Domingo, 7 de Maio de 2017

Mulher maravilha e girassol da economia e finanças

Mulher Maravilha.png

Atenção a todos o que se atrevam a comentar positivamente a política económica do atual Governo e os seus resultados, fiquem sabendo que não estão habilitados a tal. Apenas instituições nacionais e internacionais e europeias, independentes e iluminadas se podem dar a essa magnificência, embora saibamos que são políticas, mas Maria Luís Albuquerque quer dar a entender que são independentes.

Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, veja lá se tem tento, porque isso de falar sobre a economia do país não é para si, aliás, nem devia falar em nada do que se passa no país, porque o Senhor não tem competência, tá a ver!? O senhor não deve falar em nada, deve ficar lá no seu buraquinho caladinho e, quando falar, deve fazê-lo criticando, apenas, e só, o Governo. Está é uma das formas como podemos interpretar o que Maria Luís Albuquerque, Mulher Maravilha e girassol da economia e finanças, disse numa entrevista. Tal como o girassol ela é um heliotrópico (segue o movimento do sol) que indica o seu caráter solar de esplendor derivado da forma radiada da flor, aplicado às finanças e à economia.

Lamentável a prosápia desta senhora quando, em entrevista em 2016 ao jornal de Negócio, de direita, “critica o modelo económico que está a ser seguido pelo atual Governo, baseado no consumo interno. “O modelo económico não funciona” e “já tinha sido demonstrado no passado”. “O erro deste modelo não é matéria sujeita a opinião. Estamos a falar de factos”.

Agora que parece estar a funcionar mantém-se na dela juntamente com o seu grande amigo líder do ex-governo em que participou.

No Olimpo dos deuses da economia e das finanças só alguns tecnocratas de direita podem penetrar porque só a eles pertencem as verdades absolutas, inflexíveis, invariáveis e inalteráveis. Maria Luís acrescenta maior esplendor ao seu prestígio com a auréola da candidatura pelo PSD à Assembleia Municipal de Setúbal. O seu esplendor não a irá abandonar!

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:03
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

Ler nas entrelinhas

Entrelinhas_1.pngEntrelinhas_2.png

David Dinis, diretor do jornal Público, disse que a entrevista dada por Marcelo Rebelo de Sousa à SIC é para ler nas entrelinhas. Ler nas entrelinhas serve para tudo, é uma leitura subjetiva, é ler aquilo que gostaríamos que fosse escrito ou dito.

Ler nas entrelinhas é ler o que está implícito ou subtendido, é uma inferência, que deduz o que está implícito. Muitas vezes o que se dia ou escreve tem um significado escondido, o autor não transmite diretamente por motivos por causas estranhas, significa encontrar a mensagem escondida que está implícita e propositadamente não foi explicitada.

David Dinis encontra, ao seu modo e ao seu agrado, mensagens implícitas no que o Presidente da República disse na entrevista. Ler nas entrelinhas é uma arte praticada conforme os interesses ideológicos e partidários de cada um que comenta mensagens políticas. Pessoas diferentes farão “leituras entre linhas” também diferentes. Veja-se as diferentes leituras que cada partido faz de discursos, entrevistas, mensagens de políticos relevantes seja um Presidente da República ou um Primeiro-Ministro.

Parece ser objetivo de comentadores e produtores de notícias criar confusão mental e cognitiva aos leitores ou ouvintes fazendo com que, por um lado, as pessoas menos avisadas se sintam impossibilitadas de pensar com clareza ficando desorientadas sobre acontecimentos, e por outro lado, lançar dúvidas, por vezes inexistentes, nos recetores das mensagens.

Só o incompleto e pouco desenvolvido espírito crítico de cidadãos autónomos que capacite para a interpretação das mensagens políticas, raciocinando com lógica não se deixando influenciar é que se compreende os que querem ser os intérpretes oficiosos, de forma subjetiva, das mensagens de terceiros que denominam de “leitura das entre linhas”.

Se eles sabem ler nas entrelinhas nós também, escusamos interpretações.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:08
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017

Porque não te calas?

Zé Povinho.pngNuma publicação partidária do PSD Passos Coelho defende aquilo que até agora ocultou aos portugueses, o que seria o seu programa se fosse novamente governo. Agarra uma frase que Belmiro de Azevedo utilizou há muito tempo, se não me engano no tempo em que Passos era primeiro-ministro, “é preciso deixar de navegar à vista”. Peca pela falta de originalidade.

Fala de reformas sem especificar o que são e o entende por isso. Há coisas que não convém esclarecer. Seria bom, já que todos falam em reformas sem ninguém dizer o que são. Está fora de causa aqui o conjunto de papéis que Paulo Portas arranjou como sendo reformas do Estado quando foi vice-primeiro ministro. Neste momento ainda ninguém me conseguiu objetivamente explicar o que são para Passos Coelho reformas, embora suspeite o que são.

Após a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, em que aborda o crescimento, o ex-primeiro-ministro, agora “no exílio”, pega no óbvio e diz o que deve ser o crescimento económico abrindo o véu ao que será o seu programa mais conservador e neoliberal do que sempre foi o seu.

Para Passos Coelho “O que precisamos agora é de enterrar as políticas de reversão”. Quer ele dizer que é voltar ao corte de pensões, de salários, desmantelamento do SNS, deixar populações sem tribunais, voltar às privatizações de modo a que o Estado, nós todos, fiquemos com os prejuízos e entregando os ativos a quem adquirir o que for rentável. Mostra expectativas de que o diabo venha visto que segundo ele “as reversões que foram realizadas não nos venham a sair demasiado caro”.

E continua, "Quem quer semear para futuro e colher bons resultados tem de orientar as suas prioridades de modo diferente do que temos vindo a observar em Portugal, invertendo as políticas de navegar à vista e preparando uma estratégia de médio e longo prazo que faça sentido". Parece-me bem, mas…, afinal, qual é a estratégia para o médio e longo prazo que propõe para sabermos que o que afirma faz sentido. Precisamos de saber. Queremos optar com conhecimento senão não é mais do que conversa de propaganda idêntica àquela de que acusa António Costa.

Sentiu que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa também lhe foi dirigido, daí replicar falando de realismo nas questões políticas económicas e sociais, porque, para ele "o otimismo e o pessimismo traduzem, sobretudo, estados de espírito que nem sempre ajudam a encontrar as melhores soluções". Tudo bem, mas o que entende ele por realismo? Terão sido todas as medidas que pôs em prática quando foi governo que tiveram resultados insipientes e pouco convincentes de que acusa agora o atual Governo quando, na altura, afirmava alto e bom som que tinha que ir para além da troika? Fala em realismo nas questões sociais quando, no tempo em que governou, provocou a maior crise social de que há memória em Portugal criando injustiças, criando um clima tenso, com divisões sociais e laborais, instabilidade social e quebra da coesão.

Pelo que Passos Coelho afirma podemos perceber nas entrelinhas que é a isso que regressar.

Sustenta uma abordagem realista que permita perceber melhor o ponto de partida, estabelecer um nível de ambição "plausível" e a melhorar a adequação das respostas políticas aos problemas dizendo: "De acordo com esta abordagem realista, Portugal precisa de aproveitar melhor algumas vantagens da envolvente macroeconómica europeia e global e de aumentar a sua resiliência às incertezas políticas externas. Em ambos os casos, o tempo começa a não estar tanto a nosso favor como já esteve". Vamos lá ver se percebo: se o tempo já esteve a nosso favor, e deve estar a referir-se ao passado em que foi primeiro-ministro, porque não conseguiu ele atingir os objetivos que quer agora que outros cumpram rapidamente em condições que se preveem de incerteza?

Argumenta ainda o presidente do PSD que "o tempo não volta para trás", digo eu ainda bem! E cada vez há menos tempo para "tirar partido das referidas vantagens", mas digo eu vantagens que não aproveitou porque já no final do seu mandato dizia frequentemente que a economia estava a recuperar e a crescer. Mas todos nós sabemos ser tão insipientes quanto a do crescimento atual.

É uma proposta de regresso ao passado a que Passos Coelho propõe embora não defina concretamente o que pretende.

É caso para se dizer: porque não te calas?

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:31
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2016

Vasculheiros e patrulhadores

Vasculhar.pngNo vasto campo da imprensa internacional dos países ocidentais onde a democracia existe é um facto que há jornais, diários e semanários, que podemos considerar tendencialmente de direita e de esquerda. Excluo aqui os jornais partidários que saem fora do âmbito.

