Sexta-feira, 29 de Maio de 2015

Cobertor precisa-se

Apesar de continuar no campo a política não me larga. O senhor Presidente da República Cavaco Silva sentiu necessidade de apoiar a decisão da recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal. Mais uma vez demonstrou descaradamente a sua colagem e identificação com o Governo. Se alguma vez alguém teve dúvidas desta vez pôde tirá-las. Já agora poderia confirmar se é apenas Presidente de alguns portugueses.

Conhecendo com certeza as conclusões da comissão de inquérito parlamentar e das posições desfavoráveis tomadas em março por alguns elementos do Governo em relação a Carlos Costa qual terá sido a necessidade de Cavaco Silva vir agora em defesa daquela nomeação. Sendo apenas da competência do Governo nada teria a dizer, e ponto.

Foi ainda mais longe. Qual professor primário do antigamente disse aos “meninos” que não concordaram com a nomeação que estudassem o que se passa noutros países. Pois é, relativamente a muito do que saiu da sua lavra, mais parece que, quem não estudou foi o senhor Presidente.   

Esta imediata tomada de posição por Cavaco Silva “trás água no bico”. Até parece que também precisa dum cobertor para se tapar do frio. Mas querem enganar quem?

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:51
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

Cobertor para tapar falhas do Governo precisa-se

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A recondução de Carlos Costa como governador do Banco de Portugal que tem a função de supervisionar a atividade financeira é um sintoma de que, mesmo em democracia, a ditadura do exercício do poder pelos governos com determinados objetivos pode ser praticável. Não se consulta, decide-se e depois informa-se.

Tendo ficado mais do que claro por todos os partidos quando da comissão de inquérito ao BES da responsabilidade do governador do Banco de Portugal, vem agora o Governo apresentar justificações confusas e nada clarificadoras remetendo ao passado cuja conjuntura em nada tinha a ver com a atual.

Mariana Mortágua disse que foi um prémio dado a Carlos Costa por ter protegido o Governo assumindo na íntegra as responsabilidades que também lhe caberiam e em parte ao presidente da República. É um facto, mas eu penso que o caso é muito mais grave do que isso.

A menos de um mês do mandato deste Governo que terminaria em 21 de junho se o Presidente da República não resolvesse dar um bónus de mais três meses com a justificação de não haver coincidência da campanha eleitoral com as férias.

O cargo de governador do BdP é por cinco anos, e inamovível, logo, o que sugere é que caso a coligação venha a perder as eleições interessa ao Governo que se mantenha em funções um governador no BdP que os protegerá de quaisquer possíveis “descobertas” que os viessem no futuro a comprometer, assim como a outras hierarquias do Estado eventualmente envolvidas não apenas relativamente ao caso BES mas a outros,.

Resta saber se terá ou não havido

O mais grave e incompreensível é que estando Carlos Costa fragilizado tenha aceitado novamente o cargo de mão beijada. Ou tê-lo-ão obrigado?

Carlos Costa novamente como governador do Banco de Portugal é uma espécie de cobertor de proteção para o que e vier no futuro.

Como votar numa coligação que mostrou mais do que suficientemente uma falta de ética e de moral e até de falta de respeito pelos portugueses. Isto passa-se em Portugal do século XXI e os portugueses não se podem alhear das responsabilidades que lhes cabem.

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:33
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2015

Falta de paciência para a coligação

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Estou na beira interior longe do bulício da informação política, mas não resisto a dar uma olhadela. Por muita que se tenha, começa a faltar a paciência para aturar esta coligação do Governo. Truques, mentiras, omissões, atrapalhações, dito por não dito. A última foi a senhora ministra das finanças Maria Luís Albuquerque com todo à vontade e perante os deputados da oposição, negar que tinha dito que era necessário por uma questão de sustentabilidade a possibilidade de cortar nas pensões em pagamento.   

Não satisfeita com este ato de mentira descarada e face ao Documento de Estratégia Orçamental que enviou para Bruxelas que incluía um cortar 600 milhões de euros nas pensões a pagamento com o qual a oposição a confrontou não respondeu diretamente à questão e avançou com uma trapalhada qualquer sobre receita e despesa no sentido positivo, negando o inegável.

A hipocrisia do Governo e do PSD é lamentável. Quer consensos com o PS sem apresentar quaisquer propostas para discussão. A estratégia deste Governo é estar a transformar-se num partidos que faz oposição à oposição em vez de apresentar claramente o que pretende vir a fazer caso ganhe as eleições.

Ainda hoje, vimos e ouvimos na sede do CDS Mota Soares e Marco António Costa que em vez de falar dos projetos da coligação passou o tempo a falar das propostas do PS. Há uma coisa que é certa, este Governo nasceu da mentira antes das eleições, mente durante o mandato e faz omissões ou mente no que respeita ao futuro.  

Será que ainda há paciência para a ouvir esta gente a falar?

Parece que sim, e eu sou um deles, mas começa a faltara paciência…

Publicado por Manuel Rodrigues às 22:31
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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

O baile das mentiras com ilusão da verdade

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Encontro-me neste momento na Beira-Alta profunda, onde o acesso à imprensa escrita é dificultado pela distância aos centros urbanos. O acesso à informação tem apenas três a rádio, a televisão e a Internet.

Embora tente ficar por uns tempos afastado das notícias da política há sempre um caso ou outro que me chega, mesmo que não a procure e a tentação da curiosidade vence.

Na primeira página do Diário de Notícias de ontem uma das notícias titulava que Maria Luís Albuquerque abria a porta a novos cortes nas pensões que já estão a pagamento e que o CDS se distanciava e dizia que só aceitará se o PS também aceitar.

O comentador artista da política da TVI, Marcelo Rebelo de SousA, no seu comentário de domingo sobre o tema, disse que Maria Luís Albuquerque tem falta de comunicação política e que assustou os “velhinhos” (será ele um eternamente jovem?).

Na segunda-feira à noite veio a mesma ministra das finanças dizer que quer “partir de forma completamente aberta” para discutir o problema dos 600 milhões, número que ela enviou para Bruxelas no DEO (Documento de Estratégia Orçamental) mas que não diz em que se baseia àquele valor nem de tipo de cortesa se refere. É que 600 milhões não são 600 mil euros. Não ficando por aqui corrige as declarações e pede a mão ao Partido Socialista para que haja consenso para o corte de 600 milhões sem se saber o porquê e o como que vão na cabeça dela para os obter.

