Sexta-feira, 14 de Julho de 2017

O estado da desgraça da oposição de direita

Direita afunda.png

Estamos ainda no rescaldo do debate na Assembleia de República sobre o Estado da Nação. No que respeita ao Governo era o que se esperava, enunciado do que fez e do que pretende fazer com umas pinceladas aqui e ali com cores promocionais, o que é natural nas intervenções dos representantes de qualquer governo em democracia.

Se os discursos de Costa, Carlos César, Augusto Santos Silva e ministro da saúde Adalberto Campos Fernando estavam bem estruturados tendo em vista o pretendido, os da oposição de direita com Luís Montenegro do PPD/PSD, Passos Coelho e Assunção Cristas e Telmo Correia do CDS foram os do repete, repete não saindo qualquer novidade que os portugueses pretendessem ouvir a não ser a lamúria costumeira já deteriorada pelo passar do tempo agarrando-se como gato a bofe aos tristes, lamentáveis, mas inesperados acontecimentos do último mês.

Falam, tentando, como de costume, enganar-nos, conotando factos e com eles forjando mentiras fazendo-as passar por verdades. Tal como Telmo Correia transformou opiniões pessoais sobre o que vai vendo e ouvindo, e procura, sem o conseguir, em verdades. Assunção Cristas fez da sua intervenção numa espécie de chá canasta em que amigas falam das últimas sobre política.

“The revolution is not a tea party” é uma frase de Mao Tse Tung que escreveu num ensaio durante a Revolução Cultural Chines que associo à forma como Cristas faz política, como se fosse uma conversinha em encontros de chá canasta. As intervenções da direita mais uma vez nada de novo apresentaram a não ser a lamúria derrotista e costumeira de casos e casinhos. Assunção Cristas do CDS primou pela repetição do que vinha a dizer durante a semana pretendendo mostrar-se como a aguerrida representante duma direita minoritária agitada e barulhenta à qual António Costa soube responder à altura, desmontando com assertividade o seu discurso. Identicamente o fez Carlos César.

Elogio às medidas tomadas pelo Governo, mas ainda poucas, foram coloridos com alguma oposição por parte das intervenções de Jerónimo de Sousa e Cristina Martins   e de alguns outros deputados das bancadas PCP e BE. Era que se esperava.  

Na minha opinião um deslize, inconveniente na oportunidade foi o de António Costa ao pretender apanhar boleia do PCP e do BE sobre o caso dos despedimentos da PT, agora Altice, fazendo referência menos institucionais a uma empresa privada o que posso tomar por um deslize emotivo. Aqui acompanho Passos Coelho, apenas e só quando afirma que "uma perspetiva muito negativa da visão que um primeiro-ministro tem, numa economia social de mercado, do que é a função do Governo"

Finalmente, quem assistiu a todo o debate do Estado da Nação e viu os jornais televisivos foi confrontado com alinhamentos noticiosos do acontecimento através duma seleção que pendiam mais para a direita e menos relevância para as de António Costa. Escolha seletiva favorecedora das intervenções desastrosas da direita, o que foi evidente. Pretenderam assim relevar mais o discurso da direita do que as intervenções relevantes que desmontavam o que era dito. É assim que vai a nossa televisão. E, na TVI24, claro, o comentário do neoliberal, direitista e admirador de Passos Coelho, António Costa eis diretor do Diário Económico, e sem contraditório, mais uma vez.   

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:15
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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

O ónus da culpa

Onus da culpa.png

Comentar o discurso de Paula Teixeira da Cruz na Assembleia da República quando das comemorações do 25 de abril é dar importância à doença que avassala o PSD dito social-democrata. Uma espécie de azia com que se confronta, no dizer de Correia de Campos “azia prolongada, desconfortável” que “chega a ser dolorosa.”. E acrescenta: “Esperava-se que Bruxelas recusasse o Orçamento. Em vão. Esperava-se que o spread da dívida soberana castigasse a esquerda intrusa, a querer ombrear com os bem comportados. Em vão. Esperava-se que as agências de rating viessem repor a ordem natural de não deixar governar a esquerda. Em vão”.

Paula Teixeira da Cruz e o PSD encerraram-se no casulo que teceram com as suas políticas sem ainda conseguiram que a crisálida emergisse sob a forma de borboleta para ver a luz do dia. Preferem “curtir” o seu passado recente com o orgulho neoliberal com que brindaram Portugal.

O discurso não é mais do que o retorno das ameaças amedrontadoras já bem conhecidas e repetidas pela direita (PSD) de que nos podem levar novamente à catástrofe. Conhecemos bem as políticas e os discursos que conduziram à divisão dos portugueses. Entretanto Passos Coelho vai dizendo por aí que as previsões do PE - Plano de Estabilidade são pouco ambiciosas e irrealistas e, ao mesmo tempo, dizem outros, serem excessivamente otimistas. Concordo se o termo ambição para Passos Coelho, forem cortes, sacrifícios, mais austeridade. Como tornaria Passos Coelho o PE - Plano de Estabilidade e o PNR – Plano Nacional de Reformas mais ambiciosos? Curioso é que alguns comentadores de economia das televisões, tomando-se ares de credibilidade, alinham pelo diapasão da oposição do PSD de Passos, o mesmo é dizer que, em vez de comentaristas isentos, mais parecem deputados da oposição.

Mas voltemos ao discurso da tragédia e do “odor do salazarismo bafiento” com que Teixeira da Cruz rotula os partidos que apoiam o Governo acusando-os de traidores à pátria por se atreveram a reagir às posições sobre matérias financeiras em relação à Europa, feitas internamente, diga-se, tivessem que ser silenciadas.

Se bem me lembro, e quem esteve atento à comunicação social quando se estava a discutir o Orçamento de Estado para 2016 para apresentar em Bruxelas recordar-se-á também e pode avaliar quem de facto poderá ser considerado em termos valorativos, mesmo que em sentido figurado, ser traidor à pátria quando um deputado europeu do PSD (Paulo Rangel) em Bruxelas fez questão de “chamar a atenção” da Comissão Europeia para o facto de “todo o esforço que a população portuguesa fez nos últimos quatro anos, com resultados tão prometedores e tão inspiradores”, estar agora “comprometido” devido ao “acordo de forças da extrema-esquerda com o PS, que põe em causa o equilíbrio que até agora tem sido seguido em Portugal”. Deixo a cada um tirar as ilações que bem entender.