Se afirmar que em Portugal não há jornais tendencialmente de esquerda e que todos são tendencialmente de direita, dir-me-ão que não é verdade, que há jornais independentes, isentos e equidistantes das duas correntes políticas. Independentes do poder político serão. Quanto à divulgação das diferentes correntes de opinião e ao espaço que lhes é destinado e à frequência diária ou semanal de cada corrente é discutível

É claro que todos os jornais nacionais têm representatividade das várias correntes, só que há correntes mais representadas e com periodicidade mais frequente do que outras. É por isso que, quando consulto jornais portugueses, saltam-me à vista as opiniões de direita e, raramente, opiniões de esquerda. Esclareço que leio ambas sem qualquer preconceito, o que me preocupa é parecer existir, por parte da direita, uma aproximação exagerada aos órgãos de comunicação para que estes lhes sejam favoráveis. A direita, como já disse noutro texto, quer controlar a agenda mediática.

Percorrendo os jornais os desejos da direita e dos seus jornalistas e jovens articulistas de serviço são transformados em prognósticos de que no próximo ano o Governo falhe e que se agrave a conjuntura política que garante o apoio parlamentar. Esperam com inquietude que tudo corra mal. A bem de Portugal, claro! E, como o Ano Novo nos vai trazer eleições autárquicas o desespero aumenta.  Anseiam pelas quedas nos indicadores económicos, pelo aumento dos juros da dívida, pelo aumento do desemprego e que, finalmente, nada corra bem ao Governo. Tudo a bem de Portugal, do país e dos portugueses, claro! Para isso procuram por todos os cantos da casa pó para levantar, mesmo que esse pó não exista, inventa-se para passar a existir.

São os palradores, os patrulheiros que vigiam, procurando, aqui e ali, algo indigente que possam transformar em parangonas, enriquecidas pelo empolar do oportunismo noticioso televisivo.

Para reforçar o que acabo de dizer li hoje algo que me causou alguma perplexidade sobre a opinião dum jornalística que mostra no seu artigo de opinião, publicado hoje no Diário de Notícias, indignação corrosiva com o Presidente da República, mas já lá vamos.

Sou do tempo em que vi a Princesa Leia da Guerra das Estrela, Carrie Fisher, que, infelizmente, faleceu há pouco tempo praticamente de seguida ao falecimento de George Michael. Carrie apesar ser uma argumentista conceituada o seu percurso enquanto artista não foi do mais proeminentes.

Um dos tais jornalistas patrulheiros que parece ser um fã incondicional da artista, insurge-se por o Presidente da República não ter comentado a morte de Carrie, como o fez com Michael, e mais ainda, mostra-se também incomodado por Marcelo Rebelo de Sousa ter tentado negociações, através do ministro da cultura, para ver a possibilidade da continuidade do histórico grupo de teatro Cornucópia que vai fechar portas. O dito jornalista até invoca o artigo 191º da Constituição para criticar Marcelo e par o mandar limitar-se às suas estritas funções. Tão legalista e institucionalista é este jornalista! Não lhe agrada a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa e, por algum motivo (qual será?) descontente com a sua popularidade acha que devia colocar-se muito quietinho no seu lugar em Belém. Mas não contente com isso João Henriques, é o nome do distinto jornalista, termina chamando indiretamente potencial ditador a Marcelo Rebelo de Sousa:

“Alguém então que diga a Marcelo Rebelo de Sousa uma evidência: o que molda os poderes do Presidente da República é a Lei Fundamental. Não é, nem nunca poderá ser, a popularidade e a consequente tolerância dos eleitores. Isso, em Portugal, não é ser Presidente da República - é ser caudilho. Portugal já passou por isso - e deu-se mal.”

Este é um dos garimpeiros e patrulheiros que andam por aí e que, à falta de melhor, vão procurar o acessório para dar uma mãozinha à inconsolável oposição de direita.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:05
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

Garimpeiros

Garimpeiro.png

O Natal já lá vai e a política da oposição de direita é a de continuar à procura de prendinhas preciosas para oferecer a si própria. Mas não é só a oposição, são também alguns que, não sendo da oposição de direita e considerando-se do PS, fazem oposição ajudando a meter golos na baliza do “clube” a que dizem pertencer.

A pesquiza de preciosidades e a procura de brechas insipientes na política do Governo são a oportunidade que resta à direita para fazer oposição fácil porque oposição afirmativa séria e alternativa, não sabem como fazê-la.

A oposição a Passos Coelho dentro do PSD começa a borbulhara e a fazer sair da penumbra a que se votaram, depois da perda do poder, alguns senhores que então o apoiavam.  Saltitam alguns reagindo a uma possível aliança do partido com o CDS para a Câmara de Lisboa. Autarcas e ex-autarcas sugerem um congresso extraordinário do PSD.  

Seguem-se outros de direita, nomeadamente colunistas de jornais diários que aproveitam para pegar em tudo quanto o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz ou possa ter dito para fazer manchetes e para o criticar oraculizando esboços de divergência institucionais com o Governo.

Há ainda outros, os que escrevem em editoriais que  o “Presidente não é o menino Jesus e que  por muita fé que tenha, o boletim meteorológico continua a apontar para mau tempo.” Fazem parte do grupo que, entrando na carruagem de Passos Coelho, esperam ansiosos pela paragem onde entra o diabo. Estes eram os defensores das políticas de Passos Coelho no passado.

Vão escavando, garimpam aqui e ali, em tentativas de procurar algo fazendo uma oposição sem consistência. Primeiro foi a CGD, agora são os lesados do GES para os quais Passos, enquanto esteve no Governo, não conseguiu, não quis ou não soube arranjar uma solução. Surgem como senhores das trevas que dizem defender o interesse de Portugal.

Timidamente vão saindo da nebulosidade outros comentadores e opositores vindos duma direita  enfezada, porventura devido a estarem próximo do diabo que dizem estar para vir. Tecem estes críticas veladas ao Presidente da República, ainda de forma comedida, mas que, entre linhas, vão insinuando que o Presidente está em consonância com o Governo por estar a fazer discursos pacificadores. Estes são os mesmos que, durante a campanha eleitoral, faziam campanha e elogiavam Marcelo. Anseiam agora por conflitos institucionais, querem instabilidade porque é isso que os torna vivos.

Estou à vontade para escrever porque sempre critiquei Marcelo Rebelo de Sousa para Presidente. Reconheço o meu erro, apenas, e só, porque, ao contrário do que pensava na altura, ele veio trazer um contributo para a paz social com uma atitude contrária ao passadista Passos Coelho que, durante o seu mandato, criou feridas, crispações e instabilidade sociais dividindo o que deveria unir, até porque Portugal estava confrontado com dificuldades a ultrapassar que necessitavam de união e não de divisão. Sobre esse tempo e essa atitude, neste mesmo sitio, várias vezes manifestei-me contra.

É mais do que certo que, nem tudo o que o Governo fez, ou se proponha fazer, está isento de críticas, nem tudo tem sido perfeito, mas qual foi a perfeição do Governo da passada legislatura. Aqui entram, mais uma vez, os que exaltam o que bom fez o Governo de Passos que preparou o terreno do que, dizem, estar o atual a aproveita-se.

Não falemos agora da saída limpa e do que, para isso, esconderam sobre o estado da banca!…

Garimpam desesperadamente em terrenos onde nada existe para garimpar.

Apenas como uma nora final tomem nota senhores autarcas do PS, atuais, futuros ou recandidatos, os garimpeiros da política andam por aí e a caça ao nepotismo e a outras atividades menos éticas já começou com a aproximação das eleições autárquicas.  Essas vão ser duras, mais do que se estivéssemos num Governo do PSD onde muita coisa seria ocultada, desculpada e dada sombria visibilidade.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:40
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Quinta-feira, 10 de Março de 2016

Finalmente fora

Marcelo e Passos.png

Hoje foi a tomada de posse do novo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e a saída de Cavaco Silva “o de má memória”.

À volta da tomada de posse do novo Presidente, alguns canais de televisão centraram as suas atenções, acho que em exagero, mais no que se passava à volta de Cavaco Silva do que com o novo Presidente.

Não votei em Marcelo porque considerei que foi um candidato fabricado com a ajuda, e foi muita, da comunicação social. É um candidato que, convictamente, segue uma orientação social-democrata que era a do PSD, antes de ter sido capturado e liderado por Passos Coelho apoiado pela sua camarilha liberal ou neoliberal, como lhe queiram chamar.

Escrevi em blogs anteriores, aquando da campanha eleitoral, que tinha dúvidas sobre a forma como Marcelo Rebelo de Sousa iria desempenhar a sua função como Presidente. Seria ele uma espécie de Cavaco em embalagem light? Não o será, por certo, e podemos esperar que não tenha perdido o seu pendor social-democrata. Entre o discurso da tomada de posse e a passagem à prática a distância poderá se grande.

