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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

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Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

Senhor professor não fui eu, foi a quele menino

Não fui eu foi ele.pngAí estão eles agora, os senhores dos comentários e dos editoriais que estiveram ao lado da direita a fazer oposição ao Governo que utilizou como arma política a CGD. Justificam-se passando culpas para tudo menos para quem foi de facto o culpado. Para eles, não era o caso específico da Administração da CGD que estava em causa, era isso sim arranjarem um caso para fazer oposição porque para isso tinham as mãos cheias de pouco ou nada.

Vêm agora alguns dizer que a culpa foi de todos (Diários de Notícias), outro dizem que não, não foi a oposição e sobretudo o PSD que fez mal à CGD foi o Governo (Público). E fico-me por aqui.

Esta gente sabe muito bem porque é que a Caixa está como está. Conhece a situação em que Passos Coelho a deixou por negligência, criando um mundo virtual à volta dela para “fazer de conta” que estava tudo bem, e poder gabar-se de saídas limpas do programa de ajustamento. Pois Passos Coelho pode considerar que, neste ponto, saiu-se bem sujo. Colheu à volta umas ninharias para boicotar a limpeza da sujidade que fez. Passar a sujidade para outros, para não a limpar com as mãos. Se tivesse, na altura em que foi Governo, optado por recapitalizar a Caixa este imbróglio teria sido desnecessário.

A prova de que havia uma intenção do PSD de Passos Coelho de boicotar a recapitalização da CGD foi hoje clara quando votaram contra a injeção de capital na Caixa Geral de Depósitos que tinha sido aprovada por Bruxelas. Desta vez já não teve ao seu lado o CDS que se absteve.

Mais valia que este Passos Coelho e o seu PSD fizessem oposição séria ao Governo em vez de mandar os seus apaniguados tocar flautas sabendo que apenas sabem rabequear.

Dobrando a barra

Passo Coelho_fazforça.pngBem pode Pedro Passos Coelho e a sua direita no PSD esforçarem-se para dar a volta aos factos, (não apenas os das sondagens), com esforçados e ferrugentos discursos e argumentos, como estivessem a dobrar um ferro direito sem o conseguirem. Os seus discursos, e os do seu braço direito Maria Luís Albuquerque, colaboracionista na situação que o PSD atravessa, estão oxidados.  

Uma hipótese de salvação para esta direita de Passos Coelho é fazer uma oposição aqui, e agora, que passe por novas propostas e alteração de rumo. Um rumo que não se sabe bem qual é, mas que está a agora pedir, em vão, ao Governo. Será o mesmo que seguiu no passado recente, mas sem coragem para o dizer?

Acho que Passos já não diz coisa com coisa e pretende baralhar-nos com isso. Falando para dentro do seu partido na Convenção Autárquica, afirmou ontem que “este primeiro ano de Governo socialista, ´ficou muito aquém` das possibilidades do país, e que em 2016 deveria ter sido um ano com maior crescimento económico, maior geração de emprego e maior redução de divida do que foi. Em primeiro lugar porque a embalagem que vinha de trás assim o permitia". Será que Passos Coelho quer dizer que estaríamos muito melhor e que, por isso, as políticas e as medidas que aplicou quando era primeiro-ministro deveriam continuar? Ou será que queria dizer que deveriam ser reforçadas para empobrecer mais o país (alguns, diga-se) e que então estaríamos muito melhor. Mas quem, o país ou nós os portugueses?

Traduzindo para o português corrente: se Passos não fosse agora um primeiro-ministro no exílio, e o fosse ainda de facto, faria novamente tudo como fez ou faria pior e, assim, hoje, o país estaria muito melhor.

Balelas! O PSD de Passo Coelho está preso entre varas. Não tem coragem de dizer claramente ao país que manteria o mesmo rumo, mas, ao mesmo tempo, afirma que este que está a ser seguido está errado. Se mudar de rumo deixa de ser neoliberal e passa a ser social democrata, o mesmo seria dizer que seguiria caminho idêntico ao que o atual Governo está a seguir. Por outro lado, não tem coragem para dizer que reverteria algumas medidas.

Comparativamente até o CDS consegue estar a ser mais social democrata que este PSD.

Acho que o tempo do reinado neoliberal de Pedro Passos Coelho, de Maria Luís Albuquerque e de outros seus correligionários está a chegar ao fim. Mantêm-se no Parlamento que nada dizem de novo e repetem-se sucessivamente. A novela da CGD, à falta de melhor para eles, é uma forma de dizerem que estão vivos, mas com isso não estão a prejudicar o Governo, mas sim o país.

Podemos perguntar, como fez ontem Pacheco Pereira, qual foi a intervenção do Governo de Passos Coelho durante o programa de ajustamento, face ao que a troika propunha, quando ele antecipava que “tínhamos que empobrecer”.

“É muito relevante saber, por exemplo, quem propôs determinadas medidas na anterior legislatura, o Governo ou a troika? Pergunta Pacheco Pereira no Público.