Para perdões fiscais de milhões de euros e outras benesses há que ir buscar dinheiro onde o houver.   

Logo de seguida vem Mota Soares dizer o ministro da Segurança Social dizer (eu ouvi através da rádio) que bla… bla… "não há neste momento nenhuma medida a ser discutida", bla.. bla…, nem neste momento "nenhuma proposta a ser apresentada…". Repare-se no pormenor da repetição do “neste momento”.

Hoje, o ora agora vira p’rá aqui, ora agora vira p’ráli e sempre centrado no seu umbigo, Miguel Sousa Tavares elogia Maria Luís Albuquerque pelo que disse sobre as pensões dos “velhinhos” e diz, esfolem-se porque os meus impostos são elevados e têm que baixar e alguém tem que pagar (em sentido figurado claro). Como se os “velhinhos” não pagassem também impostos. fIcamos sempre com a sensação que ele comenta en função das simaptias que tem...

E vem Passos Coelho falar de coesão social quando desde que tomou posse o seu discurso, que pelos vistos continua pelos membros do seu Governo, foi o da divisão descarda e escandalosa dos portugueses entre gerações e trabalhadores.

Basta ler os jornais para ver o aumento da violência que se agravou desde que Passos Coelho tomou posse. A revista Visão da passada semana traz um artigo que aborda este assunto.

Ainda haverá alguém que por mais boa vontade que tenha acredite na palavra destes senhores e senhoras que nos têm Governado? Se esta direita troca-tintas de Passos Coelho ganhar as eleições só teremos a esperar aquilo por que nunca esperámos.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:31
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

O Governo e as tretas eleitoralistas

Enquanto o Partido Socialista lança a proposta de Programa eleitoral o PSD nada tem, a não ser apenas o mesmo programa para além da troika, mais do que gasto, e sem nada de novo que todos já conhecemos demasiado bem. Reclamava o PSD, aqui há alguns meses, que o PS não tinha nada para apresentar. Agora podemos perguntar se a coligação vai apresentar-se com o mesmo programa eleitoral de 2011?

Sem nada para apresentar de novo, Passos Coelho passa as contas do rosário do trabalho feito pela coligação PSD/CDS e repete até à exaustão que não foi ele que trouxe a troika e que o PS tem "saudades da troika". Mas foi ele que governou para além dela e nada mais tem para apresentar a não ser a continuidade herdada da troika. Quem tem saudades quem é?   

Entretanto, no Parlamento, Jerónimo de Sousa diz que será o povo a mandá-lo cantar para outra rua apesar de cantar muito bem. Isto sobre os benefícios fiscais ao Novo Banco. Corta-se a uns para dar a outros. Segundo o jornal Público Maria Luís Albuquerque garante a legalidade das isenções fiscais de que o Novo Banco vai beneficiar, e apesar do despacho do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, ter sido assinado antes de a Assembleia da República aprovar uma alteração legislativa relacionada com esta matéria. Mas ontem o primeiro-ministro Passos Coelho no Parlamento admitiu que surgiram dúvidas na concessão do crédito fiscal ao Novo Banco porque o Estatuto dos Benefícios Fiscais "não previa expressamente" confirma o Económico. O Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF) não era claro quanto à atribuição do crédito mas garantiu que a interpretação que mais tarde foi feita pelo legislador "é legal" acrescenta.

Os julgamentos na praça pública, ajudados pela comunicação social, parecem estar a institucionalizar-se. "Transformar os acontecimentos de domingo num caso de abuso policial, condenando um agente da autoridade sem qualquer investigação séria e profunda, é um deslocamento que indicia uma perigosa patologia coletiva. Não é aceitável passar para segundo plano a barbárie organizada, que com o envolvimento negligente de autoridades municipais, e contra as recomendações da PSP, se apoderou do espaço público, fazendo perigar a integridade física e a fazenda dos cidadãos." diz Vitorino Soromenho Marques no Diário de Notícias de hoje.

Apesar de terem telhados de vidro que tapam com placas de zinco para não partirem mais, (Dias Loureiro e outros que por aí andam) o PSD anda às turras e muito preocupados com o enriquecimento ilícito sobre a organização de grupos de trabalho sobre o tema, Dias Negrão repreende por estar à frente de um desses grupos de trabalho que Teresa Leal Coelho diz ser informal de acordo com o Diário de Notícias de hoje. Mas que azáfama vai por lá! "Teresa Leal Coelho tinha sido nomeada coordenadora de um grupo de trabalho para discutir as propostas de enriquecimento ilícito, mas não convocou qualquer reunião. Presidente da comissão não gostou, é o "lide" do Observador de ontem.

Mais um pouco de propaganda eleitoral do PSD e da ministra das finanças Maria Luís com a velha e gasta conversa sobre o corte de 600 milhões de euros a cortar que ainda não sabe onde e, daí, pede acordo com o PS ao mesmo tempo o Governo prepara cerca de e 445 milhões para o Novo Banco. Diz Maria Luís que as medidas sobre as pensões sempre deixaram de fora as pensões mais baixas. Também era o que mais faltava, mas vontade de o fazer também perece que não.

É uma festa porque o país se financiou através de venda de dívida pública a seis meses com juros negativos. Isto a curto prazo de seis meses com 4,61 vezes superior à procura. Outros países também conseguiram essa proeza. Quando acabar a política monetária do BCE a ver vamos.

Aqui ao pé a Grécia continua a tentar ser vergada e a ser castigada por ter optado por eleger democraticamente um partido para o seu Governo de uma área que não agrada à Europa porque pode ser um mau exemplo a seguir por outros. E daí temos que pressioná-los ao falhanço com as mais diversas justificações algumas com razão, outras sem qualquer uma. Quando problema da Grécia abrandar ou passar a não interessar adivinhem que será o senhor que se segue?

Ameaças nas redes sociais à família do polícia do caso der Guimarães parece ter sido a motivação para o artigo de opinião da diretora do Dinheiro Vivo, Sílvia Oliveira, hoje no DN.

Na propaganda da coligação Nuno Crato também participa. Ontem dia do exame de Matemática do primeiro ciclo foi a uma escola nada mais, nada menos, do que a escola pública de elites do Parque das Nações. Os alunos tinham à sua espera o ministro. Estavam felizes porque, diziam, o exame tinha sido fácil e por isso tinha corrido bem. O tempo do facilitismo parece que abriu uma pequenina porta para contento de todos, encarregados de educação e alunos. E mais garantiu Nuno Crato, que não haverá mais cortes no sector. "Não estou a planear fazer mais cortes", disse. Pois também o seu líder do Governo prometeu muita coisa e fez outra, digo eu.    Os cortes na educação e na saúde não tiveram impacto na redução da despesa por terem sido totalmente compensados com gastos na segurança social. Pescadinha de rabo na boca.

