Terça-feira, 6 de Junho de 2017

Será que para burros só nos faltam as penas?

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Depois do contratempo de Barcelona voltei ao ativo editorial deste blog. E começo pela questão da dívida pública que, a propósito, foi ontem constituída mais uma plataforma que elaborou um relatório sobre como a pagar em é substituída a palavra reestruturação por forma de pagar. Conclusão? Há agora dois relatórios e uma convicção comum: a dívida é excessiva.

Ultrapassado o problema do défice a direita PSD centra agora a sua “raiva” oposicionista sobre a dívida pública sobre o que evitava falar e discutir.  A direita há tempo trás, quando estava no governo nem queria ouvir falar nisso alegando na altura dificuldades que se prendiam com os mercados, e diabolizava todos quanto se referiam à palavra reestruturação da dívida. Lembrou-se agora a direita de constituir uma plataforma donde saiu um documento sobre o tema, após ter sido apresentado um outro elaborado por um grupo do PS e BE.

Compreende-se que o problema da dívida é melindroso e há que pegar nele com algumas pinças. No entanto, a direita nem com pinças lhe queria tocar. Parece agora que tudo mudou, porque, indo a reboque constituiu uma “plataforma” que autodenominou de PCS, Plataforma para o Crescimento Sustentável, (sigla que mais parece um disfarce, pois as letras P, C e S da referida sigla podem até querer significar Partido Comunista Social, ou coisa que o valha. Uma mistura de PC com PS, com um C no meio, talvez!).

A dita plataforma diz não ser do PSD, mas que é próxima do PSD. Isto é, aos seus elementos falta-lhes apenas o cartão de partido, porque, de resto, está tudo lá. Tentam fazer parecer que não é aquilo que é fazendo dos outros burros. Faz-me lembrar aquela anedota em que um sujeito diz para outro: “Para burro só lhe faltam as penas”. A reação foi imediata: “Mas burro não tem penas!” Ao que o primeiro responde: “Bom, então não lhe está faltando nada.”

A PCS diz-se uma “associação independente, sem filiação partidária”. Todavia, quem pertence ao conselho consultivo é Francisco Pinto Balsemão, um dos fundadores do PSD que, pelos vistos, parece não querer ser do PSD nesta andança, já que são apenas próximos do PSD conforme declaram. Neste momento ainda não se vislumbra o posicionamento de Passos Coelho face a esta plataforma PCS.

O projeto que o grupo de trabalho do PS e BE apresentou para discussão e reflexão sobre o tema da dívida pública tem que ser analisado e avaliado com algum cuidado para não ter um efeito contrário ao pretendido, pondo em risco a estabilidade dos mercados no que se refere aos juros e “ratings”.   

Prevendo outros ventos europeus sobre a gestão das dívidas públicas a direita, que diz que a sua plataforma não é PSD, mas que é PSD, vai a reboque, dizendo que não se trata de reestruturação, mas da forma de como pagar. Tirando o PCP e BE, alguém pretende o perdão, ou disse que não se devia pagar a dívida? O que esta direita pretende, como sempre fez, é confundir, enganar, baralhar.

Recordo que a primeira ideia apresentada sobre uma eventual restruturação da dívida lançada para debate, já lá vão mais de três anos foi o manifesto subscrito por 70 personalidades portuguesas que defendia que a reestruturação da dívida devia obedecer a três condições: abaixamento da taxa média de juro, alongamento dos prazos e reestruturação, pelo menos, da dívida acima dos 60% do produto interno bruto. Um dos subscritores que assinou o manifesto foi Manuela Ferreira Leite do PSD, que, na altura, foram diabolizados por Pedro Passos Coelho e pela sua “entourage” que, agora, e ainda bem para o PSD, mudaram de ideias.

O grupinho PCS quer um plano pós-troika de reformas para pagar a dívida, mas o que eles entendem por reformas já nós sabemos bem. O pós-troika é o regresso ao passado troikista com outro nome, e mais adocicado. Tudo isto não é mais do que um engodo, para ver se conseguem subir um pouco nas sondagens que andam muito pelas ruas da amargura, lá isso pode ser.

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:21
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2017

Mais uma vez a Mulher Maravilha

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A Mulher Maravilha das finanças, Maria Luís Albuquerque, para além do mais, é descarada, e está a pretender esconder duas realidades: a do país que se tem vindo a firmar positiva, embora não tanto quanto seria preciso; e a sua própria realidade que é a mesma do líder do seu partido que governou quatro anos e meio que diz que tudo o que está a acontecer agora a ele é devido. Pois é, tudo o que está a acontecer a Portugal também foi devido a D. Sebastião se ter perdido lá por Marrocos e, passados quarenta anos, se ter dado a revolução de 1640.

Para a Mulher Maravilha de portuguesa “No crescimento, na consolidação e na confiança 2016 foi um ano perdido”. Ninguém duvide do que ela diz, é, por isso, que é uma super-heroína. Continuamos é a não saber o que faria para que tanto mal se transformasse num bem idealizado pela sua realidade.

A Mulher Maravilha, Maria Luís Albuquerque, anda por aí, com o seu esplendor, qual flor de girassol, a rodar consoante o movimento do sol, a dizer que alguma vez ela, ou o seu partido, quisessem a privatização da Caixa Geral dos Depósitos. Vejamos o que disse Passos em 27.03.2011 segundo um jornal da época, “O líder do PSD abriu, ontem, a porta para privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos. É uma das medidas que deverão constar do pacote de privatizações a efetuar, caso o PSD vença as mais do que prováveis legislativas antecipadas.”

Em 21 de setembro de 2012 “Passos Coelho não excluiu hoje no Parlamento a hipótese do Governo vir a privatizar a Caixa Geral de Depósitos”, escrevia o jornal Diário de Notícias.

Passados cerca de dois anos, em maio de 2014, era noticiado que “O Governo pretende privatizar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) até ao final de 2015. A denúncia foi feita ontem pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD através de um comunicado. "O Governo já terá deliberado que a privatização da Caixa Geral de Depósitos deverá estar consumada até final de 2015 e que esta matéria constará mesmo da carta de intenções já enviada, ou a enviar, ao FMI, na sequência da 12ª avaliação da troika".

Segundo a agência Lusa a 7 de maio de 2017 disse A Mulher Maravilha: “Acusam-nos de querermos a privatização da Caixa, mas lembro que estivemos quatro anos e meio no governo e não tomámos uma única iniciativa para o fazer.”. O que diz é verdade não tomaram “uma única iniciativa para o fazer”. Será porque deixaram de estar no poder? Ou, talvez, porque não tiveram tempo?

O meu subconsciente trouxe-me para a memória recente a segunda volta das eleições francesas e Marine Le Pen, quando alterou parcialmente o seu discurso radical de extrema direita, adoçando-o com alguns pacotes de açúcar mais liberais no que se refere, pelo menos, ao refendo sobre a saída da União Europeia e outras “bêtises” calamitosas para os franceses e não só…  

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:08
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Domingo, 7 de Maio de 2017

Mulher maravilha e girassol da economia e finanças

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Atenção a todos o que se atrevam a comentar positivamente a política económica do atual Governo e os seus resultados, fiquem sabendo que não estão habilitados a tal. Apenas instituições nacionais e internacionais e europeias, independentes e iluminadas se podem dar a essa magnificência, embora saibamos que são políticas, mas Maria Luís Albuquerque quer dar a entender que são independentes.

Senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, veja lá se tem tento, porque isso de falar sobre a economia do país não é para si, aliás, nem devia falar em nada do que se passa no país, porque o Senhor não tem competência, tá a ver!? O senhor não deve falar em nada, deve ficar lá no seu buraquinho caladinho e, quando falar, deve fazê-lo criticando, apenas, e só, o Governo. Está é uma das formas como podemos interpretar o que Maria Luís Albuquerque, Mulher Maravilha e girassol da economia e finanças, disse numa entrevista. Tal como o girassol ela é um heliotrópico (segue o movimento do sol) que indica o seu caráter solar de esplendor derivado da forma radiada da flor, aplicado às finanças e à economia.

Lamentável a prosápia desta senhora quando, em entrevista em 2016 ao jornal de Negócio, de direita, “critica o modelo económico que está a ser seguido pelo atual Governo, baseado no consumo interno. “O modelo económico não funciona” e “já tinha sido demonstrado no passado”. “O erro deste modelo não é matéria sujeita a opinião. Estamos a falar de factos”.

Agora que parece estar a funcionar mantém-se na dela juntamente com o seu grande amigo líder do ex-governo em que participou.

No Olimpo dos deuses da economia e das finanças só alguns tecnocratas de direita podem penetrar porque só a eles pertencem as verdades absolutas, inflexíveis, invariáveis e inalteráveis. Maria Luís acrescenta maior esplendor ao seu prestígio com a auréola da candidatura pelo PSD à Assembleia Municipal de Setúbal. O seu esplendor não a irá abandonar!