Após ter ganho as eleições de 2009, (com maioria absoluta apenas conseguida com a grande ajuda do CDS-PP), os que o lançaram e apoiaram cerraram fileiras à sua volta, levando atrás outros que nada tinham a ver com a nova linha de direita que estava a ser seguida por Passos Coelho.  

Passos Coelho e sua gente fizeram do PSD aquilo que nunca é hoje um partido vincadamente de direita apesar de agora apregoar aos quatro ventos que agora voltou o tempo da social-democracia. Noutras circunstâncias já ouvimos Passos Coelho a dizer e prometer e depois na prática executar o seu contrário.

Passos Coelho em 2016 voltou a ser eleito líder do partido por uma grande maioria que legitimou a sua liderança. Foi seguida a tática, como no do futebol, na equipa ganhadora não se mexe. Têm grandes esperanças de, a curto prazo, voltarem a ser poder à custa da “figura” de Passos qual estrela de cinema que capta imensos fãs apenas e só pela figura. Sim, porque os portugueses estimam muito as imagens que lhe são colocadas à frente não apenas na política mas noutras circunstâncias. Veja-se o caso da Cristina Ferreira da TVI! A qualidade dos políticos não interessa, podem até não servir para um cargo mas desde que tenham um boa imagem televisiva está tudo certo.

Ao contrário de Cavaco Silva que durante os seus mandatos foi apenas o Presidente de alguns, poucos, portugueses, o novo Presidente da República, social-democrata convicto, para ser considerado de todos os portugueses terá que alinhar pelo centro direita, mas terá que também alinhar pelo centro esquerda, e até, exatamente ao centro, equilíbrio que não será fácil de manter na estreita barra da política portuguesa. E como fará com a esquerda se pretende unir o que Passos Coelho desuniu? Só o seu desempenho mostrará, no tempo, do que será capaz. Como eu gostaria de me ter engando nas críticas que lhe fiz por altura da sua campanha eleitoral! Ele será talvez o único que nos possa fazer esquecer o anterior Presidente ou, pelo contrário, fazer-nos lembrar quão mau foi o seu antecessor.

Até lá aguardaremos positivamente com espectativa.

Bem-vindo ao inferno da política ativa Senhor Presidente Marcelo!

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:19
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Domingo, 31 de Janeiro de 2016

Promessas, acordos, estratégias e apoio institucional

Costa e Marcelo.pngForam sete dias de silêncio após as eleições presidenciais, tempo para refletir sobre a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa que já era de esperar dada a fraca campanha dos outros candidatos e a também não necessária campanha do candidato vencedor que foi também uma vitória da televisão e a prova da sua influência na decisão do comportamento de voto dos eleitores. Foi a prova de que ainda há uma maioria que se deixa convencer por argumentos frágeis e mais do que repetidos dos comentadores e oradores que puxam sempre para o lado dos interesses que mais lhes convém para os seus objetivos pessoais que escondem sob a capa da defesa dos interesses dos portugueses. Alguns desses comentadores residentes nos canais de televisão dão opiniões públicas para agradar aos "patrões" e garantirem o seu posto e visibilidade. Os poucos discordantes servem para manter as aparências da pluralidade informativa e opinativa.

Parabéns a Marcelo pela vitória que os portugueses lhe deram que obteve sem qualquer esforço.

António Costa poderá ter em Marcelo um aliado, e vice-versa, e, por isso, o novo presidente não irá agitar muito as águas das relações institucionais, potenciando no futuro um pacto entre o PS e o PSD. Basta analisar o que Marcelo disse em campanha. Marcelo Rebelo de Sousa é, devemos dizê-lo, um social-democrata convicto que não se revê na política seguida pela ala direitista mais radical, os neoliberais disfarçados, que ocuparam o seu partido.

Até que o PSD decida o que irá fazer, isto é, deixar o partido continuar a ser controlado por aquela gente ou providenciar para que outros ventos façam ressuscitar a sua matriz ideológica, dando lugar a uma lufada de ar fresco, António Costa não terá grande obstrução por parte de novo Presidente da República.

Agora será o momento do tudo ou nada para o PSD. Passos Coelho apresentou a sua recandidatura à liderança do partido. O poder nos últimos quatro anos e meio soube bem ao PSD e não admirará que não mexa em treinadores que ganham, já que mais não seja pela figura que atrai muita gente que vota mais pelo efeito presença pessoal do que em políticas.

A frase infeliz de Jerónimo de Sousa "Podíamos arranjar uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista" pode aplicar-se à estratégia do PSD que é a de manter Passos Coelho na liderança porque não conseguem arranjar outro mais "engraçadinho" e com um discurso enganador que lhe possa trazer o mesmo número de votos ou mais ainda.

António Costa não tem a missão nada facilitada pela ditadura da União Europeia disfarçada de democracia para quem só os votos na direita são válidos e, tudo quanto assim não seja, há que bloquear por serem maus exemplos para outros que possam vir a surgir por aí. Os pretensos amigos europeus do PS e de Costa, como o SPD na Alemanha, estão enfeudados ao partido de Angela Merkel que parece não gostar nada do que venha da esquerda, seja ela moderada ou não e os partidos de direita no resto da UE estão com ela.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:49
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2016

O engraxador dos portugueses

Marcelo_Engraxa_Sapatos.pngAproxima-se a data da eleição para a Presidência da República que deu uma sensação de perda de dignidade e falta de valor pessoal por parte da maior parte dos candidatos. Marcelo já ultrapassou largamente a votação obtida pela direita nas legislativas de outubro (36,86%), mas está à frente nas sondagens com vantagem de apenas 1,8% para obter maioria absoluta e ganhar à primeira volta.

Apesar de Marcelo avisar que a sua candidatura não é a segunda volta das legislativas, a direita quer arrecadar dividendos políticos e daí aposta tudo em Marcelo Rebelo de Sousa. Maria de Belém que poderia ser o bolo que a direita inicialmente pretendeu abocanhar, já que Marcelo lhe apresentava muitas reticências sobre a posição tomada sobre o atual Governo, e porque, querendo apanhar tudo, atirava à direita, à esquerda, ao centro, em suma, a tudo quanto mexia. Mais uma vez a esquerda dividiu-se e a direita concentrou-se em volta dum candidato. A esquerda não aprende com os erros, os pontos de vista ideológicos e partidário, até para a presidência, tolhem-lhe a racionalidade.

Inexplicáve,l aprioristicamente, é como Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu entrar também no eleitorado de esquerda. A confusão dos eleitores é tal que começa a perguntar-se como é que, existindo um Governo que resultou duma negociação à esquerda, nesta campanha eleitoral para a Presidência da República mostra-se a mais dividida de sempre.

O pior candidato pela sua arrogância e falta de tento de oportunidade política é Cândido Ferreira, pessoa em quem nunca votarei, mas que acertou na mouche quando disse que "ser Presidente da República não é a mesma coisa que participar num casting par um Big Brother". De facto isto aplica-se a todos os candidatos, nomeadamente a Marcelo Rebelo de Sousa" que parece estar num concurso para ver se fica na "casa" e ganhar o prémio de Presidente. O populismo é tal que até pede para lhe engraxarem os sapatos, ou será que ele tem andado anos a engraxar os portugueses?

Não tivesse ele a visibilidade que a televisão lhe deu e estaria ao nível de todos os outros candidatos, ou pior.

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:57
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Domingo, 17 de Janeiro de 2016

O pensamento dum candidato a presidente

Marcelo_Presidente.png

 

Podemos muito bem imaginar uma comunicação ao país do futuro Presidente da República se for Marcelo Rebelo de Sousa. A propaganda que Marcelo faz nesta campanha para as eleições presidenciais ainda tem o “tic” do comentador de política que, sozinho, e sem contraditório, mais parecia um comentador de futebol, com todo o respeito por estes últimos.

“ Bommm! Portugueses,

Tenho na minha posse uns diplomas para promulgar vindos da maioria de esquerda. Não precisei de os mandar analisar porque eu sou professor de direito constitucional e, como tal, analisei-os eu próprio. Não vou promulgar alguns por uma questão de conteúdo, mas não de forma, não que sejam inconstitucionais, mas porque eu acho que são, mas podem também não ser. Vou devolvê-los à Assembleia da República para mudarem a forma mas manter o conteúdo. Se viessem da direita devolvia-os também por causa da forma e não do conteúdo.

Bomm! Hummm!, à direita vou dar nota 19, porque o 20 é só para mim, e aos da maioria de esquerda vou dar nota 9. Aliás eu acho que a direita faz tudo bem, o que faz de mal são erros de comunicação.

