Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

O que outros dizem!

 

em:www.ladroesdebicicleta.blogspot.pt

Por que merecem uma reflexão e não porque esteja ou não de acordo, vou transcrever parcialmente, e com a devida vénia, dois artigos publicados no Jornal Expresso e respetiva Revista do dia 28 de abril onde podem ser lidos na íntegra. O primeiro é de Martim Avilez e o segundo de Clara Ferreira Alves sem quaisquer espécie de ordem preferencial mas apenas pela minha ordem de leitura.

O primeiro, denominado "Eles não sabem que o sonho", com base num estudo efetuado por Elísio Estanque do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Martim Avillez aponta os políticos como traidores da classe média dizendo, com base naquele estudo, que "da mesma forma que a memória da revolução está em risco, também a classe média nacional pode desaparecer". A classe média que praticamente não existia até 1974, e que "em 30 anos nasceu uma nova classe social no país, fundada na convicção de que, em comparação com os pais, deram um enorme salto na escada social...". E que "Uma das grandes conquistas de abril foi a legítima ascendência social de filhos de operários e agricultores. Esta nova classe média, porém pode estar no fim do sonho....".

O desemprego disparou sobretudo nesta classe não apenas do emprego por conta de outrem e no Estado, mas também se instalou entre trabalhadores e empresários de pequenos negócios. "É na educação, saúde, justiça, administração pública e poder local (os novos empregos da classe média) que mais cortes estão a ser feitos." A classe média está na "emergência de deixar de o ser - e são mais de 2 milhões de famílias." E mais não digo porque vale mais ler o artigo completo na p. 40 do já referido jornal.

 

O segundo artigo, de Clara Ferreira Alves com a qual não concordo em muitos pontos de vista desde o tempo de José Sócrates nos debates televisivo da "Noite dos Diabos".  Intitula-se "Os "Abrileiros"" e devo reconhecer que este seu artigo mostra uma parte do que se está a passar em Portugal e sugiro a sua leitura na íntegra. Todavia não resisto a citar uma parte que é muito preocupante para todos nós, mesmo para aqueles que dizem não ligar à política.

Diz a autora do referido artigo que "...Portugal está a ser vendido a retalho. A água, a eletricidade, o gás, o petróleo, o cimento, a energia, a rede elétrica, a companhia aérea, os correios, a televisão pública, a imprensa independente, a rede comunicações, a banca, e de um modo geral tudo o que implique tarifas monopolistas, manipulação dos media e lucros garantidos está a ser alienado. Só falta o ar que respiramos. E o futuro, os fundos de pensões, os impostos por vir, a segurança social, a saúde pública e a educação pública estão a ser negociados. Em nome da crise e da Troika, este Governo está a vender o nosso tecido económico, a nossa capacidade de rejeição, a nossa possível insensatez. Está a vender os futuros estudantes, os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas, os emigrantes...". Vale a pena ler o antes e o depois desta citação no original.

 

Digo eu agora: privatizar sim mas com peso conta e medida. Tudo isto em nome da recuperação económica e para salvar Portugal da bancarota? Quem vão ser os beneficiários? Os portugueses?

Rejeitaram o PEC 4, sugeriram e participaram na vinda das entidades internacionais (CE,BCE e FMI) que com elas colaboraram. Ajudaram a derrubar o anterior governo  do qual, diga-se de passagem, muitos já estavam fartos. Afinal com que objetivo? Para salvar Portugal? Talvez não!

Se quisessemos fazer juízos de intenção poderíamos afirmar que a obsessão do PSD e de Passo Coelho pelo poder, mesmo com a Troika dentro de "casa", esse seria o momento e um bom pretexto para pôr em marcha toda uma política que o PSD e Passos Coelho queriam impor. Tinha uma desculpa. Daí a ânsia pelo poder. Para além dos esqueletos escondidos dentro do armário do anterior governo, Passos Coelho tinha também os seus próprios esqueletos muito bem escondidos que tirou do armário só depois das eleições, como não podia deixar de ser. É isto que o governo atual tem para oferecer a quem lhes deu o poder: esqueletos escondidos nos seus armários. E isto nada tem a ver com ideologia, dizem, mas sim com o passado! 

