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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

The Musical Box e os Génesis

Musical Box.png

 

O dia de ontem foi marcado por dois acontecimentos, o primeiro foi o Congresso do PS que dominou a comunicação social, o outro, o mais importante para mim, foi ter ido assistir ao concerto do grupo canadiano The Musical Box, na Aula Magna, um espetáculo único de uma das fantásticas recreações que fazem da produção musical do grupo Génesis, do qual um dos fundadores foi Peter Gabriel a que se juntou Phil Collins.

O concerto reproduz algumas das mais emblemáticas atuações dos Génesis que exigiram uma pesquisa exaustiva através de fotografias e filmes e obre os aspetos áudio-cénicos e arranjos musicais, assim como os instrumentos utilizados nos concertos da banda da época. Audiovisual excelente que incluiu muitos dos slides cedidos pelos Génesis.

Vejamos um exemplo do conteúdo do Álbum Invisible Touch dos Génesis abaixo a letra e a tradução:

 

I must've dreamed a thousand dreams

Been haunted by a million screams

I can hear the marching feet
They're moving into the street.

Now did you read the news today
They say the danger's gone away
But I can see the fire's still alight
Burning into the night.

Too many men
Too many people
Making too many problems
And not much love to go round
Can't you see
This is a land of confusion.

This is the world we live in
And these are the hands we're given
Use them and let's start trying
To make it a place worth living in.

Superman where are you now
Everything's gone wrong somehow
The men of steel, men of power
Are losing control by the hour.

This is the time
This is the place
So we look for the future
But there's not much love to go round
Tell me why, this is a land of confusion.

This is the world we live in
And these are the hands we're given
Use them and let's start trying
To make it a place worth living in.

I remember long ago 
When the sun was shining
The stars were bright
All through the night
And the sound of your laughter
As I held you tight
So long ago 

I won't be coming home tonight
My generation will put it right
We're not just making promises
That we know, we'll never keep.

Too many men
Too many people
Making too many problems
And not much love to go round
Can't you see
This is a land of confusion.

This is the world we live in
And these are the hands we're given
Use them and let's start trying
To make it a place worth fighting for.

This is the world we live in
And these are the names we're given
Stand up and let's start showing
Just where our lives are going to.

 

 

escritor / s: Rutherford, MICHAEL / Collins, PHIL / bancos, TONYEditora:

EMI Music PublishingLetras licenciados e fornecidos pelaLyricFind

 

Eu devo ter sonhado mil sonhos 
sido assombrado por um milhão de gritos 
Eu posso ouvir os pés marchando 
Eles estão se movendo para a rua.

 

Agora leu as notícias de hoje

Eles dizem que o perigo se foi embora

Mas eu posso ver o fogo ainda aceso

Queimar para a noite.

 

Muitos homens

Muitas pessoas

Criando muitos problemas e não muito amor à volta

Você não consegue ver

Esta é uma terra de confusão.

 

Este é o mundo em que vivemos

E estas são as mãos que nos são dadas

Use -los e vamos começar a tentar

Para torná-lo um lugar vale a pena viver.

 

Super-homem onde está agora tudo parece estar errado de alguma forma os homens de aço, homens de poder estão perdendo o controlo hora a hora.

 

Este é o momento

Este é o lugar

Então nós procuramos o futuro

Mas não há muito amor para dar a volta

Diga-me porque, esta é uma terra de confusão.

 

Este é o mundo em que vivemos

E estas são as mãos que nos são dadas

Usa-as e vamos começar a tentar

Para torná-lo um lugar onde vale a pena viver

 

Lembro-me de há muito tempo

Quando o sol estava brilhando

As estrelas brilhavam

Durante toda a noite

E o som da sua risada

Como que te abracei forte

Então há muito tempo

 

Eu não vou estar voltando para casa hoje à noite

A minha geração deixará tudo certo

Nós estamos não apenas a fazer promessas

Que nós sabemos, nós nunca vamos manter.

 

Muitos homens

Muitas pessoas

Que criam muitos problemas

E não muito amor à volta

Você não vê

Esta é uma terra de confusão.

 

Este é o mundo em que vivemos

E estas são as mãos que nos são dadas

Use-as e vamos começar a tentar

Para torná-lo um lugar onde vale a pena lutar.