 Portugueses,

Nas minhas intervenções vou passar a dar notas ao Governo e á oposição, como fazia quando comentei política unilateralmente na televisão, por mais de uma década. Como dei classificação negativa ao Governo vou ter que arranjar uma estrangeirinha para dissolver a Assembleia da República e convocar eleições.

Bommm!…, para terminar aconselho que leiam um livrinho que eu escrevi publicado pela editora MRS sobre como se deve exercer o cargo de Presidente da República.

E termino porque tenho que ir tirar umas “bejecas” para umas pessoas do povo que convidei para virem aqui ao palácio de Belém.”.

***

A campanha para estas eleições são uma espécie de circo e de teatro para a qual contribuíram algumas televisões, nomeadamente a TVI e, de certo modo, a sua direção de informação de alguns anos atrás, para a promoção de uma pessoa que, aproveitando isso se tornou popularucha retirando a dignidade ao cargo que pretende exercer.

Não sei se alguém se recorda de Peppe Grillo artista e humorista a quem chamavam “palhaço” que fundou em Itália o movimento 5 Estrelas que em 2013 obteve 25,5% (3º lugar, tendo em conta as coligações) dos votos. Grillo teve mesmo uma percentagem maior que o Partido Democrático (PD), de Pier Luigi Bersani, que teve 25,4%. Ainda assim, o PD coligado com o Esquerda, Ecologia e Liberdade e outras pequenas formações de centro-esquerda, obteve 29,5%.

Não está nas minhas intenções chamar palhaço a Marcelo Rebelo de Sousa, mas artista já não diria que não. Não está em causa a pessoa, mas a forma como ele encara a função presidencial e como fez, e faz, propaganda da sua imagem que o conduziu a esta corrida presidencial. Não é uma questão de conteúdo mas de forma como ele próprio diria.

Se para o Tino de Rans lhe podemos desculpar alguma coisa, a Marcelo Rebelo de Sousa não se lhe pode desculpar. Veja-se a pobreza de argumentação que Marcelo tem tido com outros candidatos frente a frente. Uma coisa é falar para quem o escute sem ninguém que o confronte com outros argumentos, outra é estar presente em debates. Uma coisa é o comentário político com linguagem popularucha para telespectador ver e passar um tempo frente à televisão, outra coisa é o debate e o confronto sério, coisa em que Marcelo não se sente à vontade, mas a maioria do povo parece gostar de poder vir a ter um presidente assim! Tristeza política confrangedora.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:35
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

Cómicos da política

Cómicos da política.png

 

O candidato à Presidência da República Marcelo é um cómico que anda pelo país a fazer o quê? Segundo São Marcelo disse, durante uma das suas digressões, que a proximidade com as pessoas "é muito importante mas que em rigor não caça votos nenhuns, isto é, as pessoas já têm na cabeça o voto ou não voto, à distância de dez, nove, oito dias já ninguém muda de voto". Mas então para que gasta ele tempo e dinheiro? Será para aproveitar e fazer turismo? Veja-se a arrogância do senhor que viveu mais de dez anos a autopromover-se e a fazer a cabeça a muitos portugueses. Só não percebe isto quem não quer.

Marcelo é um candidato da história de certa direita portuguesa. Quando intervém regressa ao seu passado político e professoral, (vejam só, 25 mil alunos, importante para ser bom Presidente) sem clarificar o que pensa sobre o futuro e nisso compete com Maria de Belém.

Num futuro mais ou menos próximo o mais provável é apostar na conivência com as propostas da oposição geridas pelo anterior Governo. Está-lhe no gene político-partidário. O objetivo pode ser tentar jogadas para empossar, através de eleições antecipadas, um novo Governo de direita, e a direita apostou nisso quando perdeu a esperança com Cavaco Silva. Será que Marcelo vai dizer que as decisões que tomar são apenas de forma e não de conteúdo como ele várias vezes disse enquanto comentador político para com nada se comprometer ou descomprometer.

Defende aqui e ali que o seu projeto é unir os portugueses que estão divididos mas não esclarece o conceito. Em democracia há consensos mas também há divisões maiores ou menores, é normal. Só existe união em regimes de partido único em condições de obrigação.

Consideremos que o pretende fazer, não diz é como, a menos que algum produtor de cola-tudo o ajude com matéria-prima (ironia). Será que a estratégia, se chegar a Presidente, é obrigar o Partido Socialista e a atual direita neoliberal que controla o PSD a aliarem-se contra "potenciais inimigo"? Cavaco Silva também tentou ou quase exigiu isso mesmo. Se assim for, Marcelo está contaminado pelo vírus do pensamento cavaquista. Marcelo é um cómico da política. Parece que a sua candidatura serve também para preparar o fim da sua carreira para obter mais uma série de regalias vitalícias que o cargo lhe irá proporcionar.

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:36
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016

A galinhola e o pássaro

Galinhola.pngPássaro com peixe.png

Marcelo é como um pássaro que se prepara para capturar os peixes que o contemplaram durante anos num aquário em forma de aparelho de televisão.

Há dois candidatos em campanha eleitoral para a presidência da república que têm condições para serem apoiados pela direita. Um deles ora diz ser da esquerda, do centro, da direita e do centro-direita, a outra não o diz mas repete até à exaustão o seu "currículo vitae" como se o estivesse a defender num concurso para o exercício de funções numa qualquer empresa.

A candidata Maria de Belém, apesar de ter o apoio difuso do PS, tem também o apoio de alguma direita que não vê em Marcelo o seu candidato. Maria de Belém tem um discurso monótono, vago, cansativo e sem conteúdo significativo, refugia-se com argumentos desinteressantes e meramente pessoais. É uma espécie de galinhola que debica aqui e ali para apanhar alguns bichinhos que andam por aí perdidos.

O candidato Marcelo Rebelo de Sousa, com o seu já maçador discurso de comentador de televisão sem contraditório, não se saiu bem nos debates televisivos com os candidatos que mais lhe poderão fazer frente. Marcelo é um mito criado pela televisão com a ajuda semanal dum(a) jornalista, um "entertainer" da política cujas propostas quer destinar a todos os quadrantes mas que, se for eleito, não saberemos o que fará. Quem se coloca numa posição ambígua e de equilibrismo alguma vez terá que cair para algum lado e não será para o lado contrário ao dele, a direita.

Ainda há portugueses que votam por representações que têm sobre os candidatos, se é ou não conhecido. Não votam em políticas, em ideias, em projetos, porque também os desconhecem, mas em pessoas. Rejeitam presidentes como Cavaco, mas são capazes de apoiar, sem o saber, candidatos cujas ideias são iguais.

As campanhas de Marcelo e de Maria de Belém para o cargo de Presidente da República têm apenas servido para exibir impotência (já mostrada por Cavaco Silva). Não basta fotogenia e presença sucessiva na comunicação audiovisual, para tal há por aí vários palhaços e humoristas. Um candidato a Presidente da República não pode passar mensagens como se de um cangalheiro se tratasse, suspenso sobre o passado, e dissimuladamente fugindo ao elogio dum defunto que já foi enterrado.

Marcelo é como um pássaro que se prepara para capturar os peixes que o contemplaram durante anos num aquário em forma de aparelho de televisão e Maria de Belém esgravata a terra à procura de algo que a alimente.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 10:11
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2016

O passarinho que canta na janela da televisão

Marcelo_PiuPiu.pngMarcelo Rebelo de Sousa é um passarinho privilegiado porque esteve durante anos numa gaiola aberta para cantar para todo o Portugal. É opreferido de muitos, dizem, para continuar a cantar, mas, desta vez, noutra gaiola. Não passa de um cantador barato, propagandista de produtos que curam todas as mazelas e que sabe muito desta matéria.

 O produto que Marcelo tenta vender, é ele próprio que não é mais do que um placebo, medicamento inerte ministrado com fins sugestivos ou psicológicos, que alivia os padecimentos unicamente pela fé que o doente tem nos seus poderes.

Este placebo é a pílula tomada pela direita e seus apoiantes para remediar os padecimentos psicológicos causados perda do poder. Marcelo é o último reduto de esperança que a direita de Passos e Portas encontraram para se refugiar.

Passos Coelho traçava o perfil do futuro Presidente da República dizendo que não devia ser “protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas”, nas entrelinhas associava-se este perfil a Marcelo Rebelo de Sousa. Mas alguém tem dúvidas que este é Marcelo no seu melhor? Será que alguém quer na Presidência alguém que disse umas vezes uma coisa e noutras intervenções disse outras, coisa que agora nega saltando-lhe a mentira pelo olhos e a seguir pela boca. O PSD e o CDS apoiam-no porque sabem muito bem que na atual conjuntura lhes pode trazer vantagens políticas.