E continua:

“É que para a história futura é muito relevante saber, por exemplo, quem propôs determinadas medidas na anterior legislatura, o Governo ou a troika? Que discussões existiram sobre a política fiscal, como foram justificados falhanços e elogiados sucessos? O que disse a troika sobre alguns processos de privatizações? É que sabemos muito pouco sobre o nosso processo de “ajustamento”, já sabíamos pouco sobre o que Merkel combinou com Sócrates, como foi feito o memorando, quem disse o quê, quem pediu à troika para incluir esta ou aquela medida”, e aí adiante...

É a isto que Passos Coelho tem que responder e o que, concreta e claramente, propõe se voltar a ser Governo. Não me parece que o vá conseguir, tal é a tacanhez duma certa direita que se infiltrou no PSD.

 

Quem és tu Raquel

Raquel Varela.png

Raquel Varela_2.png

Gosto muito da Raquel Varela. Acho que para além de fotogénica é uma mulher atraente, cativante, com ar sedutor. Para mim, claro, porque isso de gostos, sejam eles do que for, tem o seu quê de subjetivo.  Mas este é o ponto que menos interessa referir. Interesso-me mais pelos seus pontos de vista sociais e políticos.

Desconheço o seu posicionamento partidário, mas quanto ao ideológico vejo-a como uma marxista ortodoxa que segue os ideais clássicos daquela corrente económica com se fossem uma espécie de ensinamentos catalogados.

Raquel é historiadora, investigadora, comentadora e outras coisas mais. Podem muitos não gostar dela, nem concordar com os seus pontos de vista, mas o seu valor intelectual é inegável. Apesar de todos estes atributos a minha aceitação por tudo quanto diz não é de modo nenhum incondicional.

Provocadora por inclinação podemos ouvi-la contra a direita, contra o centro, contra a esquerda. Vejo-a como alguém com necessidade extrema de protagonismo que consegue através da controvérsia política.

Apoia quaisquer greves vejam elas donde vierem, sejam elas que objetivo tiverem. Faz parte da sua ortodoxia marxista. À luz da sua visão dependente dum certo e indefinido esquerdismo critica, a seu modo, a esquerda moderada e democrática, acompanhando as críticas feitas pela direita. O dilema que Raquel Varela me coloca é, por um lado, eu ter necessidade de encontrar um centro político-ideológico que me leve a compreender o essencial do seu pensamento e posicionamento e, por outro, o de saber qual a sua lógica dominante.

Como historiadora está atenta a tudo e a todos os que saiam fora dos factos históricos deturpando-os a seu bel-prazer ideológico, como o tem feito esse dito historiador Rui Ramos. Neste ponto estou de acordo com ela, porque para mim a história que Rui Ramos divulga não entra no campo da investigação em história, são escritos de opinião sobre história vista à maneira dele.

 Mas voltando à Raquel, talvez ainda se recordem do apoio que deu à greve dos estivadores em 2015 chegando a ir a um plenário daquele grupo de trabalhadores incentivando as suas mulheres, como mães e donas de cas a juntarem-se à luta tendo daqui surgido um blogue de apoio.

 Do meu ponto de vista Raquel Varela é uma convicta radical de esquerda e defende intensamente a luta da classe operária, se é que ainda existe essa classe enquanto conceito do século XIX. É contra quaisquer ideologias dominantes ligadas ao bloco do poder que é um obstáculo ao pensamento e à sua produção científica em ciências sociais que não consegue separar da ideologia.

Fala sobre a banca dizendo que deveria ser toda nacionalizada porque está a enriquecer e a empobrecer o país. O Estado deveria deixar falir a banca, é o seu lema que várias vezes defendeu em algumas das suas intervenções em programas de opinião. Não percebe porque a Caixa deve ser capitalizada, mas a banca deveria ser nacionalizada e a Caixa Geral dos Depósitos não é, de todo, um banco público é privado com dinheiros públicos e não serve os interesses do povo, perceberam? Não? Eu também não.

Esta posição aproxima-se em alguns pontos às da direita que pretende travar a recuperação da Caixa. Raquel Varela navega por todos os mares e cavalga todas as ondas, é preciso é ser contra o poder seja ele qual for. É por isso que não a identifico com uma esquerda que pretenda agir segundo um conceito ideológico que se mostre através dum programa político claramente definido. Ela é contra um qualquer poder e uma purista do marxismo. Talvez, até seja uma narcisista intelectual que gosta de ser original pelos pontos de vista que vai lançando para o ar tornando-se polémica e, evidenciando-se, dessa forma, por uma pretensa diferença.