O discurso é uma espécie de catarse do ónus da culpa do PSD feito pela “psicanalista” Paula Teixeira da Cruz, isto é, faz uma terapêutica psicanalítica do partido tendo em vista o desaparecimento de sintomas pela exteriorização verbal e emocional de traumatismos governativos recalcados enquanto o PSD esteve, juntamente com o CDS, no Governo.

A senhora deputada quis contemplar o atual Governo e os partidos que o apoiam com os mesmos argumentos que, com razão, lhe foram dirigidos ao Governo da altura. Foi um discurso com a emoção à flor da pele, virado para o passado, com laivos traumáticos pela perda do poder que queriam manter à imagem e semelhança do anterior. Fazem acusações que sabem lhes couberam quando o PSD foi Governo querendo agora imputar a outros. O trauma do PSD e de Paula Teixeira da Cruz manifestam-se numa espécie de cegueira ensaiada para ocultar o ónus duma culpa que acarretam.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:30
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Quinta-feira, 31 de Março de 2016

Plano Nacional de Reformas e parcialidade dos comentadores televisivos

Comentadores_Simpsons.png

 

Foi ontem apresentado na Assembleia da República o PNR – Plano Nacional de Reformas de iniciativa do Partido Socialista no Governo. Claro que, como já tem sido habitual noutras ocasiões idênticas, houve de tudo um pouco, palmas, risos, abanares de cabeças, discursos com notas de humor que visaram adversários que alguns comentadores da televisão (SIC) acharam pouco edificantes. Já se esqueceram das intervenções de Paulo Portas que, de quando, em quando, animava a Assembleia com o seu humor por vezes cáustico e sarcástico quando que se dirigia à oposição.

Mas há comentadores e comentadores. Há os que tentam manter alguma isenção, por vezes sem o conseguir, e outros que não a conseguem nem fazem o distanciamento necessário. Entre estes últimos incluo José Gomes Ferreira da SIC que hoje mais parecia uma versão televisiva dum deputado do PSD destacado opor Passso Coelho para aquele canal. Refiro-me ao seu cometário sobre a discussão do PNR ao qual se referia dizendo que era uma conjunto de ideias generalistas que qualquer governo poderia apresentar. Mais parecia um decalque do que Passos Coelho disse no plenário.

Quereriam que fosse apresentado um dossiê completo e detalhado com centenas de páginas? Quem minimamente conhece a metodologia de projeto sabe que qualquer plano/projeto se inicia por um geral e só depois se avança com o plano detalhado ao que se segue depois para o plano de pormenor todos enriquecidos por propostas de vários setores, porque, um plano que abranja várias áreas de intervenção, deve ter uma componente política multipartidária e técnica multidisciplinar. Será que não estarão ali propostas abertas e sujeitas a discussão pública aptas a poderem ser melhoradas e acrescentadas? Ou queria a oposição um tal documento com centenas de pormenores que depois se tornaria impossível, a tempo, a sua análise e discussão.

O cometário de alguns destes senhores, como aquele que referi, pode indiciar duas perspetivas, a primeira será a ignorância, a outra revela o sectarismo ideológico, partidário e seguidista do regime que apoiaram durante quatro anos.

Gomes Ferreira, comentador que apenas aborda o que vai de acordo com os desígnios que professa, vai mais longe quando se refere à capitalização das empresas dizendo que desconhece se esta capitalização será com dinheiro colocado pelo Estado, omitindo o que está bem claro na intervenção de António Costa quando referiu que a capitalização das empresas é necessária para resolver “um dos maiores bloqueios à atividade e ao crescimento da economia”. E para atingir esse objetivo contará também com o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (conhecido como o Plano Juncker)” e que este inclui uma linha específica para apoio a empresas, “incluindo a capitalização”, de 75 mil milhões de euros. Nesse sentido, o Plano Juncker foi considerado pelo Governo “como uma fonte complementar à estratégia de capitalização das empresas com vista ao fortalecimento das suas capacidades de investimento, à promoção do crescimento económico e do emprego”.

Abaixo incluo uma síntese dos seis pilares do PNR publicado pelo jornal Público.

 

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Qualificação dos portugueses
Melhorar as qualificações a partir dos 3 anos

É uma das medidas mais concretas entre as que António Costa apresentou esta terça-feira. “Generalizar a todas as crianças de 3 anos o acesso ao pré-escolar”, anunciou, lembrando que as taxas de reprovações são mais altas entre os alunos que não tiveram educação pré-escolar. O objetivo já constava do programa eleitoral do PS e do programa do Governo.

Dessa forma, o executivo espera cumprir o objetivo de redução do insucesso e abandono escolar. Este é um dos eixos em que se desdobra o primeiro pilar do PNR, dedicado à qualificação. Neste âmbito, destaca-se também a necessidade sublinhada pelo executivo de melhoria da qualificação da população que já está no mercado de trabalho, que será concretizada através do Programa Integrado de Educação e Formação de Adultos (herdeiro do programa Novas Oportunidades), cuja criação foi aprovada no último Conselho de Ministros. O PNR aponta ainda para a necessidade de introduzir inovação no sistema educativo, ainda que sem explicitar de que modo, e para a formação de jovens que não estão nem a trabalhar nem a estudar. Samuel Silva

Inovação na economia
Puxar pelo empreendedorismo

Se novidades há neste PNR face ao programa do Governo, elas passam pela definição das metas que vão ajudar a aferir o grau de sucesso das políticas através das quais o executivo quer diversificar as exportações, promover o empreendedorismo e inverter a queda do investimento empresarial em Investigação e Desenvolvimento: 5100 empresas apoiadas pelas medidas de internacionalização, 1500 a beneficiar com medidas de apoio ao empreendedorismo, conseguir que até 2023 existam entre 62 a 67% das empresas com mais de 10 trabalhadores a reportar atividades de inovação e que nesse mesmo ano o peso das exportações nas vendas das empresas atinja os 22% e que o respetivo peso no PIB nacional passe dos atuais 40% para os 47%. Um dos indicadores que o Governo pretende intensificar é o do volume de exportações de produtos de alta tecnologia – apenas 3,6%, enquanto a média dos 28 países da UE chega aos 15,6%. Nas previsões do conselho de finanças públicas até 2019, o aumento da procura externa era expectável apenas a médio prazo: um abrandamento em 2016 (de 5,1% para 4,9%) para crescer nos anos seguintes, com destaque para o contributo do turismo. Luísa Pinto