Quer se queira quer não e ele próprio quer fazer passar para a opinião pública ele é declaradamente o candidato da direita que televisão lançou.

Marcelo quando apregoa aos quatro ventos que a sua campanha quase não tem custos é de fazer rir o público à gargalha mais do que um artista de "stand up". Basta fazer esta pergunta: Será que o candidato Marcelo, se não estivesse durante anos sentado nas cadeiras das televisões, e estivesse nas mesmas condições dos seus opositores, não precisaria de maior orçamento?

O placebo Marcelo consegue enganar muitos portugueses, mas será na Presidência como o foi Cavaco, menos carrancudo mas com ideias semelhantes, basta ter paciência e ver ao longo dos últimos dez anos em que esteve presente nas televisões e o que escreveu para se tirarem conclusões. A esperança da direita é Marcelo Rebelo der Sousa porque acha que lhe vai fazer o favor de dissolver à mínima perturbação o Parlamento e as televisões que sempre o acolheram vão dar-lhe todo o apoio. Os favores do apoio que lhe têm custos!

Marcelo é o pássaro cantante do embuste e panaceia para os males da direita.

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:56
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016

Marcelo nas presidenciais cavalga na onda da televisão

Marcelo_cavalga_onde.png

 

O ano de 2016 que hoje entrou vai ser favorável para Marcelo Rebelos de Sousa e para toda a direita, graças aos votos que os portugueses cegamente lhe tencionam dar nas eleições presidenciais em 24 de janeiro. Uma espécie de lotaria em que eles pode acertar ou não, mas em que o não será o mais provável.

O candidato Marcelo Rebelo de Sousa está na ordem do dia ao darem-lhe a vitória com 52,5% de acordo com a Eurosondagem para o Expresso e SIC em 23/12 quando, em 20/11, tinha 48%.

Os portugueses estão a querer dar a vitória a um candidato lançado pela televisão, ou seja, o candidato da televisão que lhe proporcionou a redução dos custos da campanha, e faz disso anúncio, estando, na prática, a admitir que existe uma desvantagem para os restantes candidatos.

A entrevista da passada quarta-feira na TVI, conduzida por Judite de Sousa, foi mais do mesmo em que as respostas foram evasivas contrastando com alguns dos seus opositores mais diretos. Marcelo não acrescentou nada de novo, nem precisava, porque é o candidato sentado na cadeira da televisão, e quanto menos disser só lhe trás vantagem. Segundo o próprio Marcelo a sua campanha irá ter custos baixos. Qualquer campanha como a dele, feita a partir da televisão, facilitou-lhe a redução de custos, não necessita de cartazes, nem de nada, a sua presença na televisão ao longo dos anos foi suficiente.

Os sujeitos construíram representações da expressão e da interpretação do discurso político televisionado transformando-o no que se pode traduzir em opiniões ou em votos criados pela imagem.

A candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa é uma prova evidente da influência da televisão, uma espécie de onde sobre a qual faz surf, que funcionou como uma espécie de efeito de contágio sobre as preferências dos eleitores que poderão traduzir-se em votos resultantes dum processo da formação de opinião que foi construída através duma construção de representações nos telespectadores.

Televisão, presença, imagem, discurso, mensagem, foram e são os ingredientes deste cozinhado que serviu para lançar Marcelo Rebelo de Sousa. Poderá vir agora justificar os seus muitos anos de percurso político que todos conhecem e de que não foi a televisão o agente da sua popularidade. Ele sabe que não é assim, e, ao dizê-lo, sabe que não passa de mais uma mensagem persuasiva como todo conjunto de opiniões concebidas relativamente a certos assuntos (todo e qualquer assunto!) que são aceites pela maioria das pessoas seja qual for o quadrante político partidário. Naturalmente porque ele sabe como dar uma no cravo, outra na ferradura.

Em gíria popular, em conversas informais sobre qualquer assunto, ouve-se dizer "a mim ninguém me engana…", "eu não vou em cantigas…", "a mim ninguém me convence…" Quando alguém fala assim está a esquecer-se de que, ao nível subconsciente, pode num futuro pode vir a contradizer-se quando sujeito a receber repetidamente mensagens mediáticas de alguém, com grande probabilidade de estar a ser condicionado quanto mais tempo durar a essa exposição que vai atuar pela mudança de atitudes e comportamentos políticos e eleitorais persuasão.

Existe alguma dificuldade em provar que a televisão altere o ponto de vista político das pessoas a não ser através da chamada vox populi e de conversas informais de rua, mas há uma tendência para que contribua para tal. Os protagonistas políticos, "ao entrarem nas nossas casas" constante e regularmente via imagem televisiva produzem uma espécie de presença definida como uma sensação de "estarem presentes, uma sensação de realidade, de envolvimento, e, mais geralmente, uma ilusão de incluir sentimentos de empatia através de um meio, realismo e sensações de pertença e compartilha com o protagonista quando este tem capacidade comunicativa como Marcelo.

Podemos, assim, partir do pressuposto de que os efeitos sociais da televisão, neste caso, terão causado uma espécie de grau de presença social permitido aos seus utilizadores. A presença social, nesta situação é pode ser a importância da outra pessoa numa comunicação televisiva, isto é, uma espécie da consciência da presença do outro aquém do ecrã televisivo. Rebelo de Sousa teve ao longo de anos o privilégio de ter frequentemente uma telepresença que contribuiu para o seu sucesso não porque aja de facto uma consciência política por parte de todos os eleitores que eventualmente lhe derem uma maioria. Provavelmente, por entre a fraqueza da maior parte dos candidatos que, apesar de não terem tido as mesmas oportunidades, mas lutam contra um "monstro" mediático, venha o diabo e escolha.

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:51
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

A argúcia política pode iludir e captar votos

Marcelo_Estratégia_Eleitoral.pngMarcelo Rebelo de Sousa é uma pessoa bem-disposta, bom comunicador, que atrai audiências com os seus comentários. Gostamos de o ouvir, é um ator espontâneo no mundo da política que pondera bem o que diz e como o diz e, por isso, tem a qualidade e o dom de dizer e desdizer colocando quem o escuta numa ilusão de isenção. Diz, não diz, conhece, desconhece, informa, desinforma, publicita livros, revela factos, olvida factos, vira à direita, vira à esquerda,  fica no centro hoje, amanhã, se necessário, é PCP ou Bloco ou PS ou…

Fartos do Presidente da República Cavaco Silva, sorumbático e partidário, os portugueses estão a dar ao nível das sondagens maioria de intensões de voto a Marcelo Rebelo de Sousa. Pretendem alguém que os divirta, que faça da presidência da república um local menos cinzento, que fale para que o percebam que entretenha com intervenções de comentador político.

Os jornalistas convidados pelas televisões para comentar a política andam entusiasmadíssimos com Rebelo de Sousa. Ele é o melhor, tecem-lhe elogios, recorrem ao seu percurso político desde 1973, recordam que foi um dos fundadores do jornal Expresso, como se atualmente fosse garantia de alguma coisa. Esquecem-se, ou querem fazer esquecer que muita coisa mudou na política, especialmente desde 4 de outubro.

Esquecem que Marcelo Rebelo de Sousa andou em campanha eleitoral para as legislativas pelas ruas ao lado da coligação PàF do PSD e do CDS-PP. Marcelo é um político que, como a cortiça, está sempre à tona da água. Vira-se para todo o lado, quer "agradar a gregos e troianos". Ora diz que apoia este, ora pisca os olhos aos que lhe podem dar votos, ora mais à frente diz que tem apoiantes desde o PCP ao Bloco de Esquerda, como se isso fosse possível, a não ser que estejam todos de olhos fechados ou meio abertos.

Marcelo prepara há anos a sua carreira política e o comentário político nas televisões durante dez anos abriu-lhe a porta. A sua candidatura teve a ajuda da indecisão dos partidos a lançar, ou não lançar candidatos devido à proximidade entre as eleições legislativas e as presidenciais criadas pelo atual Presidente da República que prorrogou a data das legislativas até ao limite com o intuito de favorecer os partidos no Governo então em funções.

Marcelo, como Presidente da República, não hesitará em tomar decisões que possam dar vantagem ao seu partido e sempre que for oportuno. Não será Cavaco Silva, mas será um Cavaco Silva com o "savoir faire" que lhe é peculiar e em que é exímio.

É evidente que, em campanha eleitoral, qualquer candidato tem a tendência de dizer o que, quem lhe dá o votos, gosta de ouvir.