Não concordando com ela em muitos pontos, continuo a gostar da Raquel e leio quase tudo o que ela publica. Acredito, no que respeita à investigação, na sua credibilidade e fiabilidade científica. As ciências sociais como por exemplo a sociologia, a ciência política e a economia não sendo ciências exatas são permeáveis a ideologias e às suas tendências. O caso da economia é evidente no que respeita ao cálculo e à interpretação de indicadores. Daqui as várias teorias decorrentes.  Assim, a prática científica pode estar ligada a uma prática ideológica determinada considerando a produção científica em ciências sociais dum ponto de vista materialistas. É por este caminho que Raquel Varela segue sem perda de rigor. O mesmo já não posso dizer quando aborda certos aspetos da política que acabam por apoiar teses duma direita neoliberal que por aí se vai arrastando, sendo ela, como parece demonstrar, uma coletivista.

Não subscrevo a tese, como alguns dizem, de que Raquel Varela é uma pseudointelectual de Portugal. Posso questionar e responder de seguida, com margem de erro: Raquel Varela é de esquerda e faz o jogo da direita quando lhe convém? Sim. É contra o poder do Estado apenas em alguns casos? É. Defende um Estado que imponha a igualdade pelo coletivismo? Talvez.

Para mim é um enigma político onde se adivinham alguma demagogia populista. Talvez seja um protótipo duma esquerda caviar, sem ofensa para o caviar e para a Raquel.

Ainda no tempo do programa Barca do Inferno da RTP3 (fevereiro de 2015?), programa cujas opiniões não podiam ser levadas a sério Raquel Varela disse em determinado momento: “Não pagamos a dívida e usamos o dinheiro para empregar mais pessoas. Os restaurantes, por exemplo, se tiverem mais empregados, têm mais clientes e ganham mais”. Por tanto querer ser polémica por vezes sai disparate. Defesa intransigente dos trabalhadores sem critério.

É assim que os meus olhos vêm Raquel Varela.

A direita detesta-a e a esquerda tolera-a. Como a direita que anda por aí não gosta de ser contrariada e coloca-se na posição de ser a única detentora da verdade e da tese do não há alternativa que, ultimamente, tem estado a ser contrariada não gosta dela e, como tem vindo a ser o seu atributo, passa às ofensas pessoais como argumento.

Ter os olhos bem abertos

Trump_Presidente2.png

 

Há cerca de dois anos passei duas semanas no EUA, concretamente em Nova York, em casa de família que, na altura, lá estava como Embaixador. Apesar do controle exigido desde os atentados do onze de setembro respirava-se liberdade. Frequentar aquelas extensas avenidas era um prazer. Respirava-se paz, movimento, agitação, trabalho, comércio, passeio, cultura, cruzamento de etnias. Receio que tudo isso se vá perder regressando ao passado da desconfiança, do racismo, da perseguição, da insegurança justificada pela necessidade de mais segurança. Talvez por tudo isso, no estado de Nova York a democracia venceu.

Chamemos o que quisermos a Donald Trump, e critiquemos o seu projeto político, mas ele apenas foi o intérprete do sentir duma parte do povo da América. Foi assim que o III Reich (Alemanha nazista) conquistou o poder após as eleições de 1932. Como no governo do III Reich, Trump também glorifica o passado ao pretender “fazer a América grande de novo” e considera inimigos os que lá trabalham em serviços que os americanos já não querem fazer. Dizer que os imigrantes estão a retirar empregos é uma falácia. Nos Estados Unidos o desemprego é baixíssimo cerca de 4,2%. Criar postos de trabalho? Quais e para quem? Foi um ardil para iludir o eleitorado.

Se não era o manifesto sentir do povo Trump fez com que o fosse sem que houvesse um desmontar do seu populismo por parte os media que, aqui e ali, foram desdramatizando, como se Trump fosse aquele que, apesar das sondagens se aproximarem dos democratas não ganharia as eleições.

Comentadores há que, sapientemente, falam de esquerda e direita no EUA. Não há esses epítetos nos Estados Unidos onde há um sistema bipartidário, Republicanos e Democratas. O que há, de facto, são várias tendências que se congregam em cada um dos partidos.

Racismo, segregacionismo, xenofobia, islamofobia e misoginia estão a tornar-se as palavras chave nos Estados Unidos. As tenebrosas organizações racistas surgem sem vergonha à luz do sol e na sombra da noite, Trump e os que nomeará para o seu Governo serão o escudo.

Em Portugal e na Europa aliados à extrema-direita já estão a vir sem medos para fora das tocas.

Na política externa Trump quer fechar-se, está contra todos, contra a Europa e com as suas relações comerciais, contra os muçulmanos, todos terroristas, contra os países da América do Sul, nomeadamente o México, donde provém os imigrantes que se acomodaram no seu país, cerca de três milhões de marginais e assassinos que pretende expulsar ou encarcerar das prisões. Não se sabe é como. Deverá ser à custa de muita construção civil que levará Trump, através das suas empresas, a retirar vantagens. É contra a China, é contra a NATO, é contra a comprovação científica do aquecimento global e das alterações climáticas que são uma invenção dos chineses, enfim está contra tudo e todos que não sejam da américa fechada e refém de si própria.