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:03
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2017

Zombies versus Judas

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As intervenções de ontem na Assembleia da República por parte do PSD e do CDS, sobretudo as do primeiro, foram uma espécie de deserto inóspito onde nada sobrevive. Sem nada para dizer ou para oferecer como alternativa senão as mesmas receitas do passado vão-se fazendo de vivos através duma oposição circunstancial sobre a qual se vão arrastando, alimentando-se de nada. Atravessam um deserto de ideias como uma espécie que, aos poucos, se vai extinguindo.

São um grupo de gente que não produz nada de prático limitando-se a fazer oposição de casos. O PSD perdeu o prestígio que adquiriu pela sua história e pela elevação das suas ideias. Está agora a pagar o preço da sua deriva neoliberal.  A sua oposição ao atual governo faz-me lembrar do conto de Christian Anderson, em que uma criança pôs em evidência um facto dizendo “olhem o rei vai nu” e, então, todos os presentes começaram a murmurar que, de facto, não trazia nada vestido, mas que, até então, não se tinham atrevido a gritar.

A direita está bloqueada, faz uma oposição casuística dos acontecimentos sem nada para apresentar. Argumenta com casos circunstanciais e sem um corpo que possibilite uma alternativa. A sua alternativa é a do passado, aliás confirmado pelo próprio Passos Coelho quando diz: “Este Governo e esta maioria têm um único cimento, que foi repor rendimentos. O nosso problema não é repor rendimentos, é repô-los ao ritmo que não ponha em causa o equilíbrio de que precisamos para não voltar atrás”, sustenta. O líder do PSD acrescenta que “o único cimento que esta maioria teve foi para reverter reformas estruturais importantes que se tinham feito” e acusa o atual Governo, do socialista António Costa, de não ter feito “nenhuma reforma estrutural”. Mas que reformas fizeram eles? O que significa para eles esse vago conceito a não ser dividir o país e cortar a eito, sem quaisquer critérios, fazendo com que todos, e a sua clientela eleitoral, acreditássemos em que não havia alternativa?

O que ele diz agora não é mais do que repetir, por outras palavras, o programa do passado que, apesar de tudo, ajudou a travar a despesa, mais por obrigação do que por mérito. De qualquer modo fazia parte do seu programa empobrecer o país, apenas alguns, com um programa mais gravoso do que aquele que a troika trazia no bolso. A direita com a sua liderança agarrada como está ao programa original do passado que não pretende, nem pode alterar, sob pena de descredibilização, limita-se a discordar de tudo, mesmo da evidência dos indicadores, desvalorizando-os com argumentos falaciosos e desviantes. Preocupa-se porque as divisões que criou nas pessoas e no país, assim como as crispações que causou esboroam-se e a tendência é, de novo, a da união.

Mas eis que está a surgir, qual fénix renascida (pássaro da mitologia grega que, quando morria, incendiando-se, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas), o antigo dirigente do PSD, Miguel Relvas, a defender que o partido “tem de virar a página” e a “apresentar um projeto alternativo” aos portugueses, e propõe Luís Montenegro, o atual líder parlamentar, como potencial rosto do futuro do PSD. O PSD parece que vai de mal a muito pior. elvas e Montenegro são cúmplices absolutos de tudo o que se passou no passado e continua ainda a sê-lo. É bom recordar que Relvas foi o braço direito de Passos Coelho e a sua muleta, juntamente com o engenheiro Ângelo Correia, este na opacidade.

Relvas que é um ‘patriota de mérito’ disse a jornalistas que não vai voltar à vida política, mas continua interessado no futuro do país. Houve um político do PS que afirmou do atual líder que é “um oportunista político filho da crise global, um servidor de interesses e um líder sem pensamento político”. Penso que, apesar de tudo, é ofensivo e que há pensamentos de responsáveis políticos que não devem ser verbalizados desta forma. Outra coisa é poder interessar à esquerda e ao centro esquerda que lá Passos permaneça no seu lugar.

Quem na altura própria fez tudo para elevar Passos à liderança e a primeiro-ministro está agora a contribuir para o fazer cair, são as judas da política que se perfilam para banir os mortos-vivos que por lá andam revestindo-os com novos trapos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:44
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Domingo, 23 de Abril de 2017

Considerações sobre alguns factos do 25 de abril

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Encontramo-nos nas proximidades das comemorações do 25 de abril, faltam 48 horas, e é bom relembrar e relacionar factos casuais de personalidades da política atual com o passado.

Miguel Júdice foi recrutado pela TVI 24 para o comentário político há alguns meses atrás. É claro o espírito deste comentador. Não vou sintetizar o que ele tem dito, mas limito-me a citar um dos comentários mais recente, este no que toca a Marcelo Rebelo de Sousa.

Até parece coincidência, mas o jornal i de hoje publicou uma entrevista com José Miguel Júdice, um militante da extrema direita do pós 25 de abril que se reciclou posteriormente em democrata militando no PSD. Na entrevista Júdice tece comentários pessoais a políticos denegrindo alguns de forma muito clara, mas politicamente correta como um oportunista da política. Um dos atingidos foi Marcelo Rebelo de Sousa que considera como sendo «maquiavélico de forma instrumental, é ácido, às vezes, com as pessoas, mas isso não é o objetivo da vida dele. Se ele achar que esse lado da vida dele, às vezes lúdico, outras vezes sarcástico, lhe é útil, não deixará de o usar, mas ele quer ficar na história como o melhor e o mais importante Presidente da República em democracia». Não ficando por aqui diz ainda que «é manipulador, é capaz de jogar com as pessoas, é capaz de dizer mal das pessoas quando elas não estão presentes... Tem esses defeitos, mas tem enormes qualidades cívicas e é uma pessoa de uma honestidade elevada. É uma pessoa que faz falta na política».

Miguel Júdice dá uma no cravo outra na ferradura, mas lá vai passando a mensagem negativa.

Este advogado, ex-dirigente do PSD, membro do secretariado em 1984 e do conselho Nacional em 1985, logo após o 25 de abril participou em ações da extrema-direita como dirigente do PP – Partido do Progresso integrando posteriormente o MDLP - Movimento Democrático de Libertação de Portugal que «Spínola liderava e que contava com uma organização espalhada pela Espanha (Alpoim Calvão, José Miguel Júdice, entre outros), França (Sanches Osório) e Brasil, tinha sido já anunciado um mês e meio antes e começava a articular-se com o Exército de Libertação de Portugal (ELP), que unira figuras da extrema-direita, incluindo ex-elementos da PIDE, apostadas em “limpar o país de todos os cães comunistas e traidores” e com o Movimento Maria da Fonte, liderado pelo editor da obra de Spínola Portugal e o Futuro, Paradela de Abreu, e por Jorge Jardim, em íntima conexão com o Arcebispado de Braga e sectores empresariais do Norte do país contra sedes de partidos políticos da direita com o objetivo de culpar os partidos de esquerda» escreveu o jornal Público em 26 de abril de 2014, também relatado no livro Quando Portugal Ardeu, p. 75.  

«ELR MDLP, Igreja, ex-agentes da PIDE e da Legião, elementos de guerrilhas e movimentos avessos à independência das ex-colónias, mercenários, ex-militares, serviços de inteligência estrangeiros, banqueiros, empresários e industriais. A extensão da rede de cumplicidades e ramificações para pôr o Portugal pós-revolução a arder não olhou a meios nem a divergências de pormenor.

Os vários exércitos, da contrarrevolução, alguns avulsos, foram responsáveis por 566 ações violentas no País entre maio de 197 5 e abril de 1977, uma média de 24 atos de terrorismo por mês, quase um por dia, causando mais de dez mortes e prejuízos incalculáveis no património de vítimas e instituições. os partidos à esquerda do PS, com o PCP à cabeça, a par de militares e sindicatos, foram os alvos preferenciais de quase 80 por cento das bombas, assaltos, incêndios, espancamentos, apedrejamentos e atentados a tiro. A contabilidade foi coligida num Dossier Terrorismo, elaborado pelo PCR mas os cálculos não merecem suspeita. "Muito do que eles escreveram naquele livro está correto reconheceu Francisco Van Uden, do ELP. Também é um indicador de que eles possuíam uma estrutura de informação muito bem organizada, assume». (In Quando Portugal Ardeu, Miguel Carvalho, p. 79)

Em julho de 2006 o jornal Correio da Manhã noticiava que Conselho Superior acusava Míguel Júdice de violação das normas deontológicas. Em causa estava «uma entrevista ao Jornal de Negócios, em 2005, após o longo período de silêncio que se seguiu ao fim do mandato como bastonário. Júdice defendeu que o Estado devia contactar as três maiores sociedades de advogados do País para serviços de consultadoria, entre as quais a PLMJ da qual é sócio e que conta com 220 advogados. A declaração soou a publicidade e deu origem a um processo disciplinar.»

Muita coisa estará por contar sobre as manigâncias da extrema-direita da qual muitos dos seus cabecilhas e dirigentes se reciclaram em democratas espalhando-se pelos partidos da direita democrática donde agora manobram lenta e engenhosamente para conseguirem os seus intentos servindo-se da voz que lhes é dada pela comunicação social.

