Sexta-feira, 28 de Abril de 2017

Zombies versus Judas

Zombies_judas.png

As intervenções de ontem na Assembleia da República por parte do PSD e do CDS, sobretudo as do primeiro, foram uma espécie de deserto inóspito onde nada sobrevive. Sem nada para dizer ou para oferecer como alternativa senão as mesmas receitas do passado vão-se fazendo de vivos através duma oposição circunstancial sobre a qual se vão arrastando, alimentando-se de nada. Atravessam um deserto de ideias como uma espécie que, aos poucos, se vai extinguindo.

São um grupo de gente que não produz nada de prático limitando-se a fazer oposição de casos. O PSD perdeu o prestígio que adquiriu pela sua história e pela elevação das suas ideias. Está agora a pagar o preço da sua deriva neoliberal.  A sua oposição ao atual governo faz-me lembrar do conto de Christian Anderson, em que uma criança pôs em evidência um facto dizendo “olhem o rei vai nu” e, então, todos os presentes começaram a murmurar que, de facto, não trazia nada vestido, mas que, até então, não se tinham atrevido a gritar.

A direita está bloqueada, faz uma oposição casuística dos acontecimentos sem nada para apresentar. Argumenta com casos circunstanciais e sem um corpo que possibilite uma alternativa. A sua alternativa é a do passado, aliás confirmado pelo próprio Passos Coelho quando diz: “Este Governo e esta maioria têm um único cimento, que foi repor rendimentos. O nosso problema não é repor rendimentos, é repô-los ao ritmo que não ponha em causa o equilíbrio de que precisamos para não voltar atrás”, sustenta. O líder do PSD acrescenta que “o único cimento que esta maioria teve foi para reverter reformas estruturais importantes que se tinham feito” e acusa o atual Governo, do socialista António Costa, de não ter feito “nenhuma reforma estrutural”. Mas que reformas fizeram eles? O que significa para eles esse vago conceito a não ser dividir o país e cortar a eito, sem quaisquer critérios, fazendo com que todos, e a sua clientela eleitoral, acreditássemos em que não havia alternativa?

O que ele diz agora não é mais do que repetir, por outras palavras, o programa do passado que, apesar de tudo, ajudou a travar a despesa, mais por obrigação do que por mérito. De qualquer modo fazia parte do seu programa empobrecer o país, apenas alguns, com um programa mais gravoso do que aquele que a troika trazia no bolso. A direita com a sua liderança agarrada como está ao programa original do passado que não pretende, nem pode alterar, sob pena de descredibilização, limita-se a discordar de tudo, mesmo da evidência dos indicadores, desvalorizando-os com argumentos falaciosos e desviantes. Preocupa-se porque as divisões que criou nas pessoas e no país, assim como as crispações que causou esboroam-se e a tendência é, de novo, a da união.

Mas eis que está a surgir, qual fénix renascida (pássaro da mitologia grega que, quando morria, incendiando-se, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas), o antigo dirigente do PSD, Miguel Relvas, a defender que o partido “tem de virar a página” e a “apresentar um projeto alternativo” aos portugueses, e propõe Luís Montenegro, o atual líder parlamentar, como potencial rosto do futuro do PSD. O PSD parece que vai de mal a muito pior. elvas e Montenegro são cúmplices absolutos de tudo o que se passou no passado e continua ainda a sê-lo. É bom recordar que Relvas foi o braço direito de Passos Coelho e a sua muleta, juntamente com o engenheiro Ângelo Correia, este na opacidade.

Relvas que é um ‘patriota de mérito’ disse a jornalistas que não vai voltar à vida política, mas continua interessado no futuro do país. Houve um político do PS que afirmou do atual líder que é “um oportunista político filho da crise global, um servidor de interesses e um líder sem pensamento político”. Penso que, apesar de tudo, é ofensivo e que há pensamentos de responsáveis políticos que não devem ser verbalizados desta forma. Outra coisa é poder interessar à esquerda e ao centro esquerda que lá Passos permaneça no seu lugar.

