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ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

ZOOM SOCIAL - Cultura, sociedade e política

Apontamentos, comentários e OPINIÕES sobre política, economia, educação, sociedade e cultura. Confronto de afirmações, reflexões e contradições sobre o modelo social que temos.

Para além da "Troika" que ensina a governar

 

Desconheço quem batizou de "Troika" as instituições internacionais Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu que estão a intervir em Portugal. Designação que lembra nomes que se utilizavam no tempo da ex-União Soviética. Também houve quem, inicialmente, tentasse atribuir-lhe o nome de triunvirato, o que fazia recordar os tempos do Império Romano.

Temos que ir para além da  "Troika", afirmou várias vezes e publicamente o primeio ministro Passos Coelho. Ao tentarmos aprofundar e refletir sobre esta afirmação assombra-nos uma dúvida: como é que o governo podendo ir para além da "Troika" teve necessidade de pedir ajuda?

Para ele, Passos Coeho, a explicação será simples, não foi ele que pediu a intervenção da "Troika", foi o governo que o antecedeu. Em qualquer circunstância governativa, a culpa é sempre do seu antecessor desde que não tenha sido da mesma família política.

Porque é que o PSD, que participou no acordo, não sugeriu na altura devida que o memorando fosse ainda mais além e o fez após ter ganho as eleições? A explicação viria celere. Porque se desconheciam os "buracos" escondidos!

Por quê ir mais além do que as medidas impostas após a asinatura do memorando edepois das eleições? Terão sido omitidas informações à "Troika" ou será que Passos Coelho estaria já a prever a necessidade de um segundo programa de ajustamento económico e resolveu precaver-se?

O Vice-Presidente do BCE Vitor Constâncio, premiado com esta função pela sua incompetência quando esteve no Banco de Portugal, (recordar casos BPP e BPN), segundo a RTP Notícias, não descartou a possibilidade de Portugal vir a precisar de um segundo programa de ajustamento económico, em declarações aos jornalistas portugueses em Copenhaga,  no final de dois dias de trabalho dos ministros das Finanças da União Europeia e de outros intervenientes no setor financeiro europeu.

A intervenção da "Troika" deveu-se à necessidade de financiamento para o Estado poder cumprir as suas obrigações, porque como tem vindo a ser veiculado pelo governo e pelos partidos que o apoiam, as famílias e as empresas foram gastadoras e não pouparam, e o estado social foi e é um problema! Mas quem sempre nos governou e governa utilizou(a) o Estado, através dos nossos impostos, para gastar o que tinha e o que não tinha e não apenas com a manutenção do estado social.

A "Troika" veio a Portugal ensinar a governar e as aulas de formação costumam ser muito bem pagas!   

Orientação editorial: um esclarecimento

Os ainda poucos leitores deste blog perguntar-se-ão quais as tendências e os seus objetivos. No primeiro "post" fiz uma breve apresentação no que respeia aos conteúdos. Esclareço agora algumas dúvidas que eventualmente se poderão ter levantado.
Não é um blog nem de esquerda, nem do centro, nem da direita.Muito menos não o é das extremas esquerda e direita.
Com uma escrita simples, por vezes com falhas, mais ou menos popular pretende-se levantar polémica e alertar consciências. Para que todos percebam afastamo-nos de uma prosa que, se muito bem construída e erudita, não seria de fácil compreensão para a maior parte dos leitores a que se dirige.
As mensagens a passar não são polissémicas mas irónicas e metafóricas!É a linguagem comum que nós, "o povaréu", compreendemos, como disse há tempos o Dr. Medina Carreira num progama televisivo da TVI e passo a citar: "o povaréu não compreende" nada do que se passa.
É às pessoas comuns que o blog se dirige e, como tal, pretendeu-se não um estilo de escrita nem jornalística nem de opinião, apesar de o ser de facto.
Criticamos e ironizamos tudo o que, no nosso entender,vai contra os interesses de todos nós sem pressupostos coletivistas ou liberais.
Se nos acusarem de apenas falar do que está mal e não do que está bem respondemos que o público se interessa mais por saber o que está mal, porque, o que se faz ou fez bem deve ser inerente aos cargos desempenhados pelos governantes. A tendência deveria ser sempre para a excelência, mesmo que utópica, e para a correcção do que está mal, tendo em vista todos os portugueses sem exceção e não o contrário.
O zoom social abre-se a todas as opiniõs e notícias más e boas, mesmo que estas últimas sejam as menos procuradas, e assim continuará.

Críticas injustas ao governo de Passos Coelho

 

 

Ouve-se todo o tipo de pessoas dizer mal, por todo o lado, do primeiro ministro e de alguns dos seus ministros mais afoitos, porque outros passam entre os pingos da chuva. Todos se queixam da crise!!

