisão. Sobre esse tempo e essa atitude, neste mesmo sitio, várias vezes manifestei-me contra.

É mais do que certo que, nem tudo o que o Governo fez, ou se proponha fazer, está isento de críticas, nem tudo tem sido perfeito, mas qual foi a perfeição do Governo da passada legislatura. Aqui entram, mais uma vez, os que exaltam o que bom fez o Governo de Passos que preparou o terreno do que, dizem, estar o atual a aproveita-se.

Não falemos agora da saída limpa e do que, para isso, esconderam sobre o estado da banca!…

Garimpam desesperadamente em terrenos onde nada existe para garimpar.

Apenas como uma nora final tomem nota senhores autarcas do PS, atuais, futuros ou recandidatos, os garimpeiros da política andam por aí e a caça ao nepotismo e a outras atividades menos éticas já começou com a aproximação das eleições autárquicas.  Essas vão ser duras, mais do que se estivéssemos num Governo do PSD onde muita coisa seria ocultada, desculpada e dada sombria visibilidade.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:40
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

Oposição de direita ou os inimigos dos portugueses

Cão Raivoso.pngLamentável a atitude da oposição da direita PSD que, como várias vezes tenho afirmado, à falta de argumentos e propostas alternativas de governo agarraram-se à CGD - Caixa Geral de Depósitos como para fazer oposição que, de facto o não é. Em vez de oposição o PSD faz prova de vida transformando-a numa traquitana politiqueira.

O PSD está a sofrer duma espécie de taquicardia autoinduzida com recurso à CGD e cuja consequência é, em vez de provocar a sua morte provoca estragos nos portugueses. Esclareço que, neste caso, aplico o conceito de taquicardia ao bater anormal e muito rápido do centro oposicionista do PSD liderado pelo ressabiado Passos Coelho.

O PSD não está a fazer oposição e transformou-se num inimigo dos portugueses que sempre e em circunstância adversas confiaram na CGD. Se isto é ser patriota, como muito vezes pregaram quando estavam no Governo, então vale tudo e, no limite até destruir Portugal. Passos deveria tirar o Pin da bandeira portuguesa da lapela porque lhe fica muito mal.

Libertaram a sua raiva porque não têm soluções para nada, nem para a própria Caixa. Perpetraram descalabros económicos e ameaçam um banco que deveria ser dado com um exemplo de solidez e merecer o apoio de todos, pelo menos neste caso. O Tribunal de Contas deu a conhecer hoje o emaranhado da CGD que o anterior Governo provocou.

Até o liberal e grande defensor do PSD e do Governo de direita, João Miguel Tavares, que eu aqui tenho algumas vezes criticado e acusado de ser faccioso, vem hoje dizer no jornal Público que a “CGD não precisa de um tipo baratinho e sacrificado. Precisa do melhor nome possível que exista no mercado, ainda que pago a peso de ouro”.

Diz algum povo por aí, porventura sem conhecimento de causa, e é com isso que o PSD conta: “Pois, eu ganho uma miséria e esses senhores ganham fortunas”. Pois é! O certo é que, eu, e, os meus caros senhores, que assim falam e se insurgem, não conseguíamos fazer o trabalho que eles fazem, nem temos as competências que se lhes exigem.

Alguém arrisca por aí a fazê-lo por um valor que achem ser razoável? Então proponham-se para tal. Eu cá por mim não.

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:01
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Equipas do serviço de limpeza

Limpeza.pngQuem assistiu na RTP3, após a entrevista de António Costa na RTP1, ao painel de comentadores diria que mais parecia uma equipa de limpeza mobilizado para o ataque a um, e para a defesa implícita de outro, o anterior Governo e que, ao mesmo tempo, e que era uma equipa que pretendeu manchar António Costa e o seu Governo.

Foram todos escolhidos a dedo. Era um painel claramente da oposição sem qualquer elemento para fazer o contraditório. Eram quatro, mas cada um, à sua maneira, não queria sair fora das opiniões dos outros. Era um quarteto já conhecido pelo seu uníssono que sempre se mostrou contra a atual solução governativa. É assim que vai a nossa comunicação televisiva em termos da política. São equipas no terreno que em vez de informarem com isenção preocupam-se mais em confundir a opinião pública.