Valorização de recursos
Aposta na reabilitação urbana 

Quatro mil edifícios públicos e privados e três milhões de metros quadrados de espaços públicos serão alvo de reabilitação ou de intervenção apoiada, de acordo com a meta anunciada pelo primeiro-ministro. A aposta na reabilitação urbana estava já clara no programa do Governo. Aliás, o tema, consensual, anda há muito no discurso de vários governos, mas ainda não ganhou no terreno a expressão que os agentes económicos reivindicavam – sobretudo o sector da construção civil que hoje depende muito deste segmento. Ainda não foi diferente com Costa: os instrumentos já foram anunciados, falta a sua operacionalização. O Ministério do Ambiente, que tutela esta área, está a criar o Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020), tendo como ponto de partida 250 milhões de fundos comunitários a que se somam 140 milhões do empréstimo contraído junto do BEI. Com estes 390 milhões como base, o Governo pretende lançar um concurso para a participação da banca comercial e com ele assegurar, até ao fim do ano, cerca de 780 milhões para financiar operações de reabilitação urbana. Mas a valorização do território também passa pela mobilidade. Pretende-se construir 214 quilómetros de ferrovia, e requalificar mais de 40% da rede. Quanto à eficiência energética, o compromisso é reduzir em 25% o consumo de energia primária em todos os sectores económicos. Luísa Pinto

Capitalização das empresas
Transferir 2,8 mil milhões

Primeiro, um elevado ritmo de endividamento. Depois, um congelamento de novos empréstimos, que ditou um bloqueio à atividade. Este é o retrato do sector empresarial nacional nas últimas duas décadas. Só entre 2000 e 2012 o endividamento subiu de 98% para mais de 150% do PIB, muito suportado pelo sector bancário. Com a crise financeira, e especialmente a partir de 2011, o crédito tornou-se algo raro, e muito mais caro. Empresas, mais ou menos viáveis, fecharam portas, enquanto outras sobreviveram mas a custo.

Aliás, parte da descida geral do endividamento (o rácio está agora em 144% do PIB) advém do facto de muitas empresas terem encerrado (obrigando os bancos a assumir o impacto negativo), e da redução forçada de diminuição da dívida, por falta de novos empréstimos. Este último fator levou a menor competitividade (ao nível dos preços), despedimentos ou bloqueio de novas contratações e adiamento de investimentos. As empresas precisam de se capitalizar, e de preferência diminuir a dependência da banca (algo que o anterior executivo já identificara).

O que o Governo vem agora sugerir é a aplicação de medidas no terreno que ajudem a esse processo. Os fundos “Capitalizar” serão orientados para a “generalidade das empresas”, e para os vários ciclos: desde a sua criação ao desenvolvimento/criação, passando pela reestruturação. Aqui, a Instituição Financeira para o Desenvolvimento (vulgo “banco de fomento”) teria um papel operacional, através de dois fundos (um ligado a capital e outro a dívidas e garantias).

Esta terça-feira, António Costa afirmou que a ideia é apoiar, através dos fundos “Capitalizar”, 9300 empresas, prevendo-se a transferência de 2,78 mil milhões de euros para esse objetivo, no quadro do Portugal 2020. De acordo com fonte oficial do Governo, o número de empresas que se prevê apoiar “decorre, no essencial, do compromisso já assumido no âmbito do quadro Portugal 2020 para a utilização de instrumentos financeiros de capitalização”. O reforço de capitais próprios, diz a mesma fonte, “teve em consideração a avaliação prévia das necessidades de financiamento demonstradas pelas empresas que compõem o tecido empresarial português (gap de financiamento referente a necessidades de capitalização), designadamente tendo em conta os níveis de autonomia financeira desejáveis para estas empresas, bem como as falhas de mercado atualmente existentes ao nível do investimento (gap de investimento) ”.

Na sua intervenção, António Costa referiu que a capitalização das empresas é necessária para resolver “um dos maiores bloqueios à atividade e ao crescimento da economia”. E para atingir esse objetivo contará também com o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (conhecido como o Plano Juncker).

Ao PÚBLICO, fonte do Governo clarificou que este inclui uma linha específica para apoio a empresas, “incluindo a capitalização”, de 75 mil milhões de euros. Nesse sentido, o Plano Juncker foi considerado pelo Governo “como uma fonte complementar à estratégia de capitalização das empresas com vista ao fortalecimento das suas capacidades de investimento, à promoção do crescimento económico e do emprego”.

Nas próximas semanas, a estrutura de missão para a capitalização das empresas, criada pelo Governo e presidida por José António Barros (gestor e ex-responsável máximo da AEP) deverá apresentar as primeiras conclusões do seu trabalho. A ideia é avançar com algumas medidas que sejam aplicáveis no imediato, havendo depois uma segunda fase com instrumentos financeiros mais complexos, a olhar para o médio e longo prazo. Luís Villalobos

Modernização do Estado
Reduzir pendências em 20% até 2020

António Costa deixou claro que a simplificação administrativa é, a par da capitalização das empresas, um ponto essencial para dotar o tecido empresarial de condições para melhorar a sua produtividade e criar emprego.

Os problemas estão há muito identificados e o primeiro-ministro espera que estejam criadas condições para simplificar os processos de licenciamento e pôr a justiça ao serviço da competitividade. Num contexto em que os recursos são escassos, o primeiro-ministro falou na importância de um Estado “que se concentra em acrescentar valor à vida dos cidadãos, das empresas e da sociedade”.

No sector da justiça, o Governo quer reduzir em 20% o número de pendências na ação executiva cível ao longo dos próximos cinco anos. Na calha está também a entrada em funcionamento de um interface que ligue o Sistema de Suporte à Atividade dos Agentes de Execução à plataforma informática Citius e a disponibilização de um site para consulta de informação processual.

