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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

Ilusionistas e mágicos da política

 

 

Assisti a semana passada na RTP Memória a uma retrospetiva sobre o ilusionista português Luís de Matos, detentor de vários prémios de entre os quais se destaca o Magician of the Year em Hollywood. Lembro-me de vários espetáculos apresentados na RTP e dos seus extraordinários truques de mágica.

De facto somos um país de mágicos e de ilusionistas pela forma como aparecem e desaparecem da opinião pública e da comunicação social muitos acontecimentos como se de truques de mágica se tratasse. Pensei apenas em alguns. O mais recente é o caso do ministro dos assuntos parlamentares, José Relvas e o caso das alegadas pressões sobre jornalista do Jornal Público e do caso das secretas. Assim como apareceu, também desapareceu. Nunca mais se ouviu falar em tal. Terá sido o europeu de futebol o truque de mágica que fez os desaparecer?

O caso da justiça, por exemplo, nos casos de corrupção e outros em que se encontram nomes conhecidos da política, dos bancos, pessoas com poderes e influência política e financeira que, quando são indigitados como culpados, as investigações duram até à exaustão aparecem e desaparecem dos canais de informação sem que se saiba depois o que aconteceu. Isto é, sabe-se, os processos prescrevem, as sentenças arrastam-se, de outros nunca mais se sabem as conclusões e a outros nada acontece… Sabe-se lá que mais! A nossa justiça não passa de uma ilusão muito bem orquestrada. Alguém conhece, de entre os nomes e casos mais sonantes e conhecidos, que tenha sido de facto condenado e preso? Não, não falo de preventivas com pulseira eletrónica nas suas mansões. Se conhecerem digam-me!

Nós, portugueses, sabemos de tudo isto e ficamos como que meio sonâmbulos com os passes de mágica que se desenrolam à nossa frente. Rapidamente tiram-nos desse palco de circo e levam-nos para os relvados de futebol e, então, maravilha das maravilhas, também por magia, esquecemos todas as agruras e tristezas. Tudo o resto não interessa desde que haja futebol E, para além do mais, diz o povo, que havemos de fazer!? Mas será queo futebol e o euro 2012 nos vai trazer emprego, mais economia, menos austeridade, mais exportações? Lá dinheiro gasto isso sim nos trouxe o euro. Enquanto os jogadores dos países com menos problemas do que nós ficam alojados em hotéis mais económicos nós, como somos grandes, vamos para hotéis de luxo. E quanto gastou a RTP na despedida do jogadores com o helicóptero a acompanhar o avião?

Mas o que podemos nós fazer, perguntarão alguns! Nada. Olhar passivamente para todos os truques e ilusões com que nos brindam neste espetáculo e esperar quatro anos para que os mesmos ou outros mágicos e ilusionistas venham ocupar o mesmo palco, não com novas ilusões e mágicas mas, quase e sempre com as mesmas, embora mudem os  “partenaires”. Mas talvez comecemos a estar fartos deste espetáculo e dos mesmos mágicos e passemos a ter que contratar outros que nos mostrem os truques para não andarmos iludidos!       

Serviço Nacional de Saúde…. Sabia que….

 

Num relatório recente do Observatório Português dos Sistemas de Saúde apresentado no dia 14 de junho veio confirmar aquilo que grande parte da população utente do SNS vem confirmando mas não tem coragem para dizer, (aqui voltamos à questão do medo que já apresentei em “post” anterior), ou não diz, por a sua voz não ter eco.

