Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

O acessório à falta de melhor

O problema gerado com os elementos escolhidos para a administração da CGD – Caixa Geral de Depósitos é um bónus que o Governo deu à direita na oposição. O Governo de António Costa errou. Esta é a segunda vez. Com mais erros idênticos dá-lhes oportunidade para trautear e evitar assim a verdadeira oposição que ainda não fizeram. Se António Costa e o seu Governo não prestarem mais atenção às implicações antes da tomada de decisões temos baile mandado.

Esgotado o argumento das sanções da U.E. pelo incumprimento do défice, do Governo anterior, diga-se, a direita olhará em todas as direções para ter oportunidades que até hoje não teve. É nisso que irão apostar. No acessório e não no essencial. Na chamada baixa política.

Os deputados da direita, como é sabido, pertencem a dois grupos partidários que, quando no poder, sempre prejudicaram uns em favor de outros e, para continuar essa cruzada querem voltar.

Deixemos agora um dos partidos, o CDS, que há muito se sabe com que contar e voltemo-nos para os deputados do PSD cujos argumentos apenas têm servido para iludir o povo com banalidades numa espécie de bailinho. Argumentam de modo a ir ao encontro com o cidadão menos atento e com alguma iliteracia política, a não ser a que veem e ouvem nos jornais televisivos e seus comentadores que muitas das vezes não escondem a sua entrega dedicada ao partido hoje na oposição.

Os que conduziram e contribuíram para que Portugal caísse no marasmo económico em que hoje se encontra e que outros pretendem ainda salvar num esforço hercúleo, dada a resistência quer interna, quer externa, veem agora, pela voz do vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, por questões de lana caprina, falar da incompetência do atual governo devido à rejeição pela Comissão Europeia de alguns dos administradores propostos para a CGD. É como aquele adepto dum clube de futebol que comenta à mesa dum café sobre o treinador e diz que se eu estivesse lá não faria assim.

Apesar da razão que lhe possa caber pela falha não desculpável do Governo não se preocupa o senhor deputado com a ingerência da Comissão nos assuntos internos que apenas deveriam dizer respeito a Portugal. Isso já não lhe faz cocegas. Até parece que, quando o seu partido estava no Governo, era intocável, sem falhas, sem falcatruas, sem trapalhadas.

A Comissão Europeia numa coisa tem razão. Não pelo currículo dos propostos, mas pela questão da acumulação de cargos que podem dar lugar a interações pouco claras. Quando se vai ocupar o lugar num banco do Estado não podem existir incompatibilidades.

Disse ainda aquela luminária de deputado que é um atentado aos trabalhadores do banco do Estado os ordenados dos administradores. Esse senhor que manobra em algumas águas profundas e secretas e que, segundo a imprensa da época, janeiro de 2012, teve alguns problemas por ligações ao ex-diretor do SIED, e que pertence a um partido cujo líder sempre prejudicou quem trabalha vem correr em defesa dos trabalhadores. Quando o seu partido esteve no governo isso não fazia parte das suas preocupações. Tem memória de elefante para umas coisas e memória de toupeira para outras. Releia os jornais do seu tempo. Releia, que lhe faria bem rever os escândalos e falhas do Governo que na altura o seu grupo parlamentar apoiava.

Quanto aos vencimentos exagerados dos administradores posso não estar de acordo, mas será que ele encontraria alguém com qualidade e competência que arriscasse administrar a CGD com os problemas que atualmente enfrenta, apenas por um prato de lentilhas?

O que mais se lhe recomenda é tento, para não dizer pior.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:59
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Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

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Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


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Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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