A ministra das finanças abre porta a uma redução mais rápida da sobretaxa de IRS é mais uma medida a reboque das eleições e do PS. Parece que no espaço de um mês tas finanças e a economia estão em alta porque o que parecia impossível para a ministra agora já é tudo fácil e por isso esclarece que "a eliminação da sobretaxa pode ser acelerada" segundo o jornal Púbico. O PS tem mais do que uma vez apontado para que a eliminação da sobretaxa de IRS seja feita em dois anos. Maria Luís entra no jogo do que quem dá mais. Será por estas e por outras que o PSD e a coligação insistiam que o PS apresentasse o seu programa económico e financeiro e eleitoral? Se o que o Governo tem dito ultimamente poderia invocar um plágio se fosse um trabalho de um aluno que eu tivesse que avaliar na faculdade.

Pouco se tem falado da linha de crédito de 500 milhões de euros disponibilizados pelo Governo para apoiar empresas com negócios em Angola. Há falta de recursos financeiros para umas coisas mas o Governo arranja sempre dinheiro para outras desde que, quem usufrua, não sejam as pessoas e as famílias.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:33
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

Profissionais da falsidade na política

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Votar na coligação é o mesmo que jogar na roleta apostando no 36 vermelho e o croupier anunciar que saiu o 13 preto. Resta depois hipotecar tudo o que se tem e não tem para pagar ao dono do casino por mais quatro anos.

MR

Há uma desilusão e um descrédito na sociedade relativamente aos políticos, daí a desmobilização das pessoas em relação ao voto no qual a abstenção é um dos indicadores mais relevantes.

Somos um país premeditadamente desinformado sobre a atuação política do Governo. O canal Parlamento é onde podemos seguir com mais pormenor o que se vai passando. O que vamos sabendo é apenas pela voz dos que defendem em causa própria a aplicação das políticas de quem nos governa. Como já escrevi em textos anteriores, entre eles estão também os comentadores afetos aos partidos do Governo que ocupam os canais de televisão generalistas sem que haja, ao mesmo nível de horário, a possibilidade de contraditório.

Ouvimos a maior parte das vezes os mesmos pontos de vista defendidos até à exaustão que as audiências absorvem como verdades porque não possuem a informação suficiente para a validarem.

Os argumentos que utilizam são muitas vezes baseados em informação com incorreções, falsidades e distorção da verdade para iludir quem os escuta. Com exceção de alguns mais interessados ou informados a maioria não tem a possibilidade de confirmação.

Um dos que está nesse alinhamento é Eduardo Catroga que foi premiado por serviços prestados quando da negociação do memorando com a troika e pela venda da EDP à empresa estatal chinesa, China Three Gorges Corporation. Ocupou de imediato o cargo de Presidente da EDP em representação daquela empresa com remuneração milionária.

Catroga, bem instalado na vida com remunerações escandalosas para um país empobrecido como é Portugal, é compreensível que seja um dos carros de combate do atual PSD. É um digno representante do pensamento político e ideológico, ainda mais radical do que o próprio Governo que apoiará para que a coligação continue a governar.

Disse Eduardo Catroga que o Governo se atrasou no processo de redução da despesa pública e que, em vez do colossal aumento de imposto, deveria ter feito uma enorme redução na despesa. Lança isto mentindo descaradamente, aliás seguindo as pesadas do líder do seu partido.

Vamos ver os verdadeiros números para podermos aferir se deveremos ou não votar nesta coligação que nos engana sustentada por uma vanguarda que nos pretende continuar a enganar.

 

Consolidação orçamental:

  • Diminuição da despesa primária de 7,4 mil milhões de euros. (Despesa efetiva excluindo a rubrica de juros e outros encargos)
  • Aumento da receita de 4,5 mil milhões de euros.
  • Redução da despesa de 2/3 da consolidação.
  • Aumento da receita 1/3 da consolidação.
  • Ao contrário do que Eduardo Catroga diz o enorme aumento de impostos foi inferior ao enorme corte na despesa.                     

Os dois momentos do ajustamento foram:

Primeiro momento

  • Corte brusco na despesa que reduziu mais de 10 mil milhões de euros.
  • Quebra na receita de 2,7 mil milhões de euros.
  • Decisão do Tribunal Constitucional: eliminados 3 mil milhões de euros de corte na despesa. Se não fosse esta decisão a economia estaria ainda neste momento com uma recuperação ainda mais débil.

Segundo momento

  • O tal aumento enorme de impostos com a subida de receita de 6,2 mil milhões de euros.

Como o corte na despesa foi anterior ao enorme aumento dos impostos apenas este ficou registado na memória das pessoas devido ao matraquear constante dos comentadores e da comunicação social produzindo na opinião pública uma falsa perceção dos factos propositadamente criada.

Catroga como muitos outros radicais que apoiam estes neoliberais do Governo acreditam numa austeridade expansionista que apenas existe no país da Alice. Desculpam-se com o interesse do país (julgando-se as únicas pessoas que o habitam) mas olham apenas para o seu umbigo que, em qualquer circunstância, sabem que fica sempre preservado de todas as contingências.

Quando o dr. Eduardo Catroga e outros que tais dizem que se deveria ter cortado ainda mais na despesa, estão fixados no ataque sistemático aos salários e às pensões, quadro donde de encontram a salvo, já que tudo quanto possam ainda dizer sobre corte na despesa é um logro.

A economia não se recupera com esperança num futuro risonho que não chega, nem apenas com cortes nos rendimentos das famílias. Em qualquer sistema capitalista e de economia de mercado a economia vive à base do "pilim" se este se corta ou limita às empresas e às famílias o fundo está à vista.

Acreditar e manter a esperança nesta gente que, mais uma vez, nos pretende iludir é o mesmo que jogar na roleta apostando no 36 vermelho e o croupier anunciar que saiu o 13 preto. Resta depois hipotecar tudo o que se tem e não tem para pagar ao dono do casino por mais quatro anos.