Na área empresarial o Governo compromete-se a concentrar todos os processos de licenciamento no Balcão do Empreendedor e a pôr, finalmente, no terreno o licenciamento único ambiental (integrando 11 regimes jurídicos). O objetivo é reduzir em 30% os prazos médios deste licenciamento e em 25% os seus custos. Raquel Martins

Coesão e Igualdade Social
Mais 23 mil idosos com apoio extra

Mais 23 mil idosos abrangidos pelo Complemento Solidário para Idosos — chegando-se aos 200 mil beneficiários deste apoio para quem tem pensões muito baixas. Mais crianças com abono de família. Mais pobres com Rendimento Social de Inserção. A síntese do Programa Nacional de Reformas estabelece, no capítulo da “Coesão e Igualdade Social”, três objetivos — que, de resto, já estavam bem expressos no programa do Governo: por um lado, “elevar gradualmente os rendimentos dos portugueses, em particular das populações mais atingidas pela pobreza e exclusão social”, por outro, “restabelecer os mínimos sociais”, revendo condições de acesso a prestações. E por fim, “promover a saúde”. Sobre este último define-se que haverá uma “redução global do valor das taxas moderadoras”, de “22% a 24%, em 2016”, e também “100% das consultas realizadas em tempo adequado” e “100% das cirurgias realizadas dentro do tempo máximo previsto”. Ao plano junta-se o objetivo já anunciado de oito mil camas à rede de cuidados continuados. Garantir que a tarifa social de energia chega a todos os potenciais beneficiários é outra meta inserida no PNR, que acrescenta que “medidas fiscais para promover maior justiça social” serão igualmente adotadas para atingir o objetivo da coesão social. Andreia Sanches

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:54
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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

Reféns do PSD ou a loucura de um ex-primeiro-ministro

Invocar o medo.png

 

Há uma coisa que sabemos, o CDS-PP está dependente de Passos Coelho e refém do PSD.

O assustado e perplexo Nuno Melo, conservador de ultra direita, adepto duma democracia de partido único no governo, para sempre, quando abre a boca ou escreve não acrescenta nada de novo. Já conhecemos muito bem o seu discurso. Ao criticar a solução de Governo PS, por via do apoio apenas ao nível parlamentar dado pelo PCP, BE e PEV veio agora dizer que "Quem manda hoje no PS é o comité central do PCP".

Nuno Melo devia estar calado porque quem manda no seu partido, o CDS-PP, é Passos Coelho que o mantém refém do PSD através dum acordo que, se foi escrito, não se sabe o que dele consta porque nem foi divulgado. O CDS aceitou um acordo (?) apenas para se manter no poder.

Todos nos recordamos de em julho de 2013 Paulo Portas ter revogado o irrevogável e ter ultrapassado as linhas vermelhas que dizia não querer ultrapassar. Com que moral vêm agora estes senhores dar lições e tecer comentários, a maior parte das vezes sem fundamento.

Tudo o que está em causa é o medo da perda do poder já consumado neste momento. Resta-lhes andar por aí fazendo comícios, dizem de esclarecimento, à porta fechada prestando-se aos mais disparates ditos como o fez hoje o líder da coligação neoliberal Passos Coelho quando se declarou "inteiramente disponível" para apoiar "uma revisão constitucional extraordinária para dissolver a Assembleia e para que seja o povo português a decidir". Passos Coelho falava no encerramento das jornadas "Portugal: Caminhos do futuro", com militantes do PSD e do CDS-PP e, pela primeira vez desde o escrutínio de 4 de outubro, pediu eleições antecipadas.Revisão constitucional.pngRevisão da Constituição da República agora com quem e com que maioria de quatro quintos que seria necessária para uma revisão extraordinária. Nem dois terços, quanto mais! Será que a perda de poder o endoidou?

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:19
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015

A ira da perda do poder

Fúria da direita.pngO PSD partido da social-democracia em Portugal morreu a partir de 2011. Embora se intitule de centro o PSD, com Passos Coelho, passou a ser um partido da direita radical, perdeu a sua identidade própria, deixou de representar aquela parte significativa da população que contribuiu naquele ano para que obtivesse 38,66% dos votos que lhe deu 108 deputados (ver quadro abaixo).

O PSD na altura conseguiu mais deputados do que o Partido Socialista do que o conjunto dos partidos à sua esquerda, 108 contra 98. A coligação feita com o CDS-PP que não teria sido necessária para haver uma maioria confortável do PSD foi um trunfo dado ao CDS-PP poder fazer parte do Governo. Foi o entendimento à direita coisa que a esquerda nunca tinha conseguido. Agora conseguiu e a direita radical espanta-se, manifesta perplexidade, indigna-se e admira-se e insurge-se.

A ira que move a direita deve-se a não conseguir o que desejava: que o Partido Socialista os ajudasse a governar passando-lhe uma espécie de cheque em branco para continuar a fazer regressar Portugal ao que era há 30 anos atrás. Queria ajuda do PS para manter os sacrifícios que tanto dizem ter custado aos portugueses. É a política do medo a arma desta direita sem classe, sem personalidade, que à primeira perda do poder se descontrola, ofende e ameaça.    

O PSD capturado pelos neoliberais já nada tem a ver com o partido que foi. O CDS-PP confrontado com a hipótese da perda do poder e de voltar ao que sempre foi, um partidinho de direita cuja única força lhe era dada por Paulo Portas. Sem argumentos difamam, insultam, agridem, manifestam e demonstram, muitas vezes através das redes sociais. Foi nisto o que passou a ser o PSD com Passos Coelho. Sem Passos Coelho talvez o PSD volte a ser um partido do centro e da social-democracia.

Comparem-se os resultados dos dois últimos atos eleitorais e verificar-se-á as perdas e ganhos dos respetivos partidos. Basta fazer as contas.

À direita não basta reivindicar a vitória que, em si mesmo, é um facto inquestionável. A questão que se coloca é que estabilidade governabilidade consistente poderia oferecer a Portugal um governo de direita com a configuração parlamentar como a que se apresenta hoje.

Paulo Portas ameaçou ontem na Assembleia da República o PS de lhe ser negada ajuda se, "aflito e não conseguir gerir a demagogia explosiva do Bloco de Esquerda e os compromissos de Bruxelas, não venha depois pedir socorro". Podemos perguntar quem, para se manter no poder, precisava de ajuda para governar e até ofereceu lugares no Governo ao Partido Socialista depois de o ter posto de parte durante quatro anos?  

 

 

2011

 

 

 

2015

 

 

Partidos

Nº de votos

%

Deputados

Nº de votos

%

Deputados

PPD/PSD

2159181

38,66

108

 

 

 

PS

1566347

28,05

74

1747685

32,31

85

CDS-PP

653888

11,71

24

 

 

 

PCP-PEV

441147

7,9

16

445980

8,25

17

B.E.