A entrevista iniciou-se, como se esperava, sobre a CGD. Longo tempo foi passado com este tema que nada acrescentou para a solução que é pôr a Caixa a funcionar. O que já disse em tempo, e que alguém também já tinha dito, é que, quem dita a agenda mediática é o PSD. Não há dúvida que a comunicação social parece estar refém de Passos e da direita, daí que a maioria de comentadores e jornalistas serem tendencialmente de direita.

Não interessava, neste caso, o passado e o contributo negativo dado pelo Governo de Passos Coelho para o que se passa na CGD o que interessa é o presente cuja resolução e o imbróglio proveniente daquele famigerado passado.

Não sei em quem votam esses especialistas em política, nem isso me interessa, mas se o sentido de voto está em consonância com que comentam então não terei dúvidas. São agentes de propaganda desta direita coxa. Com certeza que jornalistas e comentadores têm as suas convicções políticas e ideológicas e, talvez, por isso, é difícil a o distanciamento das suas tendências, julgando mal o que possa estar bem. O mínimo que se pede é honestidade dos comentários e não a distorção dos seus argumentos. Ontem um dos comentadores convidados pela RTP3, e não digo o nome, teve a desfaçatez de dizer que havia cartas dum amigo de António Domingues que mostravam que houve combinações prévias com o ministro das finanças no caso da CGD. Teve acesso a cartas dum amigo daquele então administrador? Acabou por dizer que um dia a história se fará para rematar a conversa. Isto, para mim, não é mais do que conversa da treta que revela um certo caráter desse género de jornalistas.

Quem costume ler ou ouvir comentários de analistas que frequentam canais de televisão e escrevem em colunas de opinião na imprensa constatará que são os mesmos que, no Governo anterior, o de Passos Coelho, elogiavam a sua governação e anunciavam, com grande enlevo, décimas de progressos nos indicadores económicos, por vezes, com teses contraditórias, são os mesmos que hoje criticam o atual para defenderem uma direita liderada por Passos Coelho que tem uma estratégia de oposição moribunda.

São esses que pertencem a equipas de serviço de limpeza da imagem de Passos Coelho e que, fora do Parlamento, fazem uma oposição de direita que já se revelou ser má para o país, pelo menos no caso da CGD.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:02
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Sábado, 3 de Dezembro de 2016

Noveleiros da direita

Passos_Noveleiro.pngO PSD com Passos Coelho tem as mãos vazias para fazer oposição. Agora que a novela da CGD está a chegar ao fim procura novos adornos para produzir uma outra versão atualizada para obter protagonismo mediático que lhe possibilite manter-se à tona. Com o pin ao peito a fazer de conta de patriota faz os possíveis para destruir aquilo que, em relação ao sistema bancário, os portugueses mais presam, o banco público. Atrás dele virão novamente neoliberais comentadores e adoradores de Passos titubeando “faits divers” sobre o tema.  

Santana Lopes como candidato à Câmara de Lisboa saiu-lhe pela culatra. Pois claro! Santana pode ter todos os defeitos, mas não é estúpido. O trabalho que está a fazer na Santa Casa está a ser meritório, dá-lhe sossego sem lhe prejudicar futuras andanças na política. Caso fosse candidato pelo PPD/PSD para salvar a imagem de Passos Coelho e perdesse, mesmo por escaços votos a sua imagem poderia voltar a ficara de rastos.

Resta agora a Passos procurar novo candidato ou coligar-se a Assunção Cristas que, estando um pouco chamuscada pelo passado, não parece que queira queimar-se associando-se a a um partido de quem se quer distanciar ainda sem o conseguir apesar do esforço.

Passos Coelho é o seguro de vida duma clique agarrada ao PSD com jovenzinhos de trinta e poucos anos “de alto mérito” como, por exemplo, António Leitão e Duarte Marques, com fracos currículos e que estão na política porque não encontram outros lugares tão bem remunerados em empresas locais. Repare-se que não é minha pretensão fazer cair em descrédito a política nem tenho nada contra os políticos, mas já tenho contra os oportunistas que a utilizam para futuros saltos. Quanto aos antigos, esses calam-se porque ainda não sabem como farão para conseguirem uma saída limpa do imbróglio em que se meteram na ânsia do poder quando apoiarem o atual líder e os seus princípios neoliberais. Mas, como diz o povo, enquanto o pau vai e vem folgam as costas. O discurso da direita está a mudar na UE para se afastar do utilizado pela extrema direita que, em alguns pontos, se apoderou do discurso populista próximo da esquerda e do centro.