 

Este é o mundo em que vivemos

E estes são os nomes que nos são dados

Levante-se e vamos começar mostrando Exatamente para estão a ir as nossas vidas.

 

 

O parente pobre do jornal "SOL"

Jornal Sol.png

 

O Jornal i parece ter passado a ser o parente pobre do jornal "Sol" desde que foi comprado pela Newshold, SGPS, SA. Note-se que esta empresa é detentora do jornal "Sol" e agora também do jornal "i". Tenho seguido o percurso deste jornal desde o seu aparecimento em termos de independência e estatuto editorial que tem vindo a sofrer alterações ora mais ao centro, ora mais à direita, ora mais à esquerda. Continuo a ler o jornal mais por ter em consideração muitos dos(as) jornalistas que lá trabalham.

A Newshold, detentora do jornal "Sol" tem 15% da Cofina que é dona do "correio da Manhã" e do jornal de "Negócios" e 1,7%.

Nos tempos áureos de Relvas, dezembro de 2012, saiu uma notícia no "Jornal de Negócios" que divulgava a intenção de Álvaro Sobrinho divulgava nas páginas de hoje do jornal "Sol" a lista de acionistas da Pineview Overseas, a sociedade que detém a Newshold, que era candidata à privatização ou concessão da RTP.

Álvaro Sobrinho é um empresário angolano, antigo diretor do Banco Espírito Santo (BES) em Lisboa e do banco BES Angola até pelo menos dezembro de 2013.

Este empresário detém, a título individual, 5% do BES Angola, assim como cerca de 3% da Espírito Santo International, através de várias sociedades detidas maioritariamente por si. A Espírito Santo International controla, por sua vez, a maior acionista do Banco Espírito Santo, a Espírito Santo Financial Group, a qual, por sua vez, controla o Banque Privée Espirito Santo (BPES) na Suíça, entre outros. Como presidente do BES tinha sido chamado ao Banco de Portugal para dar explicações sobre uma comissão de € 8,5 milhões que teria recebido de uma consultoria dada a um cliente em Angola.

Os editorais do jornal "i" de Luís Rosa que, após a compra, é diretor do jornal, passaram a ser, como já eram, de um neoliberalismo feroz, tacanho e enquistado e pleno de propaganda implícita ao regime, diga-se do governo, que ele mostra defender mais do que comentar políticas.

Fala este sábado da questão da lei do enriquecimento ilícito que tem sido adiada, segundo ele, por falta de consenso por parte do PS. Fala dos casos de corrupção que tem havido, porque mal seria se não o fizesse, mas foca sobretudo o caso de Isaltino de Morais, deixando em branco casos como o do BPN e outros que estão em águas estagnadas. Termina dizendo que temos que ter uma lei do enriquecimento ilícito, o que, para qualquer um parece óbvio, para "não termos mais Isaltinos", diz, como se este caso fosse o máximo do enriquecimento ilícito, esquecendo outros que apenas enuncia mas que estão na base da corrupção e branqueamento de capitais.

Salienta a ideia de Teresa Leal Coelho, uma galinha do PSD que cansa qualquer cidadão por monopolizadora de diálogos, de "passar alargar o crime a todos os cidadãos, permitindo abranger, além dos funcionários e titulares de cargos políticos o setor privado". Quem não está de acordo com esta ideia? O problema é que tudo terá repercussão apenas para o futuro. E todos os casos de enriquecimento ilícito do passado ficam todos a salvo porque, entretanto, ninguém mais lhes vai tocar. Estarão a salvo.

A sustentável leveza da entrevista a Passos Coelho

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A sustentável leveza da entrevista a Passos Coelho de ontem foi conduzida por um jornalista que mais parecia um menino de coro bem comportado. João Adelino Faria não mostrou a mesma assertividade e agressividade para com Passo Coelho que estava ali como primeiro-ministro e não para dar a sua opinião política, Claramente ao mostrou duas posturas jornalísticas. Ontem fez uma entrevista parecer um programa de opinião, no espaço de opinião de Sócrates fazia parecer entrevistas, até de forma deselegante, para não dizer algo mais desagradável.