288923

5,17

8

550892

10,19

19

Coligação PSD+CDS-PP

 

 

 

1993921

36,86

104

PPD/PSD+CDS-PP

2813069

50,37

132

 

 

 

PS+PCP-PEV+BE

2296417

41,12

98

2744557

50,75

121

 

 

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:59
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Terça-feira, 10 de Novembro de 2015

Em política pode não haver favas contadas nem os diamantes serem eternos

Favas e diamantes.png

 

A expressão favas contadas parece ter origem na forma de escolha do abade nos mosteiros por meio um sistema de votação de favas brancas e favas pretas. Contavam-se as favas e o monge que tivesse o maior número de favas brancas era nomeado abade do mosteiro.

A frase tem assim o sentido de coisa certa, negócio seguro, algo que já é certo que vai acontecer. Que não há dúvidas que vai acontecer. A direita não se pode arvorar a manter-se no poder sine die.

Durante quatro anos e meio a direita de Passos Coelho e de Paulo Portas rejeitaram todas e quaisquer propostas do PS. Lamentando o facto e vendo que as favas não estavam contadas após eleições, de aflitos, lembram-se até de propor a participação do PS no governo pensando que iria cair na esparrela. Em política não há favas contadas. Uma democracia parlamentar depende da conjugação de forças em presença. A vitória pode não ser favas contadas quando há adversários à altura.

Vamos até supor que não haveria qualquer acordo do PS com o PCP, o BE e o PEV, o que esperaria a coligação de direita da conjugação de forças parlamentares? Que a oposição parlamentar maioritária deixasse passar, após a experiência dos quatro anos anteriores, um Governo agora de apoio minoritário? A coligação de direita passaria a depender do Partido Socialista para fazer passar o seu programa de Governo, o orçamento e os diplomas que viessem a seguir. Era com isso que a direita contava, pensava serem favas contadas. Fazer com que, a prazo, o PS se tornasse num partido, aliado da direita, sem identidade política, como o é atualmente o CDS-PP.

A coligação de direita ganhou as eleições mas centra-se apenas no resultado percentual. Pretende fazer passar um apagador pela representatividade parlamentar. Isso não é possível. Face aos resultados eleitorais e escolhas do povo os partidos têm a liberdade de fazer acordos pontuais, ou não, com quem muito bem entenderem e com quem esteja em melhores condições de defender quem os elegeu.

Por mais que a direita faça e tenha ganho a eleições os resultados mostraram com clareza que foram 2736845 portugueses que votaram na esquerda e 1742012 que votaram na direita por mais jogos e joguinhos dialéticos que façam.

Não sou especialista em leitura de expressões faciais mas quem viu ontem o debate na Assembleia da República poderia notar em alguns deputados da direita, nomeadamente Telmo Correia expressões de fúria e oratória de sabor amargo.

A direita acha-se o diamante da democracia, da política e da governação, mas, contrariamente ao filme de James Bond, os diamantes em política não são eternos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:59
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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Dia das bruxas da política

Dias das bruxas da política.png

 

Segundo conta a lenda, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo. Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, e causavam todo tipo de transtorno. 

Arménio Carlos anunciou em conferência de imprensa uma concentração, em Lisboa, junto à Assembleia da República, realizada pela CGTP no dia em que serão votadas as moções de rejeição ao Governo de direita. Assim, o dia das bruxas da política será comemorado mais tarde. Não havia nexexidade, ham…ham…!

Não facilita, apenas complica e favorece os argumentos da direita contra o acordo em que o PCP está envolvido para viabilizar um governo apoiado pela esquerda.

Ah! Mas a CGTP não é o PCP. Não é, mas….

O PCP não desarma e não abdica de querer ser o protagonista do vanguardismo da classe operária, desculpem, dos trabalhadores. O PCP tem muitas ilusões, e mantem-nas, esquecendo-se que foi um dos que contribuiu para que a direita, em 2011, viesse a ganhar as eleições com maioria absoluta e não conseguiu, com o seu vanguardismo, tirá-la do poder.

Acho ser inoportuna esta concentração que, diz Arménio Carlos, serve para  "reafirmar a recusa popular e a determinação de fazer com que este seja o último programa de Governo da autoria da coligação PSD/CDS" e "exigir resposta positiva às reivindicações dos trabalhadores e das populações e reclamar uma alternativa política…".

Mas essa alternativa está a ser já negociada e, segundo parece, está a decorrer em sentido positivo para quê agora manifestações de rua para forçar o que já está determinado pelos partidos proponentes da(s) moção(ões) de rejeição.

A resposta virá célere da direita com os argumentos do costume apresentados sobre a convergência da esquerda acusando o PCP de não ser de confiança.

Sou pelas negociações à esquerda mas esta concentração só pode servir para invocar as bruxas da política.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:47
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2015

A fantochada em que foi transformado o mais alto órgão de soberania

cavaco-silva-fantoche.png

O Presidente da República na sua intervenção de ontem continuou na sua linha de apoio descarada à coligação. É um Presidente cheio de dúvida e de receios que pretende esconder atrás duma capa de rigor e independência que não mostra. Utilizou por outras palavras as que a coligação utilizou durante a campanha eleitoral. Claro que, Cavaco Silva tem que dar posse ao governo que saiu da decisão do povo manifestado nas eleições. Sobre isso não deve haver quaisquer dúvidas e desvios por mais artificiosos que sejam.

Quando disse que "cabe aos partidos políticos encontrar um compromisso para um Governo consistente", não trouxe nada de novo. Limitou-se a lançar para o ar um lugar-comum numa situação eleitoral como esta. É evidente que poderia ter dito que caberia à coligação que ganhou as eleições encontrar um compromisso governativo, mas não, referiu-se aos partidos, excluindo alguns, como quem diz, vocês aí, que tiveram os votos arranjem-se que eu não tenho nada a ver com isso. E vocês, portugueses, que não deram aos partidos que eu apoio a maioria absoluta também são responsáveis.

Como determina o Artigo 187º, nºs 1 e 2 da Constituição da República o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos representados na Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais.

Ora, a intervenção de Cavaco Silva passou uma borracha por cima daquele artigo dizendo o que achava. O Presidente Cavaco limitou-se a exprimir "estado de alma" em vez dum "estado político" ao excluir à partida outros partidos que tiveram expressão eleitoral. Uma espécie de marginalização a esses partidos e um castigo aos portugueses que se atreveram a votar neles. Baseou-se em justificações ouvidas durante a campanha eleitoral mesmo antes de os ouvir. Como saberia se estariam ou não dispostos a negociar sem primeiramente os ouvir? Uma revanche antidemocrática sobre uma esquerda que representa mais de 994 mil portugueses.