Os indicadores apresentados confirmam o tal sentimento generalizado Eis alguns que são sintetizados por Marta Reis no Jornal i:

 

Acesso aos cuidados de saúde

Piorou

58%

Piorou muito

16%

Dificuldade em pagar as taxas e os transportes para o SNS

43%

Dificuldades frequentes em aviar a medicação devido ao custo

46%

Aumento dos casos de depressão

64%

 Manifestações de insatisfação dos utentes traduzidas em protestos e ameaças

 

 Não comprar todos os medicamentos receitados

 20%

Por ter medicamentos em casa

40%

Por dificuldades económicas

25%

 

Inquéritos efetuados

741 Médicos

878 Profissionais de Unidades de Saúde Familiar

Nas farmácias (41 e dados de 375 doentes)

 

Estes e muitos outros elementos demonstram que tem vindo a aumentar a degradação do SNS e, consequentemente, o aumento do sofrimento dos portugueses.

Num comentário naquele mesmo dia de apresentação do relatório o deputado Guilherme Silva, num frente a frente da SIC Notícias, deitando mais uma vez poeira para os olhos dos portugueses, baseia-se num pequeno parágrafo em que diz haver uma contradição, para desvalorizar todas as conclusões do relatório. Tomar a parte pelo todo, à falta de melhores argumento, tudo serve.

O antigo primeiro-ministro, José Sócrates, tinha avisado que os liberais do PSD iriam desmantelar o SNS para que a privatização entrasse em força na saúde e nisso tinha toda a razão. Mas verdade é que foi no governo dele que se deu o seu início e que mais medidas idênticas iriam ser tomadas naquele sentido.

Como é mais do que sabido, todos os que tomam as decisões têm os seus amigos médicos e hospitais privados para eles e respetivas famílias, as medidas vão apenas atingir outros, portanto, para a frente é que é o caminho.

Ao fim de tantos anos fazem agora tudo à pressa, sem avaliarem os impactos das medidas tomadas e sem tentarem arranjar soluções alternativas que os minimizem. Mas isto é muito difícil para estes novos governantes (ou governantes novos), a menos que gastem milhões e mais milhões de euros em estudos, encomendados a quem lhes interessa e, sobre os quais, não se conhecem quaisquer conclusões. E cá estamos nós a pagar e a cair no buraco que escavam cada vez mais fundo.

 Para a maior parte desta geração de políticos que nos governa, salvaguardando algumas honrosas exceções, é tudo incontornável, o que sempre serve para justificar incompetências, falta de valores e sentido humanístico que não lhes foram dados nas escolas e universidades públicas e privadas pós 25 de abril onde, muitas vezes, se reivindicaram passagens administrativas.

 

O governo que é uma grande prenda

 

Leia algumas prendas de última hora do nosso governo e adivinhe quem vai pagar.

 

 

Lisboa - Ano Europeu Envelhecimento

 

 

Apesar de se dizer que a segurança social pode vir a estar em colapço, Mota Soares recusa-se a subir o limite das reformas para os 67 anos o que não justifica com argumentos convincentes, ao contrário do que vem sendo sugerido por alguns especilaistas (porque será?). Expliquem-me por favor!

Contudo prefere reduzir em 25% as reformas dos que entrarem no sistema. Por sua vez, segundo o Correio da Manhã, o ministro Mota Soares dispensa as empresas agrícolas e os seus trabalhadores do pagamento das contribuições para a segurança social (mas com recuperação!). Como é possível? Segundo dizem a segurança social está em dificuldades financeiras! Claro que no futuro, com medidas destas, as pensões irão ficar cada vez mais em risco. Alguém vai pagar a fatura! Quem será...? Quem será...? Vejam se adivinham! 

Ah! já me esquecia, ele também diz que em 2013 recupera a verba mensalmente de forma equitativa. Quem lhe diz a ele que as empresas agrícolas vão ter dinheiro nessa altura para cumprir o compromisso! Está-se mesmo a antever o que pode acontecer, ou não está?

 

 

Outra prenda a que me referi em "post" anterior quando abordei a questão dos nosso impostos que compensam as PPP pela falta de tráfego, confirma-se agora. Nas auto-estradas o tráfego  no primeiro trimestre deste ano caiu cerca de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas antigas SCUTS após introdução das portagens houve uma quebra de 45% a Norte e a Via do Infante do Algarve  perdeu mais de 56%. Quem está a pagar, através dos impostos, esta diminuição de tráfego e deixou de poder utilizar as auto-estradas devido ao preço das portagens, quem é? Adivinhe se for capaz!