É uma injustiça que se faz a Passos Coelho e ao seu governo. Crise para aqui, crise para ali, o governo isto, o governo aquilo, eu sei lá!...

Quanto às nomeações, as criticas que têm sido feitas são ainda mais injustas. Foram feitas menos nomeações, mas todas elas necessárias e apenas "oferecidas" a personalidades da maior competência. Vejam-se, por exemplo, os casos do Dr. Santana Lopes e da Drª.Celeste Cardona e alguns mais... Podem não perceber nada sobre o cargo que ocupam, mas isso não é objeção que se ponha, pois a sua "capacidade de adaptação" e de liderança a qualquer "cargo" é de grande nível e mais do que suficiente! O caso do Dr. Catroga é diferente por que se enquadra noutro "perfil de nomeações"!    

Não é  justo, portanto, criticar este governo e Passos Coelho porque estão a fazer tudo para salvar Portugal da bancarrota. Salvam Portugal quando abrem excepções, melhor dizendo ajustamentos,  aos cortes nos subsídios em algumas empresas, como a CGD, TAP entre outras, enquanto os outros têm e devem contribuir com sacrifícios, porque deles depende a sobrevivência de Portugal.

Quando falamos do pagamento excessivo das portagens das auto-estradas estamos a insultar o governo, o que é injusto! Se não vejamos, critica-se o preço das portagens e o tráfego descomedido de carros de baixa cilindrada que aumentava nos fins de semana não deixando circular outros acima dos limites de velocidade. Esse problema acabou! O custo dos combustíveis e as portagens vieram moderar o tráfego, por isso já se pode circular muito melhor e com menos risco... e ainda nos queixamos?! Devemos apoiar este governo também nesta matéria porque agora já se circula melhor. O caso das estradas alternativas? Isso não interessa para aqui agora! As autoestradas diminuiram o tráfego. Os utentes que agora por elas circulam agradecem, e as empresas concessionárias também, uma vez que estas recebem do Estado o valor correspondente à diferença em relação à diminuição do tráfego, que foi inicialmente estimado quando do contrato. Isto significa que os que já não têm possibilidade de circular por elas estão a pagar para os que fazem delas as suas autoestradas privadas!

Contudo irrompe a minha perplexidade ao observar o reverso da medalha.

A realidade é que estes lamentos e as situações atrás descritas fazem-se sentir com mais frequência à mesa de restaurantes, muitos deles cheios à hora de almoço nos dias de semana, já para não falar nos fins de semana. Ah! a crise na restauração, é verdade! Esses que dizem estar em crise por causa do aumento do IVA não contam, por que não têm "chefs" nem ofertas gourmet! Não vale a pena gastar tempo com eles visto serem frequentados por classes gastadoras que não sabem poupar!

De facto os portugueses são piegas! Criticam-se medidas do governo como o aumento do IVA em bens essenciais e na restauração, o corte de pensões e subsídios, o novo código de trabalho, a atualização sistemática do IRS, o aumento dos combustíveis, etc. mas a realidade é continuarem a viver como se nada os afetasse. Os jovens reivindicam o não pagamento de propinas mas continuam a levar uma vida de concertos rock, discotecas e restaurantes aos fins de semana.

Excluo deste cenário os desempregados de longa duração e os com mais de 40 anos  além de outros cidadãos em situação difícil, sem esquecer os jovens que procuram o primeiro emprego. Para todos os outros a crise passa ao lado!

Por isso, não há crise nenhuma e devemos continuar a apoiar Passos Coelho na sua difícil tarefa para mudar este país de perdulários. O quê, isto não é assim? Édemagogia?! Pronto... já cá não está quem falou!

 

Os jovens e as propinas

Vivi a minha juventude na geração dos anos 60 e 70, uma geração que contribuiu para mudar alguma coisa no mundo. Em Portugal vivia-se sob uma ditadura que não nos deixava respirar, mas, mesmo assim lutávamos e manifestámo-nos pelo direito à liberdade de expressão com o risco de sermos levados para as prisões da PIDE/DGS. Época de grande criatividade musical e onde proliferavam as bandas que hoje em dia são apreciadas pela atual
geração de jovens. Bandas que ainda hoje são inspiração para as novas bandas da música rock.

Vem isto tudo a propósitos das manifestações de jovens e estudantes contra o pagamento das propinas, direito a bolsas, instalações, mais verbas e mais direitos. Perfilho e apoio, em parte, as suas reivindicações enquanto sustentáculo de uma marcação de posição, que é justa face a uma crise que se instalou e que estará para se prolongar mais do que se espera. Oxalá que não!