Quem na altura própria fez tudo para elevar Passos à liderança e a primeiro-ministro está agora a contribuir para o fazer cair, são as judas da política que se perfilam para banir os mortos-vivos que por lá andam revestindo-os com novos trapos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:44
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

Políticos residentes e políticos não residentes

Correio da Manhã.pngSócrates é o político residente das primeiras páginas do tabloide Correio da Manhã, da revista Sábado e do canal CMTV. Sempre que necessário, e a palavra necessário pode aqui ter várias leituras, lá vem a público mais uma novidade não comprovada de fonte a que estes órgãos dizem sempre ter acesso.

Hoje foi mais um desses dias.

Sobre outros casos raramente nos informam. Mas nós, o povaréu, gostaríamos de saber o que se passa com o caso do Banco Efisa quando Miguel Relvas, na altura ministro do Governo PSD e CDS presidido por Passos Coelho, decidiu capitalizar aquele banco em 90 milhões de euros e pediu em 2016 para entrar na Pivot, a sociedade que adquiriu o banco Efisa.

Quando em abril de 2016 Miguel Relvas foi chamado a depor sobre este caso recusou-se dizendo que apenas o faria por escrito, tudo isto devido ao que estaria por detrás dum banco que recebeu capital público e tivesse sido vendido a uma empresa privada. Sobre este caso se veio a público foi uma vez e por aí ficou.

E o que nos têm informado aqueles pressurosos órgãos de comunicação social sobre o caso avançado pela RTP em maio de 2015 de Marco António Costa estar a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação, em que se denuncia que terá beneficiado amigos e pessoas da estrutura partidária, confirmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na sequência da denúncia de alegados crimes de tráfico de influências durante os mandatos na Câmara de Gaia.

E sobre os 150 casos de “swap”´s que o Ministério Público estaria a investigar o que nos têm a dizer? Pois é, estão em segredo de justiça. Será este só para alguns e não para outros?

E o que nos dizem os mesmos órgãos de comunicação sobre como se encontra a investigação do caso BES e Ricardo Espírito Santo. E, para ir mais longe gostaríamos que os diligentes órgãos nos fossem informando sobre o caso de Dias Loureiro e do BPN porque disso nada mais soubemos.

Façamos aqui justiça ao CM que em maio de 2015 assegurava que tinha contactado a antiga diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Cândida Almeida, sobre o facto de o processo de Dias Loureiro nunca ter sido direcionado para a Polícia Judiciária. A ex-dirigente do DCIAP não soube – ou não quis – explicar, o que leva o aquele diário a concluir que a investigação foi “abafada”. Esta notícia do CM não é possível ser confirmada já que a página onde se encontraria o seu desenvolvimento dá erro. Porque será?

É importante sabermos mais sobre outros casos porque de José Sócrates já estamos fartos, pelo menos até ao julgamento, quando o houver.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:22
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

Eles andam por aí

Relvas_eles andam por aí.png

Mesmo com a campanha para as presidenciais em movimento as notícias continuam a fluir e algumas das situações adversas para este Governo são ondas de choque do anterior chefiado por Passos Coelho e a sua equipa como, por exemplo, a antecipação de algumas receitas para 2015 e o adiamento para 2016 custos fiscais que diminuem a arrecadação de impostos isto para já falar do caso Banif e o que foi feito pelo Banco de Portugal sobre o BES com o aval de Carlos Costa que tem posto Portugal em causa nos mercados. Não foi por acaso que Passos Coelho e o seu Governo o reconduziram como Governador do Banco de Portugal.

****

Miguel Relvas está na sombra, mas não deixou a atividade das artimanhas. Parece que a licenciatura fraudulenta lhe deu investidura para ser consultor da Pivot apoiando esta sociedade na compra da Efisa. A Efisa é o banco de investimento do ex-BPN que foi vendido à Pivot, uma sociedade de capital português e inglês tendo passado a pretender integrar a lista dos acionistas da Pivot.