Fontes: Estradas de Portugal e CM

Moda para quem?

Quando pensamos em moda associamos de imediato à adoção e utilização de um determinado modelo ou estilo de vestuário. Contudo pode ser também, uma cor, um determinado objeto, palavra, uma atitude, etc. que se generalizou. Dizemos então que está na moda. 

A moda é também um conceito estatístico que representa o valor que mais frequentemente ocorre num conjunto de valores, isto é, são o elemento ou elementos numéricos mais frequentes numa série estatística e pode ser unimodal quando apenas se refere a uma valor, ou multimodal quando os valores se agrupam em distribuições com várias modas.

Vejam-se dois exemplos: 2,2,3,7,8,8,8,9,10 a moda é 82,2,4,4,4,6,6,7,8,8,8,9 a moda é 4 e 8.

Considerando o número de pessoas que adotou um determinado estilo de vestuário ou de tendência, podemos então associar de acordo com conceito utilizado pelo senso comum que é o estilo mais frequente usado no meio de uma população.

Os estilistas bombardeiam-nos todos os anos com novos modelos no vestuário e calçado, condicionando os fabricantes a seguir as tendências que irão impor aos consumidores. Podemos facilmente efetuar uma análise comparada de moda através de catálogos de moda de várias épocas quer nos estilos, quer noa padrões. Pode então constatar-se que, para o cidadão comum, a moda torna-se repetitiva de década para década e às vezes até menos. De tempos a tempos os estilistas (antigamente denominados costureiros, quando a confeção era dominada por senhoras a que se chamava costureiras de alta costura), vão recuperar a moda, há muito tempo caída em desuso e, com mais ou menos nuance, lançam como nova e que apelidam de “vintage”. Renascidas das cinzas estão as calças à boca-de-sino, usadas nos anos 60 e 70 por pais e avós dos jovens atuais. Felizmente a moda não pegou muito, mas ainda está por aí como se pode ver.

 

 

“Seguindo a regra do estilo hippie que voltou com tudo, a tendência é que as calças boca-de-sino (ou Jeans Flare) e Pantalonas aquelas que usávamos na década de 70, serão tendência forte já confirmada…”

Fonte da image: http://sandaliamelissa.net/tag/moda-2012/

 

 As calças sem fundilho, que muitos rapazes também usam no formato “jeans”, e mais não são do que as chamadas calças de harém onde ao ditadores da moda se inspiraram e que já se usavam no tempo do Ali Babá, se é que alguma vez existiu a não ser nas histórias das 1001 noites.

 

 

 

O que se diz das calças também se pode dizer do calçado. As sabrinas, usada nos anos 50 do séc. XX, apesar de serem um clássico mais ou menos escondido nos armários, regressaram em força. 

 

Fonte da imagem: http://sandaliamelissa.net/tag/moda-2012/

 

 

Muito haveria a dizer sobre o sobe e desce das saias, o alarga e estreita das calças, a ponta dos sapatos em bico, as solas mais ou menos e grossas e os tacões em cunha já usadas no passado, os vestidos coloridos com ramos e flores do tempo das nossas avós, etc.…

 

 

  

 Fonte da imagem: http://sandaliamelissa.net/tag/moda-2012/

 

 A moda masculina é ainda mais evidente o mesmo “ramerrão” (monotonia e persistência). Os casacos descem, passado tempo sobem, colocam duas rachas atrás, retiram as rachas, passado tempo sobem mas com rachas, depois descem e coloca-se uma racha, volta a descer e sem aberturas, alargam as lapelas, estreitam as lapelas, colocam três botões, retiram os três botões, colocam um botão, colocam dois botões, sobem as lapelas, descem as lapelas e, passado tempo, voltam os três botões com lapelas estreitas, isto num sem fim do tipo eterno retorno!

