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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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O insulto

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Nós, portugueses, não podemos permitir que nos insultem, somos membros de pleno direito da União Europeia, temos os mesmo deveres e direitos que todos os outros países e, para tal, temos contribuído.

Não podemos permitir que um qualquer sujeito político dum qualquer país com problemas políticos de extrema direita faça afirmações que em nada contribuem para a credibilidade dos das instituições europeias e pelos que desempenham altos cargos da U.E. Refiro-me, está claro, ao sujeito que é do Partido Trabalhista social-democrata holandês, o PvdD, Presidente do Eurogrupo e também Ministro das Finanças da Holanda desde 2012 que dá pelo nome de Jeroen Dijsselbloem. Este senhor insultou os países do Sul, entre os quais estamos incluídos, eu, vocês, todos nós os portugueses, acusando-nos de gastarmos dinheiro "em copos e mulheres". “Acusou o Sul da Europa de desperdício de dinheiro em "copos e mulheres", durante a crise que conduziu ao resgate financeiro de países como Portugal, Grécia ou Espanha. E recusa pedir desculpas”.

Este sujeito cujo partido esteve até então no poder descarrega a sua frustração pela perda das eleições sofrendo um desaire eleitoral nunca visto nas últimas eleições holandesas, passando para o décimo lugar. A responsabilidade da perda parece ser, segundo ele, dos países do sul.

Jeroen Dijsselbloem está equivocado. Quem vem para Portugal gastar dinheiro em copos são os dos países do norte, nomeadamente os holandeses (ainda bem para nós). É vê-los nas esplanadas do Algarve sempre com copos à frente durante todo o dia e, nas praias, consumindo garrafas atrás de garrafas de cerveja e de vinho. Mas não é só cá entre nós, lá na Holanda também, quando, nos fins de semana, apanham carraspanas de meia-noite.

O dito sujeito deve ter andado pelas casas de chuto que a Holanda criou e legalizou e, “pedrado” fez aquelas declarações.  

Alguém, talvez uma direita que também sofre síndrome da perda do poder, deve ter contado ao ouvido de Dijsselbloem uma novela, mas, ao contrário, o que o inclui no grupo dos disparatados ressabiados pela perda. Para ele fomos nós os portugueses e outros países do Sul que o fizemos perder as eleições ao seu partido.

Afirmações e linguagem digna dum Geert Wilders ou qualquer outro da extrema-direita e até de um Donalda Trump.