 

Já agora, vale a pena ver as últimas notícias sobre as previsões do governo para a nossa economia traçadas no DEO – Documento de Estratégia Orçamental e os respetivos comentários em:

 http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2012/04/30/portugal-cresce-25-e-defice-fica-nos-05-em-2016-afirma-ministro-das-financas#commentsContainer

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:26
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

História: Programas de Governo PPD em 1976 e do PSD na atualidade

Estamos em época de comemoração do 25 de Abril altura propícia para algumas reflexões como, por exemplo, a de se devemos ou não confiar nos programas dos partidos quando os elegemos, apenas porque poderão não passar de meras e vagas proclamações de intenção. A prática tem demonstrado isso. Vai longe o tempo em que os partidos se faziam todos parecer muito democratas e progressistas.

É certo que as sociedades modernas não podem nem devem ser estáticas e as políticas também não. Mas será que não se pode fazer política sem atropelos  aos cidadãos que acreditam numas intenções e depois lhes frustam as expetativas? 

Comecei a ser cético relativamenteàs às promessas feitas durante as campanhas eleitorais, por isso, não ligo ao que me dizem mas ao que fizeram ou não fizeram. É mais fiável! Mesmo assim, estou atento, porque a proximidade de eleições faz-me sempre lembrar aquelas dietas tipo iou-iou e do aperta e desaperta o cinto. O partido no governo, nessa altura, abre as comportas e deixa sair uma ou outra benesse, dando a ilusão de que, afinal, tudo melhorou, tipo ratoeira para apanhar incautos. 

 

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

 

Quem o viu - 1976     Quem o vê - 2012
     

 

Governo de coligação PSD-CDS

    
Publicado por Manuel Rodrigues às 23:13
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O 25 de Abril no planfletismo revolucionário




A aproximação da data da Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974 leva-nos a recordar, para alguns com saudade, para outros nem por isso, panfletos que os partidos, alguns já extintos ou associados a outro, faziam circular na época.


          










Publicado por Manuel Rodrigues às 22:10
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Margarida Rebelo Pinto na RTP1

                    

      

 

 

“Deviam inventar uns esvaziadores de miolos para raparigas pralá de densas como eu.Uma máquina qualquer com uns tubos que podiam entrar pelos ouvidos e nos arrumavam o cérebro, aspirando o lixo, as ideias tristes, os medos e as angústias.

 Margarida Rebelo Pinto - "I'm in love with a popstar

 in http://segredos_escondidos.blogs.sapo.pt/290401.html

 

Embora nem valesse a pena não resisti a fazer um breve comentário ao palavreado oco e sem qualquer sentido político que Margarida Rebelo Pinto nos trouxe na segunda parte do Telejornal da RTP1 de 22 de Abril.Vale a pena ver e ouvir.

 

Para ela a liberdade não nos trouxe nada a não ser que "antes do 25 de Abril não poderíamos estar aqui a discutir as questões da liberdade...". A liberdade para ela, não é sinónimo de competitividade, nem de riqueza económica, nem de produtividade. Para ela o 25 de Abril, pelo vistos, também não trouxe a liberdade económica. Pode concluir-se então que se pode cerciar a liberdade para que tudo ela enunciou seja realizável. Mas a verdade é que, sem uma das partes inerentes à liberdade, muitos dos seus escrito nem circulariam nem seriam publicados por aí.

 

Sugeriu, ainda que indiretamente, que parte do povo português é parolo porque, para ela, "é parolo atribuir funções ao 25 de Abril que de facto não teve...", e acrescenta que  "Portugal teve um percurso igual ao daqueles que sendo pobres passam a querer imitar os amigos ricos e depois ficam endividados".

 

Pois é assim, ela tem razão porque de facto houve exageros, quer no Estado, quer nas famílias e nas empresas. Diga-se também que algumas das pessoas que quiseram imitar os ricos devem ter comprado alguns dos seus romances, (gasto perdulário!), que, de acordo com os meus gostos literários são de cordel. Comprar os seus livros deveria ser apenas previlégio dos ricos porque para os outros foi e é gastar dinheiro em coisas não essenciais. Enfim, para qual público se inclinará ela ao escrever, para os perdulários ou para os ricos? 

 

É caso para perguntar: ondes estava Margarida Rebelo Pinto antes do 25 de Abril de 1974? Com menos de 9 anos com certeza?! Que vivências teve ela disso? Provavelmente nenhumas!