O pivô da RTP, cuja competência e experiência jornalística são discutíveis, (esteve em tempo na SIC Notícias de onde saiu) transformou a entrevista num programa de propaganda política do primeiro-ministro sem que fossem colocadas questões sobre projetos futuros para o país. Deixou brilhar o primeiro-ministro que, muito calmo, sabia com o que contava. Esteve na sua praia pois tinha pela frente um jornalista cujos tiques e sorrisos mostravam subserviência. Onde estiveram as questões contundentes e incómodas que deveriam ter sido ser colocadas? Não foi a "Entrevista" de Adelino da RTP, foi a possibilidade dada a Passo Coelho para debitar ideias soltas, números e estatísticas ténues e incertas, esquecendo as empresas e as pessoas do país que governa com a mão Presidente da República por baixo.

É sempre bom recordar

 

 

  

Pântano

Pantano.png

Como dizem que nós, o povo, temos memória curta é bom então relembrar. Este é um caso que ficou em águas pantanosas.

Alguém se preocupou ou preocupa? Ou nem todos os políticos são iguais!

Video de janeiro de 2011

 

Descubra quem são os Dantas da política

Dantas.png

Uma crónica sobre o Manifesto Anti Dantas, escrito por Almada Negreiro, levou-me a fazer a sua releitura e achei a sua atualidade inegável face aos Dantas e comentadores da política que por aí proliferam.  

Júlio Dantas foi uma espécie de "chico cortiça" que se compatibilizou com todos os regimes políticos da sua época desde a Monarquia até ao Estado Novo, passando pela Primeira República e, daí, Almada Negreiros e outros intelectuais da época o terem considerado oportunista e retrogrado. Foi deputado pela Monarquia, ministro da educação na Primeira República e embaixador no Estado Novo.

Sem mais, passo a transcrever extratos do referido poema deixando que cada um faça as associações convenientes ao que hoje se passa pela política e por quem nos governa.

Todavia, faço questão de esclarecer que ser antipolíticos (anti alguns) não é o mesmo que estar contra a política nem contra todos os políticos.

Não sou Dantas, não sei escrever, não sou antipolítica mas aqui vai.

Veja também os vídeos.

 

 Basta pum basta!!!

 

Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

 

Abaixo a geração!

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!

 

Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!

 

…………………………………………………………………….

O Dantas é um habilidoso!

…………………………………………………………………….

 

O Dantas é Dantas!

 

O Dantas é Júlio!

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!

 

E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!

 

O Dantas é um ciganão!

 

Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

 

Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!

 

O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!

 

O Dantas é um soneto dele-próprio!

 

O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.

 

……………………………………………………..

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

O Dantas é o escárnio da consciência!

 

Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!

 

………………………………………………………………….

 

O Dantas é a meta da decadência mental!

 

E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!

 

E ainda há quem lhe estenda a mão!

 

E quem lhe lave a roupa!

 

E quem tenha dó do Dantas!

 

E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

 

………………………………………………………..

 

E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!...

 

E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

 

Morra o Dantas, morra! Pim!

 

Autor: Almada Negreiros (1893-1970)

Ler a versão completa em: http://www.munseys.com/diskfive/adan.pdf

 

 

Pim! from Gonçalo Nobre on Vimeo.

Oportunidade ou oportunismo

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http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4037830

 

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http://economico.sapo.pt/noticias/antigo-dono-da-tecnoforma-o-pedro-abria-as-portas-todas_192683.html

Não vou tecer juízos de intenção e de valor sobre a culpabilidade ou não de José Sócrates, nem sobre o modo como tudo foi conduzido nem sobre as acusações de que é presumivelmente arguido. Mas posso, isso sim, tecer opiniões sobre a forma diferente como a justiça tem atuado no que se refere ao tempo e às decisões de alguns processos judiciais. Há comentadores e jornalistas que por aí proliferam, possivelmente com razões de queixa de quando Sócrates foi primeiro-ministro que dizem agora que a justiça tem tido tratamento igual para todos. Eles sabem perfeitamente que não é assim.

Alguns jornais e televisões, nomeadamente o Correio da Manhã, (não ler correio da manha), o canal CMTV, o jornal Sol, e também o seu familiar mais pobre Jornal i, agora pertencente ao mesmo grupo, têm sido neste últimos dias os arautos da luta contra Sócrates.

Quanto à rapidez da justiça, absolvições e condenações basta relembrar o que se tem passado. A direita parece colocar-se acima de tudo o que se sejam burlas, branqueamento de capitais, abusos de confiança, corrupção, peculato, fraude fiscal, tráfico de influências, etc.porque se acha impoluta, esquecendo-se dos casos do BPN, BPP, vistos gold, Tecnoforma, Duarte Lima, BCP, submarinos e outros, alguns deles ainda a navegar em águas paradas.