Em julho de 2015 a sociedade pública (do Estado) a Parparticipadas, SGPS, SA, leia-se Parvalorem, que tem por objetivo gerir e racionalizar um conjunto de participações financeiras do BPN com o propósito de evitar a perda de valor das suas participadas num contexto de alienação ou de liquidação vendeu, em outubro, a Efisa à Pivot.

Quem poderá estra por detrás da operação é Dias Loureiro, do PSD, e familiar e amigo do ainda Presidente da República Cavaco Silva, que continua por aí sem julgamento.  A antiga diretora do DCIAP afirmou em Maio de 2015, não assim tão longe no tempo, não poder dizer por que é que o processo do ex-ministro não foi encaminhado para a Judiciária.

Segundo o jornal Público, entre 2014 e 2015, o Efisa foi alvo de injeções de capital do Estado, no valor de 52,5 milhões de euros. Apesar de estar sem atividade, desde 2009, mantém uma carteira de crédito em que 30 milhões são de cobrança duvidosa.

Em 2008 o BPN foi nacionalizado por Teixeira dos Santos, ministro das finanças de José Sócrates, tendo sido reprivatizado em 2012 e foi vendido ao BIC, o que já acarretou, até ao final de 2014, um prejuízo real de 2691 milhões de euros para o Estado, ou seja, para quem paga impostos. O Tribunal de Contas, mostrou que, só em 2014, entre receitas e perdas, o saldo foi negativo em 485 milhões.

Para saber mais https://www.publico.pt/economia/noticia/miguel-relvas-na-lista-de-accionistas-da-empresa-que-comprou-o-efisa-1721018

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:19
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Domingo, 12 de Julho de 2015

Coincidência ou não eis a questão

Sendo o conceito de coincidência uma concomitância acidental de duas ou mais coisas ou a existência simultânea de dois ou mais fenómenos, a investigação judicial a José Sócrates que tem animado a imprensa e as televisões, tem tido demasiadas coincidências no seu percurso.

Sempre que algo de relevante interesse, importante (consoante o ponto de vista) se realiza ou é levado a efeito e que diga respeito ao Partido Socialista aparecem notícias sobre detenções, buscas ou algo mais ou menos relevante relacionado com as investigações em curso e não necessariamente apenas com o processo de José Sócrates.

No dia da entrevista com António Costa na TVI, coincidência, mais uma, Armando Vara é detido para averiguações.

Sobre o conceito de coincidência António José Saraiva, diretor do jornal "Sol" tece uma narrativa que, se fosse música, soaria a uma sinfonia burlesca dedicada à revanche sobre alguém por quem deve nutrir rancor e antipatia política.  

Escreveu aquele jornalista no jornal "Sol" que não é propriamente um exemplo de jornalismo sem mácula e independente (se alguém disser que o é, pode perguntar-se de quê e de quem?), escreveu em fevereiro de 2015 um extenso artigo onde pretendia desmontar o que tem sido considerado por alguma opinião pública como não sendo meras coincidências temporais a forma como tem decorrido o processo de averiguação a José Sócrates.

Há quem pense, como eu, que existem razões para acreditar que tem havido, quer se queira ou não, coincidências temporais estrategicamente preparadas que têm existido com várias circunstâncias políticas e há vários factos a comprová-lo, basta percorrer o que ao longo desse tempo os jornais e várias gravações da informação emitida pelas televisões.

José Saraiva deu-se ao trabalho de rebuscar no passado, (talvez nos arquivos de pasquins que dizem dar notícias em primeira mão), casos remotos sobre José Sócrates "notícias" que vão desde o curso aos projetos de engenharia civil, passando pelo processo Freeport onde Sócrates era suspeito e que foi arquivado sem nada de concreto, o que levou penalistas a considerá-lo como "desastroso".