 

Claro que isto é apenas uma opinião! Haverá quem pense o contrário, o que é bom, porque democracia, liberdade e 25 de Abril é isso mesmo.

 

Estou mesmo a ver que muitas pessoas e fãs de Margarida Rebelo Pinto, ao lerem este "post", poderão apelidar-me de perigoso esquerdista. Cada um que pense o que quiser se lhe sobrar tempo...

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 13:21
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Sábado, 21 de Abril de 2012

Passos Coelho em Londres com David Cameron

O Sr Primeiro Ministros em Londres em mais um serviço da subserviência de Portugal.

O video do noticiário da SIC do di 18 de Abril mostra bem uma atitude de reverência face ao Ministro Britânico.

Atente-se, cerca de um minuto após o início da notícia e logo após à intervenção do reporter no local, no momento em que ambos contemplam um Quadro na parede, presumivelmente nº 10 da Down Street.

Cameron foi um dos 12 líderes europeus qu subscreveram um documento, dirigida à comissão europeia e aos Conselho Europeu sobre uma maior aposta no crescimento económico e no emprego.

Segundo o Jornal Público de 16 de Abrilde 2012 págia 7, "Passos, assim como Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, não foi convidado a assinar a missiva.".

Passos correu a promover um encontro com Cameron! Será que Merkel e Sakozy fizeram o mesmo? Desconheço!!... 

Repare-se como Passos subservientemente e interrompendo Cameron na apreciação do quadro aponta para trás  depois é que volta a olhar para o quadro. Provavelmente para lhe chamar a atenção sobre os fógrafos para poder ficar na fotografia! Será que os fotógrafos não poderiam esperar? O que seria prioritário para Passo Coelho, o quadro ou os fotógrafos!

Será isto política externa, propaganda ao governo e ao próprio Passos ou apenas um ato de bajulação? 

Apreciem em baixo o vídeo do noticiário.

 

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:01
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Aumento de preços do gás natural

 

 

Energia: Galp defende aumento do IVA do gás natural

 

Uma das justificações para o futuro aumento de 6,9% do preço do gás natural é a diminuição do consumo. Fará isto sentido?

Quando se pede austeridade, poupança, contenção nas despesas e se lançam ideias para poupar água, gás, electricidade, vêem-nos dizer que baixou o consumo e que, por isso, o preço do gás natural tem que ser aumentado!

Se todas as atividades económicas que fornecem bens e serviços fizessem o mesmo teríamos o seguinte raciocínio: comércio por exemplo reduziu as vendas logo aumentam-se os preços. Mas como as vendas continuariam a  baixar aumentariam novamente os preços! Isto no mínimo seria insano!

Será que numa economia de mercado a teoria da oferta e da procura deixou de ter validade? É normal que, quando há muita procura e pouca oferta, os preços tendam a aumentar, e quando se passa o contrário dá-se o inverso, quer dizer o consumo baixa os preços diminuem! Parece que no gás natural não é assim... Dizem por um lado para se poupar energia e não se desperdiçar, por outro, aumentam-se os preços porque o consumo  reduziu! Afinal, para este senhores neoliberais do governo a economia só funciona para um lado! O mais grave ainda é  a grande desfaçatez de os maiores aumentos serem apenas para as famílias que poupam e consomem menos! Isto será normal?

Dizem que isso não é matéria nem da competênca do governo é da ERSE? Ah! Bom... Por isso não vale a pena adiantar mais nada. Para bom entendedor...

Talvez seja para a tornar mais apetecível para os que a comprarem quando da privatização.... Dizemos nós, os que pagamos para isso sem contrapartidas.

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 18:00
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Novas cantinas sociais - a vergonha de um governo

                                                 

                                                              

 Abrir locais onde a população necessitada possa, em tempo de dificuldades extremas como a que estamos a passar,  ir tomar refeições quentes, em si mesmo não é um mal, antes pelo contrário. Mas a abertura de novas cantinas sociais é noticiado como se de um grande feito se tratasse. Isto é uma vergonha para o nosso país. Se há necessidade de abrir mais cantinas é muito mau sinal. Ao contrário do que afirmou Passo Coelho, no encerramento do XIX Congresso do PSD/Açores, ao dizer que pretende terminar com as "estruturas que perduraram durante anos" e "mantiveram muitas vezes as pessoas na dependência da esmola que o Estado lhes dá", quer manter, cada vez mais, as pessoas nesta dependência de forma indireta. Isto é, através de apoios dados pelo Estado a estruturas, que no tempo de Salazar se chamavam sopa dos pobres, mas que têm desempenhado um papel relevante na sociedade.