Cavaco Silva, durante a sua desastrosa presidência mostrou mais uma vez, com os seus apelos aos consensos, ser um adepto fervoroso duma união de partidos, duma espécie de fantochada do tipo união nacional do passado.

Foi e continua a ser já no fim de mandato uma vergonha para os portugueses. Pelo menos da grande maioria.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:25
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Bons ou maus intentos

Se dúvidas houvesse sobre as intenções do Presidente da República para o prolongamento estratégico da manutenção do Governo com mais três meses de bónus dissiparam-se. O jornal Expresso avança a ideia que corre na Presidência da República é que confia que será inevitável um Governo baseado em acordos se não houver maioria absoluta.

Pretende impor um modelo forçado idêntico ao de alguns países europeus nomeadamente a Alemanha e outros países do norte. À troca negociações de pastas e de lugares os partidos seriam obrigados a governar de acordo com o modelo que o Presidente pretende impor aos portugueses. Impõe a sua vontade quando afirma que "O próximo Governo, seja qual for a sua composição, não pode deixar de ter o apoio maioritário da Assembleia mas, além disso, tem de assegurar uma solução governativa coerente e consistente pressupostamente para ele de direita e que tenha a garantia da "governabilidade e da estabilidade política", e justifica que é "algo decisivo para o país".

Torna-se evidente que estas declarações são para condicionar o voto livre dos portugueses nos partidos que pretende governem o país através do fantasma insegurança e do medo dos mercados. Uma forma de pressão sustentada no discurso da governabilidade e estabilidade política e nos "superiores interesse do país", e nos dele, digo eu.

Uma solução governativa "consistente" entre partidos diferentes pretende. Mas se a partir dos resultados das próximas eleições não houver condições para o que ele pretende? Não dá posse ao Governo e, ao modo de muitos ditadores, toma ele conta do recado? Estará a pensar numa espécie de golpe de Estado nos corredores de Belém? Ou será uma espécie de governo de iniciativa presidencial que transformará depois numa espécie de União Nacional do século XXI? E, tudo isto, três meses antes do término dum infeliz e inepto mandato?

Somos levados a pensar que pretende substituir o debate e o confronto político, a que chama lutas partidárias, por um Governo e um Parlamento uníssonos e onde exista uma oposição decorativa e sem voz.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:23
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Mimética convulsiva

Pires de Lima.png

 

 

O ministro da economia, Pires de Lima, que não fez nada de relevante na sua área, pelo menos que se conheça, a não ser viagens promocionais, entrou numa espécie de convulsão caricata que não lhe era peculiar. O tom fonicamente expressivo utilizado numa intervenção na Assembleia da Republica, enquanto ministro, pareceu, a quem o ouviu, uma entoação discursiva por alguém que ingeriu bebidas alcoólicas finas e se estivesse a dirigir a uma assistência de atrasados mentais.

Não admira. Este senhor especializado na gestão de empresas de bebidas como sumos e cervejas ainda não se deu conta que se encontra num serviço de estado e não de vendedor de bebidas. Ele próprio disse, em tempo, a jornalistas que o interpelavam frente às câmaras das televisões e já como ministro da economia: "Bem… e agora tenho que ir vender umas cervejas…". De seguida meteu-se na viatura e abandonou o local.

Está tudo dito. O ministro Pires de Lima perdeu a postura e a compostura que parecia mostrar e passou à de um vulgar vendedor de bebidas alcoólicas que, embriagado se dirige a um grupo de ineptos armazenistas compradores das ditas bebidas.

É manifesto o início do desvairo propagandístico eleitoral devido às perdas eleitorais e potencialmente futuras conduz a isto. Qual a diferença entre o tom e o gesto de dois ministros? O da voz arrastada por imitação de embriaguez e o do outro que fez o gesto dos corninhos?

Tenha compostura e dê o exemplo senhor ministro, para fazer oposição e expor as suas ideias não necessita de mímica necessita de cabeça.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:16
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Políticos e mérito mistura exemplar

Paulo Portas, na última vez que foi sincero perante o país, explicou o que é a política em Portugal:

 

"…os políticos não precisam de mérito, até são muito medíocres, mas não sabem fazer mais nada    na vida, precisam da politica para subir na vida…"

  

Eis agora o exemplo da mediocridade que sobe na vida de acordo com as afirmações de Paulo Portas:

 

O deputado do CDS-PP Michael Seufert, da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, entre outras "foi considerado um dos 10 portugueses da área política mais influentes no Twitter em 2012..."

E isto é mais importante do que qualquer currículo profissional, formação académica ou qualquer ideologia. Está portanto de acordo com o perfil de político desenhado em tempos Paulo Portas. Na política procuram-se pessoas medíocres mas populares, pessoas desonestas, mas populares. É isso que traz votos.

 

O deputado do CDS Michael Seufert, estudante, defende que os contratos para jovens que procuram o primeiro emprego deviam ser "mais flexíveis" e "isentos de contribuições para a Segurança Social". Para este deputado, as empresas conseguiriam assim cortar 30% nos custos com o trabalhador, se os jovens ficarem fora da Segurança Social.

Com 29 anos, deputado à Assembleia da República Portuguesa!... É gente desta que nos representa e a quem pagamos elevados vencimentos na Assembleia da República!!!... E é também este senhor, com o 12º ano, que tem o descaramento de pau de defender exames para professores contratados!

São sujeitos como este que agora lançam verborreias   

 

Veja-se as habilitações e o currículo deste deputado com o 12º ano e fique-se estupefacto!

 

Nome Completo: Michael Lothar Mendes Seufert

 

Data de Nascimento: 1983-04-15

 

Habilitações Literárias: Ensino Secundário.

 

Frequência de Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores - Ramo Telecomunicações - Redes de Dados.

Frequência de Mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores - Ramo Telecomunicações - Redes de Dados (agora alguns mestrados são integrados, fazem parte da licenciatura, e podem ser frequentados)

Profissão: Estudante

 

Comissões Parlamentares a que pertence:

Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública [Suplente]

Comissão de Educação, Ciência e Cultura [Coordenador GP]

Grupo de Trabalho - Parlamento dos Jovens

Grupo de Trabalho - Regime Jurídico da Partilha de Dados Informáticos

 

 

CURRÍCULO PROFISSIONAL:

 

Guia Turístico (Sandeman & Cia, Sogrape Vinhos SA),

 

1999-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Campanhã (Porto),

 

2005-2009 Deputado à Assembleia de Freguesia de Nevogilde (Porto),

 

2009-2013 Presidente da Juventude Popular, 2009-2011.