 

 
 

 

 

Visto que disto não passa sempre podemos optar por vestir casacos como os do José Luís Goucha para irmos para o trabalho.

 

 

 

 

Das gravatas nem vale a pena falar, estreitam, alargam, estreitam; bolas, riscas, bolas; cores sóbrias, cores vivas, cores sóbrias; lisas, com motivos, lisas. Gravatas que se usaram há mais de 20 anos estão outra vez na moda.

Enfim, não há volta a dar, ciclicamente voltamos ao mesmo. Algumas das grandes revoluções na moda deram-se no séc. XX quando as saias das senhoras subiram acima dos joelhos para nunca mais voltarem ao que eram. Depois desceram um pouco e voltaram a subir e o sexo feminino passou a usar calças o que se tornou bastante prático.

O que pretendo dizer com isto tudo é que os estilistas, no que se refere à moda, viram o disco e tocam o mesmo, criando assim uma falsa noção de novidade e propensão para a fúria consumista, apesar da crise financeira, económica e social, gerando uma angústia nas pessoas que, para estarem “in” são induzidas a comprar novas (?) coleções, ao mesmo tempo que os armários se enchem de roupa que acabam por deixar de usar com a angústia de ficarem “out” e, desta forma, assim se vai alimentando uma indústria que, ela também, contribuiu para o endividamento de muitas famílias através dos cartões de crédito.

Estamos à espera de uma grande revolução na moda masculina quando os estilistas conseguirem que, também os homens, passem a usar saias no dia-a-dia. Que tal? É contra natura? Ora! No mundo da moda há tanta coisa contra natura!

 

A moda obedece a uma evolução que pode ser representada por uma curva logística também designada por curva de inovação e aceitação que relaciona o número de aceitantes de uma inovação com o tempo em que ela se vai expandindo. Quando se lança um determinado bem ou serviço no mercado de consumo, por exemplo um tipo de vestuário, no início apenas um número reduzido de pessoas o adota, aumentando ao longo do tepo (linha a vermelha) até atingir um máximo a partir do qual vão sendo cada vez menos até surgir um novo produto no mercado e o ciclo recomeça.

O gráfico seguinte mostra curvas logísticas que teoricamente elucida bem o fenómeno.

 

P é o número de população que adota a inovação (nova moda ou modelo) e T é o tempo durante o qual decorre a aceitação.

 

Há que ter em atenção que uma nova inovação ou moda não se inicia apenas quando está completo o ciclo. Ao fim de algum tempo outra inovação ou moda surge (linha a azul) e recomeça novo ciclo que pode coexistir com o anterior, avançado no tempo, e assim sucessivamente.

A moda, a roupa e a crise

 
Fonte:
 
 
Fonte:
 
 
  

 

Em semanas de menos ocupação e com mais paciência deambulo por locais da cidade de Lisboa onde, normalmente, se situam lojas de moda e artigos de vestuário para ambos os sexos parando, aqui e ali, para ver montras e entrando para conhecer as novidade e as últimas coleções. Face ao que espreito nos manequins das montras e nos expositores questiono-me sobre a moda masculina e feminina.

Não sou contra a moda e, dentro das possibilidade, gosto de me vestir bem, mas repugna-me dar centenas, por vezes, milhares de euros por uma fatiota, camisas, calças, sapatos ou maleta de marca que, no dia-a-dia, a maior parte das pessoas não reconhece como tal, a não ser que afixe uma etiqueta da marca em local bem visível. Isto é, pago caro e faço publicidade gratuita através da etiqueta aplicada no vestuário que a marca me obriga a ostentar.