  

Diz Pedro Adão Silva no Expresso:

Se o tema são os pedidos de desculpa, a maioria devia, então, começar por pedir desculpa às famílias

dos 400 mil portugueses que emigraram

aos 400 mil que viram os seus empregos destruídos;

às 65 mil crianças que deixaram de ter inglês no 1º ciclo;

aos milhões de idosos que tiveram as suas pensões cortadas.

 É que, em importante medida, tudo isto foi consequência de uma estratégia de “ir além da troika”, assente na crença mágica de que um corte abrupto na despesa teria um efeito salvífico

 

Fontes: jornal Expresso; Governar com a Troika - Políticas Públicas em Tempo de Austeridade, Almedina

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:41
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Sábado, 16 de Maio de 2015

A casta de comentadores dum olho só

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Comentadores políticos da área do PSD proliferam que nem coelhos pelo canais generalistas da televisão privada e também na RTP1. Devo andar distraído porque há muito que não vejo nos mesmos canais em horário nobre o contraditório por comentadores de outras áreas de opinião.

Uma das almas que por aí prolifera é Luís Marques Mendes do PSD dando-se ares de isenção política e partidária mas que é um mal disfarçado apoio ao seu partido que está no Governo.

Na revista Visão da semana que hoje termina, na sua habitual rubrica de opinião Marques Mendes tenta estabelecer comparações entre as eleições no Reino Unido e Portugal insinuando que a mudança não é boa e, referindo-se aos trabalhistas diz que "Esqueceram-se de um detalhe: a ideia de mudança é sedutora mas, depois da crise que tivemos, as pessoas não querem aventuras, não acreditam em facilidades, nem aceitam correr grandes riscos.".   

É evidente que no conteúdo da afirmação enunciada é uma comparação implícita ao caso português.

Em linguagem popular é como se estivesse a recomendar aos tolinhos dos portugueses que 'vejam lá tenham cuidado e juizinho com essa coisa da mudança (votar noutros partidos) que pode ser muito bonito mas não se metam em aventuras depois da crise que tivemos (tivemos não, temos!) não acreditem em facilidades'.

O que pretende este comentador senão fazer campanha em prol do Governo e da coligação pensando que são todos ineptos e não sabemos que a crise no Reino Unido e a sua superação nada tiveram a ver com que se passou com o caso português. O Governo de Cameron foi sério credível e honesto para com os seus cidadãos, ao contrário do Governo de Passos Coelho que foi trauliteiro e divisionista do povo.

Andam estes senhores a enodoar as mentes sem que, com a mesma oportunidade, se possamos escutar vozes contraditórias. Não só estamos fartos deste Governo de jumentude como começamos a fartar-nos também desta casta de comentadores que atacaram a comunicação televisiva.

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:04
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2015

A propósito das eleições no Reino Unido

 

A forma como a notícia da vitória dos conservadores no Reino Unido foi anunciada pode ter levado algumas pessoas, talvez a maioria que não conhece como funcionam os sistemas eleitorais adotados em cada país, a serem inadvertidamente enganadas.

Passos Coelho tentou comparar e criar esperança para que em Portugal suceda o mesmo quando afirmou publicamente que o "seu colega", Cameron também "desenvolveu uma política de recuperação económica nos últimos anos, que envolveu também a tomada de medidas bastante difíceis, que não eram nada populares. Quando se olhava para as sondagens, achou-se que a penalização poderia ser maior do que na realidade foi". A comparação mostra que, ou o primeiro-ministro está apenas a fazer propaganda política, ou desconhece que a realidade económica e a austeridade em Inglaterra em nada é comparável àquela que ele fez impor a Portugal.   

É certo que os conservadores ganharam com maioria absoluta mas porquê? A diferença entre conservadores e trabalhistas foi assim tão grande?

O sistema eleitoral britânico é um sistema desenhado para a obtenção de maioria absolutas entre dois partidos em que o mandato é atribuído ao candidato que obtiver no primeiro escrutínio a maioria absoluta dos sufrágios e se eventualmente nenhum candidato obtiver esse resultado realiza-se um segunda volta. Este sistema é defendido no sentido de manter a estabilidade política, do "tipo paz podre" e foi criado para manter a estabilidade do bipartidarismo e prejudicar o surgimento de minorias, sejam elas da direita ou da esquerda. O segredo deste sistema são os círculos uninominais, que tanto o PSD quanto o PS já tentaram defender para Portugal, com uma ou outra alteração.

Se analisarmos as eleições no Reino Unido em valores percentuais dos votos nas urnas estes estão longe da maioria absoluta porque o Partido Conservador obteve 36,9% dos votos tendo subido apenas 0,8% comparativamente a 2010. O Partido Trabalhista passou de 29% dos votos para 30,4%. O que sucede é que, devido ao sistema eleitoral britânico, os seiscentos mil votos a mais renderam-lhe 24 deputados. Para os trabalhistas os setecentos mil votos a mais renderam-lhe uma perda de 26 deputados. Isto tem lógica para o sistema eleitoral britânico mas, em termos de democracia e de vontade popular expressa nas urnas, não faz qualquer sentido.  

Defendem que aquele sistema facilita a formação de governos maioritários e, por consequência, maior estabilidade governativa. Argumentam que o sistema facilita uma maior relação entre os eleitores e os seus representantes, o que não é exatamente verdade porque um eleitor de esquerda não se sente representado por um deputado de direita e vice-versa. Outro argumento é o facto de afastar as forças extremistas do parlamento, mas, em democracia, as ideias combatem-se de forma leal e não com a marginalização dos adversários do debate.

Nos sistemas proporcionais como o método de Hondt está relacionado com vários círculos eleitorais definidos para o território. No caso português são círculos plurinominais, com vários candidatos e por lista que pretende garantir a expressão de várias correntes preponderantes da comunidade.

Na Alemanha o sistema eleitoral cria dificuldades para que um partido forme sozinho um governo. A regra é os partidos formarem coligações. Para que os eleitores saibam com qual o seu partido se vai coligar os partidos determinam antes das eleições as coligações.

Ao escolher um determinado partido, o eleitor já demonstra, por um lado, sua preferência por uma determinada coligação e, por outro, determina a relação de forças dos parceiros futuros da coligação governamental. Penso que em Portugal se pretenderia iniciar um modelo idêntico ao daquele sistema, dadas as insistências do Presidente Cavaco Silva para os tais "entendimentos" ou "compromisso de salvação nacional" que, gostaria tivessem sido concretizados.