Sobre o caso BPN, em que elementos do PSD estão envolvidos não se viram ainda diligências de prisão nem ninguém ser constituído arguido com tanta celeridade e empenho. Para esses nunca há provas suficientes. Talvez não convenha a alguns, altamente colocado na hierarquia de Estado, que assim aconteça. Para uns não há provas, não há documentos, não se prova nada; para outros há que agir, e depressa que se faz tarde. Na justiça não deve haver nem uns, nem outros, devem ser tratados como iguais perante a lei.

Se para uns se pretende fazer justiça célere e com o máximo de mediatização, para outros vai andando de ano em ano até à prescrição final ou, senão conduzindo a algo inconclusivo ou eternamente em segredo de justiça.

Este caso de José Sócrates tem-nos revelado como funcionam alguns canais de televisão como o CMTV que mais parece ser um canal de televisão bombardeando o povo com o mesmo acontecimento repetido até à exaustão tal como na ex-união soviética ou Coreia do Norte, com o objetivo de fazer lavagem cerebral ao público.

Técnicas utilizadas, como a repetição exaustiva com associação de imagens do passado nada tendo a ver com os factos presentes numa sequência mais do que discutível massacram o telespetador com o intuito de enganar a opinião pública. É a chamada intoxicação pública.

A detenção de José Sócrates mesmo sem culpa formada veio dar trunfos à direita num momento em que António Costa foi eleito líder do Partido Socialista e se aproxima o congresso do PS. Foi uma janela aberta de oportunidades (provocada ou não, não o saberemos para já) que assentou que nem uma luva para a direita no governo entrar já em campanha eleitoral. Fez esquecer os vistos gold e o caso BES que ocupavam as páginas da imprensa e os noticiários televisivos que passam agora a secundários e, por outro lado irá possibilitar a lavagem da imagem da ministra da justiça. A ver vamos.

Foi coincidência dirão. Será que foi? Para mim não há coincidências. Sócrates tem andado há mais de um ano, de cá, para lá, e foi precisamente agora que tudo se decide repentinamente, dando até lugar a convites a alguns canais de televisão privilegiados para captarem a detenção.

José Sócrates incomodou muita gente, tentou maniatar e a imprensa e pressionar alguns jornalistas, erro crasso. No último ano, com os seus comentários de opinião continuou a ser incómodo para alguns em posições hierárquicas elevadas que não gostam de ser incomodado e, muito menos, criticados. Mas ele fê-lo. Não queiramos ser ingénuos tudo foi provocado num contexto. Tudo o que se desenrolou em três dias, e nesta altura, já poderia ter sido feito antes porque já se sabia, mas foi precisamente este o momento escolhido. Por causa duma eventual fuga! Mas qual fuga? Alguém acredita que o ex-primeiro-ministro não saberia de todo o que se estava a passar? Não sejamos ingénuos a esse ponto.

Já escrevi em blog anterior que o jornal "Sol" sempre teve, e continua a ter, matizes de parcialidade e de interesse muito peculiar pelas manchetes da primeira página que favoreçam a direita e infamar e desacreditar a esquerda que lhe faça mais frente, basta fazermos uma leitura retrospetiva.

Enquanto os jornais diários generalista colocam manchetes sobre as suspeitas de corrupção de altas chefias do Estado no que toca aos vistos gold, apadrinhados por Paulo Portas, o jornal "Sol" apenas lhe dedicava um pequeno subtítulo no fim da primeira página. O Jornal i e os jornais económicos seguem-lhe as pisadas. Porque será? Cada qual que tire as suas conclusões.

Agora procede precisamente ao contrário. Esconde uns casos e mostra outros com grande esplendor. Tudo quanto sirva para criticar a esquerda ou José Sócrates gasta resmas de linhas nesse tipo de jornal quando se trata de elementos da direita faz-se mouco. O CMTV que pertencente ao mesmo grupo económico, segue-lhe os passos, mas é um caso especial de noticiário espetacular, a necessidade de audiências leva-o a preterir a isenção e a imparcialidade.