É a favor das negociações a leste, com Putin. Resta saber se quebrará as relações com a Coreia do Sul e restabelecerá alianças com a Coreia do Norte de Kim Jong-un.

Na pior das hipóteses irá promover o regresso ao passado das perseguições Mccartistas com acusações de subversão ou de traição através de alegações injustas por denúncias de outros cidadão para restringir a divergência e a crítica política.  Na política externa poderá verificar-se uma espécie de Guerra Fria de sentido contrário, não com a Rússia, mas com o ocidente.

Não concretizar as promessas que fez será o que menos ele deseja.

Esperemos para ver, mas com olhos bem abertos.

Causas e consequências de políticas e estratégias erradas

Causa e consequencia.pngOs resultados das clivagens sociais que o governo neoliberal do PSD de Passos Coelho causou continuam a surgir. Porquê? Eu recordo. Lembram-se que do que o líder daquele partido disse em algumas intervenções quando estava no poder quando provocou conflitos entre gerações dizendo por meias palavras que os idosos eram um empecilho? E quando para além do congelamento das pensões, 70 mil perderam o acesso ao Complemento Solidário para Idosos?   E sabia que em 2012 a taxa de pobreza nesta faixa etária era de 14,7% e em 2014, a taxa passou para 17%? E quando um deputado do PSD um tal Carlos Peixoto motivado pela política do seu partido para os idosos lhes chamou a “peste grisalha”?

E a diminuição e degradação do Sistema Nacional de Saúde cujas consequências começam a gora a evidenciar-se? Muito mais havia, mas não quero ser exaustivo e muito menos maçador.

É que as consequências de tudo isto não são imediatas, vão surgindo ao longo do tempo. Em 2015 verificaram-se 997 denúncias de violências contra idosos que chegaram à Associação Portuguesa de Apoio à vítima. Não, não é notícia falsa o Tribunal condenou filho acusado de deixar pai à fome apesar de ter meios financeiros ao seu dispor.

Todas as intervenções do anterior primeiro-ministro e da sua “entourage", fosse ela do Governo, no Parlamento ou fora deles eram canalizadas no sentido de dividir os portugueses, quer fosse entre setores de atividade, entre jovens e idosos, entre jovens que não tinham emprego e os mais antigos que o mantinham, ao mesmo tempo salientava o crescimento da economia, que não se verificava, diminuição do desemprego, que era ínfima, que tudo na banca estava bem e iriamos ter uma saída limpa que se vê agora que foi mais suja do que um tição, etc..

Dizia modificar e reformar o país para melhor, prometeu prosperidade e fez tudo ao contrário daquilo que prometeu. A estratégia era dividir para reinar e captar para o seu lado certos setores da população, os descontentes que concordavam e acreditavam literalmente em tudo o que ele dizia. Fazia-o para a manutenção do poder e garanti-lo em futuras eleições. Conseguiu dividir o país e quebrar a coesão social.

Tudo isto que agora volto a recordar parece estar fora do atual contexto político, mas não, passou a estar ainda mais atual com a eleição de Donald Trump nos EUA. O que é que uma coisa tem a ver com outra?  É a estratégia seguida por quem, para obter e manter o poder, faz ressaltar sentimentos primários socialmente contidos em populações que, por isso, acatam sem reflexão prévia, e sem reservas, tudo quanto um qualquer político (ou não) lança cá para fora.

Notícias e redes sociais

Notícias e redes sociais.pngQuando são apresentadas notícias na comunicação social sobre algo que acontece hoje é dado como de facto fosse consequência do hoje. Explicando-me melhor. Muito do que acontece hoje em alguns setores, nomeadamente a saúde, é dado como de facto fosse consequência da governação atual, independentemente das correções que sustentadamente se tenham vindo a fazer.

Essas notícias que são lançadas agora, não apenas no setor da saúde, são dadas como sendo consequência do presente, e não a consequência do passado recente que foi o da Ex governação neoliberal de Passos Coelho. O que se desmantelou durante quatro anos e meio de Governo neoliberal não de reconstrói num ano, nem em dois, nem sabemos se em quatro, devido às restrições orçamentais.

A comunicação social quer fazer-nos acreditar que, o que se passa agora, é consequência do hoje, da governação atual. Não nos podemos admirar visto que a agenda mediática é ditada pela trupe neoliberal que cerrou fileiras em torno de Passos Coelho e que o mantem no poder do partido, senão, o que seria deles!

No tempo de Passos Coelho qualquer mínimo favorável nas estatísticas ou acontecimento positivo que foram muito poucos, diga-se, eram empolados e repetidos exaustivamente nos noticiários. Agora o que vinga é a procura do mau, sendo o bom divulgado com displicência.  Depois há as redes sociais que replicam até à exaustão factos, notícias e acontecimentos falsos.

Veja-se sobre as redes sociais nos EUA o que escreve o New York Magazine:  

“All throughout the election, these fake stories, sometimes papered over with flimsy “parody site” disclosures somewhere in small type, circulated throughout Facebook: The Pope endorses Trump. Hillary Clinton bought $137 million in illegal arms.”