 

Currículo no parlamento e - na Wikipédia..

 

Parlamento o maravilhoso mundo da autoformação em política para amigos.

 

Um Relvas, que nem se preocupou em disfarçar, agora mais este!... Aos 47 anos este personagem aparecerá licenciado e doutorado por equivalência. Mas as coisas serão feitas com mais cuidado, pois eles ao longo dos anos, aprimoram os seus esquemas.

Lá está, aprendem depressa, e assim enganam e mentem mais e melhor. É essa a sua vocação e formação.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:25
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Mentirosos e desvairados

 

Mentirosos

 

O espetáculo lamentável dado pelo primeiro-ministro na Assembleia da República em primeiro lugar não o dignifica e que demonstrou ter perdido o rumo e o controle da situação. A deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda, pessoa que nunca foi do meu agrado devido às suas intervenções mais ou menos comicieiras, ao referir que a palavra do primeiro-ministro não "vale nada", não foi de todo desajustada na verbalização do termo aplicado, pois é sabido que Passos Coelho tem mentido e ocultado a verdade ao longo destes três anos de governo, por isso não tem autoridade moral para criticar seja quem for quando o confrontam com afirmações contraditórias no que se refere a políticas que anteriormente negou aplicar ou que nunca clarificou.

O primeiro-ministro foi questionado sobre questões do corte de salários e pensões quando dizia que eram medidas pontuais e transitórias. É verdade e evidente que ele mais do que uma vez o afirmou. Há cerca de um mês disse Passos Coelho que "Não enfrentaremos o futuro pensando que todos estes cortes que tivemos de fazer permanecerão. Muitos deles serão transitórios". Ao afirmar convictamente que aqueles cortes são para continuar significa que Passos Coelho mentiu logo, Catarina Martins ao afirmar que a palavra dele não vale nada não cometeu nenhuma calúnia.

Passos Coelho refugiou-se numa frase tirada da cartola num momento de ilusionismo para se esquivar a respostas objetivas dizendo que "Dado o valor que a minha palavra tem não estará à espera de resposta". Portanto, acabou por assumir a falta de valor da sua palavra. O menino ficou com a birra ao ser confrontado publicamente com as suas mentiras e, mais uma vez, aproveitou para fugir à questão. 

 

Desvairados

 

Hieronymus Bosh - O Jardim das Delícias Terrenas, painel direito - Detalhe do Coelho

 

Face ao desaire eleitoral que preveem os partidos do Governo os seus líderes e apoiantes perderam o rumo e desesperam refugiando-se nuns índices e dados macroeconómicos que neste momento ainda nada representam na realidade portuguesa.

Mas, para além das mentiras com que têm iludido os portugueses o Governo anda desvairado, alucinado, desatinado. Palavras, todas elas, mais do que adequadas ao que os seus elementos e propagandistas têm vindo a demonstrar nas mais diversas ocasiões e lugares.

Um dos desvairos são as afirmações de Paulo Rangel como o de fazer apelo à utilização das redes sociais para atrair as gerações mais novas com certeza para caírem, mais uma vez, nas armadilhas que a coligação Aliança Portugal prepara e que mais se deveria chamar "Coligação Aliança para a Destruição de Portugal". Claro que agora pretendem tirar dividendos do discurso fácil e divisionista lançado na sociedade colocandojovens contra velhos sabendo, previamente, que estes não andam pelas redes sociais.

Outro desvario corrente que se repete ad nauseam é o do sistemático convite para o Partido Socialista se sentar à mesa com o Governo. Será para alguma almoçarada? Mas que pressa é esta? A insistência leva a desconfiar. Se alguém convidasse outro para colaborar depois de o ter acusado e intrujado este ficaria sempre de pé atrás.

Paulo Rangel já arquitetou o discurso desatinado contra a oposição mas, ao mesmo tempo, apela a consensos. Mas que consensos? Será que pretende fazer campanha eleitoral em conjunto casos os haja?  

Nesta altura perante a proximidade de eleições europeias um governo com maioria absoluta que governa Portugal há três anos estar a insistir numa negociação com o seu opositor político é o mesmo que estar a dizer que o quer meter num buraco sem saída com comprometimentos e prejuízos óbvios.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:54
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Corrupção à solta em Portugal

Não há meio de acabar com este tipo de situações devido às quais apenas alguns estão a pagar. Ao que este país chegou!

Ninguém se mexe e os deputados ficam calados. Não querem muito "ruído" à volta disto. Será porque a amiora parte etá mais ou menos comprometida.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:52
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Domingo, 26 de Janeiro de 2014

Austeridade só para alguns?

 

Enquanto a uns são cortados os salários e pensões de reforma, e a outros são congelados os vencimentos, outros são aumentados, como o foram os deputados da Assembleia da República que não se fazem rogados a esses aumentos. Como se pode confirmar pelo mapa comparativo abaixo incluído.

Sou dos que acha que os deputados devem ser bem pagos assim como os que ocupam cargos públicos de responsabilidade, porém, se estamos em contenção de despesa e em tempos de austeridade não se compreende a razão destes aumentos.

Salientam-se apenas os vencimentos dos deputados, mas uma análise mais detalhada podemos ver o aumento de encargos com as despesas com pessoal.

 

Fontes: 

Diário da República, 1.ª série — N.º 222 — 16 de novembro de 2012

 

Diário da República, 1.ª série — N.º 226 — 21 de novembro de 2013

 

 

 