José Saraiva e os "seu" jornal têm todavia memória muito curta no que respeita à legalidade da licenciatura de Miguel Relvas cuja anulação tem vindo a ser protelada enquanto a dos outros 152 alunos já foi anulada. Em fevereiro do corrente ano, a decisão judicial sobre a legalidade da licenciatura atribuída a Miguel Relvas pela Universidade Lusófona aguardava há um ano o despacho de uma juíza do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Lisboa.

 

O processo de Dias Loureiro que apesar de ter sido constituído arguido no caso em 2009, não voltou a ser interrogado e, neste momento, nem conhecemos em que estado se encontram o processo porque a comunicação social cala-se.

Há muito pouco tempo, maio de 2015, a antiga diretora do DCIAP Cândida Almeida afirmou "não poder dizer por que é que o processo do ex-ministro não foi encaminhado para a Judiciária". 

É certo que o jornal "Sol" tem trazido muito de vez em quando algumas notícias pouco evidenciadas sobre o assunto mas, feita uma análise mais detalhada vimos a saber que algumas "personalidades" são tratadas com títulos de alguma condescendência comparativamente a outras. Tratamento jornalístico de mão pesada para alguns, e de mão leve para outros.  

Como o que nos interessa conhecer é o presente e o passado próximo dos factos, o que António Saraiva deveria fazer era centrar-se na explicação de como, por exemplo, é que um tabloide e uma estação de televisão do mesmo grupo económico do jornal que dirige estavam antecipadamente no aeroporto à espera da chegada do avião onde José Sócrates vinha para darem a notícia da sua detenção em primeira mão, sem que outros órgãos de comunicação tivessem conhecimento, sem que outros órgãos de comunicação tivessem conhecimento?

E já agora, apesara de já haver uma certa contenção, fazer um reportagem jornalística sobre as fugas de informação durante o decorrer do inquérito. À falta de melhor vai repescar o passado para avivar memórias, é pena não fazer o mesmo com  Loureiro, Relvas, Cavaco, Passos, Portas e tantos outros.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:09
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Sábado, 29 de Novembro de 2014

O parente pobre do jornal "SOL"

Jornal Sol.png

 

O Jornal i parece ter passado a ser o parente pobre do jornal "Sol" desde que foi comprado pela Newshold, SGPS, SA. Note-se que esta empresa é detentora do jornal "Sol" e agora também do jornal "i". Tenho seguido o percurso deste jornal desde o seu aparecimento em termos de independência e estatuto editorial que tem vindo a sofrer alterações ora mais ao centro, ora mais à direita, ora mais à esquerda. Continuo a ler o jornal mais por ter em consideração muitos dos(as) jornalistas que lá trabalham.

A Newshold, detentora do jornal "Sol" tem 15% da Cofina que é dona do "correio da Manhã" e do jornal de "Negócios" e 1,7%.

Nos tempos áureos de Relvas, dezembro de 2012, saiu uma notícia no "Jornal de Negócios" que divulgava a intenção de Álvaro Sobrinho divulgava nas páginas de hoje do jornal "Sol" a lista de acionistas da Pineview Overseas, a sociedade que detém a Newshold, que era candidata à privatização ou concessão da RTP.

Álvaro Sobrinho é um empresário angolano, antigo diretor do Banco Espírito Santo (BES) em Lisboa e do banco BES Angola até pelo menos dezembro de 2013.

Este empresário detém, a título individual, 5% do BES Angola, assim como cerca de 3% da Espírito Santo International, através de várias sociedades detidas maioritariamente por si. A Espírito Santo International controla, por sua vez, a maior acionista do Banco Espírito Santo, a Espírito Santo Financial Group, a qual, por sua vez, controla o Banque Privée Espirito Santo (BPES) na Suíça, entre outros. Como presidente do BES tinha sido chamado ao Banco de Portugal para dar explicações sobre uma comissão de € 8,5 milhões que teria recebido de uma consultoria dada a um cliente em Angola.