Ainda bem! É sinal de que estamos a viver em democracia e liberdade de expressão de pensamento, o que nos obriga à responsabilidade democrática de, após 43 anos, continuarmos atentos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:15
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Sexta-feira, 31 de Março de 2017

Bombas e bombinhas

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Os problemas da banca são uma espécie de bombas, minas e granadas com retardador de rebentamento que o governo do PSD e do CDS deixaram para trás e que estão agora a rebentar nas mãos do atual para os resolver.

Como podem o PSD e o CDS estarem agora a dizer que nada disto tem a ver com eles. O que nós, portugueses, os governados, não precisamos é que nos queiram fazer estupidamente parvos.

O PSD e o CDS não têm credibilidade, nem legitimidade, nem autoridade para falarem dos problemas da banca como se fosse o governo em funções que os tivesse originado. O atual governo está a resolver os problemas que esconderam ao longo de mais e quatro anos. A memória é curta, mas não tanto.

Naquele tempo, do PSD e do CDS, ouvíamos dizer que no sistema financeiro estava tudo a correr bem. Até para os seus amigos da “troika” que, infelizmente tiveram que nos emprestar dinheiro, era assunto sobre o qual nem se pronunciavam, talvez em conluio com o governo de então. Nem sequer utilizaram o fundo de capitalização como o fizeram Espanha, Irlanda e Itália. Na prática, o PSD e o CDS mais os amigos da “troika” não se mexeram para nos fazer crer que a austeridade era a mãe que resolveria todas as soluções do problema financeiro. Enganaram-nos!

 Após a queda do BES criaram o Novo Banco, o banco bom e um banco mau que serviriam a salvação. Estamos agora a ver. O PSD, na altura, tinha na manga a solução perfeita segundo a “conversa”, que ia vendendo e que se verificou posteriormente ser gato em vez de lebre.

Não sou eu que o digo, está escrito no site do PSD o que o Passos disse em agosto de 2014.

"O que é essencial hoje é passar uma mensagem de tranquilidade quanto à solução que foi adotada. Ela respeita o quadro legal e, portanto, o Governo não deixou de a apoiar. E, em segundo lugar, é aquela que oferece, seguramente, maiores garantias de que os contribuintes portugueses não serão chamados a suportar as perdas que, neste caso, respeitam pelo menos a má gestão que foi exercida pelo BES”.
“Não tenho nenhuma razão para pensar que haverá uma dificuldade maior na venda do novo banco. Em primeiro lugar, já existia interesse de outros bancos europeus pelo BES, o que significa que esse interesse com certeza aumentará, porque tudo o que era problemático, digamos assim, ou menos transparente, ficará do lado de um ‘bad bank’ [mau banco], e, portanto, não estará inserido neste novo banco que será colocado à venda”.

O primeiro-ministro da altura destacou ainda a reação do mercado financeiro à decisão do Banco de Portugal, que até às 12:00, hora a que falou com os jornalistas, era “favorável” e “não penalizou nem os juros da dívida pública nem a cotação dos principais bancos que estão cotados [em bolsa]”,

“O que significa, portanto, que até ver esta solução que foi anunciada foi tomada pelo mercado como uma solução tranquila, que garante que a dívida pública não será afetada por esta operação. Saber depois se pode haver ou não em termos de défice algum reflexo, a senhora ministra das Finanças irá divulgar isso”.

Mas também houve outros como Marco António Costa, que elogiava à solução encontrada pelo Banco de Portugal para "salvar" o Banco Espírito Santo através da criação de duas novas instituições: o Novo Banco, com os ativos bons e depósitos; o banco mau, com os ativos tóxicos como dívidas ao GES. Uma opção que, diz, é distinta das anteriores.

"Há uma diferença entre esta solução e as do passado. No passado, era o dinheiro direto dos portugueses que era injetado", referiu na aultura o Vice-Presidente Coordenador do PSD Marco António Costa.

"A solução encontrada pelo conselho de administração do Banco de Portugal, sendo inovadora, é aquela que evita o recurso a soluções do passado, que não se relembram como as melhores para o interesse nacional", continuou Marco António Costa.

 Nos últimos anos, o BPN foi nacionalizado no Governo de José Sócrates qaundo o ministro das finanças era Teixeira dos Santos  com uma fatura que ainda não se conhece, mas que se encontra na casa dos milhares de milhões de euros, mas também a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o BPI e o Banif receberam injeções de capital, ainda no Executivo liderado por Pedro Passos Coelho.

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:13
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Domingo, 26 de Março de 2017

Fazer oposição ao país

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A quem disser que tenho uma obsessão em publicar “posts” relacionados com Passos Coelho eu digo que é verdade. E como não a ter quando este senhor vai para fora, desta vez em Paris, fazer uma oposição disfarçada ao seu país, desta vez, embora de forma suave, mas intencional, para quem o quisesse ouvir, inclusivamente os tais mercados de quem ele se socorria quando esteve no governo para aterrorizar que sem se lhe opunha.

As medidas extraordinárias utilizadas, ou não, para diminuir o défice, dizem apenas respeito aos portugueses e são validadas e escrutinadas por Bruxelas, e basta.

Passos vai para fora fazer oposição, não contra o governo, mas ao próprio país, desdenhando recorrendo a uma espécie de elogio ao que foi conseguido. Mais ainda, lamenta-se e coloca-se no passado como vítima. Afinal, vai pedir lá fora que também o ajudem a fazer oposição. Vejamos então as suas declarações com sublinhados meus.

O líder do PSD afirmou em Paris, perante uma centena de pessoas na sede do partido Les Républicains, que o défice de 2,1 por cento do PIB foi alcançado com "medidas extraordinárias" e "será outro desafio enorme este ano para chegar ao mesmo nível".

 "O objetivo do défice foi alcançado, porém, com medidas desta natureza. O que significa que será outro desafio enorme, este ano, para ver se conseguimos chegar ao mesmo nível e outro tanto para o ano a seguir e por aí fora. Será difícil", indicou Pedro Passos Coelho, em Paris.

O líder do PSD afirmou, ainda assim, estar "satisfeito" por se ter cumprido "um défice claramente abaixo de três por cento", o que "é bom" tendo em vista uma saída do Procedimento por Défice Excessivo. Claro que aqui finge-se congratulado, também era o que mais faltava! Mas logo a seguir capta os louros para ele, “Fizemos muito por isso quando estivemos no Governo e achamos que o país fez o esforço que precisava e que merece para poder sair desse procedimentodisse.

E lá vai no seu propósito lançando para o ar o lamento alertando para que o número foi alcançado através de receitas extraordinárias que se fosse ele a tomar "caía o Carmo e a Trindade".

Chega! A oposição faz-se cá dentro! Será que não está preocupado com os mercados?

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:48
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Lógica e metáfora do PSD

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A observação do PSD sobre o valor do défice que foi conseguido faz-me lembrar o diálogo de Alice com o Gato no livro “Alice no país das maravilhas” de Lewis Carroll:

O senhor poderia dizer-me, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?

Isso depende muito de para onde quer ir, respondeu o Gato.

Não me importo muito para onde, retorquiu Alice.

Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.

Contanto que vá dar a algum lugar, completou Alice.

Oh! Se caminhar bastante pode ter a certeza que vai lá chegar, disse o Gato.

A lógica é a ciência do raciocínio que estabelece as regras que o pensamento e o discurso devem seguir para serem coerentes, e a metáfora é uma figura de estilo utilizada na oratória e na literatura que consiste em designar um objeto ou ideia por uma ou conjunto de palavras ligada por uma analogia que produza sentidos figurados.

Vem isto a propósito das considerações sobre a redução do défice para 2,1% que o PSD teve que reconhecer publicamente a meta atingida, embora pareça óbvio que não terá sido de boa vontade, não poderia, contudo, agir de outra forma. O PSD considerou a redução do défice “positiva”, mas "feita pelo caminho errado". Ora é neste ponto nos encontramos com a lógica e com a metáfora.

Se para atingir os 2,1% de défice seguiu-se um caminho errado, então o seu valor é falso porque, ou só havia um caminho o do PSD, ou havia outro também certo. Para o PSD a lógica é se algo não é homem, então não é mamífero, o que é uma falácia. 

Quer dizer, foi atingido o objetivo, mas seguiu-se o caminho errado. O PSD e CDS seguiam o caminho certo e não conseguiram chegar ao destino. Se tivessem seguido outro caminho mais tortuoso e longo, o mais provável seria ou não chegarem ao destino ou então chegariam bastante tarde ao destino carregando com as consequências.

Ora vejamos: quando seguimos por um caminho errado é pouco provável que cheguemos ao nosso destino, o que não foi o caso. Se optarmos por outro percurso, embora certo, mas tortuoso, chegaremos tarde ao destino. Resta saber qual seria o caminho certo para o PSD de modo a chegar ao destino sem ser fora de tempo. Poder-se-á sempre pensar que seria o caminho por ele traçado anteriormente, mas pleno de incertezas de poder chegar ao destino.

Consideremos por outro lado que a afirmação do PSD seria uma metáfora, cujo sentido figurado era o de que o PSD possuía a chave do problema, então para resolver a solução não seria a fechadura que abre a porta, mas o encontrar a chave certa. Quer dizer, o caminho correto seria unicamente o seguido pelo PSD que já ficou provado que não era o adequado, isto é, não tinha a chave certa para abrir a porta. Diz, no entanto, que o atual Governo a abriu com a chave que não era para aquela fechadura, o que não condiz com a afirmação prévia.

