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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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Injustiçado ou perda da razão

 

 

"Esta crise é uma oportunidade de bondade,

de caridade, de solidariedade. Bendita crise 

que nos trouxe ao essencial."

César da Neves

 

 

 

Esta vítima da injustiça humana só pode ter perdido a razão…

Agora passarei a ser mais um inimigo que o condena não à morte, mas à tolice mórbida.

 

César das Neves entrou num estado de espírito que é dominado pelas emoções ou pelos sentidos com perda da noção da realidade circundante, quero dizer, entrou em êxtase. Para o confirmar basta ler o arquivo que escreveu no Diário de Notícias no dia 18 de novembro.

O que este senhor amigo dos pobres, como se pode confirmar pela sua entrevista à TSF no dia 17 de novembro é um pregador, qual bispo da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) que foi predestinado para pregar a redenção das almas pecadoras, qual profeta enviado do reino de Deus se vê cruxificado.

Num dia afirma que "obrigar empregadores a pagar mais pelo trabalho é dificultar a vida aos desempregados com menores habilitações.". Aqui está uma subtil forma de colocar uns contra outros. Pois… Vejamos a ideia: vale mais ter menos ordenado e ter trabalho do que aumentar o ordenado mínimo porque beneficia os têm mais qualificações. Portanto… Tirem as conclusões que cada um quiser. Anda contra a corrente, inclusivamente dos parceiros sociais e da OIT (Organização Mundial do Trabalho) esta que apresentou um relatório onde aborda aquela e outras questões sobre o trabalho.

Se tinha dúvidas agora deixei de as ter, César das Neves é o eleito, e um mandatário de alguns setores do PSD e do governo para dizer aquilo que não podem ou não querem dizer publicamente.

 

Logo no dia seguinte uma explosão de confirmação do seu credo e profissão de fé (talvez para agradar ao D. Policarpo ex-cardeal de Lisboa). César das Neves considera-se o eleito pelo qual Deus, por Jesus Cristo, morreu para o salvar a ele, a vítima da humanidade. Claro que o artigo é suposto ser uma ironia aos que ele considera como inimigos.

Veja-se esta grande tirada irónica dirigida aos que o criticam a ele, o incompreendido:

 

"As razões da condenação acumulo-as a cada momento. Pequenas e grandes traições, mentiras e violências, egoísmo e mesquinhez; sobretudo a terrível tibieza e mediocridade em que mergulham os meus dias. De fora não se vê a podridão que tenho dentro. Nem os meus inimigos, que têm tanta razão nos insultos, nem eles sabem do mal a metade. Sou todos os dias muito justamente condenado à morte."

 

E mais esta:

 

Mas não sou eu que estou ali pendurado. É Ele. Ele, a única pessoa a poder dizer com verdade não merecer a morte, é Ele que está ali. "Jesus estará em agonia até ao fim do mundo" (Pascal , 1670, Pensées, ed. Brunschvicg n.º 553, ed.Lafuma n.º 919). Ele está em agonia, e a culpa é minha. E graças à morte d"Ele a minha tem remédio. A morte, em si mesma, é definitiva. Quem morre fica morto. Mas porque Ele quis morrer por mim, a minha morte tem saída. A minha morte pode ir para a vida. Se me agarrar a Ele, o único que voltou da morte.

 

Quem morre fica morto!!? Fez-me lembrar a Lili Caneças que uma vez disse, estar vivo é o contrário de estar morto.

 

Esta vítima da injustiça humana só pode ter perdido a razão… Agora passarei a ser mais um inimigo que o condena não à morte, mas à tolice mórbida.

A mistura de religião com política e com a economia passou a ser transcendente e, ao mesmo tempo servir para ironizar com o próximo. Ele esqueceu-se do primeiro mandamento que diz "não invocarás o santo nome de Deus em vão".

 

Em "post" anterior, sob o título "Os polémicos paradoxais", escrevi sobre os comentadores polémicos sem referir quaisquer nomes. Aqui está um, entre muitos, dos que poderiam constar. Penso até mais,ao escrever estas linhas, apesar dos meus poucos dotes para a escrita e um entre muitos desconhecidos, acho que lhe estou a dar a importância que nem sequer merece.

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