O problema não está na abertura das catinas sociais para apoiar as pessoas, está na necessidade de as abrir! O que devia ser uma vergonha, passa a ser pela negativa um trunfo político do prolixo, como já le chamam, Dr. Mota Soares.

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:36
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Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Governação e coesão social em tempo de crise

 

 

Segundo alguns analistas políticos este governo está a implementar reformas estruturais que, segundo eles, serão no futuro para bem de todos. A intenção de todos aceitarem e concordarem com as reformas necessárias está longe de ser unânime ou, pelo menos, pela maioria dos portugueses.

É certo que existe uma grave crise financeira que vem de longe, que foi acrescida pela crise internacional. Os portugueses estiveram sempre dispostos noutras ocasiões de crise, de que os mais jovens não se recordam, a fazer sacrifícios e, com certeza, continuam sempre que necessário dispostos a fazê-los. Todavia há algo que faltou no último do governo de Sócrates e falta ainda mais a este governo e a Passos Coelho, que é a capacidade para a mobilização das pessoas e para saber fomentar e gerir a coesão social.

Bem pelo contrário, o que se tem verificado é que todas as medidas avulsas convergem cada vez mais para fraturas sociais. Quando se fala de justiça social cada um interpreta-a à sua maneira. Uns dizem que deviam ser todos iguais a pagar a crise, outros que os ricos é que devem pagar a crise, há aqueles que alegam que os funcionários públicos, os reformados e pensionistas é que devem contribuir, os que afirmam que o problema está nos subsídios à população necessitada e na saúde dos idosos, que são cada vez mais, há ainda quem diga que os políticos e os administradores deveriam ganhar menos, que os privados têm menos regalias que o público, etc.. Não vale a pena alargarmos o leque destas posições porque isso seria infindável e fastidioso.

O que se pode avaliar a partir destes comentários provenientes dos mais diversos quadrantes, mesmo do governo, é que se fomenta uma quebra da solidariedade social que põe em causa o objetivo comum de sair da crise, sem coletivismos, igualitarismos, misarabilismos e populismos que defendem que os governantes deviam de andar de motoreta ou de transportes públicos. Atitudes como as que no início foram tomadas pelos governo, apenas servem para passar uma mensagem de exemplo, mas nada mais do que isso. Quanto a tudo o resto trata-se apenas da falta de sensibilidade social e de uma ausência de equidade alargada que permita, em tempo de crise, uma partilha mais equitativa dos sacríficios de modo a que os portugueses sintam que todos, sem quaisquer excepções, estão a contribuir para a ultrapassar. Veja-se, por exemplo, o caso dos países europeus no pós-guerra que conseguiram uma mobilização geral das populações para a sua reconstrução, não apenas com palavras vãs de esperança, mas sim com ações e com a repartição dos sacríficos por todos.

Ao contrário, o que se está a passar em Portugal aqui e agora é ouvir discurso e palavras que, gastas de se ouvirem, já não convencem nem mobilizam ninguém.

Para que todos colaborem nas tais reformas estruturais que o governo diz estar a fazer, (só de um lado, diga-se), há que envolver todos, não apenas com discursos.  Será que a direita neste país, eleita pela a maioria dos portugueses, acabou por estar apenas a governar para alguns e que, apenas esses, irão fazer sair Portugal da crise? Duvido! Cá estaremos para ver!

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:39
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Sábado, 14 de Abril de 2012

A Proposta de Lei sobre o Tabaco

O governo vai levar uma proposta ao parlamento sobre o tabaco. Mais uma manobra de distração dos problemas reais. Será que nos ministério não haverá mais importante para preparar? Uma das propostas vai no sentido de proibir os pais de fumar quando levam os filhos nos carros. Como se isso fosse possível de controlar e como se a grande maioria dos pais sujeitasse os filhos pequenos ao fumo!