Se assim fosse o destino não teria sido atingido e o caminho correto seria outro. Porém, não está provado que esse outro caminho (a chave), o do PSD, fosse o certo. Pode questionar-se o PSD e o CDS sobre qual a sua orientação, se é que ela existe.

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:52
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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

Tesourinhos deprimentes

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Ultimamente tenho evitado persistir em comentar e dar opiniões sobre Passos Coelho, salvo algumas situações pontuais, mas, ao fim deste tempo não aguentei mais, tantas são as disfunções no exercício político na oposição que tem revelado.

Não queria comentar demasiado as preleções que faz para dentro do seu clube de amigos do partido que a comunicação social tem feito o favor de divulgar. Não, não estou ainda a referir-me à escolha da Teresa Leal Coelho para a Câmara de Lisboa.

O que ele anda por aí a propagar são autênticos tesourinhos deprimentes que ao mesmo tempo são reveladores duma amnésia política artificial e infantilizada, qual criança que pretende intrujar o adulto com medo de se sentir atormentada por ter feito uma maldade.

Diz aquela candeia que ilumina o PSD que o PS tem “uma retórica infantilizada” sobre a austeridade, dizendo que está a acabar quando, na verdade, está a ser redistribuída com um orçamento restritivo.”. Pois, até parece que sim, mas aqui a amnésia de Passos Coelho é muito evidente. Acusa outros de estarem a fazer o que ele esqueceu que fez, mas pior.

O líder do PSD acusa o PS de se “ajoelhar” perante a Comissão Europeia. Como como num sketch de Herman José, “fantástico Melga!”. E isso que dizes é verdade Melga? E, Melga, tu garantes-me que testaste isso na Comissão Europeia, Melga?

Passos, referindo-se ao tema do fecho dos balcões da CGD, afirma que, sendo pública, não pressupõe “até certo ponto” um nível de serviço público. “Até certo ponto”? Qual o sentido disto? Mas qual ponto? Quem fala assim não é gago e manifesta uma amnésia seletiva pois foi ele e o seu governo quem fechou mais serviços públicos. Passou a ser agora amigo dos trabalhadores da banca quando no tempo dele a banca privada fechou balcões em catadupa. E mais, foi quando o PSD esteve na governação que a Comissão Europeia aprovou o fecho de 150 balcões da Caixa Geral de Depósito.

Acho que todos se recordam de quando lhe foi imputada responsabilidade no caso das transferências para offshores, o que considerou inaceitável. O líder do PSD parece sofrer de aterosclerose política de prognóstico grave quando se coloca no papel de virgem ofendida, por haver um primeiro-ministro que “não pede desculpa por tentar enlamear as pessoas que estiveram no seu lugar”. Esta frase é outra que faz parte dos tesourinhos deprimentes de Passos complementados pelas fugas para a comunicação social onde, numa reunião, chamou ao atual primeiro-ministro vil, soez, reles e outros mimos de boa linguagem política.

Para a Câmara de Lisboa foi escolher uma candidata que apesar de ter responsabilidades no partido, é vice-presidente, não passa ela própria também dum tesourinho deprimente que foi apenas escolhida pela confiança e amizade. A confiança não confere qualidade e a amizade muito menos.  Nem sempre as pessoas de confiança podem ser sempre as melhores escolhas. O PSD de Passos é um grupo de amigos que giram à sua volta e que ainda o apoiam sendo eles próprios tesourinhos deprimentes.

Passos Coelho pode falar muito bem, mas só convence quem se quer deixar convencer. Fala “como se um cangalheiro a tenter salvar o país com o discurso de um cangalheiro…”. Não sou eu que o digo, é alguém dentro do PSD que o disse.

Muitos mais tesourinhos haveria para recordar, mas não me quero alongar para não martirizar os seus amigos mais próximos do partido que eventualmente leiam este “post”.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:32
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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

Uma vitória difícil e amarga

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Na Holanda concorrem às eleições 29 partidos, (ainda há quem proteste porque em Portugal há demasiados partidos). Não houve um partido vencedor e em eleições anteriores também não. Na Holanda costuma ser regra fazerem-se coligações entre duas ou mais forças com ideias diferentes. E tem sucedido não ser o partido vencedor, não tendo maioria parlamentar que venha a formar governo. Já houve alturas cujas circunstâncias levaram à formação de geringonças que funcionaram.

O partido mais votado foi o VVD, Popular para a Liberdade e Democracia da direita cujo resultado foi muito inferior a 2012 quando obteve 26,5% contra 21,3% em 2017. A extrema direita (PVV), do populista Geert Wilders consegue ficar em segundo lugar e foi um dos vencedores tendo conseguido mais 3% dos votos do que em 2102 com mais cinco deputados.  Mas olhando para o mapa eleitoral da Holanda podemos verificar que a extrema-direita ficou confinada a pequenos redutos como se pode verificar no mapa anexo.  

O Partido Trabalhista PvdA, de Jeroen Dijsselbloem, e ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, perdeu 29 deputados, ficando em sétimo lugar. Este desastre eleitoral terá sido devido ao PvdA, partido trabalhista holandês equivalente ao Partido Socialista português, ter feito uma coligação com a direita no poder tendo, por isso, sido penalizado. O mesmo poderá acontecer ao PS se alguma vez se aliar à direita do PSD para formar governo. Sobre este assunto já me pronunciei no tempo em que, após as eleições o PSD pretendia aliciar o PS para algo que a que chamavam entendimento e sobre o qual vinham insistindo desde o tempo de António José Seguro.

Na Holanda a semente da extrema-direita foi lançada os partidos democráticos terão que arranjar soluções para que o vírus vá por si mesmo sendo exterminado. Enquanto tal não acontecer a Europa não se pode congratular com as pequenas vitórias dos partidos europeístas.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:44
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