O PSD de Passos queria estar no poder? Queria. Tinha em mente manter as políticas que seguiu? Tinha. Tem alguma coisa de novo para se mostrar alternativa? Não. A única coisa que tem nas mãos vazias á a CGD? É. Isso está em consonância com os interesses do país, isto é, com o interesse das empresas e das famílias? Não. Então o que pretende a direita PSD de Passos? Não sabemos.

Os portugueses já não sabem, mas há muitos que para escolherem um partido ligam mais ao aprumo do fenótipo que traz no seu porte elegante e apessoado do seu líder do que ao seu mérito.

À esquerda do PSD há que haver juízo. Como disse ontem Jerónimo de Sousa na entrevista que deu ao jornal Público. As sondagens são cada vez menos fiáveis, lá fora isso verifica-se. Por isso, o PS não pode embandeirar em arco com a subida nas sondagens. Tudo quanto sobe desce e a maior velocidade. Numa aliança parlamentar como é esta duma “geringonça funcional” é o todo que vale. Se um sai pode ser o enterro desta alternativa com a potencial subida da direita de Passos seguido e duma possível vitória ainda que a correlação de forças não se de apresente como tal. O eleitorado é, e pode vir a mostrar-se volúvel. Parece não ser isso que se quer. Não queremos voltar a outros quatro anos de mentiras, trapalhadas e divisões entre quem trabalha, nem quebras de coesão.

Digo eu agora: se não houver juízo por parte da esquerda já sabemos o que pode vir por aí. As sondagens são efémeras!

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:24
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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

Senhor professor não fui eu, foi a quele menino

Não fui eu foi ele.pngAí estão eles agora, os senhores dos comentários e dos editoriais que estiveram ao lado da direita a fazer oposição ao Governo que utilizou como arma política a CGD. Justificam-se passando culpas para tudo menos para quem foi de facto o culpado. Para eles, não era o caso específico da Administração da CGD que estava em causa, era isso sim arranjarem um caso para fazer oposição porque para isso tinham as mãos cheias de pouco ou nada.

Vêm agora alguns dizer que a culpa foi de todos (Diários de Notícias), outro dizem que não, não foi a oposição e sobretudo o PSD que fez mal à CGD foi o Governo (Público). E fico-me por aqui.

Esta gente sabe muito bem porque é que a Caixa está como está. Conhece a situação em que Passos Coelho a deixou por negligência, criando um mundo virtual à volta dela para “fazer de conta” que estava tudo bem, e poder gabar-se de saídas limpas do programa de ajustamento. Pois Passos Coelho pode considerar que, neste ponto, saiu-se bem sujo. Colheu à volta umas ninharias para boicotar a limpeza da sujidade que fez. Passar a sujidade para outros, para não a limpar com as mãos. Se tivesse, na altura em que foi Governo, optado por recapitalizar a Caixa este imbróglio teria sido desnecessário.

A prova de que havia uma intenção do PSD de Passos Coelho de boicotar a recapitalização da CGD foi hoje clara quando votaram contra a injeção de capital na Caixa Geral de Depósitos que tinha sido aprovada por Bruxelas. Desta vez já não teve ao seu lado o CDS que se absteve.

Mais valia que este Passos Coelho e o seu PSD fizessem oposição séria ao Governo em vez de mandar os seus apaniguados tocar flautas sabendo que apenas sabem rabequear.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:26
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Domingo, 27 de Novembro de 2016

Dobrando a barra

Passo Coelho_fazforça.pngBem pode Pedro Passos Coelho e a sua direita no PSD esforçarem-se para dar a volta aos factos, (não apenas os das sondagens), com esforçados e ferrugentos discursos e argumentos, como estivessem a dobrar um ferro direito sem o conseguirem. Os seus discursos, e os do seu braço direito Maria Luís Albuquerque, colaboracionista na situação que o PSD atravessa, estão oxidados.  

Uma hipótese de salvação para esta direita de Passos Coelho é fazer uma oposição aqui, e agora, que passe por novas propostas e alteração de rumo. Um rumo que não se sabe bem qual é, mas que está a agora pedir, em vão, ao Governo. Será o mesmo que seguiu no passado recente, mas sem coragem para o dizer?