 

O recorte em baixo é de um jornal de 1968, o Diário de Lisboa, que publica uma notícia sobre uma visita, na época em que o Prof. Hermano Saraiva era ministro da educação, ainda muito antes dos 25 de Aril. Atentem no sublinhado amarelo!

Claro que à época, as investagações sobre os malefícios do tabaco para a saúde, ainda não estavam como hoje.

 

Uma interessante comparação!

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 21:49
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Notas Soltas da Imprensa

As parcerias público privadas

 

do Editorial do Jornal i em 14/04/2012 

 

.... As parcerias público-privadas (PPP), que deverão custar mais cerca de 35 mil milhões de euros até 2050, pretendiam terminar com o clássico problema de uma obra que devia custar cem ter o preço final de mil. E porquê? Porque o risco seria sempre do parceiro privado, pois este investia o capital e responsabilizava-se pela construção e pela manutenção da infra-estrutura durante um período entre os 15 e os 30 anos.

Passados 17 anos da assinatura do contrato com a Lusoponte (a primeira PPP), sabemos que não foi e não é assim. O Estado pagou, entre 2000 e 2011, 1663 milhões de euros de indemnizações a título de reequilíbrios financeiros só das concessões rodoviárias, como o i noticiou. Isto é, tem sido quase sempre o parceiro público a assumir o risco da operação.

O Estado assumir esse risco (como aconteceu com a famosa banda mínima de tráfego nas Scut ou a propósito da introdução de portagens) subverte a lógica inerente a qualquer negócio. Mas afinal qual é o risco do parceiro privado neste fabuloso negócio?

.........

 

É certo que, noutros casos, o Estado teve culpa no cartório, alterando de forma unilateral os traçados previstos e sujeitando-se a uma indemnização pesada (como na Scut da Costa da Prata). Ou assinando os contratos das Scut sem ter nenhum estudo de impacto ambiental aprovado.
Mas, na maior parte das situações, muito está por explicar. A começar pelos contratos leoninos das PPP.

.....

Editorial do Jornal i em 14/04/2012

 

 

O caso da Maternidade Alfredo da Costa

 

O previsto encerramento da Maternidade Alfredo da Costa na minha intuição, e não sendo a astróloga Maia, diz-me que aquele local se irá transformar num hotel ou num condomínio privado de luxo, para o qual deve estar a haver grandes pressões. Nisto já se falava no governo Sócrates e não me parece que não continue neste governo.

Uma alternativa proposta pelo antigo ministro Correia de Campos (AGORA!) que o Jornal i noticia:

 

 "Correia de Campos defendeu ontem que, em vez de levar partos da Maternidade Alfedo da Costa ara um novo centro em São Francisco Xavier, os nascimentos sejam concentrados ma MAC, que está mais rodada".

Correia de Campos contesta também a atual tutela que "visa rentabilizar a capacidade da unidade do Restelo, hoje usada a menos de 50%", e que "São Francisco poderia ter outras especialidades."

 

Jornal i de 14 de Abril de 2012 p.7

 

 

Publicado por Manuel Rodrigues às 16:50
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Pensamento preocupante

Sobre ideologias que recomeçam a proliferar, apresento um comentário que escrevi em forma de mail sobre um artigo de opinião publicado no jornal i de 3 de abril do corrente ano, cujo autor é Jan Dalhuisen que, diz a propaganda, ser um grande especilista em direito transnaciona! Para dizer o que ele diz, não é necessário ter um título de catedrático, conforme diz após a assinatura. Soluções tão simples como as propostas qualquer um as tem. Pretende-se é pessoas que resolvam problemas difíceis. Para dar soluções fáceis há muitas. 

Aqui fica então!

Já gora vejam também outros pontos de vista daquele Sr. Professor em 2009

 

Exmo. Sr. Professor,

 

Com todo o respeito que merece, permita-me que lhe transmita a minha opinião, embora muito breve, sobre o seu artigo publicado no Jornal i do dia 3 de Abril de 2012.

Tenho lido alguns dos seus artigos e concordo com alguns dos pontos de vista. Quanto a este último, fiquei dececionado, desiludido e até chocado, face à mensagem que passa, porque revela um determinado tipo de pensamento que a seguir refiro. Assim, depreendi do artigo o seguinte:

 

1. Incita à quebra da coesão social em relação a determinado setor da população, colocando jovens e população ativa contra idosos.