Que, traduzindo, diz que durante toda a eleição, essas histórias falsas, às vezes dadas como inofensivas "paródias site", divulgadas em vários lugares, em letra de pequeno tipo, iam circulando pelo Facebook: O Papa apoia Trump. E, Hillary Clinton comprou US $ 137 milhões em armas ilegais.

E nós, aqui em Portugal, que as frequentamos, se não tivermos o devido cuidado de as confirmar pelos meios ao nosso dispor, corremos o risco de divulgar e replicar o que é falso, às vezes até ingenuamente.

Eu próprio já algumas vezes caí nessas armadilhas, mas creio que foram as primeiras e as últimas. As redes sociais são o media ideal para a informação e contra informação e também para uns, poucos, influenciarem pela desonestidade política e partidária, muitos outros. Opinião a que todos devemos ter direito é uma coisa, outra, é a mentira e a desonestidade utilizadas como arma política para influenciar, comportamentos e atitudes. Não foi por isso que Trump obteve a Casa Branca, mas ficou um aviso para a opinião pública americana.

O contágio

Trump_Presidente.png

 

A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos tem sido considerada com reservas pela maior parte dos analistas políticos e comunicação social da direita à esquerda. Há. no entanto, alguns que ainda lhe dão o benefício da dúvida e lá acabam por dizer que não será tão mau presidente como as pessoas o julgam. Neste rol encontra-se o editorial do “jornal i” que, em síntese, diz que ainda é cedo para ver, e que Trump ainda vai mudar. É tudo possível, mas é bom não esquecer que a maioria do eleitorado que o colocou na presidência espera que cumpra o que prometeu. Se o Senado e a Câmara dos Representantes que também têm a maioria republicana lhe forem favoráveis, assim como o Supremo Tribunal, então pode seguir em frente sem obstáculos.

Se alguns entraves lhe surgirem pelo caminho que possam atrasar os seus intentos pedirá um segundo mandato para o seu cumprimento. Aliás, pelos primeiros nomes da sua equipa antecipados por alguns órgãos de comunicação dos EUA, nomes bem conhecidos pelas ideias e afirmações que defenderam no passado, não se deve esperar grande coisa.

Em sentido figurado, Donald Trump poderá vir a ser a versão preliminar do Anticristo e um dos quatro cavaleiros do Apocalipse (Peste, Guerra, Fome, Morte) não sabemos é qual deles será, ou se será o quatro em um.

A fórmula “God Bless América” poderá vir a deixar de ser pronunciada, pela primeira vez, na sua tomada de posse. 

A estratégia de Hitler para chegar ao poder foi, com aproximação, seguida por Trump, arranjar bodes expiatórios e trazer à superfície o ódio contido que na sociedade americana estava contido. A sociedade americana por falta de cultura geral e geo-histórica desconhece o passado da Europa. Não foi por acaso que o líder máximo neonazi e do Klu Klux Klan saiu da sombra e já marcou uma manifestação para dezembro para celebrar a vitória de Trump.

Na Europa o efeito de contágio já começou confirmado pelas reações das extremas-direitas europeias como a de Geert Wilders que escreveu no Twitter “O dia de ontem mostrou, e isso é que vou dizer aos meus eleitores, que tudo é possível e isto não vai parar por aqui – vamos assistir a este movimento em vários países europeus… A vitória de Trump é um grande incentivo para todos nós – que amamos a pátria e a liberdade.” Marine Le Pen acompanha-o dizendo que “não é o fim do ´mundo´, mas o fim de um mundo”.

O partido neonazi grego Aurora Dourada celebrou a eleição de Trump para a Casa Branca, que considerou uma vitória contra a "imigração ilegal", a favor das nações "etnicamente limpas" e dos "estados nacionais contra a globalização", numa mensagem em vídeo difundida na internet.

A onda de contágio pode não se fazer apenas pelos líderes da extrema-direita e grupos neonazis que se sentirão reforçados e apoiados por declarações de Trump cuja difusão, através das redes sociais, poderá ter um efeito de contágio sobre os pouco avisados ou desconhecedores de consequências que elas poderão trazer, arrastando-os para ideologias próximas ou piores do que as de Trump.

O perigo do crescimento de ideologias como as que Trump defendeu/defende pode muito bem fazer ressurgir o seu oposto, isto é, a reorganização e o reforço dos partidos comunistas e das esquerdas radicais na europa que entraram em estado de hibernação e se levantarão novamente sob a forma duma contrarrevolução.

Facto como este que se está a verificar nos EUA pode ser uma prova de que não há democracias irreversíveis.

Discurso da minha posse se eu fosse Presidente…

Olhem bem para mim, alto, forte, louro, bem constituído, praticamente de raça ariana, sou agora o vosso Presidente. Reparem, aqui ao meu lado, no meu descendente e na sua pureza de jovem branco e louro.