Os editorais do jornal "i" de Luís Rosa que, após a compra, é diretor do jornal, passaram a ser, como já eram, de um neoliberalismo feroz, tacanho e enquistado e pleno de propaganda implícita ao regime, diga-se do governo, que ele mostra defender mais do que comentar políticas.

Fala este sábado da questão da lei do enriquecimento ilícito que tem sido adiada, segundo ele, por falta de consenso por parte do PS. Fala dos casos de corrupção que tem havido, porque mal seria se não o fizesse, mas foca sobretudo o caso de Isaltino de Morais, deixando em branco casos como o do BPN e outros que estão em águas estagnadas. Termina dizendo que temos que ter uma lei do enriquecimento ilícito, o que, para qualquer um parece óbvio, para "não termos mais Isaltinos", diz, como se este caso fosse o máximo do enriquecimento ilícito, esquecendo outros que apenas enuncia mas que estão na base da corrupção e branqueamento de capitais.

Salienta a ideia de Teresa Leal Coelho, uma galinha do PSD que cansa qualquer cidadão por monopolizadora de diálogos, de "passar alargar o crime a todos os cidadãos, permitindo abranger, além dos funcionários e titulares de cargos políticos o setor privado". Quem não está de acordo com esta ideia? O problema é que tudo terá repercussão apenas para o futuro. E todos os casos de enriquecimento ilícito do passado ficam todos a salvo porque, entretanto, ninguém mais lhes vai tocar. Estarão a salvo.

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:05
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014

Desvairados e absurdos

Tendo em conta as declarações atabalhoadas de Poiares Maduro quanto às declarações prestadas sobre o ACÓRDÃO N.º 468/2014do Tribunal Constitucional divulgado ontem mostra que os propósitos do está empenhado em criar crises institucionais a vários níveis e entrou no domínio do desvairo e do absurdo e já chegou também ao Presidente da República a partir do momento em que o primeiro-ministro faz publicamente declarações sobre o que ele deveria fazer antes do próximo Orçamento de Estado.

Durante o encontro do Partido Popular Europeu que decorre em Vilamoura, aos pedidos de comentário às decisões do Tribunal Constitucional Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, afirmou: "Ensinaram-me a não comentar nunca as decisões dos tribunais constitucionais, porque nós também temos na Alemanha um Constitucional".

Mas nós, aqui em Portugal, temos uns importantes e talentosos pensadores que andam por aí e não ouvem estes recados.

Surgiu agora há algumas semanas, às quartas-feiras, no Jornal i uma página inteira com a opinião (diria antes propaganda ao Governo) de Feliciano Barreiras Duarte, deputado do PSD, eis secretário de Estado Adjunto do Ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares que Miguel Relvas foi buscar em 2011 para seu adjunto. É jurista e professor na Universidade Lusófona. Sem querer colocar em causa a sua competência, estamos clarificados.
Não quero colocar em causa o pluralismo daquele órgão de comunicação social, mas uma página inteira em que três colunas são de opinião e o resto meras considerações e pensamentos propagandísticos é demais.  

Claro que, ao lermos as opiniões de mais um iluminado pensador, não estranhamos que chame ao Tribunal Constitucional o tribunal do setor público porque, segundo ele, "As múltiplas decisões que o Tribunal Constitucional tem tomado, tem vindo a alimentar uma ideia clara de que é normal que o Tribunal Constitucional seja o tribunal do sector público e dos reformados portugueses...". É insistir no absurdo. O porquê do absurdo? Porque é absurdo que as medidas tomadas têm sido sempre, e apenas, sobre os mesmos visados, os atrás referidos. Logo, tem que ser sobre aqueles sectores que o T.C. se tem que pronunciar.
Que outras medidas foram tomadas, que não sobre o sector público e reformados, que pudessem ser inconstitucionais e postas em causa pelo T.C.?