Que fique claro que não pretendo dizer que se devem esconder uns casos e salientar outros só porque são de direita ou de esquerda. O que está em causa são os privilégios dados a alguns órgãos de comunicação com vantagem no acesso a fugas de informação e à sua falta de independência e de isenção não tratando todos os casos por igual.

Por outro, para disfarçar atitudes sectárias ou parciais colocam alguns artigos de opinião de sensibilidades diferentes. Não é por isso que esses jornais nos dão uma informação isenta.  

Para a direita vale tudo mesmo a corrupção

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A propósito do caso Sócrates recordei um artigo de opinião publicado no Correio da Manhã, de vinte e dois do corrente mês escrito por um tal Pereira Coutinho, conhecido comentador da direita neoliberal, que chama aos portugueses maltrapilhos, exalta o rico internacional, chamando por sua vez ladrões aos ricos do país. Os outros, os que se servem dos vistos gold para lavar dinheiro de origem duvidosa são os honestos, os que devemos acarinhar. Para este sujeitinho não há ética nem moral, nem deverá haver, desde que entre dinheiro. Pelos vistos dá a entender que até é a favor da entrada de droga, da lavagem de dinheiro proveniente seja do que for e até da corrupção desde que entre dinheiro.

Para ele vale tudo, devemos fechar os olhos, não importa ao quê. Se houver abusos e corrupção e fugas ao fisco pelo meio tudo bem, devemos encolher os ombros e continuar o caminho. Por esta pequena amostra vêem-se os princípios, a ética e a moral deste senhor. Porque não sermos um entreposto da corrupção, de máfias, de república que dê guarida a todos quantos tragam dinheiro qualquer que seja a sua origem?

Quando se pensa em votar ou não na direita, ao termos dúvidas este é o exemplo mais evidente que nos mostra o que estamos a defender e quem estamos a eleger para nos governar.  

Passo a transcrever na íntegra o artigo publicado.

"O principal problema do país é não ter ricos. Não falo de ricos-pelintras, que fazem férias no Algarve e jantam nos restaurantes ‘duas estrelas’ Michelin. Nem sequer dos outros: que enriqueceram pela roubalheira e andam por aí à solta. Falo de ricos a sério: com fortunas respeitáveis e dispostos a investir. Esses, só por importação. Coisa que o dr. Portas fez com os vistos ‘gold’, concedendo direito de residência a quem comprasse casas milionárias e investisse no quintal. O arranjo, normalíssimo em qualquer país europeu, rendeu uma soma considerável. E, pelo caminho, alimentou os abusos da praxe. Que fazer? Uma criatura sensata pediria rigor: na aplicação da justiça e na concessão dos vistos. Mas não deitaria fora o bebé com a água do banho. Em Portugal, não há sensatez; só inveja. O maltrapilho nacional sente-se ofendido com a figura do rico internacional."

A estratégia errada do PCP

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, é uma pessoa por quem tenho muita consideração devido às suas convicções e coerência política sem contudo perfilhar os seus princípios ideológicos. É muito raro termos a comunicação social audiovisual e escrita a conceder entrevistas a Jerónimo de Sousa a não ser em breves flashes nos canais televisivos sobre determinados momentos da atualidade política.

A revista Visão da semana que terminou concedeu-lhe uma entrevista e ainda bem porque passamos a saber mais do seu pensamento sobre a política que quase ou nunca varia. O que me leva a desconfiar é a oportunidade da entrevista num momento em que o contexto político-partidário está em mutação, não apenas devido às alterações em curso no Partido Socialista, mas também à pré-campanha eleitoral dos partidos da coligação governamental.

O PCP sabe que nunca será governo, mas também sabe que uma subida da pontuação eleitoral, por pouca que seja, lhe dará sempre muito jeito. Deste modo sabe bem onde pode com maior probabilidade ir buscar votos. Será sempre no espetro partidário do centro- esquerda, isto é ao Partido Socialista e a direita sabe disso.

O PCP foi sempre contra qualquer tipo de política e de governo de direita mas o seu erro estratégico tem sido uma postura de isolamento partidário e ideológico com alguma razão porque se deixar de ter pretensões de vanguarda das lutas das classes trabalhadoras as suas votações passarão a ser meramente residuais.