Isto vai ser um bom prenúncio para o povo americano. Eu sou o messias que trago esperança ao nosso povo que voltará a ser impoluto de misturas. Sou o intérprete do sentir do povo. Iremos voltar ao nosso glorioso passado racista e segregacionista, vamos unir-nos em volta dos que acreditam na América e no seu passado, com orgulho militante. Não deixaremos que outros ocupem as nossas escolas, empregos e organizações.

A culpa das sucessivas crises económicas, do desemprego e as perdas que a América têm sofrido tem responsáveis: os imigrantes negros e latinos que deixaram entrar no nosso amado país, que foi grande, e irá voltar a sê-lo.

Vamos unir-nos, desunindo! Traremos valor à nossa América, limpando os lixos minoritários de homossexuais, e lésbicas. Colocaremos também as mulheres no seu respetivo lugar que é o de cuidar do lar e dos filhos para darem lugar aos maridos que encontrarão trabalho para sustentar a família, como sempre foi no tempo do nosso glorioso passado. A minha missão será conduzir a América a um progresso nunca visto e o regresso ao orgulho nacional.

Como todos os americanos puderam confirmar, durante na minha campanha eleitoral, sou exclusivamente qualificado para dirigir os destinos da América, elevando-a a um plano de grandeza. Tenho conhecimento dos males do mundo e de como dominá-los. A nossa sociedade está a ser minada e destruída pela predominância e proliferação de raças que imigraram para o nosso país e ocuparam o nosso espaço, vital para o nosso desenvolvimento. À semelhança do que a ex-União Soviética fez em Berlim, iremos nós também construir um muro junto à fronteiras.

Destruiremos o chamado sistema nacional de saúde que nos quiseram impor e que será privatizado, reduzindo os gastos públicos e lançando-o para mãos dos privados, que são os grandes motores do desenvolvimento económico.

Tenho a certeza das minhas convicções, como viram pela minha campanha. Elas são facilmente compreensíveis e todas muito simples e expressas em termos de preto e branco mas, neste meu mundo, todos serão bem-vindos.

Esta oposição de direita é um fiasco

Fiasco.png

A oposição do PSD continua a esbracejar e a gritar como se estivesse a afogar-se lentamente sem que ninguém a ouça por falta de coerência e de estratégia coerente e alternativa. É mais ou menos como aquele sujeito brincalhão que grita do mar por socorro numa certa praia como estivesse a afogar-se, e, quando chega o salva-vidas, diz que estava a brincar. Um dia viu-se mesmo aflito e ninguém lhe ligou. Morreu afogado.  

Grita em voz alta, sobre tudo e sobre nada, que o Governo está a fazer mal e não diz concretamente o que faria se fosse novamente Governo. Já sei, é a velha história do quem governa não somos nós, não temos nada para dizer. É verdade, mas no caso particular do PSD não, porque, um dia, quando houver eleições terá que abrir o jogo novamente e dizer ao que vai e, se não o fizer, então é que vão ser elas. Nessa altura Passos Coelho e a sua “entourage” irão engolir os tais sapos para não ficar entalados, isto se o partido o mantiver até lá.

Quem assistiu ao debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para 2017 terá apreciado o desempenho das intervenções dos partidos da direita PSD e CDS, e, também da esquerda, mas desta já sabemos quais são os seus pontos de vista e gere-os no tempo como muito bem entende e já assistimos, mais do que uma vez, a deixar a direita a falar sozinha.  

A oposição da direita foi lamentável e resultou em nada. Mostrou apenas despeito. Curiosamente, a intervenção de Passos Coelho mostrou uma postura de não rufia oposta à do primeiro-ministro António Costa que ele disse ser rufia. Ao dizê-lo, entrou também no rol dos rufias. Segundo o bem-falante Passos, que não é rufia, as boas ou as más políticas, as boas ou as más medidas parecem depender de quem governa ser mais ou menos rufia. Saltou-lhe o verniz falso, de baixa qualidade, que mostrava usar. Tão falso, como foi desde sempre. Antes, durante, e depois de ter estado no Governo.

Será que vale a pena enunciar novamente as políticas, as medidas e as afirmações atentatórias da dignidade de vários setores da sociedade portuguesa quando o não rufia Passos esteve no Governo? Pronto, já sei, o argumento costumeiro das condições excecionais em que governou. Parece ser óbvio que, à falta de dizer o que faria se voltasse a ser Governo, faria novamente tudo igual, com mais ou menos neoliberalismo à mistura, porque, se o fosse, a sua trupe de assalto ao poder lá continuaria.

Ainda a propósito do menino muito bem comportado Passos, preso ao passado recente, ter chamado rufia a António Costa seria interessante que este lhe colocasse um processo em tribunal como António Peixoto, o da peste grisalha, tal e qual dama ofendida, fez ao sujeito que lhe escreveu uma carta aberta onde lhe sugeria por meias palavras que era um dromedário e outros impropérios.

Ao escrever isto faço-o com um certo receio não me vão também instaurar um processo por abuso da liberdade de expressão.