OAR 2013

OAR 2014

Diferença

01. DESPESAS COM PESSOAL

42.174.204,00

44.484.054,00

2.309.850,00

01.01 Remunerações certas e permanentes

31.531.365,00

32.664.938,00

1.133.573,00

01.01.01 Titulares de órgõas de soberania: Deputados

9.803.094,00

10.293.000,00

489.906,00

01.01.01a Vencimentos ordinários de Deputados

9.048.644,00

8.820.000,00

-228.644,00

01.01.01b Vencimentos Extraordinários de Deputados

754.450,00

1.473.000,00

718.550,00

01.01.03 Pessoal dos SAR e GAB- Vencimentos e Suplementos

11.116.950,00

10.431.019,00

-685.931,00

01.01.05 Pessoal além dos Quadros - GP´s

6.127.139,00

6.252.791,00

125.652,00

01.01.05a Pessoal além dos Quadros - GP´s: Vencimentos

5.563.180,00

5.377.776,00

-185.404,00

01.01.05b Pessoal além dos Quadros - GP´s: Sub.Férias e Natal

518.959,00

853.515,00

334.556,00

01.01.05c Pessoal além dos Quadros - GP´s: Doença e Maternidade/Paternidade

21.500,00

11.000,00

-10.500,00

01.01.05d Pessoal além dos Quadros - GP´s: Pessoal aguardando aposentação

23.500,00

10.500,00

-13.000,00

01.01.06 Pessoal contratado a termo

186.000,00

176.170,00

-9.830,00

01.01.07 Pessoal em regime de tarefa ou avença

243.200,00

229.600,00

-13.600,00

01.01.08 Pessoal aguardando aposentação (SAR)

76.300,00

80.000,00

3.700,00

01.01.09 Pessoal em qualquer outra situação

978.540,00

1.359.120,00

380.580,00

01.01.11 Representação (certa e permanente)

1.216.479,00

1.186.489,00

-29.990,00

01.01.12 Subsídios, Suplementos e Prémios (certos e permanentes)

33.000,00

38.400,00

5.400,00

01.01.13 Subsídio de refeição

683.393,00

616.973,00

-66.420,00

01.01.13a Subsídio de refeição (Pessoal dos SAR)

453.393,00

386.973,00

-66.420,00

01.01.13b Subsídio de refeição (Pessoal dos GP´s)

230.000,00

230.000,00

0,00

01.01.14 Subsídios de férias e de Natal (SAR)

1.017.270,00

1.951.376,00

934.106,00

01.01.15 Remunerações por doença e maternidade/paternidade (SAR)

50.000,00

50.000,00

0,00

01.02 Abonos Variáveis e Eventuais

4.195.074,00

3.830.655,00

-364.419,00

01.02.02 Trabalhos em dias de descanso, feriados e horas extraordin.

470.000,00

304.848,00

-165.152,00

01.02.02a Trabalhos em dias de descanso e feriados (SAR)

130.000,00

90.500,00

-39.500,00

01.02.02b Horas extraordinárias (GP´s) 3

340.000,00

214.348,00

-125.652,00

01.02.03 Alimentação, alojamento e Transporte

155.000,00

156.700,00

1.700,00

01.02.03a Alimentação

87.000,00

98.700,00

11.700,00

01.02.03b Alojamento

33.000,00

30.000,00

-3.000,00

01.02.03c Transportes

35.000,00

28.000,00

-7.000,00

01.02.04 Ajudas de custo

3.060.412,00

3.061.737,00

1.325,00

01.02.04a Ajudas de custo: Funcionários SAR e GAB

143.234,00

131.659,00

-11.575,00

01.02.04b Ajudas de custo: Outras

10.650,00

23.550,00

12.900,00

01.02.04c Ajudas de custo: Deputados

2.906.528,00

2.906.528,00

0,00

01.02.05 Abono para falhas

5.000,00

5.000,00

0,00

01.02.06 Formação

500,00

500,00

0,00

01.02.08 Subsídios e abonos de fixação, residência e alojamento

23.500,00

27.000,00

3.500,00

01.02.12 Subsídios de Reintegração e Indemnizações por cessação

418.342,00

214.000,00

-204.342,00

01.02.12a Subsídio de reintegração (Deputados)

395.342,00

200.000,00

-195.342,00

01.02.12b Indemnizações por cessação de funções

23.000,00

14.000,00

-9.000,00

01.02.13 Outros suplementos e prémios

38.500,00

35.930,00

-2.570,00

01.02.14 Outros abonos em numerário ou espécie

24.320,00

24.940,00

620,00

01.03 Segurança Social

6.447.765,00

7.988.461,00

1.540.696,00

01.03.01 Encargos com Saúde

486.650,00

301.512,00

-185.138,00

01.03.01a Encargos com a saúde (SAR)

326.150,00

189.687,00

-136.463,00

01.03.01b Encargos com a saúde (GP´s)

40.500,00

28.000,00

-12.500,00

01.03.01c Encargos com a saúde (Deputados)

120.000,00

83.825,00

-36.175,00

01.03.02 Outros encargos com saúde

1.000,00

1.000,00

0,00

01.03.02a Outros encargos com a saúde (SAR) 25

1.000,00

1.000,00

0,00

01.03.03 Subsídio familiar a crianças e jovens

35.575,00

6.500,00

-29.075,00

01.03.03a Subsídio familiar a crianças e a jovens(SAR)

28.830,00

6.000,00

-22.830,00

01.03.03b Subsídio familiar a crianças e a jovens(GP´s)

5.225,00

500,00

-4.725,00

01.03.04 Outras prestações familiares e complementares 260.000,00

1.520,00

260.000,00

258.480,00

01.03.04a Outras prestações familiares e complementares (SAR)

211.100,00

180.000,00

-31.100,00

01.03.04b Outras prestações familiares e complementares (GP´s)

81.500,00

70.000,00

-11.500,00

01.03.04c Outras prestações familiares e complementares (Deputados)

14.725,00

10.000,00

-4.725,00

01.03.05 Contribuições para a segurança social

2.790.890,00

2.890.415,00

99.525,00

01.03.05a Contribuições para segurança social (SAR) 

379.120,00

470.085,00

90.965,00

01.03.05b Contribuições para a segurança social (GP's)

1.116.000,00

1.180.000,00

64.000,00

01.03.05c Contribuições para a segurança social (Deputados)

1.295.770,00

1.240.000,00

-55.770,00

01.03.06 Acidentes em serviço e doenças profissionais   

219.530,00

150.500,00

-69.030,00

01.03.06a Acidentes profissionais (SAR)

219.000,00

150.000,00

-69.000,00

01.03.06b Acidentes profissionais (GP's)

530,00

500,00

-30,00

01.03.09 Seguros

58.450,00

65.100,00

6.650,00

01.03.09a Seguros (SAR)

500,00

500,00

0,00

01.03.09c Seguros (deputados)

57.950,00

64.600,00

6.650,00

01.03.10 Outras despesas de segurança social CGA

2.548.345,00

4.313.434,00

1.765.089,00

01.03.10a Outras despesas de segurança social CGA (SAR)

1.719.745,00

2.810.774,00

1.091.029,00

01.03.10b Outras despesas de segurança social CGA (GP´s)

200.000,00

330.000,00

130.000,00

01.03.10c Outras despesas de segurança social CGA (deputados)

628.600,00

1.172.660,00

544.060,00

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:52
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Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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