Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

Repete… Repete

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Acerta quem disser que nos meus comentários sobre política neste blogue incido em alguns pontos que já escrevi em textos anteriores. Mas é mesmo assim. A repetição faz parte da sucessão de acontecimentos que vão surgindo na política. A oposição de direita, faz isso até à exaustão.

Aproximam-se as eleições para as autarquias e a redundância do tema Sócrates será inevitável e na comunicação social poderá vir a ser mais uma evidência repetitiva. Aliás, o PSD já começou a utilizá-la e a contextualizá-la.  

A direita PSD recupera e repete o caso do despesismo de Sócrates quando esteve no governo e as nefastas consequências que teve para o país. Foi Abreu Amorim na RTP3 no frente a frente com Galamba do PS, agora é o presente chefe da bancada parlamentar do PSD, esse senhor de cabeça oca que dá pelo nome de Hugo Soares, cujo historial político e respetivos antecedentes não inspiram muita confiança, quer no aspeto ideológico, quer no debate político. É um dos já poucos fãs de Passos Coelho e das suas políticas.

Hugo Soares, em nome do PSD, como também o fizeram líderes de outros partidos, veio tecer comentários sobre a entrevista que António Costa deu ao semanário Expresso. Então não é que lá veio à baila o despesismo do investimento público do tempo de Sócrates e dos projetos megalómanos lançando o já cansativo jargão do medo dos resgates e da banca rota. Digam lá se isto é ou não repetitivo, pouco original, e que revela a falta de qualidade da argumentação política.

Vamos lá ver então. O PSD criticou o governo por manter a austeridade, e um dos argumentos era, na altura da discussão do orçamento, a falta ou o fraco investimento público. Recorde-se que neste campo aquele partido era defensor de quanto mais privado melhor e cancelou tudo o que fosse investimento público.

Curiosamente, quando se pede um compromisso entre os diferentes partidos para o programa 20-20 onde se prevê investimento público necessário e não megalómano, o PSD vem dizer agora que há um regresso ao despesismo do tempo de Sócrates. Vamos lá perceber este partido. Mas que há desorientação, lá isso há.

Mas, Hugo Soares, o único voluntário que se chegou à frente para liderar a bancada parlamentar do partido acrescentou que o PS não quis qualquer acordo com o PSD e agora faz apelo ao consenso. Entretanto muita coisa mudou e, pelos vistos, parece que o PSD prefere os seus joguinhos de interesses partidários ao bem do país. Não é novidade, isso já nós sabemos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:56
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Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

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Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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