Pontos de vista

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  1. Em países da Europa os centros históricos das capitais são os locais onde se concentra a maior para do turismo. Não é preciso ir mais longe, basta conhecer as cidades da vizinha Espanha sobretudo as “plazas mayores” que ficam entupidos de turistas em algumas épocas do ano. Em Portugal, nomeadamente em Lisboa, quando o turismo diminui divaga-se sobre as causas responsabilizando a autarquia. Quando, pelo contrário o turismo cresce divaga-se sobre as dificuldades que o turismo causa à cidade culpabilizando a mesma autarquia. Falava-se da desertificação da baixa. Há certos especialistas que surgem da sombra lamentando que a ”Baixa tenha passado de desertificada a estranha aos lisboetas”. Afinal em que ficamos? Algumas almas lamentam certos espaços terem fechado na Baixa Pombalina. De certo que sim, mas esses lamentam o acontece designando-o como o "último exemplo da barbárie" que, segundo certo sociólogo, “foi o encerramento do restaurante Pessoa”. "… um restaurante típico de Lisboa, aberto desde 1800 que foi remodelado no ano de 1950. Tinha azulejos típicos da época, tinha clientes e, de repente, no verão fechou e não voltou a abrir", descreve o dito. Continua escrevendo que “em frente às portas fechadas e ao prédio em obras na esquina da Rua dos Douradores”. Mas então a decisão de fechar ou não um negócio não depende da iniciativa privada? Os clientes que diz que tinha seriam os suficientes para manter o negócio? Deveria ter sido proibido de encerrar? Ou achará ele, sociólogo, que deveria ser nacionalizado? A câmara de Lisboa subsidiar este tipo de negócios.? O que é de facto uma pena é perderem-se o património dos tais azulejos antigos.   Que solução propõe? Eleições autárquicas da direita a quanto obrigas! Ainda me recordo de quando Nuno Abecassis do CDS, presidente da Camara de Lisboa em coligação com o PSD entre 1979 e 1985 permitiu a demolição da fachada do histórico edifício do teatro e cinema Monumental.
  2. Quando não há nada que valha a pena para criticar o Governo o seu apoio parlamentar inventam-se focos de tensão entre os partidos da esquerda que o apoiam nas circunstancias justificáveis. Esta é a última: “Há um foco de tensão crescente entre o governo e os partidos à esquerda que o apoiam no Parlamento. BE, PCP e verdes querem aprofundar o debate sobre a reestruturação da dívida... O governo não tem sinalizado vontade em escavar o assunto… O PCP marcou para 23 de março um debate ‘urgente’ sobre o tema”. Estes são os factos, a questão é a de saber onde é que está a grande divergência que é, há muito, é conhecida. Todos sabemos que o BE e o PCP têm posições diferentes do governo naquela matéria. Conclusão: quando nada há de novo sobre o tema fala-se de velhos casos como se fossem a grande notícia. Assim funciona a direita!
  3. Saiu um livro que ensina a detetar mentirosos. O autor diz que aprendeu a detetar mentirosos com a CIA e o FBI. Ponham-se a pau políticos e comentaristas da política porque podem agora ser apanhados a mentir quando aparecerem nos ecrãs da televisão. Basta que toque na cara, esfregue as mãos devagar, afasta e cruza os braços nos primeiros quatro minutos de uma conversa, para que muito provavelmente esteja a mentir. A base científica poderá ser válida, mas cuidado com as falsas interpretações dos princípios científicos. Ah! Há mais, para o autor “Existe uma grande probabilidade de ser assim, mas existe uma probabilidade mínima de não ser". A ideia não é julgar as pessoas pelos sinais, mas "criar um caminho de investigação". Boa!
  4. Assunção Cristas parece ter procuração para a lavagem dos meandros de Paulo Núncio. E, sobre a resolução do BES, pasme-se, disse ao jornal Público, sobre a resolução tomada no caso que “nós não discutimos os cenários possíveis no Conselho de Ministros. Aliás, a resolução do BES foi tomada pelo BdP e depois teve de ter um diploma aprovado pelo Conselho de Ministros.”, e continua, “Esse decreto-lei foi aprovado com uma possibilidade regimental que era à distância, eletrónica. Eu estava no início de férias e recebi um telefonema da ministra das Finanças a dizer: “Assunção, por favor vai ao teu email e dá o OK, porque isto é muito urgente, o BdP tomou esta decisão e temos de aprovar um decreto-lei.” Como pode imaginar, de férias e à distância e sem conhecer os dossiers, a única coisa que podemos fazer é confiar e dizer: “Sim senhora, somos solidários, isso é para fazer, damos o OK.” Mas não houve discussão nem pensámos em alternativas possíveis — isto é o melhor ou não —, houve confiança no BdP, que tomou uma determinada decisão.”.
  5. Paulo Baldaia o elo de ligação da direita com o Diário de Notícias, disse que um ano depois mudou tudo para ficar tudo na mesma. E, e o mesmo que terá apoiado Marcelo diz que leva ao colo o Governo e que mais tarde cobrará. Tipo cobrador de fraque pergunto eu? Não conseguindo elogiar Passos Coelho pela oposição que faz Baldaia lá vai dizendo que “deve ser tido em conta a sua larga experiência política que lhe tem permitido manter mais ou menos unido…”. Vimos nos quatro anos que esteve no governo! Via lançando achas entre o BE e o PCP elogiando Catarina como “forte líder sozinha… atuando de fora tem uma grande influência no governo.” Força Baldaia!
  6. Para Baldaia “amortizar a dívida continuou a ser uma miragem”, disse a 13 de março. Ou se enganou ou foi intencional porque Portugal pagou 1.700 milhões de euros ao FMI que permitiram baixar a dívida em mais um ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB)na segunda semana de fevereiro de 2017.
  7. Baldaia acusa o país, ou serão os portugueses de não “cuidarmos de perceber que geringonça não é apenas a coligação parlamentar, é todo o país e a economia que o sustenta”. “Se eu fosse de esquerda estaria decidido a entregar o poder à direita para ela endireitar o país” diz este diretor do Diário de Notícias, acrescentando ainda que “continuamos sem fazer as reformas estruturais do país”. Mas o que são afinal para esta gente reformas estruturais. A direita que ele defende também não diz o que são nem tão pouco as aponta e propõe objetivamente as potenciais reformas que faria se voltasse ao poder. Talvez nem seja necessário porque todos já as conhecemos. É a raiva da direita traduzida sob a forma de jornalismo.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 01:31
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Sexta-feira, 10 de Março de 2017

O espelho da direita

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Parece-me que a direita continua desvairada pela perda do seu ente querido, o poder. A ela vai-se associando uma extrema-direita que aos poucos vai fazendo ouvir-se através de estratégias de propaganda política da falsidade e calúnias de modo a criar crispações artificiais para fazer constar que a esquerda que apoia o governo está a pôr em causa e a tentar limitar as liberdades pretendendo controlar isto e mais aquilo com a popularmente chamada conversa da treta!

Neste mesmo local já escrevi que durantes os anos conturbados do pós 25 de abril era comum controlar as reuniões gerais de alunos e assembleias dos sindicatos através de propostas de cariz radical apresentadas por grupos ocultos que se intitulavam de esquerda para as manipularem de modo a fazerem aprovar e votar propostas que eram de seguida utilizadas politicamente pela extrema-direita fazendo-as reverter para os seus desígnios.

Eu explico com um exemplo. Convoca-se uma reunião geral para debater um tema que se sabe à partida provoca controvérsia. De seguida, certos elementos convocam uma reunião geral de alunos para discutir a validade do tal evento. Alguns infiltrados da extrema-direita “mascarados de esquerda” fazem aprovar proposta de boicote ao evento que se irá realizar e, no final, é aprovada uma proposta radical contra o evento. De seguida a organização do evento vem a público divulgar que foi impedida a sua realização por radicai de esquerda que querem limitar a liberdade de expressão e de reunião e com o objetivo de criar instabilidade.  Teorias da conspiração? Olhe que não, olhe que não!... Nos meus tempos da universidade em assembleias gerais e em reuniões sindicais como independente de qualquer partido ou organização, assisti a isso mais do que uma vez.

É uma forma para se fazer constar para a opinião pública a ideia, falsa, de que as liberdades estão a ser postas em causa pela esquerda. Aliás, já tenho ouvido comentadores(as) políticos ainda de forma muito cautelosa lançar para o ar algumas insinuações.

Aproximam-se as eleições e nada está a correr bem para direita, assim, há que lançar mão a tudo, mesmo a baixa política, arte em que é eximia. É pena que não tenha nada na mão para nos apresentar de concreto. E não tem porque não consegue ou então teria defender o contrário do que defendeu no passado recente.

 

Para terminar uma nota à margem:

Ontem no programa da TVI24 “Prova da Nove” aquela sumidade que é Paulo Rangel e que, dentro do PSD, não sabemos onde se posiciona, se é na ala mais à direita, ou na ala à esquerda ou no centro. Quando falava sobre o banco de Portugal e sobre o evento que teria a presença de Jaime Nogueira Pinto, que foi adiado, fez-me lembrar aqueles palhaços que gesticulam muito, mostram expressões faciais de calma forçada e que olham fixamente para a câmara fazendo divertir as crianças.

Paulo Rangel é um ator da charada política, fala, agita-se, gesticula, deturpa, é um mestre do ilusionismo político. Tenta convencer os outros, e principalmente a ele próprio, que tudo quanto diz são verdades absolutas. Quando fraqueja nos argumentos utiliza a baixa demagogia que sabe pode ser eficaz para mentes menos conhecedoras do jogo onde se lançam as cartas. Enfim! Assim vai o PSD e a direita neste país!

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:07
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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

Falsas preocupações

Os que estiveram à frente da governação num passado, ainda não muito longínquo, fizeram as suas trapalhadas mas nunca ninguém se demitiu nem foi demitido. Caso das listas VIP, por como exemplo, quando Paulo Núncio era secretário de estados do tesouro no ministério de Maria Luís Albuquerque. Paulo Núncio teve uma tirada teatral no caso dos 10 mil milhões que se esgueiraram para os offshore entre 2012 e 2015 o que, diga-se, parece ser muito mais preocupante do que os SMS’s trocados entre de telemóveis de quem quer que seja, com quem quer que já foi, o que ainda deve dar muita satisfação que se saiba a Lobo Xavier.

O golpe de teatro de Paulo Núncio, dando-se ares de tomar uma atitude ético-moralista, que não teve no caso das listas VIP, vem tentar mostrar-nos agora uma integridade política que na altura não teve quando responsável do tesouro.

Isto de assumir responsabilidades governamentais “póstumas” pedindo a sua demissão dum qualquer cargo partidário, neste caso no CDS, já nada nos diz, e nada muda. Isso é lá com ele e com o partido a que pertence, para nós, portugueses não interessa nada. O que nos interessa, isso sim, é o que se passou, o porquê e o como. Claro que o PSD, oportunisticamente, e mais uma vez querendo mostrar-se isento e de princípios éticos corre pressuroso a reclamar uma comissão de inquérito. Tudo bem. Mas não passa duma tentativa para salvar a sua alma porque o caso deu-se quando o PSD e Passos Coelho estiveram no governo e Maria Luís Albuquerque era a sua ministra das finanças.

Eu, cá por mim ficarei com a dúvida que é a de saber se foi apenas um mero esquecimento ou falha administrativa, ou se, de facto, não terá havido a intenção de favorecer quem quer que fosse. Isso de pedir a tal comissão parlamentar de inquérito ainda me levanta a suspeita de ser uma espécie de manobra para enganar o Zé Povinho que ainda acredita num PSD que se quer manter a todo o custo numa oposição que já não é credível. E assim será até que o atual líder se mantiver porque, quando ele sair, os galos que cantam também vão deixar de cantar e eles não querem.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:38
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Sábado, 25 de Fevereiro de 2017

Isto está cada vez pior

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O pequeno episódio que lhes vou contar não é anedota nem tão pouco é da minha lavra ficcional, que é pouca. Encontro-me algures no interior da Beira Alta num lugarzito muito verde com visibilidade da Serra do Caramulo que os incêndios provocados por mãos incendiárias tornaram numa espécie de montes escalavrados.