Também há os defensores do princípio da rotatividade em que apenas dois partidos são sujeitos à escolha é um sistema democrático deficiente. Os povos são condicionados a uma ementa com apenas dois pratos que lhes dizem para selecionar um deles. É como se um restaurante tivesse apenas dois pratos do mesmo peixe, onde o que variava era a forma de confeção, um é peixe com molho de escabeche o outro é grelhado com molho de vinagrete.

Há países da Europa cuja tendência é para os sistemas de bipartidários ou de coligação que restringirão a prazo as escolhas democráticas. Um excesso de partidos não pode servir de justificação para se enveredar para um sistema eleitoral onde apenas os grandes tenham representatividade. A seleção dos partidos deve ser feita pelo povo através de escrutínio eleitoral. Serão eles quem decidirá os que, em função do número de votos, terão ou não representação no Parlamento.

A democracia representativa é a que melhor interpreta a vontade popular porque corresponde à representação parlamentar das várias tendências político-ideológicas de acordo com o escrutínio popular.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 23:49
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Os jogos de brincar à política para crianças

Passos Coelho_macaco.png

 

Passos Coelho parece estar num jogo de crianças a brincar à política. Disse esta semana ao jornal Sol que "Não há qualquer hipótese de um Governo com o PS". Isto é, está a inverter as posições. Então não foi ele e o seu parceiro de coligação, a primeira vez ainda no tempo de António José Seguro, que andaram atrás do PS para fazerem um pacto de regime ou um entendimento, abençoado pelo Presidente da República?

Não tenho qualquer procuração para defender o PS, o que manifesto é a minha perplexidade quando ouço, neste caso leio, o que Passos Coelho afirmou que é o contrário do que antes propunha. Não há partido que se entenda com outro sem que haja cedências de ambos os lados e, muito menos, se têm posições opostas em relação a pontos fundamentais da execução político ideológica.  

Um entendimento de governo com este PSD de Passos Coelho parece ser coisa que agrade apenas ao CDS/PP que se agarrou a uma tábua de salvação para, no caso pouco provável da coligação ganhar as eleições, ficar no poder, evitando ao mesmo tempo a vergonha de ser reduzido a um partido sem representação significativa.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:08
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2015

Os Eurogregos

O ministro das finanças alemão Wolfga  ng Schäuble disse hoje que um referendo sobre a saída da Grécia do euro até pode ser uma boa ideia. Tem agora uma posição muito democrática quando diz que “O governo tem o amplo apoio popular, é um mandado recente, não devem ter de maneira nenhum medo da vontade do povo” e "Se a Grécia quiser fazer um referendo, poderá ser útil".

Estranho estas afirmações depois das pressões feitas sobre a Grécia após as eleições que levaram o Syriza ao poder. Afinal parece que a saída da Grécia do euro não terá tanta importância quanto se pretendia fazer crer. Ou será que é apenas para afastar os receios da saída daquele país do euro.

Algo me diz que deve haver outros propósitos para além dos que se revelam se houver uma falta de acordo entre a Grécia e os credores.

A ver vamos.

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:04
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Bons ou maus intentos

Se dúvidas houvesse sobre as intenções do Presidente da República para o prolongamento estratégico da manutenção do Governo com mais três meses de bónus dissiparam-se. O jornal Expresso avança a ideia que corre na Presidência da República é que confia que será inevitável um Governo baseado em acordos se não houver maioria absoluta.

Pretende impor um modelo forçado idêntico ao de alguns países europeus nomeadamente a Alemanha e outros países do norte. À troca negociações de pastas e de lugares os partidos seriam obrigados a governar de acordo com o modelo que o Presidente pretende impor aos portugueses. Impõe a sua vontade quando afirma que "O próximo Governo, seja qual for a sua composição, não pode deixar de ter o apoio maioritário da Assembleia mas, além disso, tem de assegurar uma solução governativa coerente e consistente pressupostamente para ele de direita e que tenha a garantia da "governabilidade e da estabilidade política", e justifica que é "algo decisivo para o país".

Torna-se evidente que estas declarações são para condicionar o voto livre dos portugueses nos partidos que pretende governem o país através do fantasma insegurança e do medo dos mercados. Uma forma de pressão sustentada no discurso da governabilidade e estabilidade política e nos "superiores interesse do país", e nos dele, digo eu.

Uma solução governativa "consistente" entre partidos diferentes pretende. Mas se a partir dos resultados das próximas eleições não houver condições para o que ele pretende? Não dá posse ao Governo e, ao modo de muitos ditadores, toma ele conta do recado? Estará a pensar numa espécie de golpe de Estado nos corredores de Belém? Ou será uma espécie de governo de iniciativa presidencial que transformará depois numa espécie de União Nacional do século XXI? E, tudo isto, três meses antes do término dum infeliz e inepto mandato?

Somos levados a pensar que pretende substituir o debate e o confronto político, a que chama lutas partidárias, por um Governo e um Parlamento uníssonos e onde exista uma oposição decorativa e sem voz.  

Publicado por Manuel Rodrigues às 14:23
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Eu também quero ter a minha biografia

 

Sim, também quero publicar a minha biografia muito rica de uma vida comum de muitas dezenas de anos, mais do que a de Passos Coelho que é um caso paradigmático do corriqueirismo bacoco e dum populismo pessoal eleitoralista e confrangedor.

"Que feitos tem este recente ex-jota para nos dar a conhecer?", diz Maria Helena Magalhães no jornal i.

E, pergunto eu, que factos da curta vida política e pessoal de Passos Coelho nos poderão interessar? Que tem voz de barítono, que canta, que vai à padaria comprar pão para o pequeno-almoço, que ajuda a sua esposa a colocar a louça na máquina, que canta a morna, (mal empregada morna) e outras triviais coisas do quotidiano. Que é isto senão populismo eleitoral para enganar cidadãos para que se identifiquem com ele na vida quotidiana, sem saberem que estão a ser logrados e que isso não é condição necessária nem suficiente para ser um bom líder e, muito menos, governante.

Que riqueza de vida, de dedicação à causa pública e humanista que lhe foram dadas pela JSD que tem a veleidade a ter direito a uma biografia!? A que estado grotesco as personalidades políticas deste país chegaram! A que condição caricata chegou este país que presta homenagem à mediocridade de vidas dos políticos que nos que condenaram  e pretendem ainda condenar por mais tempo à mediocridade de vida os cidadãos que dizem governar.