Rebelo de Sousa estrategicamente convida para sua mandatária Maria Pereira, uma jovem investigadora em biotecnologia que exerce a sua atividade em França. É uma forma de mostrar que, por um lado, a sua candidatura defende a educação e a ciência e, por outro, captar o eleitorado composto por jovens investigadores e académicos, competindo assim, nesta área, com Sampaio da Nóvoa que terá eventual apoio das universidades. Esta estratégia tem ainda a vantagem de chamar a atenção para o seu distanciamento em relação à política de Passos Coelho nesta área e, mostrar a intencionalidade de remediar a destruição que causou a investigadores e universidades e à educação em geral. Enquanto presidente não sabemos como o fará porque são competência do Governo, colocando-se assim como se fosse tivesse um programa de candidato a primeiro-ministro.

Ele próprio o confirma quando considera que Maria Pereira representa o futuro, a aposta na educação e na ciência defendida pela sua candidatura, e é também um exemplo dos jovens que nos últimos anos partiram para o estrangeiro e um elogio aos emigrantes portugueses. Esperteza e argúcia política não lhe faltam… Cuidado e olho ele…

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:26
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015

Mediatismo tagarela à presidência

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Recordem-se que o segredo para vender é "sinceridade". Assim que a conseguirem imitar venceram!

 

É só seguir as instruções

 

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Marcelo Rebelo de Sousa é um candidato produzido nos mediam e por eles apoiado. Não fosse a sua visibilidade televisiva e estaria ao mesmo nível de todos os outros. Marcelo pode ser um estudo de caso da influência dos mediam nas opções de voto. Marcelo é um "show men" da política. Marcelo responde ao que os portugueses mais apreciam na política a capacidade de serem conduzidos por alguém que os consiga iludir com traços de credibilidade, seja ele quem for.

Marcelo tem tudo aquilo que a maioria dos portugueses gosta num político, conversa fiada, mediatismo, popularucho e vendedor de falsa política e que lhes transmitam empatia, ou seja, com quem se identifiquem emocionalmente. Os portugueses têm necessidade de alguém que percebam e que os conduza a um rumo, não interessa qual, desde que de acordo com o seu conservadorismo atávico. Dito de outra forma, precisam de alguém que exprima o reaparecimento de caracteres que pertenciam a gerações antepassadas e que tinham já deixado de se manifestar.

Marcelo Rebelo de Sousa, quer se queira ou não, é um político que não se distanciará do seu perfil ideológico na política. Aparentemente poderá mostrar-se como sendo um candidato de todos os quadrantes, com "savoir faire", com capacidade comunicacional e que diz não fazer o mesmo que fez Cavaco Silva. É tudo uma questão de forma.  

A tagarelice de Rebelo de Sousa tem sido mais do que óbvia viu-se na entrevista que deu na televisão. Foi a entrevista dum comentador da política que comenta a sua candidatura política. As televisões apoiam a sua candidatura sem qualquer espécie de preconceito no sentido da relevância que lhe atribuem em detrimento de outras candidaturas.

Segundo as últimas sondagens (15 de dezembro), Rebelo de Sousa, ao estar à frente nas sondagens mostra que o comentador político entra em todos os eleitorados e é o candidato mais nomeado entre os eleitores do PS, BE e CDU, o que parece irrealista, demonstra que os portugueses preferem à frente da Presidência da República uma figura mediática que venda comentários políticos.

Há figuras que são criadas, produzidas e gratuitamente vendidas pelos media, Marcelo Rebelo de Sousa é uma delas. Não fosse o mediatismo que a TVI lhe proporcionou e não estaria agora à frente das sondagens.  

Já disse em tempo, neste blog, que, se Cristina Ferreira da TVI se candidatasse à Presidência da República teria probabilidade de ganhar. Os portugueses são assim…

Não é por acaso que a direita decidiu apoiar a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, eles sabem que irá estar ao seu lado como Cavaco Silva sempre fez mas com estilo diferente.

A direita tendo perdido o poder que pensava garantido para sempre segura agora Marcelo como uma hipótese de, a prazo, voltar novamente ao poder. Aliás, o discurso da direita tem vindo a mudar, inclina-se mais para o centro e já utiliza ideias perfilhadas pela esquerda, quer agora mostrar que é um partido social democrata que perdeu e que se voltar ao podder voltará à senda do neoliberalismo.

À primeira oportunidade o candidato Marcelo, se for eleito, tenderá a conduzir os processos da política ao seu modo, isto é, para o lado da direita. O candidato Marcelo pisca o olho a todos os quadrantes partidários, da direita à esquerda radical. Tudo lhe dá jeito, depois se verá…

Na passada sexta feira Passos Coelho no Conselho Nacional do PSD destacou o mandato "apartidário" de Cavaco Silva (hilariante!) e afirmou querer que Marcelo Rebelo de Sousa seja um Presidente como Cavaco Silva e apelou a que os eleitores e militantes votem em Marcelo tendo o PSD aprovou apoio a Marcelo por unanimidade e aclamação. Está tudo dito! A perda de poder pelo PSD, que lhe soube a pouco, leva-o a recorrer a todos os meios que lhe possam garantir a volta à cadeira dos privilégios governativos. A direita quer agora, através de Marcelo, ganhar nas presidenciais como forma de revalidar e justificar o ganho que obteve nas eleições legislativas mas perdeu na Assembleia da República.

Para quem tenha sido fã do Presidente da República Cavaco Silva terá em Marcelo Rebelo de Sousa o seu presidente. Mas Marcelo já disse que não será como Cavaco Silva, e não será. Ninguém é igual a outro, o estilo pode mudar mas as opções e as decisões, essas é que importam.

Por sua vez, Paulo Portas também apoia Marcelo. "Não precisamos de um Presidente também socialista" disse ele. Pois claro, precisam de um que seja de direita e bem!

Publicado por Manuel Rodrigues às 10:27
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Sábado, 31 de Outubro de 2015

A dama ofendida

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E, já agora pergunto: a Inês Teotónio Pereira já alguma vez leu os comentários vindos da direita e da extrema-direita sobre afirmações da esquerda? Então leia é um bom Passa-Tempo.

O que se passa nas redes sociais onde muitos, à falta de argumentos, entram numa linguagem ofensiva pessoal utilizam linguagem grosseira de calão mais emotiva do que política.

Inês Teotónio Pereira insurge-se num artigo de opinião no jornal i deste sábado com o tipo de linguagem que lhe foi dirigida nas redes sociais onde, a propósito do lançamento da candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, disse que “Só o Prof. Marcelo para me levar a um sítio com operário no nome”.

Não tenho procuração para entrar em defesa de Inês Teotónio Pereira cuja ideologia política e opção partidária nada têm a ver com a minha mas, dum ponto de vista ético, entendo a sua indignação.

Inês Pereira, ao fazer parte duma rede social onde existe de tudo, o bom e o mau, o menos mau e o menos bom, está a pôr-se a jeito quando se colocam opiniões e estados de alma, seja eles da extrema-direita à extrema-esquerda.

Inês Pereira deve recordar-se das campanhas de difamação a que foi sujeito José Sócrates por parte da direita durante as campanhas eleitorais, não tenho a certeza se foi em 2005 ou em 2009, para não falar de outras ocasiões. A direita nunca se insurgiu contra estas campanhas difamatórias, pelo contrário, alimentava-as.

Ler este tipo de impropérios numa rede social faz parte dos custos de quem quer frequentá-las publicamente. Quando ainda exercia funções universitárias, sempre que alguém se queixava sobre alguma coisa que tinha que fazer, ou estava indignado com algo, eu costumava dizer: caro colega, as chatices que me apresenta também fazem parte do ordenado que recebe. Pode não ser bonito mas dava jeito.

E, já agora, pergunto: a Inês Teotónio Pereira, já alguma vez leu os comentários vindos da direita e da extrema-direita sobre afirmações da esquerda? Então leia é um bom Passa-Tempo.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:53
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Domingo, 11 de Outubro de 2015

Ensaio da loucura das presidenciais e outras que tais

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Ainda estou para decidir se deva ou não chamar loucura a todo o erro de espírito desta panóplia de vedetas mediáticas oportunistas do propagandeio, comentadores ditos isentos que proliferam nas televisões.

 

A comunicação social há tempo que andava sôfrega por lançar para o universo da confusão política a questão das eleições presidenciais, antes até da constituição do novo governo, Marcelo Rebelo de Sousa deu-lhes agora uma ajudinha oportuna.

As candidaturas para a Presidência da República foram transformadas numa espécie de corrida louca dada a enfase com que a comunicação social a começou a "trabalhar" e a lançar para o mercado jornalístico.