Mas voltando ao assunto principal. Quais foram então as intervenções da direita? Tal como a conhecida frase “chapéus há muitos seu palerma”, intervenções da direita houve muitas, mas argumentos sérios e consistentes nenhuns. Limitaram-se apenas a cinco pontos sem interesse, desajustados e fuga aos objetivos concretos da discussão:

  1. O Orçamento de Estado tem todos os defeitos sem dizer o deveria ser feito. Falam de orçamento de austeridade, do tremendo aumento de impostos, até falam em cortes de regalias e por ai fora. Passos ora diz que não faria o mesmo ora diz que o faria melhor. Se for o melhor que já conhecemos estamos conversados.
  2. O CDS volta a julgar-se mandatado pelos pensionistas de menores recursos, mas, deixou ultrapassar todas as linhas vermelhas quando esteve no Governo em troca dum mandato para vice primeiro-ministro.
  3. A direita PSD e CDS tentaram passar uma esponja sobre tudo quanto fizeram quando estiveram no poder e, passam agora a criticar o Orçamento de Estado para 2017 dizendo que contem medidas que, como é sabido, eles é que as tomaram quando estiveram no Governo. Risos pois claro.
  4. Quem se der à paciência de procurar e analisar as intervenções e os argumentos que a então oposição PS, PCP e do BE utilizaram durante a governação de Passos Coelho verificará que há intervenções daqueles partidos que agora a direita utiliza quais como se fossem fotocópias. Já lá vai um ano, e nada mudou neste discurso do repete, vai para trás e nada para a frente, diz que vai para a frente mas fica para trás. O que faria a direita, hoje e agora, se estivesse no Governo ou o que fará se para lá voltar? Isso é o que interessa a todos nós portugueses.
  5. O tema principal da intervenção do deputado do CDS Telmo Correia centrou-se em sapos para aqui, engolir sapos para ali e por ai fora, na tentativa de fazer fissuras nos partidos à esquerda do PS. Segundo ele, abdicaram de muitas dos seus pontos essenciais. O que não é verdade pois quem os ouvir falar continuam nesses pontos a manter a sua matriz ideológica. O que faz falar a direita é uma espécie de raiva contida por esta geringonça estar a funcionar, coisa de que não estavam à espera.

Esta oposição de direita é um fiasco.

 

Notas finais:

Há por aí uns rumores de que Miguel Relvas e Marco António Costa do PSD andam a preparar qual,quer coisa. Se assim for então podemos estar descansados porque vai tudo mudar no PSD (ironia).

E, por último dá para rir. O PSD diz com grande desplanto que o Governo e também a Câmara de Lisboa, diga-se Medina, (da resolução do tribunal por causa do caso do Braga Parques) não estão a saber defender o país. Mas, se bem nos lembramos, o imbróglio foi um dos casos criado pelo próprio o PSD quando estava na Câmara e Carmona Rodrigues era o seu Presidente.

Não te atrevas senão levas

Justiça.pngUm acórdão que não é mais do que uma ameaça velada a quem de futuro se atreva a discordar e a criticar publicamente o que só alguns têm o direito de dizer ou de escrever.  

Penso que todos se recordam ainda da polémica aberta no Governo de Passos Coelho por um deputado do PSD um tal António Peixoto, sobre a questão da “peste grisalha”. Pensavam que tinha acabado? Pois não.

Soube ontem pela Constança Cunha e Sá que um cidadão foi agora condenado pelo Tribunal de Gouveia, depois confirmada a sentença pelo Tribunal da Relação de Coimbra, porque, na altura, escreveu uma carta aberta a esse tal deputado Carlos Peixoto que, infelizmente para o PSD, ainda o mantém como deputado que, não tendo emprego cá fora, por isso teve que manter a fazer parte dum pequeno grupelho de hostes agressivas que se encontram dentro do seu grupo Parlamentar. Deputados que sendo pagos por todos nós com ordenados chorudos, cuja responsabilidade que teriam era a defesa de todos, se defendem apenas a eles próprios.

Para a decisão, os juízes dizem que as expressões são "insultuosas e suscetíveis de abalar a honra e a consideração pessoal, política e familiar do assistente", e que "nada tem a ver com o confronto de ideias e apenas pretende rebaixar o assistente". Acrescenta ainda que "O arguido pode não gostar do artigo de opinião escrito pelo assistente e tem o direito de o criticar e atacá-lo de forma contundente. Porém, o direito da liberdade de expressão tem limites".

Talvez estes senhores juízes nunca tenham visto debates na Assembleia da República, nem artigos de opinião em alguns jornais.

Não creio que haja alguma relação entre os cargos que ocupa e a decisão dos tribunais. Ele é apenas advogado e presidente da comissão politica distrital do PSD/Guarda. Mas, se não fosse ele quem é, como procederia a justiça? Poderei ser também processado por isto.