A biografia de Passos Coelho escrita por uma assessora do PSD omite propositadamente aspetos importantes da vida e carreira política que não seriam abonatórias para a propaganda do perfil a divulgar.

Sobre a referida biografia, Pacheco Pereira escreveu no sábado o seguinte no jornal Público que passo transcrever: 

"A vida política de Passos Coelho, desde a sua passagem pela União dos Estudantes Comunistas, continuando pela sua ascensão na JSD, as suas experiências eleitorais falhadas na Distrital de Lisboa (uma delas comigo, em que perdeu), a sua campanha autárquica na Amadora, tudo isso parece à autora irrelevante. O mesmo se passa com a vida profissional de Passos Coelho, assombrada de “casos” como a Tecnoforma, os não pagamentos para a Segurança Social, e outras obscuridades, que não merecem à autora sequer o esforço de tentar ir mais longe. Fala deles porque tinha que falar, mas enuncia-os mais do que os relata. Aliás, repete uns mitos circulantes sobre a resistência “heróica” de Passos Coelho a Cavaco Silva na JSD, de que o mínimo que se possa dizer é que não foi bem assim. Para além do facto de as propostas de Passos e da JSD serem aquilo que ele hoje demonizaria como “despesistas”, as más relações entre Passos e Cavaco tinham a ver com outras razões como seja o facto de haver sistemáticas fugas de informação das reuniões da comissão política, por singular coincidência centradas nas próprias intervenções de Passos Coelho, muitas vezes confusas e incompreensíveis. 

É que há um traço de carácter evidente na biografia real de Passos Coelho, completamente omitido, a sua ambição política e a sua capacidade de orientar a sua carreira para esses objectivos e, mais do que isso, o facto de ele ter sido de há muito o candidato apoiado e preparado e levado ao colo por certos grupos internos no PSD e certos grupos de influência e interesses com um pé dentro e outro fora do PSD. Passos foi, como dizem os ingleses, grooming, treinado, preparado e promovido para chegar onde chegou e foi, como se viu, uma boa escolha."

A biografia de Passos Coelho não é mais do que um panfleto autopromocional para captar votos com base num perfil pessoal fraco em vez dum projeto político consistente para Portugal.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 13:12
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Sábado, 9 de Maio de 2015

Até nas árvores da cidade o PSD corta a eito

Avenida Guerra Junqueiro, antes e depois

                                                                                                                                                                

                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem do jornal Público de 9/05/2015

A avenida Guerra Junqueiro foi despojada das copas das suas árvores frondosas que despertaram com a primavera.

Apresentando a poda radical das ramificações foi decisão do presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, o autarca do PSD Fernando Braamcamp, que foi tomada porque as árvores perigavam a segurança das pessoas que circulavam e das viaturas estacionadas.

É verdade que os freixos ali existentes necessitavam de uma poda, como é costume, antes do início da primavera, mas o corte das árvores tem um técnica especial que, no caso, apenas se justificava aparar ramos que poderiam de facto causar perigo, aliviando a carga dos ramos que se aproximavam das janelas. Todavia, parece que de acordo com o jornal Público  "se foi um bocado longe de mais", admitiu o autarca do PSD.

O PSD quer no Governo quer nas autarquias tem uma obsessão pelos cortes excessivos quer no que se refere à vida das pessoas, quer no que ser refere à gestão urbana de freguesias da cidade de Lisboa.    

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:49
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Sintonias

Sintonia.png

 

 Ao apoio incondicional, até despudorado, dado ao executivo o Presidente Cavaco Silva chama-lhe agora "sintonia" para proteção dos interesses do país.

Vem sendo hábito confundir os interesses partidários, institucionais e pessoais com o chavão do interesse do país para se justificarem as opções políticas erradas. A fantochada do veto presidencial ao diploma sobre "a compensação equitativa relativa à cópia privada", uma lei aberrante, não é mais do que uma manobra de diversão. O Presidente sabia à partida a relativa pouca importância da lei para a opinião pública porque, na prática, não implica com a vida da maioria dos cidadãos como por exemplo, a saúde, a educação ou o corte nos salários e das pensões.

O Presidente Cavaco resolve agora quase no fim do mandato e próximo de eleições legislativas fazer périplos pelo estrangeiro aproveitando as verbas destinadas pelo orçamento de estado provenientes dos nossos impostos para justificar as afirmações que fez sobre o perfil que deve ter o próximo Presidente da República.

O apoio que tem dado ao Governo justifica-o agora como sendo "para defender os interesses de Portugal no plano externo" e que "é preciso uma concertação aprofundada entre o Presidente da República e o Governo, por forma a aprofundar sintonia de linguagem". Não "havia nexexidade, ummm…., ummm…" de se justificar porque já conhecemos, há muito, a "sintonia" e o apoio dado ao Governo. Recorrer agora à defesa dos interesses de Portugal no plano externo para o justificar não altera nada. Os portugueses não são atrasados mentais e sabem muito bem onde Cavaco Silva quer chegar. Bem se pode esforçar para que a sua popularidade volte a subir porque não o vai conseguir. Em abril a sua popularidade estava baixíssima como mostra o quadro seguinte.

Cavaco Silva_popularidade.jpg

 

Esperemos que nas próximas eleições legislativas, e a seguir nas presidenciais, saibamos mudar de vida sem medos e sem quaisquer constrições, como já o soubemos fazer ao longo da nossa história democrática.

A conceção errónea dum conservadorismo e dum abstencionismo por inércia não são mais do que uma castração da vontade própria por comodismo que se pode consubstanciar na seguinte ideia: "pelo menos com estes já sabemos com o que contamos".

Votar apenas por opção de saber com o que se conta, na maior parte das vezes, significa sermos apanhados de surpresa. Temos experiência das falsidades que Passos Coelho teceu para poder ganhar as eleições anteriores. A justificação pela falta à verdade foi apontada à troica, embora na altura tivesse dito que o seu programa ia para além.

A ideia que pretende agora passar é que o pior já passou, que estamos no bom caminho e que a economia está a crescer. Após assentes novamente na cadeira do poder estas e outras asserções podem vir a ser alteradas justificando imprevistos de última hora que foram detetados.

Entretanto os lobos passaram a vestir, por ora, a pela de cordeiros.