Acho que Passos já não diz coisa com coisa e pretende baralhar-nos com isso. Falando para dentro do seu partido na Convenção Autárquica, afirmou ontem que “este primeiro ano de Governo socialista, ´ficou muito aquém` das possibilidades do país, e que em 2016 deveria ter sido um ano com maior crescimento económico, maior geração de emprego e maior redução de divida do que foi. Em primeiro lugar porque a embalagem que vinha de trás assim o permitia". Será que Passos Coelho quer dizer que estaríamos muito melhor e que, por isso, as políticas e as medidas que aplicou quando era primeiro-ministro deveriam continuar? Ou será que queria dizer que deveriam ser reforçadas para empobrecer mais o país (alguns, diga-se) e que então estaríamos muito melhor. Mas quem, o país ou nós os portugueses?

Traduzindo para o português corrente: se Passos não fosse agora um primeiro-ministro no exílio, e o fosse ainda de facto, faria novamente tudo como fez ou faria pior e, assim, hoje, o país estaria muito melhor.

Balelas! O PSD de Passo Coelho está preso entre varas. Não tem coragem de dizer claramente ao país que manteria o mesmo rumo, mas, ao mesmo tempo, afirma que este que está a ser seguido está errado. Se mudar de rumo deixa de ser neoliberal e passa a ser social democrata, o mesmo seria dizer que seguiria caminho idêntico ao que o atual Governo está a seguir. Por outro lado, não tem coragem para dizer que reverteria algumas medidas.

Comparativamente até o CDS consegue estar a ser mais social democrata que este PSD.

Acho que o tempo do reinado neoliberal de Pedro Passos Coelho, de Maria Luís Albuquerque e de outros seus correligionários está a chegar ao fim. Mantêm-se no Parlamento que nada dizem de novo e repetem-se sucessivamente. A novela da CGD, à falta de melhor para eles, é uma forma de dizerem que estão vivos, mas com isso não estão a prejudicar o Governo, mas sim o país.

Podemos perguntar, como fez ontem Pacheco Pereira, qual foi a intervenção do Governo de Passos Coelho durante o programa de ajustamento, face ao que a troika propunha, quando ele antecipava que “tínhamos que empobrecer”.

“É muito relevante saber, por exemplo, quem propôs determinadas medidas na anterior legislatura, o Governo ou a troika? Pergunta Pacheco Pereira no Público.

E continua:

“É que para a história futura é muito relevante saber, por exemplo, quem propôs determinadas medidas na anterior legislatura, o Governo ou a troika? Que discussões existiram sobre a política fiscal, como foram justificados falhanços e elogiados sucessos? O que disse a troika sobre alguns processos de privatizações? É que sabemos muito pouco sobre o nosso processo de “ajustamento”, já sabíamos pouco sobre o que Merkel combinou com Sócrates, como foi feito o memorando, quem disse o quê, quem pediu à troika para incluir esta ou aquela medida”, e aí adiante...

É a isto que Passos Coelho tem que responder e o que, concreta e claramente, propõe se voltar a ser Governo. Não me parece que o vá conseguir, tal é a tacanhez duma certa direita que se infiltrou no PSD.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:14
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Domingo, 6 de Novembro de 2016

Esta oposição de direita é um fiasco

Fiasco.png

A oposição do PSD continua a esbracejar e a gritar como se estivesse a afogar-se lentamente sem que ninguém a ouça por falta de coerência e de estratégia coerente e alternativa. É mais ou menos como aquele sujeito brincalhão que grita do mar por socorro numa certa praia como estivesse a afogar-se, e, quando chega o salva-vidas, diz que estava a brincar. Um dia viu-se mesmo aflito e ninguém lhe ligou. Morreu afogado.  

Grita em voz alta, sobre tudo e sobre nada, que o Governo está a fazer mal e não diz concretamente o que faria se fosse novamente Governo. Já sei, é a velha história do quem governa não somos nós, não temos nada para dizer. É verdade, mas no caso particular do PSD não, porque, um dia, quando houver eleições terá que abrir o jogo novamente e dizer ao que vai e, se não o fizer, então é que vão ser elas. Nessa altura Passos Coelho e a sua “entourage” irão engolir os tais sapos para não ficar entalados, isto se o partido o mantiver até lá.

Quem assistiu ao debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para 2017 terá apreciado o desempenho das intervenções dos partidos da direita PSD e CDS, e, também da esquerda, mas desta já sabemos quais são os seus pontos de vista e gere-os no tempo como muito bem entende e já assistimos, mais do que uma vez, a deixar a direita a falar sozinha.  