Ao olhar com atenção para os ditos manequins e expositores de moda, constato que os modelos apresentados são de tal forma estreitos, quer acima, quer abaixo da cintura, que sou levado a pensar que foram apenas concebidos para jovens anoréticos e anoréticas.

Por acaso entre nós portugueses, ainda que nos digam que estamos a atingir o limiar da obesidade, há muitos milhares de consumidores de moda que, apesar de manterem uma estatura, peso e medidas equilibradas, por mais que se esforcem não conseguem entrar, nem à força nas medidas que nos apresentam. Pode deduzir-se então que, como já disse, os modelos são destinados aos já referidos consumidores mais jovens que, em princípio, devem ser "elegantes". 

Relacionando o preço e o consumo de artigos da moda com o poder de compra dos jovens ficamos perplexos! Porquê? Porque, considerando que 35% da população desempregada são jovens; que os que têm trabalhos a maior parte é precário; que outros estão à procura do primeiro emprego, não se compreende como é que a moda e os modelos dela consequentes, e mudando de estação para estação, são, na sua maior parte, destinados ao mercado jovem. Ou não há crise ou os jovens, apesar de desempregados, não a estão a sentir e continuam a ter poder de compra através das suas famílias

Sobre o assunto das medidas do vestuário os lojistas argumentam que há também outras medidas destinadas aos outros clientes mas não exatamente os mesmos modelos e padrões. A moda não é atualmente pensada para a estatura e peso médios dos homens e das mulheres portugueses, é destinada a atingir um “target” de consumidores que, normalmente, são os mais jovens. Os outros, os de estatura média, que deve ser a maior parte dos que sustentam este país através dos seus impostos, se quiserem andar bem vestidos que emagreçam para conseguirem as formas e o peso dos(as) modelos esqueléticos(as)de pernas esguias e faces encovadas que passam nas “passerelles” os trapos que vão ser a tendência na época seguinte. Estas modas são ditada por estilistas que sentem necessidade de ser conhecidos e de que lhes afaguem o ego, apresentam estravagâncias destinadas a uma “fauna indescritível de relevante saloiice de inutilidade social e cívica” que vive à volta disso.

Inspirados nos mais diversos e desvairados ambientes sociais do passado e do presente lançam inovações que nada têm a ver com o nosso estilo de vida. Imagine-se o(a) leitor(a) a ir para o seu trabalho vestido(a) com as fatiotas apresentadas por aqueles senhores nas passerelles, como por exemplo as calças com fundilho de inspiração muçulmana.

Por último atente-se neste exemplo real passado numa loja de marca bem conhecida que, por motivos óbvios, não vou revelar: um cliente viu na montra da loja, onde se anunciava uma promoção, uma camisa cujo padrão lhe agradou. Ao ser dado o número de medida da camisa pretendida a lojista informou que, sim senhor, tinha a referida camisa com aquele número de colarinho (número médio de pessoa acimado 40 anos mas, cuja cintura não é propriamente de vespa). A lojista, antes de se deslocar para ir buscar a camisa com o número solicitado, hesitou brevemente, olhou para a cintura do cliente e, solicitamente, informou que tinha o número pretendido, mas que talvez não lhe servisse, que talvez fosse melhor experimentar. O cliente, sem estar a perceber bem, perguntou porquê. A resposta veio com um sorriso nos lábios da lojista:

- Sabe… é que… as nossas camisas são cintadas! Se quiser experimentar um ou dois números acima do que pretende eu vou buscar… mas, mesmo assim, não garanto!

Por este exemplo poderemos ser levados a pensar que o cliente era barrigudo. Pois não era não senhor! Apenas não treinava todos os dias com folhas de alface para se poder enfiar dentro de camisas cintadas, criadas pelos tais estilistas e lançadas no mercado para um determinado tipo de consumidor. Mas, com a crise que estamos a passar, talvez em breve o português de estatura média, por contenção alimentar obrigatória, possa vir a enfiar-se em roupa destinada a anoréticos(as) militantes.