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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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Noveleiros da direita

Passos_Noveleiro.pngO PSD com Passos Coelho tem as mãos vazias para fazer oposição. Agora que a novela da CGD está a chegar ao fim procura novos adornos para produzir uma outra versão atualizada para obter protagonismo mediático que lhe possibilite manter-se à tona. Com o pin ao peito a fazer de conta de patriota faz os possíveis para destruir aquilo que, em relação ao sistema bancário, os portugueses mais presam, o banco público. Atrás dele virão novamente neoliberais comentadores e adoradores de Passos titubeando “faits divers” sobre o tema.  

Santana Lopes como candidato à Câmara de Lisboa saiu-lhe pela culatra. Pois claro! Santana pode ter todos os defeitos, mas não é estúpido. O trabalho que está a fazer na Santa Casa está a ser meritório, dá-lhe sossego sem lhe prejudicar futuras andanças na política. Caso fosse candidato pelo PPD/PSD para salvar a imagem de Passos Coelho e perdesse, mesmo por escaços votos a sua imagem poderia voltar a ficara de rastos.

Resta agora a Passos procurar novo candidato ou coligar-se a Assunção Cristas que, estando um pouco chamuscada pelo passado, não parece que queira queimar-se associando-se a a um partido de quem se quer distanciar ainda sem o conseguir apesar do esforço.

Passos Coelho é o seguro de vida duma clique agarrada ao PSD com jovenzinhos de trinta e poucos anos “de alto mérito” como, por exemplo, António Leitão e Duarte Marques, com fracos currículos e que estão na política porque não encontram outros lugares tão bem remunerados em empresas locais. Repare-se que não é minha pretensão fazer cair em descrédito a política nem tenho nada contra os políticos, mas já tenho contra os oportunistas que a utilizam para futuros saltos. Quanto aos antigos, esses calam-se porque ainda não sabem como farão para conseguirem uma saída limpa do imbróglio em que se meteram na ânsia do poder quando apoiarem o atual líder e os seus princípios neoliberais. Mas, como diz o povo, enquanto o pau vai e vem folgam as costas. O discurso da direita está a mudar na UE para se afastar do utilizado pela extrema direita que, em alguns pontos, se apoderou do discurso populista próximo da esquerda e do centro.

O PSD de Passos queria estar no poder? Queria. Tinha em mente manter as políticas que seguiu? Tinha. Tem alguma coisa de novo para se mostrar alternativa? Não. A única coisa que tem nas mãos vazias á a CGD? É. Isso está em consonância com os interesses do país, isto é, com o interesse das empresas e das famílias? Não. Então o que pretende a direita PSD de Passos? Não sabemos.

Os portugueses já não sabem, mas há muitos que para escolherem um partido ligam mais ao aprumo do fenótipo que traz no seu porte elegante e apessoado do seu líder do que ao seu mérito.

À esquerda do PSD há que haver juízo. Como disse ontem Jerónimo de Sousa na entrevista que deu ao jornal Público. As sondagens são cada vez menos fiáveis, lá fora isso verifica-se. Por isso, o PS não pode embandeirar em arco com a subida nas sondagens. Tudo quanto sobe desce e a maior velocidade. Numa aliança parlamentar como é esta duma “geringonça funcional” é o todo que vale. Se um sai pode ser o enterro desta alternativa com a potencial subida da direita de Passos seguido e duma possível vitória ainda que a correlação de forças não se de apresente como tal. O eleitorado é, e pode vir a mostrar-se volúvel. Parece não ser isso que se quer. Não queremos voltar a outros quatro anos de mentiras, trapalhadas e divisões entre quem trabalha, nem quebras de coesão.

Digo eu agora: se não houver juízo por parte da esquerda já sabemos o que pode vir por aí. As sondagens são efémeras!

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