O PCP, para obter mais uns votinhos, prefere ter como alvo o PS, o que a direita agradece. Na entrevista publicada na Visão as questões colocadas a Jerónimo de Sousa vão desabar na sua maior parte no PS. Para ele a substituição da liderança no PS foi sobretudo "um processo de mudança de caras". Estas e outras afirmações ajudam a direita e o Governo que neste momento se transformou num elemento de oposição à oposição. Todos nos recordamos que a queda do último governo de José Sócrates foi apoiada com os votos conjuntos do PCP, BE juntamente com direita. Não é de admirar, portanto, que coloque O PS no mesmo saco da direita. Só tardiamente se apercebeu da diferença.

Que o PS neste momento é mais social-democrata do que socialista e tendo em conta a evolução seguida pelo PSD no sentido neoliberal, no momento como aquele em nos encontramos o ajustamento a alguns pontos de vista da direita não são despiciendos. O PS continua a ter no seu eleitorado as classes médias e média baixa que, enganados, terão contribuído para que a direita chegasse ao poder em 2010.

O PCP tem um defeito estratégico de fabrico, tudo quanto mexa e esteja, por pouco que seja, à sua direita é para combater, daí não fazer quaisquer distinções e incluir também o Partido Socialista. Por convicção ideológica o PCP tem uma estratégia concertada de oposição sistemática seja qual for o governo mesmo que de esquerda moderada. O seu apego a uma ideologia e a um programa rígido de opção política para o país torna-o irredutível para qualquer acordo com quem quer que seja. Para o PCP na política apenas existe o preto e o branco, não há cinzento. Dadas as circunstâncias que o mundo atravessa resta refletir se poderá ter, ou não, razão.

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo, vamos dizendo II

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 O jornal "Sol" sempre teve e continua a ter matizes de parcialidade e de um interesse muito peculiar pelas manchetes da primeira página que agradam a alguma direita nomeadamente as apoiantes do governo. Enquanto os jornais diários generalista colocam manchetes sobre as suspeitas de corrupção de altas chefias do Estado no que toca aos vistos dourados apadrinhados por Paulo Portas o jornal "Sol" apenas dedicada a um pequeno subtítulo na primeira página nem sobre os vistos Gold. O Jornal i e os jornais económicos seguem-lhe as pisadas. Porque será? Cada qual que tire as suas conclusões.

 

O jornal "Sol" na primeira página prefere dedicar-se a notícias importantíssimas para os portugueses neste momento como seja António Costa, Sócrates, o passado e Seguro este uma perda inestimável para a direita dentro do PS não porque vissem um aliado mas porque lhes poupava trabalho e preocupações.

 

A Câmara de Lisboa e António Costa até aqui quase esquecidos pela comunicação social salvo em casos excecionais, passou a ser alvo de todas as atenções. São alvo de todas as atenções ainda bem!

 

O Jornal i coloca em manchete uma espécie de recuperação da imagem da Ministra da Justiça titulando que "Ministra da Justiça prepara afastamento de dirigentes sob suspeita no caso vistos gold". Que oportunidade para a ministra!

 

A mesma ministra disse em determinada altura "Qualquer pessoa que ponha em causa uma instituição deve imediatamente apresentar a sua demissão ou o seu pedido de suspensão de funções". Em primeiro lugar era bom que a ministra clarificasse o que entende pôr em causa uma instituição. Em segundo lugar veria olhar lá para os lados dela porque muito haveria que dizer. Em terceiro lugar era o que mais faltava agora não se poder criticar e questionar as instituições. Democracia é isso mesmo.

 

Paulo Portas abriu as portas ao que se está a passar com os vistos gold. O pai da façanha, de tão eufórico e mais preocupado com a sua pessoa e com o partido do que com o país, não soube acautelar o que poderia acontecer. Existem metodologias que permitem através de históricos, a experiência noutros países e a modelos de previsões calcular qual será o efeito de determinada política ou medida.

Às críticas da altura Portas disse que podíamos estar sossegados porque a fiscalização teria mãos de ferro. Só se foram de ferro fundido. A propaganda do vice primeiro-ministro ditava como sendo fantásticos para o investimento o clima, o golfe, a segurança do país e a criação de postos de trabalho. Destes nem vê-los, apenas 10. Veja-se quantos vistos gold: China, 1429; Rússia, 58; Brasil, 55; África do Sul, 43; Líbano, 30. Onde estão os ricos dos países da Europa a investir neste negócio. Seria suposto atrair europeus.