2. Manifesta, veladamente, uma espécie de eugenismo para com um determinado estrato social específico.

3. Propõe, a prazo, um tipo de "solução final", mas lenta e subtil para "alguns" idosos, isto é, a morte através da falta de cuidados de saúde e como condição a capacidade financeira.

4. Sugere que idosos, que não tenham posses para prolongar a sua vida através de cuidados de saúde, devem morrer por falta deles. (Não deverá ser, com certeza, o caso do Sr. Professor que, pressupostamente, se excluirá daquele grupo no presente e no futuro, porque para o seu caso pessoal viver será um direito humano adquirido).

5. Nega que a longevidade seja um direito humano e, tal como um Deus, decide de forma omnipotente que os idosos que tenham posses é que terão o direito de continuar a viver.

6. Porque estão a viver à custa da comunidade devem deixar-se morrer. Como se eles já não tivessem contribuído para a comunidade quando se encontravam na vida ativa e para a qual ainda continuam a contribuir com impostos (IRS) que lhes são retirados das pensões!

7. Para um leitor mais atento e com conhecimento histórico, a leitura do artigo poderá conduzir a um raciocínio e interpretação, por ventura errado, que se trata duma subtil proposta neonazi ardilosamente dirigida a um setor populacional.

8. Os povos necessitam dos especialistas e da ciência para que deem "ideias novas" para solucionar os problemas que os afligem na atualidade e no futuro, numa perspetiva da condição humana, e não um recuo face aos contributos que a ciência e "alguns" dos seus antepassados já lhes possibilitaram, e não o regresso à barbárie.

9. Se nada do que se apresenta nos pontos anteriores faz sentido, então não percebi nada do seu artigo. Se, se assim for, isso é grave, porque com outros leitores, se poderá ter passado o mesmo.

 

Com os melhores cumprimentos

 

Um leitor

Publicado por Manuel Rodrigues às 15:12
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Livros que já li

Prisioneiros da Geografia Tim Marshall As cidades invisíveis Italo Calvino Quando Portugal Ardeu Miguel Carvalho A Vida Secreta dos Livros O Romancista ingenuo e o sentimental de Orham Pamuk malbe

Os porques da esperança.png

Demorei algum tempo a ler este livro mais do que o costume. Livro sobre a política nacional sobre a forma de entrevistas que passaram na TVI 24 efetuada por um provocador nato cujas respostas são dadas por um astuto tribuno da palavra. Livro que aborda temas nacionais da política recente com uma abordagem em que as palavras se se entrelaçam com alguma exposições mais académicas. Um bom manual para quem se interesse pela política em Portugal nos últimos tempos.  

 

 

Piketty_Capit_SecXXI


Memoráveis


Crónica dos dias do lixo



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Rodrigues, Manuel A (2011). Geografia Social Urbana na Licenciatura em Educação Social, Cadernos de Investigação Aplicada, (5). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas


Rodrigues, Manuel A (2010). Didática da Geografia: recurso à Literatura como proposta interdisciplinar, Cadernos de Investigação Aplicada, (4). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas. .


Rodrigues, Manuel A (2008). Televisão e os efeitos de exposição a mensagens televisivas na educação: o efeito da terceira pessoa, Cadernos de Investigação Aplicada, (2). Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2005). Do Presencial ao Online: um estudo de sobre a atitude de estudantes face a situação de aprendizagem online, Actas do VII Simpósio Internacional de Informática Educativa-SIIE05, Escola Superior de Educação de Leiria.


Rodrigues, Manuel A (2004). Um Modelo de Formação em Ambiente Misto de e-Learning (Blended Learning): uma experiência na disciplina de Tecnologia Educacional, Actas da Conferência eLes’04: e-Learning no Ensino Superior, Universidade de Aveiro.


Rodrigues, Manuel A (2004). Marionetas em Liberdade: a identidade pe(r)dida com as novas exigências curriculares, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.


Rodrigues, Manuel A (2000). Ciberespaço, Internet e as Fronteiras da Comunicação Educacional, Lisboa, Universidade Aberta. Porbase, CDU 37.01(043), 159.95043), 005.73Internet(043.2),371.1043)

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