Entretanto o Partido Socialista está absorto com os seus problemas deixando para o PCP e Bloco de Esquerda as oposições do costume.

A oposição do PS deixou d e ser assertiva, se é que alguma vez o foi, com a atual direção.

Será que estamos todos no domínio do desvairo e do absurdo?

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:52
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

Ligados pelo pescoço

 

Para quem está de fora dos meandros da política a perceção que se tem do ministro Miguel Relvas é a de que  é um mau político que tem prejudicado o Governo. Se este o mantém é porque existem interesses mútuos que em muito ultrapassam os interesses do país. Há uma imagem interessante que António Capucho do PSD utilizou dizendo num frente a frente na SIC Notícias que Miguel Relvas e Passo Coelho parecem estar ligados por uma corda ao pescoço de tal modo que se um saltar por uma janela o outro vai atrás. Sendo Relvas um prejuízo para a imagem do Governo, como se pode compreender o facto de ainda continuar a fazer parte dele, a não ser o receio de que Relvas, ao deixar o governo, arraste Passos Coelho para a queda. Podemos inferir então que os interesses pessoais e partidários devem ser muito superiores aos interesses do país e dos portugueses. Somos levados a questionar que negócios existirão ou promessas terão sido mutuamente feitas para que tal suceda?

Neste fosso está também mergulhado o CDS, enquanto colaboracionista de políticas que vão, num crescendo, destruindo um país que nem a direita nem a esquerda vão poder recuperar tão cedo. Somos um país que está neste momento a depender quase e apenas das exportações, se estas começam  falhar onde é que nos vamos agarrar. Este governo apenas tem planos de contingência e planos para os cortes mas nada tem a oferecer para alavancar a economia a não ser, e apenas, palavras, nomeadamente as de Miguel Relvas que apenas prejudicam.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:27
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

Políticos dia a dia


 

 Imagem Aventar.eu

 

 Imagem Aventar.eu


Liderança Cérbero ou o monstro de três cabeças

Segundo a mitologia Grega, Cérbero era um cão que guardava as portas do Tártaro impedindo a saída daquele inferno.

O Blocos de esquerda tem uma liderança bicéfala devido ao cocktail de misturas ideológicas.


O governo é tricéfalo porque liderado por três cabeças, Passos Coelho, Miguel Relvas e Vítor Gaspar. Qual deles terá mais poder nas decisões para evitar a saída do inferno.

 

Relvas após ter andado escondido, quiçá envergonhado pelo escândalo da sua licenciatura, regressa agora com toda a sua pujança anda com aquela arrogância que o caracteriza mas que, entrouas causas , provocará a derrocada do PSD. Ele personifica tudo o que a geração prveniente dos retornados preparou ao longo dos anos como um prato de vingança, que  serviram frio, ao conseguirem a tomada do poder.


Passos Coelho anda numa corda banda, dizendo e desdizendo, mentindo e desmentindo.


 

O transformismo semântico que Carlos Moedas metamorfoseou a palavra cortes em poupanças através de uma roupagem sinonímica que Passos Coelho já adotou. Se consultarmos um dicionário veremos que corte é a diminuição da quantidade, interrupção na continuidade de algo, supressão e poupança é dinheiro economizado, economias, gastar menos. Pressupõe, portanto, que possa existir um excedente gastando menos para que se possa poupar. Não estamos portanto a ver como é que, estes “jovens” governantes que fazem circular por aí que são inteligentes, mas que não passam de uns teóricos inexperientes podem, sem cortes, fazer poupanças de quatro milhões. Ou mentem ou pretendem iludir-nos.


