Domingo, 9 de Julho de 2017

Feras de ocasião

Feras.png

Na vida selvagem as circunstâncias influenciam o comportamento das diversas espécies. Fruto duma complexa competição ecológica feras predadoras acoitadas espreitam momentos para poder atacar a suas vítimas. Não querem uma vítima, querem várias para satisfazer a sua voracidade e manter alguma energia de reserva quando a falta de caça não lha fornece. Organizam emboscadas, às vezes com a ajuda de outros elementos da mesma espécie, para procurar as suas presas na savana onde vivem.

Esfomeadas procuram, escavam, remexem, perseguem até encontrar as suas vítimas, se possível sem dispêndio energético. Algumas utilizam outras espécies para os ajudar nos seus instintos de dominação do território de caça.

A estratégia de ataque é a de perscrutar o território e o golpe baixo contra a vítima desprevenida da sua preferência. Algumas feras mais fracas mostram-se, por vezes, mais aguerridas para conseguirem a energia de que precisam para sobreviver utilizando os despojos que os seus competidores vão deixando no terreno. Mas, pela sua fraqueza, o caminho é o colapso da sua estratégia ficando isoladas e acabando por perder a sua vítima em favor dos outros predadores mais fortes.

 Procuram o momento do ataque, mas, como não tem a força suficiente para derrubar a presa atacam com mordidelas e beliscaduras. Esperam que outras espécies mais fortes, também elas vorazes, a sigam e ajudem a dar o golpe final à presa para, depois, sem grande esforço, recolherem as sobras. Para estas ferazinhas predadoras quando a caça é rara reconfiguram as suas estratégias de ataque servindo-se de outras espécies numa simbiose, uma relação mutualmente vantajosa e da qual, dois ou mais, são beneficiados por esta associação que, provocam traiçoeiramente danos indiretos, causando vítimas e fragilizando outras pelo caminho.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:18
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Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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