Estou rodeado por pequenas parcelas de terras onde se inserem pequenas casa de imitação de mau gosto urbano, outras antigas rurais que, apesar de modernizadas mantiveram a sua traça rural e adequadas ao ambiente. Os quintais à volta são plantados, consoante a época, com as mais diversas culturas para consumo interno. O cultivo é a ocupação onde grande parte da população, já reformada, passa o seu tempo cavando, plantando, tratando, colhendo, numa rotina interminável onde o que varia são apenas as culturas nos pequenos talhões de acordo com as épocas do ano.

População muito conservadora, votante na direita, naquela que a democracia lhes proporcionou mas que se mais à direita houvesse assim votariam.

Voltando à estória que resolvi contar-lhes que se passou numa dessas terras dum nosso vizinho. Homem há muito reformado com algumas limitações de mobilidade mas não tantas que não o coíbem de se passear, lentamente pelo seu pequeno minifúndio. Antigamente era ele e a mulher que amanhavam os talhões para o planto da couve-galega, das alfaces e dos tomates e, na época, o feijão-verde. A modernice, para não ficar atrás de outros levou-o a adotar do Kiwi construindo uma pequena arcada com os ramos desta fruta tropical

Conhecemos a sogra do senhor Augusto na altura em que ele e a sua mulher ainda viviam fora daqui. A D. Benilde gastava horas ao muro junto da sua casita a palrar com a vizinhança que passava e, como as nossas traseiras dão para a casa dela éramos os eleitos para os seus desabafos. Digo palrar porque a sua interminável lengalenga discursiva era tão rápida e ao mesmo tempo tão gaguejante que, para os nossos ouvidos, embora atentos, era mesmo assim impercetível.

O senhor Augusto e a sua mulher tinham vindo de Angola após a descolonização e fixaram-se lá para os lados do entre Leiria e Coimbra onde ele trabalhava numa qualquer indústria instalada naquela região. Nunca soubemos a fazer o quê. Nunca os víamos por aqui, nem aos fins de semana, nem nas férias. A D. Benilde aqui vivia sozinha sem tempo nem paciência para mais do que não fosse plantar umas covitas para a sopa.

Soubemos do falecimento da D. Benilde já com idade avançada quando voltámos aqui num certo verão. Já lá vai uma boa dezena de anos, ou mais. Talvez não fosse coincidência, mas o senhor Augusto e a esposa resolveram vir para a terra da mãe dela e aí construíram uma pequena casa como sendo de arrumos para não terem que pedir licença. A casa tem porta e janelas apenas para o lado de dentro da terra, do lado da ruela é só parede.

Os anos não perdoam e a idade mesmo que não gostemos é inexorável e vai pesando a todos coisa que para o senhor Augusto não era de esperar exceção tendo como consequência terem deixado de cultivar os talhões, mas, mesmo quando as pernas já não podem, há tarefas que têm de ser feitas e, assim, contrata-se outro que o faça. É o caso da poda das vinhas, que rodeiam o muro da terra e que é feita cerca de quatro meses após as vindimas, e a das árvores de fruta, e também a limpeza das ervas daninhas para a terra não ficar a mato.

Foi neste afã da poda das vinhas que volteiam o muro que ouvi a conversa em voz alta do senhor Augusto sentado numa cadeira a conversar ao mesmo tempo que observava a perícia do seu contratado. Diálogo curto mas representativo do pensamento do povo que somos e do qual quem sempre viveu numa grande cidade não se apercebe.

Empoleirado numa espécie de pequeno andaime, o trabalhador e o senhor Augusto sentado olhando para cima, tecia considerações sobre a tarefa e outras coisas mais. Por entre a conversa o senhor Augusto, cavaquista ferranho e fiel votante do PSD, segundo dizia, interpretava ao seu modo o que via e ouvia na televisão sobre a política do país.

- Nunca houve ninguém como o Cavaco, esse sim é que era um político a sério – falava com o seu ar de entendido instruindo o seu interlocutor que acho nem o escutava.

- O país estar a ser governado pela esquerda é um desastre. Qual maioria parlamentar qual quê! Isto precisava era dum Salazar.

A meio da tarde, já o sol de inverno se encaminhava para o ocaso, juntou-se ao grupo um outro parceiro para ajudar ao trabalho. Era o irmão do podador. Indivíduo gordo que trazia vestida uma camisola amarela que vincava uma barriga bem nutrida de tal modo saliente e arredondada que faria inveja a um globo terrestre. Logo que chegou foi inquirido pelos outros dois.

- Então isto é que são horas de chegar? - Perguntou-lhe o irmão em tom pouco amistoso.

- Não queiram saber! – Exclamou. Estive a fazer um trabalhinho, aqui a onze quilómetros, e depois fomos almoçar e atrasei-me um bocado – justificou-se continuando a resenha sobre a causa da tardia chegada.

- Foi um rico almocinho que estava bom e saboroso! – Exclamou o recém-chegado a desoras para aquele biscate.

E, sem deixar que ninguém o interrompesse continuou com o seu protesto de indignação.

- Com aquele almoço tão bom bebi apenas um copinho. Vejam lá! Apenas um copinho! Um só copinho! O almocinho estava-me a saber tão bem!

- Eles andam para aí danados na estrada – vociferou.

O senhor Augusto não lhe deu tempo para mais nada e, com um bramido estridente, grave e indignado lançou para o ar o seu grito de revolta:

HUMM! Isto tá cada vez pior!

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Publicado por Manuel Rodrigues às 18:16
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2017

Direita séria, e a sério, precisa-se urgente para Portugal

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A direita tem demonstrado qual é a sua forma de prestar serviço ao país: desestabilizar, com o apoio de grande parte da comunicação social, para ocupar novamente o poder com estratégia idêntica a que partidos extremistas quer de direita, quer de esquerda adotam por esse mundo. Destabilizar, criar convulsões políticas que lhe abram o caminho ao poder. Quando não há motivo inventa-se um que passe a ser, supostamente, um assunto nacional. Só falta o golpe de Estado palaciano.

Faltava agora o sinistro ex-Presidente da República, Cavaco Silva, aparecer com livros e livrinhos e para ajudar a oposição de direita. Lançando piadinhas provocadoras sobre otimismos do então primeiro-ministro José Sócrates. A este pretexto vai fazendo uma provocação subtil ao atual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e a António Costa contaminada por certo estado de espírito dado à invejinha. Posso até pensar que poderá terá havido uma espécie de conluio com a oposição de modo a ser feita nesta altura a apresentação do livro que me parece ser mais uma forma a dar uma ajudinha à sua fação partidária.

Apesar de Manuela Ferreira Leite, quando se lhe fala de Cavaco, entrar sempre em sua defesa, talvez derivado a tempos passados de governo, ele é o exemplo perfeito da representação da direita deste país. O livro poderá ser idêntico a um volumoso resumo de apanhados de alguma imprensa sensacionalista com mais ou menos considerações para ajudar esta direita cuja reforma está a ser pedida há muito.

Esta é a direita da abjeção. A direita do jogo baixo, como sempre foi, mesmo quando esteve no governo. Enganou, omitiu, trapaceou. É uma direita umbilical cujo poder, dizem, lhe foi tirado. É uma direita amoral, sem ética, cuja luta pelo poder se baseia, e só, em atacar pessoas, é uma direita que não olha para dentro de si. Não olha para os submarinos, para os vistos Gold, para as “Tecnoformas”, para as listas VIP das finanças que não se podiam divulgar e outras, é a direita que usa e abusa de julgamentos na praça pública com o apoio de certa comunicação social, é uma direita que olha para os seus interesses em detrimento de todos nós, portugueses, é uma direita onde se encontram alguns descendentes duma elite que, perdendo as colónias e integrados, pretendem  aproveitar Portugal para benefício próprio (felizmente nem todos).

Lembram-se das vezes em que os deputados do PSD e do CDS-PP votaram contra o pedido para ver as mensagens trocadas entre Paulo Portas e os diretores da Mota-Engil? E no caso da Ferrostal, recordam-se? E quando os deputados do PSD e do CDS-PP negaram o acesso a ver as mensagens trocadas entre Maria Luís Albuquerque e os bancos com quem renegociou swaps, recordam-se? E as mensagens trocadas com o Santander Totta como eram? Recordam-se dos deputados do PSD e do CDS-PP terem exigido ver tudo isto tudo alegando a defesa do interesse público?

São agora estes os impolutos e os falsos moralistas. Hipócritas da política, nunca visto em Portugal.

Não lhes vai chegar a CGD, António Costa, e o ministro das finanças. Seguir-se-á a vez do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem não perdoam o apoio institucional que dá ao Governo face aos resultados obtidos. Resultados conseguidos, elogiados, mas pouco divulgados pela nossa “isenta” comunicação social. Recordo apenas que, durante o anterior governo de Passos Coelho, eramos diariamente bombardeados com notícias dos “sucessos” do dia, com o relevo dado a décimas mostrados pelos indicadores, e com os juros quando eram favoráveis da colocação nos mercados da dívida pública. Agora, apenas vemos amostras rápidas dos sucessos do governo atual em notícias dadas atabalhoadamente e de forma confusa.