 

 

A cabeça de Paulo Portas não faz parte do Cérebro, aparece e desparece à medida das conveniências mas que apesar de não ter voto na matéria se mantem, segundo ele, apenas a bem do país. Ou será da Nação? Mas que grande sacrifício está a fazer pelo país! Sacrifícios estão os portugueses a fazer e são muitos e dolorosos. O CDS/PP não é mais de uma muleta do Governo do qual Portas é cúmplice mesmo que não queira. De vez em quando faz de conta que discorda, mas que, o sentido de Estado assim o exige. Transformou-se numa marioneta do Governo o que o levará a perder, cada vez mais a base de apoio eleitoral que em tempos recuperou. Depois bem pode continuar a fazer números de circo, nem que sejam saltos mortais, que não o fará recuperar. Esperemos para ver.  

Portas agora tem um documento em mãos para preparar, mas já disse que temos que cumprir os nossos compromissos internacionais. Quem é que diz o contrário, com exceção de alguns exaltados, e com razão, mais radicais?



Cada um diz a sua.

Miguel Relvas disse: - O desemprego tira-me o sono.

Passos Coelho disse: - O desemprego não lhe tira o sono. Dorme pouco mas dorme bem.



Coesão Social

Passos Coelho diz que “reforma do Estado é um imperativo de coesão social”.

Talvez, mas a reforma que ele pretende vai no sentido contrário, destruir a coesão social.

Aliás Relvas está a ser exímio nisso, lançando os jovens contra trabalhadores mais velhos. A velha regra do dividir para reinar. Será que pretende lançar no desemprego mais milhares de trabalhadores sem depois arranjar empregos para os mais novos? Ao que chega a campanha enganosa para captar os votos dos jovens. Nunca tive nada contra os retornados, mas este de descendente de retornados, no que se refere à vingança, está no seu melhor.

 

Combustíveis aumentam vejam só!!

Uma nova justificação para o aumento dos combustíveis: o frio no Norte da Europa que obriga aqueles países a consumir mais combustível e que por isso o preço aumenta em Portuga! Agora já não é euro que está a valorizar, arranjaram outra.

O consumo diminuiu 9%. Como manter as mesmas margens de lucro? Aumentam-se os preços. Será isto o mercado livre e a livre concorrência que como dizem fará baixar os preços?



Marcelo Rebelo de Sousa

 

 

Continua com a sua arte de fazer crer na opinião pública uma imagem de independência. O que acontece é que nos meios das suas opiniões há sempre um sútil apoio a este Governo. A última: “a semana passada o Governo melhorou.” Vale a pena fazer mais comentários?

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:57
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012

Os sonhos de Relvas e de Portas

 

 


Pela Revista Sábado de 29 de novembro tive conhecimento que a ministra da Cultura do Brasil disse que “seria interessante contar em filme a história da ida da família real portuguesa para o Brasil, em 1808”, assunto que foi discutido quando a ministra esteve em Lisboa. Até aqui tudo aparentemente normal.

Contudo, a revista Brasileira “Isto É” ainda segundo a revista Sábado “os ministros Miguel Relvas e Paulo Portas gostaram da ideia e sugeriram o nome do ator americano Brad Pitt para fazer de Rei D. João VI, e para argumento e realização, foi discutido o nome de Steven Spilberg”. Para o comissário do Ano de Portugal no Brasil, o filme teria financiamento público dos dois países, apesar das restrições impostas pela troika a Portugal.

Levando isto a sério e a confirmar-se, o que é insólito é, o ministro Relvas, sim, o que comprou um curso tirado em dois meses numa universidade privada, venha sustentar que se contratem atores como Bred Pitt para o papel do Rei D. João VI, que não primava pela beleza e elegância e Spilberg para a realização do filme. Há dinheiro, há, menos para o estado social e para os portugueses sujeitos a austeridade rigorosa. E não me venham dizer que a verba não tem significado porque, quer o ator, quer o realizador sugerido, não cobram, propriamente, “cachets” de saltimbancos, que, contando com os custos da produção do filme seria orçamentado em dezenas de milhões de euros. O Brasil tem um crescimento anual da sua economia de 2,5% do PIB que, apesar das previsões terem sido revistas em baixa em setembro para 1,6% do PIB são, mesmo assim, muito maiores do que as nossas de crescimento negativo para 2013.

