Segunda-feira, 3 de Julho de 2017

Demissões na direita precisam-se

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O antigo dirigente social-democrata Ângelo Correia que acusa a liderança do PSD de “inércia” e diz que o partido está votado ao “silêncio” e à “ausência”. Diz mesmo que nem consegue criticar o líder da oposição. “Nós só podemos criticar aquilo que existe e como não existe nós nem sequer podemos criticar”, disse Ângelo Correia, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias. “O grande problema para o PSD

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:33
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Sábado, 14 de Julho de 2012

Os comentadores, os políticos e o dinheiro dos outros

http://umpovoarasca1.blogs.sapo.pt/282163.html

Alguns artigos de opinião e comentários políticos que leio na imprensa e os comentadores que vejo na televisão e, com menos frequência, na rádio dariam para um sem fim de artigos.

Vou tentar ser mais claro. Esta coisa de escrever para pessoas muito diversificadas nos gostos, interesses e culturas deve ter o seu quê de simplicidade na objetividade, sem pompa e pedantismo e não ser demasiado técnica. Mas o que se verifica é que muitas das vezes se dirigem apenas a alguns iluminados que, para além do mais, acabam por confundir o leitor, o ouvinte e o telespetador, levando-o a desinteressar-se do assunto.

Muitos são especialistas em retórica construída de tal modo para confundir o ouvinte/telespetador através de uma persuasão sofística e aliciante. É exemplo deste caso as intervenções do Eng. Ângelo Correia quando é convidado para debates televisivos. Tem aparentemente um discurso conciliador, pleno de artifícios filosóficos e dialéticos.  

Tento compreender e colocar-me no papel, sem o conseguir, dos que defendem certos pontos de vista no que respeita a medidas financeiras, económicas, sociais e reformas estruturais das quais, em princípio, pensam vir a ser excluídos. Isto é, os governos que reformem, estruturem, cortem, aumentem e cobrem impostos desde que alguns (entre os quais eu) não sejam incluídos, quer por estatuto, quer por regime de exceção. Defendem pontos de vista e medidas consequentes como se tratasse de verdades absolutas como se não houvesse alternativas para além daquelas que apresentam. Sócrates, não o filósofo, mas o outro, também dizia em certa altura quando da tomada de medidas penalizadoras, que ou isto ou o caos!

Para esclarecer, como exemplo do que acabo de afirmar, vou citar uma passagem do artigo de Fernando Madrinha, no Jornal Expresso de 23 de junho de 2012, onde salienta algumas afirmações do antigo ministro das finanças Miguel Cadilhe.

Diz Fernando Madrinha que paso a citar: “…uma taxa de 4% sobre a riqueza, não só dos ricos, mas de todos os portugueses. Haveria isenções: por exemplo, uma família com casa própria, vivendo só do seu salário. Supõe-se que essa família, se tivesse 500 euros no banco, já pagaria 4% da sua poupança. Ouvindo os iluminosos economistas que falam de impostos quando não falam de reduzir salário, ficamos com dúvidas sobre se terão a noção do valor do dinheiro. Pelo menos para aqueles que têm pouco, já que não deve ser o caso deles.”.

Aqui está um exemplo do que eu pretendi dizer quando escrevi o terceiro parágrafo uma frase clara e objetiva e que todos compreendem.

Mas este é apenas um caso muitos outros haveria a dizer quando se referem aos salários, aos cortes nos subsídios, aos cortes nas reformas dos nossos pais e avós…. É fácil gerir com o dinheiro dos outros, especialmente com o dos mais indefesos. O dinheiro desses comentadores políticos, autodenominados isentos, que apoiam tudo aquilo que não os prejudique a eles, já cá não se encontra.

A isto acresce ainda as escandalosas exceções nos cortes (caso do Banco de Portugal entre muitos outros) que foram consentidas, para que não se levantassem ainda mais vozes de contestação. Pelo menos alguns setores ficaram controlados.

As medidas de austeridade e os sacrifícios, sendo excecionais como dizem, devem ser distribuídos por todos e atingir os rendimentos, independentemente de quem os aufere, e não serem apenas algumas classes sociais e profissionais a serem penalizadas. Nunca fui funcionário público sempre estiv no setor privado, mas não concordo que sejam apenas alguns a ter que ser responsabilizados e penalizados pelos desmandos concentidos pelos governos que foram eleitos por todos, pressupostamente para nos governarem bem! O que este governo está a fazer com o appoio de cometadores do seu leque ideologico, parece vingança soez para com determinadas classes sociais e profissionais, com o argumento de que são despesa do Estado. Não foram todos os governos sem exceção que para isso contribuiram através dos gastos incontrolados! Quem afinal era despesista e queria viver acima das suas possibilidades?  

Arranjam-se legalmente medidas de exceção para benefício de alguns prejudicando outros, os mesmos de sempre. Por aqui se vê que muitas das medidas são mais de opção ideológica e política do que económica. Não me venham falar da isenção dos comentadores e analistas que defendem alguns pontos de vista mais do que neoliberais e dos que defendem o seu contrário. Todos tomaram a sua opção no leque ideológico e político  e daqui não saem, por mais claras e objetivas que sejam as evidências contrariamente ao que defendem!

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:36
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Livros que estou a ler

Livros que já li

Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

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Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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