Precisa-se duma direita sem falsos moralismos, com ética, com valores, séria e faça mais oposição e menos rábulas.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:36
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

Oposição carnavalesca da direita

Oposição carnavalesca.png

 A direita PSD e CDS faz-me lembrar aquele tipo de cães de guarda que, quando esfomeados, em vez de ajudarem a guardar a casa, que também é deles, ferram os dentes no sujeito encarregado da sua segurança.  

Entrámos na época carnavalesca e a direita mascarou-se e construiu um carro alegórico que passa na comunicação social apenas aplaudido por aqueles que o ajudaram à sua ornamentação e pretendem que o desfile continue durante a quaresma. Aliás esta direita sempre foi carnavalesca mesmo quando esteve no governo e como sabia que o era pretendeu eliminar o carnaval, senão no calendário, pelo menos no povo.   

Mais lamentável é ainda a comunicação social que alimenta aquele carnaval confundindo notícias com comentários políticos, procurando tudo quanto seja negativo e omitindo o positivo que deveria ser divulgado. Alinhando com a oposição a comunicação social, especialmente alguns canais de televisão, pensando que fazem dos portugueses parvos e selecionam nos seus noticiários o que à oposição interessa. E, quando algo de positivo acontece e não conseguem deixar de o divulgar fazem-no de tal modo confuso em números e comparações que um espectador menos atento ou menos informado ficam sem perceber nada. Ainda ontem, na TVI, no jornal da oito isso aconteceu. Sobre as contas do ultimo trimestre de 2016 divulgadas pelo INE, nem nada. Apenas uma pequena informação onde leva a crer que os indicadores tinham piorado. Alinha pelas declarações da direita. Sobre a declarações de Passos Coelho (embora não agradáveis) sobre o resultado desses indicadores, divulgados ontem pela Antena 3, às notícias, a TVI disse nada.

No último trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) fixou-se nos 1,9%, em relação ao período homólogo, e nos 1,6% face ao trimestre anterior. Mas, para Passos Coelho, o crescimento ficou, no entanto, abaixo das estimativas anteriores.  Defende uma “alteração de política económica” que “o Governo tenha a humildade de concretizar”. Pergunto eu: qual é essa alteração? Voltar à mesma que ele aplicou? Continuamos sem saber porque ele e os do seu partido passam o tempo a falar na CGD, nos mails, SMS, cartas e cartinhas cujo conteúdo não interessam à maior parte das pessoas, tudo numa espécie de carnaval político.  Disse ainda que, “quando a poupança é sacrificada, como foi em 2016, o próprio investimento interno é penalizado”. Boa! Então no tempo dele é que havia poupança quando retirou poder de compra e reduziu salários e pensões?

Direita e televisões em consenso tentam enganar-nos por omissão. Como não poderemos desconfiar do controle da comunicação por grupos de direita?

O corso carnavalesco da direita vai continuar devido ao défice de argumentos que se traduzam numa oposição credível já que a seus argumentos do passado, quando foi governo, estão em derrocada.  Como o diabo não vem a direita quer forçá-lo a sair do inferno, para mal de Portugal, do país e dos portugueses que eles dizem defender. Temos que lamentar a baixeza do tipo de oposição do CDS e do PSD, mais conotada com o PSD, partidos que deveriam primar pela credibilidade política. O que a oposição de direita tem feito é apenas lutar por mais uns pontinhos em termos de décimas a mostrar nas sondagens.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:02
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2017

Raiva

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Correndo o risco de me repetir sobre o que ultimamente tenho escrito sobre o lamentável comportamento da oposição de direita vou voltar ao assunto porque me recordei dum livro de 2004 do escritor argentino Sérgio Bizzio cujo título é “Rabia”, “Raiva” em português. Posteriormente o livro foi inspiração para um filme “Rabia” realizado por Sebastián Cordero, que ganhou o 13º Festival de Cine de Málaga em abril de 2010.

É um romance que relata uma história de amor que toma rumos inesperados expondo traços obscuros da personalidade humana e uma contundente crítica social. Atos de ira e intolerância e a paixão incontrolável são a base do enredo. Está implícita uma metáfora para o declínio social de um país e para o ressentimento fortemente presente no seu povo. É um romance que revela a decadência da sociedade argentina.

Mas, o que é o livro tem a ver com a oposição de direita, perguntará quem estiver a ler este texto? Nada. É apenas uma associação que faço com a estratégia da oposição de direita cujo objetivo está a reverter em desfavor do país.

A oposição de direita está em decadência, mantem-se em declínio e lança o seu forte ressentimento sobre o país. Está a fazer oposição com atos que acentuadamente revelam ao mesmo tempo ira, e sofrimento político-partidário intenso. Doutra forma não se compreende esta insistência em casos que já não interessam a ninguém a não para capas de jornais sensacionalistas, outros “jornal-ecos” online, e aberturas de telejornais à falta de coisas importantes para o país e para os portugueses.

Agora esta raiva, ao nível da baixeza, dirigem-na ao ministro das finanças Mário Centeno. Silenciosamente vão verificando os resultados conseguidos o que aumenta a sua ira e, apressadamente, há que pô-lo em causa por insignificância que em nada contribuem interna ou externamente para a imagem do país cujos interesses apregoam defender. Falam em mentira esquecendo-se de quem mais mentiu durante quatro anos e meio com a conivência do antigo Presidente da República.

Obviamente o papel da oposição não é apoiar o Governo, mas o de criticar a orientação política da sua atuação devidamente fundamentada nos seus aspetos essenciais. Até agora nada se viu. Nem sabemos o que fariam melhor nem como. Falam em acordos escondidos, em planos B, em faltas disto e daquilo. Procuram o acessório para ser publicitado na comunicação social. É como um frasco de perfume que apenas contem água colorida no seu conteúdo.

Esta oposição de direita não tem demonstrado seriedade, se é que em política ela pode ou deve existir. Esta atitude não é de agora, basta fazer algum esforço para nos recordarmos de algumas campanhas vindas se alguns órgãos do PSD que usam e abusam da utilização da ofensa pessoal, da desvirtuação de caráter dos seus adversários à falta de argumentos políticos válidos. Seria bom que olhassem para dentro e regressassem um pouco, apenas um pouco, ao seu passado governativo. Apenas se lhes pede, senhores deste PSD, que pratiquem, pelo menos ao nível da oposição política, um pouco de ética e de moral.

Já sabemos que na oposição de direita PSD há quem se esteja lixando para as sondagens, mas não será bem assim porque, caso contrário, não reagiriam apressadamente procurando pretextos de má qualidade para fazer de conta que estão a fazer oposição quando, na verdade, estão a fazer troça de todos nós. É apenas de lamentar tal triste figura. Não é assim que vão novamente obter a confiança dos portugueses. Aliás, apesar do embaraço com o episódio da TSU com o PSD  a reboque da extrema-esquerda que levou o Governo a ter de encontrar uma solução alternativa que simultaneamente agradasse a patrões e parceiros parlamentares, o Partido Socialista recuperou boa parte (0,5%) dos 0,7% perdidos há um mês. Contas feitas, a vantagem dos socialistas sobre os sociais-democratas alarga-se para uns confortabilíssimos 8,6 pontos percentuais. O mesmo se poderá vir a agravar o caso das cartas, cartinhas, SMS e outras coisas assim com justificações contrafeitas.

O PSD acrescenta desastre atrás de desastre para agradar a um pequeníssimo leque dos seus simpatizantes. O CDS, com Assunção Cristas e a sua “ascensão” ao topo do partido não tem conseguido essa a elevação milagrosa. O CDS não se tem assumindo como um verdadeiro partido conservador de direita defendendo os seus ideais. Ora cola-se ao PSD, ora tenta demarcar-se (afinal em que ficamos?).   

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:50
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2017

É o desespero meus senhores

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É o desespero senhores, é o desespero! É um desespero nunca visto em Portugal pelo qual a oposição está a passar. Há um alvo que querem atingir e que não lhes agrada se mantenha no Governo. É o ministro das finanças. Pode perguntar-se porquê e resposta é fácil. Não lhes interessa que esteja em funções um ministro que tem cumprido, a nível das finanças, os objetivos a que Portugal se tem proposto interna e externamente.

À oposição de direita não é Portugal nem os portugueses que lhe interessam é o seu umbigo e a sua autoestima partidária que estão em jogo. Fazer o que eles nunca conseguiram fazer é algo que lhes custa engolir. É a questão do estar a haver alternativa no lugar do bolorento não há alternativa dos neoliberais.

Há uma estratégia construída pela oposição de direita com o objetivo de descredibilizar os que querem compor o Portugal que os neoliberais do PSD destruíram coadjuvados pelos senhores do irrevogável CDS.

Mário Centeno e a sua equipa das finanças é a pedra no sapato desses sujeitinhos, entre os quais Paulo Rangel. Não gostam da equipa. Faz-lhe mal à sua credibilidade que pensavam ter quando estavam no governo do país e que desgovernaram durante mais de quatro anos. Desculpavam-se com a troika mesmo quando o seu líder Passos Coelho clamava para se ir ainda mais além. Com isto pretendem a destruição da CGD a todo o custo. Esqueceram-se rapidamente de todas as trapalhadas que arranjaram quando eram governo sem que ninguém se demitisse.