Quero ver, se este projeto for para a frente, de onde vai aparecer o dinheiro. Continuam a fazer dos portugueses tolos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:46
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Terça-feira, 10 de Julho de 2012

O valor da creditação de competências de Miguel Relvas

 

Veja-se como o ministro Miguel Relvas aproveitou a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais tirada numa universidade que lhe creditou dezenas de unidades curriculares pelas suas competências e conhecimentos na área.

Segundo uma notícia veiculada pelo Jornal i de 15 de Abril de 2011, Miguel Relvas, na altura secretário-geral do PSD, afirmou ao Jornal Sol que, "Enquanto produzirmos como marroquinos não podemos viver como alemães. Este é o problema de Portugal e essa é a realidade com que somos confrontados pelo euro."

Esta afirmação revela total desconhecimento da realidade política e económica de Portugal e de Marrocos porque, nos últimos anos, Marrocos cresceu economicamente muito mais do que Portugal. Em Portugal entre 2003 e 2010 a economia cresceu em média de 0,6% ao ano mas Marrocos crescia 4,8%. No momento da afirmação de Miguel Relvas o FMI estimava um crescimento para Marrocos de 3,9% em 2011 e de 4,6% em 2012. Pelo contrário para Portugal previa-se, em Abril de 2011, a entrada em recessão com contração entre 1,5% e 0,5% respetivamente. Para aquela instituição internacional só em 2016, Portugal crescerá apenas 1,2%, enquanto Marrocos prevê crescer 5%.

Refira-se agora a responsabilidade diplomática das afirmações visto que Portugal, excluindo U.E., é o oitavo país para onde mais exporta.

As competências do ministro e a equivalência a unidades curriculares e a créditos para atribuição de uma licenciatura pela universidade, parece que não eram assim tão sólidas. Ou será que no plano curricular do curso que lhe foi atribuído não deve constar aquele tipo de competência para quem tira uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais.

 

Já tinha afirmado neste blog que:   "Para a maior parte desta geração de políticos que nos governa, salvaguardando algumas honrosas exceções, é tudo incontornável, o que sempre serve para justificar incompetências, falta de valores e sentido humanístico que não lhes foram dados nas escolas e universidades públicas e privadas pós 25 de abril onde, muitas vezes, se reivindicaram passagens administrativas." Ver em http://zoomsocial.blogs.sapo.pt

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:36
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Sábado, 19 de Maio de 2012

Jornalismo e liberdade de informar

No último "post" abordei a questão do medo. Constata-se que o medo também pode ter a sua influência na liberdade de informar. Jornalistas com contratos a prazo e precários, como qualquer outro trabalhador também têm medo de perder o seu emprego. Neste meio as pressões são ainda mais fáceis de exercer. Veja-se o caso do ministro Miguel Relvas e as suas pressumíveis pressões sobre uma jornalista do Jornal Público para não publicar declarações e incongruências que aquele ministro fez no Parlamento. Vejam só:

 

 O Conselho de Redação do Público denunciou na sexta-feira, em comunicado, que Miguel Relvas ameaçou queixar-se ao regulador do setor, promover um "blackout" de todos os ministros ao jornal e divulgar, na Internet, dados da vida privada de uma jornalista, se fosse publicada uma determinada notícia.

A notícia, da autoria de Maria José Oliveira e que acabou por não ser publicada, pretendia evidenciar "as incongruências" das declarações do ministro, na terça-feira, no Parlamento, sobre o caso das Secretas.

 

Para bom entendedor meias palavras bastam!.... Tívemos o problema Sócrates e a sua interferência com a comunicação social, agora temos estes que o fazem de forma ainda mais descarada.

 

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 11:48
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Crónica dos dias do lixo



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Trabalhos Publicados

Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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