A oposição da direita foi lamentável e resultou em nada. Mostrou apenas despeito. Curiosamente, a intervenção de Passos Coelho mostrou uma postura de não rufia oposta à do primeiro-ministro António Costa que ele disse ser rufia. Ao dizê-lo, entrou também no rol dos rufias. Segundo o bem-falante Passos, que não é rufia, as boas ou as más políticas, as boas ou as más medidas parecem depender de quem governa ser mais ou menos rufia. Saltou-lhe o verniz falso, de baixa qualidade, que mostrava usar. Tão falso, como foi desde sempre. Antes, durante, e depois de ter estado no Governo.

Será que vale a pena enunciar novamente as políticas, as medidas e as afirmações atentatórias da dignidade de vários setores da sociedade portuguesa quando o não rufia Passos esteve no Governo? Pronto, já sei, o argumento costumeiro das condições excecionais em que governou. Parece ser óbvio que, à falta de dizer o que faria se voltasse a ser Governo, faria novamente tudo igual, com mais ou menos neoliberalismo à mistura, porque, se o fosse, a sua trupe de assalto ao poder lá continuaria.

Ainda a propósito do menino muito bem comportado Passos, preso ao passado recente, ter chamado rufia a António Costa seria interessante que este lhe colocasse um processo em tribunal como António Peixoto, o da peste grisalha, tal e qual dama ofendida, fez ao sujeito que lhe escreveu uma carta aberta onde lhe sugeria por meias palavras que era um dromedário e outros impropérios.

Ao escrever isto faço-o com um certo receio não me vão também instaurar um processo por abuso da liberdade de expressão.

Mas voltando ao assunto principal. Quais foram então as intervenções da direita? Tal como a conhecida frase “chapéus há muitos seu palerma”, intervenções da direita houve muitas, mas argumentos sérios e consistentes nenhuns. Limitaram-se apenas a cinco pontos sem interesse, desajustados e fuga aos objetivos concretos da discussão:

  1. O Orçamento de Estado tem todos os defeitos sem dizer o deveria ser feito. Falam de orçamento de austeridade, do tremendo aumento de impostos, até falam em cortes de regalias e por ai fora. Passos ora diz que não faria o mesmo ora diz que o faria melhor. Se for o melhor que já conhecemos estamos conversados.
  2. O CDS volta a julgar-se mandatado pelos pensionistas de menores recursos, mas, deixou ultrapassar todas as linhas vermelhas quando esteve no Governo em troca dum mandato para vice primeiro-ministro.
  3. A direita PSD e CDS tentaram passar uma esponja sobre tudo quanto fizeram quando estiveram no poder e, passam agora a criticar o Orçamento de Estado para 2017 dizendo que contem medidas que, como é sabido, eles é que as tomaram quando estiveram no Governo. Risos pois claro.
  4. Quem se der à paciência de procurar e analisar as intervenções e os argumentos que a então oposição PS, PCP e do BE utilizaram durante a governação de Passos Coelho verificará que há intervenções daqueles partidos que agora a direita utiliza quais como se fossem fotocópias. Já lá vai um ano, e nada mudou neste discurso do repete, vai para trás e nada para a frente, diz que vai para a frente mas fica para trás. O que faria a direita, hoje e agora, se estivesse no Governo ou o que fará se para lá voltar? Isso é o que interessa a todos nós portugueses.
  5. O tema principal da intervenção do deputado do CDS Telmo Correia centrou-se em sapos para aqui, engolir sapos para ali e por ai fora, na tentativa de fazer fissuras nos partidos à esquerda do PS. Segundo ele, abdicaram de muitas dos seus pontos essenciais. O que não é verdade pois quem os ouvir falar continuam nesses pontos a manter a sua matriz ideológica. O que faz falar a direita é uma espécie de raiva contida por esta geringonça estar a funcionar, coisa de que não estavam à espera.

Esta oposição de direita é um fiasco.

 

Notas finais:

Há por aí uns rumores de que Miguel Relvas e Marco António Costa do PSD andam a preparar qual,quer coisa. Se assim for então podemos estar descansados porque vai tudo mudar no PSD (ironia).

E, por último dá para rir. O PSD diz com grande desplanto que o Governo e também a Câmara de Lisboa, diga-se Medina, (da resolução do tribunal por causa do caso do Braga Parques) não estão a saber defender o país. Mas, se bem nos lembramos, o imbróglio foi um dos casos criado pelo próprio o PSD quando estava na Câmara e Carmona Rodrigues era o seu Presidente.

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:40
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Livros que estou a ler

Livros que já li

Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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