Quando se falou na potencial candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Presidente da República coloquei um "post", neste mesmo blog, onde ironizei com a possibilidade duma candidatura de Luís Goucha ou de Cristina Ferreira, também eles figuras públicas, mediáticas e comunicadores de sucesso.

Jornalistas e comentadores sorriem em estado de grande contentamento e tecem nas televisões discursos laudatórios à apresentação da candidatura de Rebelo de Sousa que foi o início da sua pré-campanha eleitoral e o primeiro passo para dar voz perfil para candidato, revendo-se como sendo um político com as condições mais do que suficientes para exercer o cargo de Presidente justificando assim as sondagens, prova indubitável da sua vitória logo à primeira volta.

Passos Coelho, em janeiro de 2014 no Congresso do PSD, traçava o perfil do que deveria ser o futuro Presidente da República: "protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político". Nem "deve buscar a popularidade fácil". Nestes dois pontos e apenas por uma questão de forma concordo com Passos Coelho,

Houve controvérsia sobre esta descrição, uns dizendo que se referiam a Marcelo Rebelo de Sousa e outros a dizer que nada tinha a ver com ele e que podia referir-se a qualquer um. A versão dos primeiros parecia ser mais verosímil

Coloquemos a seguinte hipótese: o candidato A. não é conhecido e não tem currículo político relevante e, por isso, não tem perfil para o cargo; o candidato B. não tem apoio de nenhum partido sendo quase nula a possibilidade de ser obter vantagens nas intenções de voto; por sua vez o candidato C. é muito conhecido pela visibilidade como comentador de televisão e pode vir a ter apoios alargados. O candidato C. é, de imediato, personificado por Marcelo Rebelo de Sousa porque todos o conhecem, não por ter funções políticas ativas mas porque tem uma visibilidade mediática permanente na televisão e faz comentários políticos semanais há anos e anos. Como poderia não ser conhecido? Quantos não haverá que, não sendo conhecidos nem tendo visibilidade mediática, podem ter perfil para Presidente da República.   

Rebelo de Sousa ao longo dos anos passou a ser um profissional da comunicação, um oráculo semanal da política. Não necessita de grande esforço para fazer uma campanha, mesmo sem falar muito. Despe a pele de comentador, vestindo a de candidato a Presidente comentador.

O segredo de Marcelo é ter-se "dedicando à comunicação social em jornais, na rádio e na televisão contactando milhões de leitores, ouvintes e telespetadores" como ele próprio afirmou no discurso de apresentação da candidatura que o jornal Expresso divulgou na íntegra.

Comunica como se estivesse perante o seu público da televisão, milhões de telespectadores, como afirma. Para salvaguarda do caso de alguns apenas o conhecerem apenas como comentador da televisão e como o professor encarregou-se de tecer a sua biografia profissional, diria antes um curriculum vitae, escusando assim que lha escrevam por ele. Diz-se "católico, influenciado pelo Vaticano II, concílio bem presente hoje no magistério do Papa Francisco" frase muito conveniente e convincente para captar votos de todos os devotos deste Portugal.

Para além de benemérito ao "devolver ao país tudo aquilo que Portugal lhe deu" segura também o discurso da estabilidade governativa que justifica através de argumentos de peso que apelam à fácil emoção quando revelou que para ele a "estabilidade e a governabilidade têm de estar ao serviço do fim maior e o fim maio na política é o combate à pobreza, é a luta contra as desigualdades, é a afirmação da justiça social." Palavras do agrado do governo e do ainda Presidente da República que serviram de mote à campanha da coligação PSD-CDS para gerar em parte da população um estado de temor.

Acrescenta ainda frases bem conhecidas e já pronunciadas pela direita e por Cavaco Silva quando diz "considero essencial que haja, como nas democracias mais avançadas, convergências alargadas sobre aspetos fundamentais de regime" de coloca ainda um toque de emoção: "a estabilidade e a governabilidade têm de estar ao serviço do fim maior e o fim maio na política é o combate à pobreza, é a luta contra as desigualdades, é a afirmação da justiça social.". "Considero ainda que não há desenvolvimento, nem justiça, nem mais igualdade com governos a durarem seis meses ou um ano, com ingovernabilidade crónica e sem um horizonte que permita aos governados perceberem aquilo com que podem contar no quadro da composição parlamentar resultante daquilo que votam.". Pensamentos déjà vu.

É consensual que ninguém quer instabilidade, mas as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa são as mesmas da direita e de Cavaco Silva, divergindo apenas na forma e no tom que o traquejo de longos anos de comunicação televisiva lhe ofereceu.  

Com uma frente neoliberal, que diz ser agora social-democrata, a governar o país, Rebelo de Sousa, se for eleito Presidente da República, teremos novamente o lema "uma maioria, um governo e um presidente". Cabe perguntar o que fará diferente de Cavaco Silva nestas circunstâncias.

As posições defendidas à volta da candidatura de Marcelo por jornalistas e comentadores, conduziram-me à sátira "Elogio da Loucura" escrita em 1509 por Erasmo de Rotterdam.

Para finalizar transcrevo partes do texto de Erasmo com uma adaptação à atualidade política, livre e satírica, tendo, para tal, modificado e acrescentado umas poucas palavras.

 

Sei muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais. A prova incontestável do que afirmo está em que não sei que súbita e desusada alegria brilhou no rosto de todos ao aparecer eu diante deste numerosíssimo auditório. De facto, erguestes logo a fronte, satisfeitos, e com tão prazenteiro e amável sorriso me aplaudistes, que na verdade todos os que distingo ao meu redor me parecem outros tantos deuses de Homero, embriagados pelo néctar do vinho embriagante.

Se, agora, fazeis questão de saber por que motivo me agrada aparecer diante de vós com uma nova roupa, eu vo-lo direi em seguida, se tiverdes a gentileza de me prestar atenção; não a atenção que me costumáveis prestar enquanto comentador que era a dos charlatães, e pantomineiros.

De facto, que mais poderia convir a Loucura do que ser o arauto do próprio mérito e fazer ecoar por toda parte os seus próprios louvores? Quem poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesmo? Haverá, talvez, quem reconheça melhor em mim o que eu mesmo não reconheço? De resto, esta minha conduta parece-me muito mais modesta do que a que costuma ter a major parte dos grandes e dos sábios do mundo.

No entanto, esses insignificantes faladores a que atrás me refiro envaidecem-se com a sua vazia erudição e experimentam tanto prazer em ocupar-se dia e noite com essas suavíssimas nénias que nem tempo lhes sobra para ler ao menos uma vez programas e opiniões de outros. E o mais bonito é que, enquanto assim cacarejam nas suas escolas, imaginam-se os defensores do povo, que cairia na certa, se cessassem um momento de sustentá-la com a força dos seus silogismos, exatamente como Atlante, segundo os poetas, sustenta o céu com as costas.
Contam ainda os nossos discutidores com outro grande motivo de felicidade. A política e a governação são, nas suas mãos, como um pedaço de cera, pois costumam dar-lhes a forma e o significado que mais correspondam ao seu génio. Pretendem que as suas decisões uma vez aceitas por alguns outros devam ser mais respeitadas do que as leis de Sólon. Erigem-se em censores dos outros e, se alguém se afasta um pouquinho das suas conclusões, diretas ou indiretas, sentenciam oráculos: Essa proposição é escandalosa, esta aqui é temerária, aquela cheira a esquerdismo, aquela outra soa mal.

Para uma campanha eleitoral há que ter coragem, vamos! Dissimular, enganar, fingir, e apontar os defeitos dos adversário mas fechar os olhos aos defeitos dos amigos, ao ponto de apreciar e admirar grandes vícios como grandes virtudes, não será, acaso, avizinhar-se da loucura? Beijar, numa feira ou numa rua uma velhinha, sentir com prazer o fedor do seu nariz e, num mercado beijar peixeiras com cheiro a peixe e prometer atender um pai que o filho está desempregado não será isso uma verdadeira loucura?

Ainda estou para decidir se deva ou não chamar loucura a todo o erro de espírito desta panóplia de vedetas mediáticas oportunistas do propagandeio, comentadores ditos isentos que proliferam nas televisões.