A carta aberta é a que reproduzo abaixo, está publicada no blog do seu autor, juntamente com um comentário anónimo bem demonstrativo de quem é essa gente que apoia a política dum PSD, que deixou de ser o que foi, para passar a ser o trampolim para uma espécie de gente da estirpe de Donald Trump, mas à portuguesa.

É assim que vai a nossa justiça, pois então.

Não se admirem se um dia destes, eu, ou alguns de vós, formos processados apenas por não concordarmos com algo escrito ou dito por gente como esta e por expressarmos os nossos pontos de vista sobre muitos que por aí andam a escrever nos jornais e lhes chamarmos os nomes que merecem mesmo dentro de limites toleráveis.

Do meu ponto de vista este acórdão não é mais do que uma ameaça velada a quem de futuro se atreva a discordar publicamente do que só alguns têm o direito de dizer ou de escrever.   

 

A PESTE GRISALHA

(Carta aberta a deputado do PSD)

 

Exmo. sr.

António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto

Por tardio não peca.

Eu sou um trazedor da peste grisalha cuja endemia o seu partido se tem empenhado em expurgar, através do Ministério da Saúde e outros “valorosos” meios ao seu alcance, todavia algo tenho para lhe dizer.

A dimensão do nome que o titula como cidadão deve ser inversamente proporcional à inteligência – se ela existe – que o faz blaterar descarada e ostensivamente, composições sonoras que irritam os tímpanos do mais recatado português.

Face às clavas da revolta que me flagelam, era motivo para isso, no entanto, vou fazer o possível para não atingir o cume da parvoíce que foi suplantado por si, como deputado do PSD e afecto à governação, sr. Carlos Peixoto, quando ao defecar que “a nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha”, se esqueceu do papel higiénico para limpar o estoma e de dois dedos de testa para aferir a sua inteligência.

A figura triste que fez, cuja imbecilidade latente o forçou à encenação de uma triste figura, certamente que para além de pouca educação e civismo que demonstrou, deve ter ciliciado bem as partes mais sensíveis de muitos portugueses, inclusivamente aqueles que deram origem à sua existência – se é que os conhece. Já me apraz pensar, caro sr., que também haja granjeado, porém à custa da peste grisalha, um oco canudo, segundo os cânones do método bolonhês. Só pode ter sido isso.

Ainda estou para saber como é que um homolitus de tão refinado calibre conseguiu entrar no círculo governativo. Os “intelectuais” que o escolheram deviam andar atrapalhados no meio do deserto onde o sol torra, a sede aperta a miragem engana e até um dromedário parece gente.

É por isso que este país anda em crónica claudicação e por este andar, não tarda muito, ficará entrevado.

Sabe sr. Carlos Peixoto, quando uma pessoa que se preze está em posição cimeira, deve pensar, medir e pesar muito bem a massa específica das “sentenças”, ou dos grunhidos, - segundo a capacidade genética e intelectual de cada um - que vai bolçar cá para fora. É que, milhares pessoas de apurados sentidos não apreciam o cheiro pestilento do vomitado, como o sr. também sente um asco sem sentido e doentio, à peste grisalha. Pode estar errado, mas está no seu direito… ainda que torto.

Pela parte que me toca, essa maleita não o deve molestar muito, porque já sou portador de uma tonsura bastante avantajada, no entanto, para que o sr. não venha a sofrer dessa moléstia, é meu desejo que não chegue a ser contaminado pelo vírus da peste grisalha e vá andando antes de atingir esse limite e ficar sujeito a ouvir bacoradas iguais ou de carácter mais acintoso do que aquelas que preteritamente narrou como um “grande”, porém falhado “artista”.

E mais devo dizer-lhe: quando num cesto de maçãs uma está podre, essa deve ser banida, quando não, infecta as restantes; se isso não suceder, creio que o partido de que faz parte, o PSD, irá por certo sofrer graves consequências decorrentes da peste grisalha na época da colheita eleitoral. Pode contar comigo para a poda.

Atentamente.

 

António Figueiredo e Silva

Coimbra, 28/04/2013

www.antoniofigueiredo.pt.vu

 

Obs:Esta carta vai ser enviada sob A.R.

 para a Assembleia da República.

Comentário de um

Anónimo26 de fevereiro de 2014 às 02:55

Serás crucificado, velho velhaco, crucificado durante os poucos dias que te faltam para ires para onde já deverias estar. O que escreves é a evidente inveja e frustração de nunca teres sido nada mais que isso que és, a falta de ter o que fazer por não te quererem onde nunca fizeste falta aliada a uma lírica claramente trabalhada para que pareças o que sabes bem que não és. Pode contar comigo a defecar na sua campa assim que se fine. Olha que esta não a publicas tu, no jornal da tua terra, onde bem te conhecem a tua sede e tendência que te persegue. Arranja uma rolha e um batoque e que a mais indicada te sirva na boca e a outra no estoma para que não te saiam mais intelectualidades contas as pessoas de Gouveia. Jorge Oliveira em A PESTE GRISALHA

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