Publicado por Manuel Rodrigues às 00:16
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2015

Arrufos e organizações secretas

 

 

A biografia da treta

 

 

Coligação_5.png

A atitude reativa de Paulo Portas e de militantes do CDS devido ao incómodo que a biografia de Passos Coelho provocou com a passagem onde o líder do PSD (ou de parte dele?) afirma que soube da demissão de Portas por SMS foi publicidade gratuita ao livro, à editora e a Passos Coelho. Paulo Portas admite poder "ter havido um lapso a que não atribui importância" da autora da biografia que também é assessora do PSD.

O livro ontem lançado é mais uma estratégia eleitoral de propaganda e de branqueamento da pessoa de Passos Coelho enquanto político.

A nota enviada ontem à imprensa pelo gabinete de Paulo Portas esclarece que na altura o pedido de demissão foi formalizado por carta.

É costume dizer-se que, quem não se sente não é filho de boa gente, mas o desmentido poderia ser mais comedido de modo não fazer disso um acontecimento mediático que apenas contribuiu para beneficiar o infrator com a publicidade à volta da sua pessoa.

Seja como for, a venda do livro passou a ficar garantida ao atrair o interesse da comunicação social para a biografia duma personalidade sem "riqueza de vida", líder de um partido e primeiro-ministro como o foram tantos outros e se prevê ser transitória na vida política nacional.

Não me deixo contaminar mas, pelo sim pelo não!…

 

juz carlos alexandre.pngUma notícia publicada hoje pelo jornal Público coloca em título "Carlos Alexandre teme estar a ser espiado por organização secreta" e refere que o juiz mencionou as suas suspeitas a uma procuradora do Tribunal da Relação que arquivou a denúncia anónima que fizeram contra ele. Segundo aquele diário diz ele "que teme estar a ser espiado por uma organização secreta" quando respondia a uma pergunta sobre quem seriam os autores de uma carta anónima em que Carlos Alexandre era visado. Acrescenta que "foi a primeira vez que na sua vida foi acusado de corrupção" e negou "ter algum dia ter ficado refém de quem quer que seja, jornalista ou não".

Ainda segundo o Público "Segundo a carta não assinada, enviada para a Procuradoria-Geral da República e também para os seus serviços distritais de Lisboa, Carlos Alexandre estaria nas mãos de um jornalista da revista Sábado depois de este ter descoberto factos comprometedores relacionados os seus bens pessoais, não lhe tendo restado alternativa senão comprar o seu silêncio passando-lhe informação privilegiada sobre os processos judiciais.". Acrescenta ainda que "Carlos Alexandre optou por fazer uma espécie de strip-tease financeiro, explicando quanto ganhava, qual o salário da mulher, que chefia uma repartição de finanças, e indicando os encargos do casal: empréstimos para comprar habitação e apartamento de férias, prestação do automóvel, que troca de cinco em cinco anos e por aí fora. O magistrado habituou-se a acumular funções, e até ao ano passado trabalhava  nas varas criminais de Lisboa, no Tribunal Central de Instrução Criminal, por onde passam os processos mais pesados, e ainda no Tribunal de Instrução Criminal.  Foi assim que conseguiu ir fazendo face às despesas quotidianas, explicou."

Eu adoro uma boa e sustentada teoria da conspiração e parece que o senhor juiz Carlos Alexandre também. Não coloco em dúvida que não tenha razão, mas, talvez, dado o excesso de trabalho a que tem sido submetido, com dezenas de processos difíceis em mãos que não atam nem desatam, e a tensão nervosa a que se está sujeito lhe possam ter provocado involuntariamente uma imaginação criadora. Por isso, não podemos deixar de o desculpar por achar que há organizações secretas a espiá-lo. Uns dias longos de repouso na sua casa de férias, longe do bulício dos processos e dos tribunais talvez fossem uma boa solução para o seu stress.

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:51
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Terça-feira, 5 de Maio de 2015

A cultura da delação ou o prémio pago pelo cumprimento duma obrigação

A cultura da delação, própria de regimes totalitários praticada em Estados do tipo estalinista, na Coreia do Norte e que, em Portugal, já foi praticado no regime de partido único da União Nacional no tempo de Salazar está a vir a ficar institucionalizada de forma mais ou menos subtil por parte deste Governo. Desta vez vem à tona através do novo código de ética e conduta criado pelo Direcção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) para os seus funcionários.

Este  o novo código de conduta impõe que os trabalhadores que informem "os respetivos superiores hierárquicos de eventuais suspeitas que tenham  relativamente a comportamentos e situações ilícitas, violadoras do previsto no presente Código e/ou regulamentação interna da DGAJ”.

Uma cultura de delação conduz inevitavelmente à denúncia caluniosa que é definida como caluniar alguém, imputando-lhe falsamente um facto definido como crime. O incentivo à delação corrói a confiança entre as pessoas, destrói a ligação social que as pessoas deveriam ter entre si com a sua família, os seus vizinhos e o seu próximo.

Não apoio qualquer espécie de evasão fiscal seja ela por que motivo for e, muito menos, qualquer espécie de corrupção dela derivada, mas começam a ser evidentes alguns indicadores que o Governo tem vindo a lançar para o terreno.  

Estão neste caso a que está em curso no sentido de qualquer cidadão poder denunciar empresas ou outras entidades que se recusem a passar faturas e que pode ser feito mesmo por computador no portal e-fatura, ou por smartphone, através da aplicação deste serviço. Esta funcionalidade não se limita apenas à não emissão de faturas, mas também à denúncia de irregularidades na emissão dos comprovativos de compra.

Outro exemplo foi a calúnia feita pela ministra das finanças contra a funcionários do instituto que gere o sistema informático CITIUS que os levou a apresentar uma queixa por denúncia caluniosa contra Paula Teixeira da Cruz, por a ministra os ter acusado de sabotagem informática, que o Ministério Público (MP) acabou por arquivar.

Outra sobre o qual se tem falado muito é a lista de pedófilos para acesso a consulta, que abre a porta a eventuais denúncias caluniosas por vizinhos, inimigos ou quaisquer outros que tenham as mais variadas intenções.

Na Coreia do Norte os prisioneiros são recompensados com comida extra caso delatem um companheiro e as crianças são desde muito cedo a delatar pais e parentes levando-os por vezes à morte. São práticas da divisão para a manutenção do poder.

O que falta agora é começar a pagar ao denunciante pelas denúncias.

Numa ótica diferente está o pagamento de bónus a funcionários do fisco na totalidade de 57 milhões de euros como por prémio por cobranças coercivas junto dos contribuintes o que significa um aumento salarial de 5 por cento por mês.