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:49
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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2015

Fora da zona de conforto

Zona de conforto.png

  1. A coligação PàF formada pelos partidos PPD-PSD e CDS-PP ganhou as eleições, ponto. Não há volta a dar. O PS perdeu a eleições, também não há volta a dar. Quem conseguiu ganhar em termos de número de votos e deputados foi o Bloco de Esquerda. Quanto a isto, tudo o que se possa depois dizer não são mais do que conversas fiadas e profecias.
  2. A coligação PPD-PSD e CDS-PP ganhou tendo dificuldade de revalidar a sua maioria absoluta.
  3. Mas, uma coisa é a maioria aritmética, outra são as correlações de forças no âmbito da Assembleia da República e a possibilidade de governação sem o conforto da maioria absoluta. Passos Coelho está agora fora da sua "sua zona de conforto".
  4. Sem querer desvalorizar a vitória aritmética da coligação PàF PSD e CDS o que o resultado das eleições nos mostra é que a esquerda ficará com 121 deputados e direita da PàF com 104. Isto pode não querer dizer nada, porque a esquerda não está coligada, todavia mostra uma tendência da escolha dos eleitores.
  5. À beira da maioria absoluta dizem os da PàF mas à beira pode ser um precipício.
  6. Já aqui disse que o PSD e o CDS podem agradecer o contributo da sua votação aos canais televisivos que, com alguma subtileza, acabaram de forma consentida condescender ao poder dos partidos do governo.
  7. A RTP Informação passou a ser RTP3 a partir de ontem, um dia ótimo. Do meu ponto de vista e olhando para a orientação editorial e para quem vai estar presente em diversas rubricas é mais um canal pró governo de direita com o objetivo de cativar as mentes dos cidadãos para os grandes ideais liberais neoliberais.
  8. Por curiosidade: terá alguém reparado que nos dois dias antes do ato eleitoral Judite de Sousa, exemplo do jornalismo isento, amiga de Miguel Relvas com quem passou em família férias no Algarve apresentou-se, no primeiro dia com um vestido laranja, e no dia seguinte com um vestido azul.
  9. Será mera coincidência o regresso de Miguel Relvas a comentador político nos canais da TVI?
  10. Nos canais de televisão os comentadores residentes são todos da mesma área partidária. São eles, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes e Nuno Morais Sarmento. Deixou de haver contraditório. Os comentários políticos são sempre os mesmos a fazê-los, com exceção de debates pontuais. São elementos dos partidos (PSD) que estão lá a fazer política mais ou menos partidária. É um embuste que está a ser feito aos espetadores fazendo-lhes crer que são comentadores isentos.
  11. Os partidos e os candidatos temem a comunicação social, especificamente as televisões e, por isso, não os confrontam, nem os criticam pela forma como trabalham a informação. Medo do poder que se tornou capaz de destruir uns e de construir outros mesmo que falsos.
  12. Esta campanha foi excecionalmente tendenciosa quer pelos alinhamentos noticiosos, quer pelos enquadramentos escolhidos das peças selecionadas para emissão, quer ainda pela ênfase positiva que, não raramente, era dada aos partidos quando afrontavam António Costa e o PS.
  13. O Partido Socialista foi o "bombo da festa" e vai continuar a ser, porque tudo quanto está no meio está entalado. O PSD e o CDS vão utilizá-lo a bel-prazer para fazerem passar leis lesivas para a maior parte dos portugueses que também os elegeram. Se votam contra dirão: Estão a ver? Estão a criar instabilidade governativa. Se votam a favor dirão outros: Estão a ver? Nós bem dissemos, estão aliados à direita para destruir os direitos dos trabalhadores.

 

Nota final: Parece que as ofensas que fizeram aos idosos, uma delas chamando-lhes peste grisalha, parece que resultou como elogio.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:57
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

Frases à solta

Hora de Enganar.jpg

 

  • Passos faz lembrar aqueles que para se safarem de penas maiores dizem que estão arrependidos mas à primeira oportunidade fazem o mesmo ou pior.
  • Ricardo Salgado disse mal do Passos e do Presidente da República e o juiz Carlos Alexandre colocou-o de seguida em prisão preventiva domiciliária. Quem se mete com eles apanha.
  • Há quem por aí quem surgira que algumas figuras mediáticas e comentadores políticos do PSD na televisão (exemplo Marcelo Rebelo de Sousa) deviam candidatar-se à Presidência da República. Será que não se poderão candidatar também outras vedetas da televisão como Manuel Luís Goucha e, porque não, Cristina Ferreira? Pelo menos uma mulher para variar e sempre dava gargalhadas estridentes quando discursasse. Seria uma lufada de ar fresco após termos aturado por quatro anos a monotonia dos discursos apáticos do atual presidente.
  • Chove dinheiro a rodos. Agora mais 53 milhões para escola privadas. Alguém vai sofrer para se recuperar esse dinheiro, e serão os suspeitos do costume.
  • A distribuição a rodos de dinheiros pelo Governo de Passos Coelho pode ter duas saídas:

Se a coligação PSD/CDS for governo vai buscá-lo aos mesmos.

Se for o PS governo vai ficar entalado porque vai encontrar os cofres vazios.

  • Pedro Passos Coelho parece um catavento. Tirou a alma a Portugal. Até agora não deu qualquer sinal de que vai alterar um milímetro que seja as políticas que tem vindo a seguir. Depois do “que se lixem as eleições”, na festa do Chão da Lagoa, na Madeira pediu “humildemente” para governar mais quatro anos para poder “dar uma outra alma a Portugal”. Ele há cada um! Brinca connosco! Só pode!
  • Alguém disse que “fazer todos os dias as mesmas coisas e esperar resultados diferentes é a maior prova de insanidade” e aqui entra Passos e o seu parceiro da coligação Portas porque, a não ser que esteja guardada alguma enorme surpresa, parece surpreendente que seja Passos a propô outra alma para Portugal. Mentiras e promessas não cumpridas do costume. Mostra-se uma cenoura a um burro para que siga sempre o mesmo caminho.
Publicado por Manuel Rodrigues às 22:09
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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

O baile das mentiras com ilusão da verdade

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Encontro-me neste momento na Beira-Alta profunda, onde o acesso à imprensa escrita é dificultado pela distância aos centros urbanos. O acesso à informação tem apenas três a rádio, a televisão e a Internet.

Embora tente ficar por uns tempos afastado das notícias da política há sempre um caso ou outro que me chega, mesmo que não a procure e a tentação da curiosidade vence.

Na primeira página do Diário de Notícias de ontem uma das notícias titulava que Maria Luís Albuquerque abria a porta a novos cortes nas pensões que já estão a pagamento e que o CDS se distanciava e dizia que só aceitará se o PS também aceitar.

O comentador artista da política da TVI, Marcelo Rebelo de SousA, no seu comentário de domingo sobre o tema, disse que Maria Luís Albuquerque tem falta de comunicação política e que assustou os “velhinhos” (será ele um eternamente jovem?).

Na segunda-feira à noite veio a mesma ministra das finanças dizer que quer “partir de forma completamente aberta” para discutir o problema dos 600 milhões, número que ela enviou para Bruxelas no DEO (Documento de Estratégia Orçamental) mas que não diz em que se baseia àquele valor nem de tipo de cortesa se refere. É que 600 milhões não são 600 mil euros. Não ficando por aqui corrige as declarações e pede a mão ao Partido Socialista para que haja consenso para o corte de 600 milhões sem se saber o porquê e o como que vão na cabeça dela para os obter.

Para perdões fiscais de milhões de euros e outras benesses há que ir buscar dinheiro onde o houver.   

Logo de seguida vem Mota Soares dizer o ministro da Segurança Social dizer (eu ouvi através da rádio) que bla… bla… "não há neste momento nenhuma medida a ser discutida", bla.. bla…, nem neste momento "nenhuma proposta a ser apresentada…". Repare-se no pormenor da repetição do “neste momento”.

Hoje, o ora agora vira p’rá aqui, ora agora vira p’ráli e sempre centrado no seu umbigo, Miguel Sousa Tavares elogia Maria Luís Albuquerque pelo que disse sobre as pensões dos “velhinhos” e diz, esfolem-se porque os meus impostos são elevados e têm que baixar e alguém tem que pagar (em sentido figurado claro). Como se os “velhinhos” não pagassem também impostos. fIcamos sempre com a sensação que ele comenta en função das simaptias que tem...

E vem Passos Coelho falar de coesão social quando desde que tomou posse o seu discurso, que pelos vistos continua pelos membros do seu Governo, foi o da divisão descarda e escandalosa dos portugueses entre gerações e trabalhadores.

Basta ler os jornais para ver o aumento da violência que se agravou desde que Passos Coelho tomou posse. A revista Visão da passada semana traz um artigo que aborda este assunto.

Ainda haverá alguém que por mais boa vontade que tenha acredite na palavra destes senhores e senhoras que nos têm Governado? Se esta direita troca-tintas de Passos Coelho ganhar as eleições só teremos a esperar aquilo por que nunca esperámos.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:31
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Livros que estou a ler

Livros que já li

Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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