É a oposição da imundície politiqueira porque não têm nada para apresentar. Desviarem as atenções com grandes tiradas demagógicas que em nada ajuda a compor o país que tiveram a oportunidade de compor, mas que pouco ou nada conseguiram anão ser prejudicar certos setores da população. Até dão a entender que querem a todo o custo uma cabeça seja de quem for, como desforra da demissão de Miguel Relvas.

A fúria e o desespero dessa gente cuja perda do poder parlamentar ainda não conseguiram ultrapassar não tem limites. Tudo serve.

Ideias não as têm e, as que tiveram antes, negam-nas no presente.  Ainda hoje na Assembleia o PSD votou contra uma proposta do CDS que no passado já defendeu. É a desorientação estratégica de tudo.

Pegam agora na discussão da sobre a eutanásia, com a qual não concordo por estar a ser tratada de ânimo leve, e gritam aos quatro ventos vamos propor um referendo.  Apenas têm na manga mexeriquices? Nada mais.

É um falhanço duma oposição que apenas clama nos corredores por vingança e vê tudo apenas com objetivos partidários. Para eles os portugueses devem ser uma cambada de tontinhos que se enganam com frascos de perfumes que apenas contêm água, acolitados pelos seus comentadores de mão que por aí proliferam.

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:57
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2017

Oposição e comentário político

Marques Mendes5.png

 

A oposição de direita ao Governo não é feita apenas pelos deputados dentro da Assembleia da República e pelos responsáveis partidários fora dela. Faz-se também por militantes dos seus partidos que, com aparência de credibilidade e isenção, são contratados pelos canais de televisão que lhes paga para fazer o dito comentário político. São comentadores partidários, propagandistas do PSD que, uma vez por outra, para darem ar de isentos, criticam também a oposição de que fazem parte.

Um destes comentadores ditos “isentos” é Marques Mendes que comenta no canal de notícias da SIC. Para ele o Governo está esgotado, porque os acordos estão esgotados, está parado porque nada faz. Gostaríamos de saber se, para ele, governar é simplesmente legislar por tudo e por nada sem qualquer efeito mediato ou imediato, sem reflexão sem estudo, sem debate, como fazia o líder do seu partido quando incentivou a divisão entre portugueses e fez atropelos sucessivos à Constituição. Como ele gostaria de ser o Trump português!

Se alguma coisa urgente há que fazer, é conter a dívida pública e dinamizar a economia e o crescimento. Como Marques Mendes muito bem sabe, o crescimento depende, em grande parte, de fatores exógenos a Portugal, que agora com Donald Trump na calha, e com a Europa no estado em que está nunca se sabe o que poderá acontecer.

Aquela personalidade do PSD faz oposição disfarçada de comentário, olhando tendencialmente para o negativo da solução governativa e ocultando o que é positivo.

Aliás o relatório da OCDE que ontem foi divulgado é mais objetivo do que as interpretações por vezes abusivas de quem faz comentários que mais parecem oposição.

Aquele relatório revela potencial existência de "imprevisibilidade, tensões e recuperação lenta da Europa que podem tornar o crescimento mais incerto.”. Há, portanto, causas perigosas que poderão ser derivadas de causas externas. Sobre o Governo de António Costa, o relatório traça elogios à orientação orçamental, mas deixa uma lista de avisos sobre a situação ainda frágil das finanças, sobretudo sobre a “conjuntura externa incerta, a situação da banca que é vulnerável, mas a margem de manobra nas contas públicas é estreita e a dívida pública elevada e o investimento escasso.”. “E o que vê é uma economia a recuperar de forma progressiva, mas onde as “vulnerabilidades estão a aumentar”.

Claro que não existe nenhum mar de rosas depois da coligação de direita ter quase deixado o país destruído a pretexto de “termos que ir para além da troika” e de, juntamente com ela, não ter detetado  mo nevoeiro denso que envolvia a banca ou parte dela.

Se a banca está como está deve-se sobretudo à desgovernação do PSD-CDS com a obsessão por reformas baseadas apenas num sentido, aumento de impostos e cortes de salários e pensões, de resto não passou de rabiscos escritos num papel que para nada serviram.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:25
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

Despeitados do parlamento que andam por aí a falar de Trump

Carlos Carreiras_PSD.png

O deputado madeirense do PTP José Manuel Coelho foi condenado a um ano de prisão efetiva pelo Tribunal da Relação de Lisboa devido a um processo que Garcia Pereira, noutro tempo líder do MRPP, por o ter apelidado de agente da CIA. Isto é uma tontice se considerarmos o que Garcia Pereira dizia quando andava por aí a dizer nos comícios revolucionários.

Há também outras tolices escritas por quem não é revolucionário e anda por aí a dar opiniões utilizando conotações absurdas e acenando com papões da velha guarda. Numa tentativa de se distanciarem de Trump mas que, no seu íntimo e sem o declararem explicitamente, parecem defender as suas políticas. É o caso do atual presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que tem uma coluna de opinião às quartas feiras num jornal diário e que, na sua última tirada de opinião começa por escrever: “Anda toda a gente muito perplexa com a escolha que os americanos fizeram para a Casa Branca. Não sei qual é o espanto. O nosso azar é muito maior que o dos americanos. Afinal de contas, nós não temos um Trump. Temos dois: Catarina Martins e Jerónimo de Sousa.”, o sublinhado é meu.

Carreiras foi presidente do Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro entre 2010 e 2013. Defensor incondicional, pelo que diz e escreve, da atual direção do PSD, passou de social-democrata a neoliberal seguindo fielmente o seu líder.

Esclareço que não tenho procuração nem do PCP e de Jerónimo de Sousa nem do BE e de Catarina Martins, mas aquele senhor lança para o ar tais disparates populistas, sem argumentos válidos, utilizando chavões e conotações disparatados que só de cabeças como a dele poderiam surgir. O que escreve deve ser dirigido a incultos, adeptos, simpatizantes e oportunistas militantes do atual PSD porque a outros não convence. Deve estar a dirigir-se a senhoras muito chiques e “muito bem”, sem nada que fazer a não ser aparecer nas revistas cor de rosa, senhores, senhores da alta finança duma “estrita” freguesia de Cascais, vila que frequentemente visito porque é agradável, simpática e onde nos sentimos bem, não fossem os preços exagerados praticados pela restauração.

Escreve ainda, em síntese, este nosso (deles) militante do PSD: “O nosso azar é muito maior que o dos americanos. Afinal de contas, nós não temos um Trump. Temos dois: Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. A nossa sorte é que nem BE nem PCP são poder”. O negrito é meu.

Julga que nos engana ao fazer esta conotação disfarçando, mal, uma potencial simpatia oculta pelo atual presidente do EUA. Aqui, e ali, vai dizendo o que Trump tem feito e dito sem, no entanto, mostrar claramente desacordo refugiando-se a falar de outros, os que não lhe agradam, porque ajudaram o PS a retirar o poder ao seu querido líder. Ele e o seu partido ainda não fizeram o luto da perda, (não das eleições), mas do parlamento que representa o voto do povo.

Carlos Carreiras utiliza Trump como oportunidade para lançar o seu viperino veneno sobre uma solução parlamentar maioritária quer queiramos, quer não. Assim como o PSD também ganhou as eleições, gostemos ou não. No entanto, os portugueses não os escolheram ao nível do parlamento. Gostariam talvez de ter a muleta do PS para lhes validar os desvarios de outrora.

A desregulação interna e a desorientação do partido a que pertence obriga-o à verborreia política se quiser nas próximas eleições autárquicas renovar o mandato. Os senhores da vila assim o exigem nem que seja necessário virar um partido cujo passado sempre foi social-democrata. Se Sá Carneiro voltasse e visse como o partido se encontra encher-se-ia de vergonha e voltaria para donde está.

Afirma claramente que Trump e os líderes do PCP e do BE são iguais, que perfilham os mesmos princípios. Deduz-se que, para Carreiras, as ideologias e os motivos porque cada um defende certos objetivos não interessam porque alinha com a nova estratégia do PSD renunciar o que anteriormente defendia.

Podemos dizer que Carreira utiliza a mesma tática de Salazar e de Trump, difamar quem se lhe opõe compondo letras para canções com estribilhos plenos de bolor. Quem ler o artiguinho de Carlos Carreiras, se não pertencer ao seu grupo, poderá considerar à semelhança do que fez Garcia Pereira ao deputado do PTP se não mereceria também um processinho já que mais não fosse para chatear.

Carreiras, injuria aqueles a quem, ainda há bem pouco tempo o PSD se colou, no caso da TSU, preparando-se, mais uma vez, agora no caso da Carris da cidade de Lisboa, para, negando os seus princípios, votar ao lado dos da extrema-esquerda, os que ele denomina de “virgens do estalinismo e do neomarxismo”.

É como no futebol, quando se perde a culpa dos falhanços é sempre do árbitro. Temos pena!

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:04
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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