 

Num debate na TVI24 um deputado do PSD elogiou o Governo pela sua ação rápida no combate ao surte de legionela como se isso fosse algo de extraordinário e que merecesse distinção. Mas então, não é obrigação do Governo assim proceder? É uma das suas funções, não fez nada de que ultrapasse-se o que devia ser feito com eficiência.

 

Cristina Azevedo escreve hoje no Jornal de Notícias: " Portanto, só seria preciso que António Costa consignasse, de facto, a receita que a Câmara vai auferir com esta taxa, a investimentos ou custos com a mesma diretamente relacionada. Porque o que está mal com as contas do Governo é que tudo, mas mesmo tudo, serve para ser sugado pelo grande buraco negro do défice. Seja o aumento dos impostos sobre o rendimento, a taxa sobre a restauração ou as privatizações, tudo serve o mesmo grande propósito: diminuir o défice.".

Nuno Crato retira o inglês,tira o inglês do ensino básico, repõe o inglês, retira o inglês, rep....., em que ponto é que eu estava? Destrói o que outros fizeram apenas por questões meramente partidocráticas e agora volta a fazer... Quanto custou ao país?

Vamos ouvindo, vamos lendo, vamos sabendo e vamos dizendo I

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O primeiro-ministro o vice-primeiro-ministro e os ministros preocupam-se mais com a propaganda ao governo, com a Câmara de Lisboa e com António Costa do que em governar.

 

E agora Paula Teixeira da Cruz o que vai fazer após arquivamento por falta de provas do inquérito sobre a "sabotagem" do Citius? Pediu desculpa mas o caso era técnico, mas era técnico e não político mas pediu desculpas. Frustrada a intenção de arranjar dois bodes expiatórios forjados através de um relatório interno encomendado o que fazer agora? Aconselha-se uma saída limpa da ministra, talvez?... Ou….

 

Falcatruas e corrupção relativas aos vistos Gold elogiados e fomentados por Paulo Portas. Tábua de salvação para Teixeira da Cruz que está a tirar dividendos políticos que serve de lavagem para a sua imagem. Implicados há-os também no seu ministério, no seu partido e no seu governo. Deve ser com grande mágoa que diz o que já disse em tempo que a justiça é para todos e que ninguém escapa, a impunidade acabou seja para quem for. Grande tábua de salvação para a barraca da reforma da justiça. Lá por dentro deve haver um vale de lágrimas. Falta saber se tudo isto não vai ficar em águas de bacalhau…

 

Cavaco pergunta o que é que os gestores da PT andaram a fazer mas a talvez a aterosclerose o tenha feito esquecer que condecorou um desses gestores, Zeinal Bava, a 10 de junho passado. Mas lá vai lançando para o espaço político a ideias do manifesto de se evitar o desmembramento da PT.

 

Poupanças e austeridade só para alguns. A AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, vai abrir delegações na Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Finlândia, Noruega e Timor Leste. Via cria uma rede de especialistas, mais uma. Quanto nos vai custar tudo isto? A eficácia é duvidosa e terá sido avaliada. Talvez mais uns tachos para dar empregos a desempregados das famílias da maioria do Governo. P'ra a frente Portugal!

 

Passos Coelho aparece em tudo quanto é sítio debitando discursos comicieiros de pouca envergadura para poder aparecer nos ecrãs das televisões e fala apenas para os seus apaniguados do partidos e da coligação. Será que ainda não se apercebeu que estamos fartos da sua imagem?

 

A saga da família Espírito Santo continua… Até onde não sabemos. Será que irá acabar sem condenações e em prescrições como é habitual para certos senhores privilegiados. Quanto ao BPN o silêncio continua. Será que a Presidência da República decidiu desviar o seu exercício de influência para outros campos que não sejam o Governo e a Assembleia da República?

 

António Costa é criticado por criar as tais taxas e taxinhas nomeadamente a de um euro para as dormidas em hotéis a reverter para um fundo de investimento destinado a melhorar infraestruturas para o turismo. Costa contra ataca e diz que o Governo cobra 12,50 euros por cada embarque dentro do espaço europeu e 23 euros se for para fora do espaço europeu e em cada dormida cobre 4,61 euros relativos ao IVA. E aos turistas também lhes é cobrado 23% de IVA que antes era de 13%. Quem que ganha e quem é que perde a lançar o disco das taxas?

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