Quer dizer, os trabalhadores são premiados por cumprir a sua função e obrigação que é a de pugnar pelos interesses da entidade patronal, neste caso o Estado através da Autoridade Tributária, que lhe paga no ordenado para exercer a sua função que é o de obrigar ao cumprimento fiscal dos cidadãos. É mesmo assim, quer gostemos ou não do fisco e das manobras que a lei obriga a aplicar para nos sacarem o coro e o cabelo. Valerem-se dos impostos pagos por todos para premiar os funcionários por terem cumprido a sua obrigação, isso é que não.

Faz-me lembrar o famigerado prémio de assiduidade que era pago a alguns trabalhadores por cumprirem uma obrigação que é inerente a qualquer profissão por conta de outrem.

Publicado por Manuel Rodrigues às 17:09
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Domingo, 3 de Maio de 2015

As más práticas na política

Moreira da Silva_JSD.png

 

Ao longo destes últimos anos face a factos que têm ocorrido relativamente a elementos do Governo tais como vistos gold, exceção feita ao ministro Miguel Macedo, listas VIP, caso Tecnoforma e impostos do da segurança social em Passos Coelho esteve envolvido, tem havido uma relutância em admitir admissões mesmo em casos gravosos, chutando sempre para o lado as responsabilidades políticas.

Esta prática parece ser originária da JSD - Juventude Social Democrata onde parece que se aprendem as más práticas da ética política. Já em 1998 houve uma situação de recusa de demissão por parte de Moreira da Silva então presidente da JSD.

Na altura Moreira da Silva, segundo notícia publicada pelo jornal Primeiro de Janeiro em 8 de maio de 1998, recusou demitir-se apesar da contestação da sua liderança. Moreira da Silva em conferência de imprensa na sede nacional do PSD já na altura dizia que "Era o que faltava desertar quando os militantes me elegeram há cerca de quatro meses só porque há meia dúzia de notícias nos jornais ou meia dúzia de conferências de imprensa que me convidam a sair". Quem havia de dizer que o atual primeiro-ministro viria a esgrimir idênticos argumentos.

A JSD parece ser um local de tirocínio para as más práticas na política.

Publicado por Manuel Rodrigues às 20:13
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Os limites toleráveis da decência política

Descreditar Portugal.png

 

Os bons amigos

Os bons amigos.png

A desfaçatez de Passos Coelho ao elogiar publicamente o seu "amigo" Dias Loureiro na inauguração duma queijaria em Aguiar da Beira ultrapassou os limites toleráveis da decência política que deveria estar em conformidade com o que é considerado respeitável e moral pela grande maioria dos cidadãos comuns. É o descomedimento total para não dizer pior. A amizade não tem que acabar mesmo que tenha havido um delito por parte de algum deles mas, no caso, estamos a falar dum responsável de um Governo em funções  que falou publicamente.

Disse ele, referindo-se a Dias Loureiro, "conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos".

Será isto o início do branqueamento e o elogio público da falta de seriedade, integridade e honradez de atores políticos com carência de ética e, ao mesmo tempo, troçar descaradamente dos portugueses?

À falta de melhor parece que o primeiro-ministro anda agora preocupado em inaugurar queijarias, salsicharias e outros negócios afins e perdeu todo o decoro político e comedimento que se esperam do responsável máximo do Governo do país.

Ainda está muito presente o caso BPB/SLN onde Oliveira e Costa, conjuntamente com Dias Loureiro, ex-conselheiro de Estado que em julho de 2009 foi constituído arguido devido à sua ligação ao chamado negócio de Porto Rico, o qual terá provocado um prejuízo de 40 milhões de euros ao BPN na altura relativo a crimes de burla e falsificação de documentos.

Os jornais da época noticiam que em Porto Rico, a SLN acabou por comprar a empresa Biometrics que, alegadamente, produziria uma nova máquina concorrente com as atuais ATM. A Biometrics foi, entretanto, vendida ao Excellence Assets Fund, controlado pelo BPN, que acabou por a vender a uma empresa offshore, La Granjuilla, do próprio El-Assir.

Nas contas do fundo, esta venda apareceu contabilizada por "um dólar". E há mesmo um documento assinado por Dias Loureiro que subscreve este valor. Ou seja, há suspeitas de que cerca de 40 milhões de euros desapareceram do circuito do negócio.

Segundo o Diário de Notícias da altura o próprio Dias Loureiro confirmou que foi confrontando com documentos novos.

Em janeiro de 2013 Dias Loureiro era uma das faces visadas na mega fraude do BPN - via SLN - escândalo que já custou aos portugueses a módica quantia de 3405 milhões de euros (custo estimado até ao final de 2102), custo para os contribuintes que pode atingir 6509 milhões de euros, mais juros e contingências.

Foi a altura em que o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi passar os últimos dias do ano de 2012 ao Rio de Janeiro, Brasil, e esteve num dos mais luxuosos hotéis, o Copacabana Palace onde juntamente com ele estavam Dias Loureiro, ex-administrador da SLN, holding detentora de 100% do capital do BPN-Banco Português de Negócios, e também José Luís Arnaut, ex-ministro das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional, todos eles do PSD.

Mas não ficamos por aqui, em 2011, o Estado vendeu o BPN ao banco de capitais luso-angolanos BIC Português, por 40 milhões de euros. No relatório final da segunda comissão parlamentar de inquérito ao BPN, aprovado a 16 de Novembro do ano passado, lê-se que o custo total da nacionalização para os cofres estatais é de, no mínimo, em números redondos, 3,4 mil milhões de euros e, no máximo, de 6,5 mil milhões de euros.

Grave foi também ter mentido à comissão de inquérito parlamentar ao dizer, segundo o jornal Expresso, que "nem sequer sabia que existia o Excellence Assets Fund - um veículo fundamental para uma compra ruinosa (prejuízo 38 milhões de dólares) de duas empresas tecnológicas em Porto Rico" apesar de ter assinado dois contratos onde esse fundo é parte mas disse que não se lembra.

É por demais conhecido que Dias Loureiro tem ligações familiares com Cavaco Silva, cuja filha casou com o filho de Loureiro. Com amigos assim não há quem lhe ponha a mão.

Quem ler isto poderá pensar que é má vontade contra o PSD. Será mesmo? Talvez fosse melhor parar para pensar.

A corrupção em Portugal anda em roda livre e passa ilesa apenas para alguns.

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 19:14
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


Memoráveis


Crónica dos dias do lixo



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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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