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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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Desorientados

Desorientação.pngDurante os quatro anos no Governo acrescentando mais um do exílio que, pelas circunstâncias de todos conhecidas, foi imposto a Passos Coelho, a política interna do PSD esteve fechada a quatro chaves. Em surdina começam a questionar a liderança de Passos Coelho. Escreve-se aqui e ali. O partido entrou em desorientação de rumo face à tempestade que ele próprio gerou.

O partido faz passar agora para a comunicação social alguns movimentos internos com um propósito: testar a opinião pública sobre quem poderá ter melhores condições de vir a suceder a Passos Coelho como líder do PSD. Isto porque as autárquicas se aproximam e estão a ver que a floresta pode começar a queimar-se.

Há algum tempo que a comunicação social avança nomes como o de Rui Rio. Não sei se será boa ou má escolha, ou se será melhor ou pior líder do que Passos Coelho. Rui Rio foi um homem forte e com tomadas de decisões irrevogáveis (as dele sim, foram mesmo irrevogáveis) e, enquanto esteve à frente da autarquia da cidade do Porto, terá tido uma boa relação institucional com António Costa o que poderá ser positivo.

Outros nomes como Paulo Rangel, Aguiar-Branco e Luís Montenegro surgem da sombra para suceder a Passos Coelho. Nesta barafunda interna do partido aparecem ainda os nomes de Marco António Costa e Miguel Relvas (sim esse mesmo) para fazerem as contagens e reunir seguidores para conseguir a eleição do próximo presidente.

Dos potenciais candidatos Paulo Rangel, Aguiar-Branco e Luís Montenegro, se de facto o forem, o PSD passará de mal a pior. Rangel e Montenegro têm-se firmado como fiéis seguidores de Passos Coelho e, a serem eleitos, serão ferozes neoliberais piores do que ele. As suas intervenções nas várias oportunidades que têm na comunicação social quer escrita quer televisiva ao longo dos quatro anos, mais um, as suas posições de apoio à atual política do PSD têm sido muito claras. Não será de esperar que algo mude no partido com aqueles possíveis candidatos, bem pelo contrário.

Montenegro já o conhecemos bem como líder da bancada do PSD. Sempre a poiou as medidas do Governo de Passos e ainda segue as mesmas orientações e é pouco provável que as venha a mudar no futuro. Com ele nada irá mudar no partido. O mesmo se pode dizes de Rangel que, na altura da luta pela liderança do partido, concorreu em oposição a Passos Coelho e perdeu. Todavia devemos ter em vista que foi um número circense. Uma espécie de faz de conta.

Há uma crença no interior do PSD que tem sido comprovada, quem perde as eleições para a liderança do partido nas seguintes ganha. Rangel sempre defendeu intransigentemente o Governo de Passos e, embora faça propaganda de que o partido é do centro, as posições dele estão longe de serem as da social democracia ou até do centro. A sua candidatura, se vier a verificar-se, servirá para baralhar e dar de novo. Com alguma destas três candidaturas política será a mudança na continuidade.

Quem tem feito o jeito de ler o que escrevo neste blog sabe quanto tenho estado contra as posições da política de Passos Coelho, mas, ao confirmar-se qualquer uma destas três candidaturas para a sua substituição, excetuando Rui Rio, por enquanto, então, antes Passos do que qualquer um daquele.