Voltando à questão, estas reivindicações, sobretudo a das propinas, penso que são excessivas. A minha perplexidade face a isto leva-me a um pequeno exercício comparativo que poderá ajudar a explicitar melhor o meu ponto de vista. Se pensarmos quanto custa mensalmente uma propina no ensino superior público, verificamos que em média não ultrapassa os 1000€/ano, o que equivale a 100€ mensais, se o pagamento do ano letivo for correspondente a 10 meses. Valor que, para algumas famílias, custará a suportar se a isto acrescentarmos os custos das inscrições, matrículas e todo o material necessário como livros, transportes, fotocópias, refeições, mesmo na cantina escolar,entre outros.

Quanto gastam os jovens durante um ano para frequentarem concertos, por vezes caríssimos, e que mesmo assim se esgotams com frequência? Para assistir a estes concertos, no caso de serem fora do local de residência há que acrescentar transportes ou gasolina, e alimentação, entre outros, para não falar de estadia mesmo que em parques de campismo. Mas há outros custos indiretos acrescidos no caso de bandas estrangeiras que vêm atuar em Portugal, pagas a preços do ouro, (que atualmente não está barato). São imensas as divisas que saem do país, isto é, funcionam como as importações. Se tivermos ainda em conta a ida dos jovens para as discotecas e restaurantes aos fins de semana, o que pode ser confirmado dando uma volta pelos locais mais frequentados nas grandes cidades, sobretudo Lisboa e Porto quanto é que não gastarão anualmente? A esta despesa há que acrescentar, por inerência, outras como sejam transportes, bebidas e, eventualmente, uma ou outra “guloseima”. Quanto não custa? Certamente quase o valor de um mês ou mais de propinas. O aumento das propinas não tem comparação percentual com o aumento que o preço dos bilhetes dos concertos tem vindo a sofrer que, mesmo assim, na maior parte dos casos como já referi se esgotam.

É desta perspetiva que as pessoas comuns se colocam quando assistem a reivindicações e a manifestações contra o pagamento das propinas e outros... Os jovens necessitam do apoio de todos e é sabido que, para se ter apoio nas pretensões, terão também de fazer alguns sacrifícios, dando o exemplo ao abdicar de algumas coisas, só assim captarão a população para o seu lado.

Claro que os jovens precisam e têm que se divertir e conviver, é imprescindível. Contudo têm que compreender também que as famílias poderão estar a fazer sacrifícios e com problemas financeiros provocados por governos geridos por pessoas que apenas vêm os seus interesses e os daqueles que representam, não cuidando dos interesses gerais da população à qual aumentam impostos, retiram e cortam salários injustamente. É contra esses que nos devemos manifestar e podem fazê-lo de outras formas que não e apenas através de reivindicações sobre o pagamento de propinas porque essas já não convencem ninguém.       

 

 

 

 

O Estado que vive acima das minhas possibilidades

 

Um bom político

  é aquele  que não tem tempo de fazer

 o seu trabalho, mas tem tempo para
poder falar do muito que  já fez.

J.R.MORA

 

Frequentemente deparamos com o termo demagogia  quando lemos e ouvimos políticos e comentadores acusar de demagógicas uma ou outra afirmação. Ao assistirmos a debates na Assembleia da República, se estivermos atentos e despertos para tal,  não é difícil ouvirmos intervenções e discursos com caráter demagógico.

O atual governo e quem o apoia, têm afirmado mais do que uma vez que os portugueses têm sido uns gastadores e que, por isso, temos o défice que temos, e que a culpa é do estado social que não pode continuar. O dinheiro do Estado que os sucessivos governos gerem provêm dos  impostos e não é pelas despesas destinadas ao bem-estar social que o Estado é um gastador.

 

Ideia caoazul

 

A constituição portuguesa define com clareza as funções do Estado, nomeadamente no que respeita às áreas sociais, em cuja intervenção estão implícitos investimentos e despesas tendentes ao bem comum ao nível económico, educativo e social, tudo o resto são despesas que revertem apenas para alguns...

A frase o ESTADO VIVE ACIMA DAS MINHAS POSSIBILIDADES pode ser uma frase demagógica. Sê-lo-á de facto? Mas afinal o que é isso de demagogia? Será que algo que politicamente não nos agrade ouvir o classificamos de imediato como demagógico dando-lhe uma conotação pejorativa?

Como a filosofia não é o meu domínio científico, ou  como dizem por aí, não é a minha praia, recorri a especialistas na matéria, como Adelino Maltez, para me ajudar a clarificar o conceito

 

 

 

 

 

 

A crise, o desequilíbrio orçamental e os “inúteis”.

 

 

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Tenho vindo a adiar a colocação neste blog de um "post" sobre uma ideia que me tem ocorrido relativa à questão do estado social. Foi a leitura do artigo de Vítor Malheiros publicado no Jornal Público de 13 de Março de 2012 que me motivou a fazê-lo. Como o artigo de Vítor Malheiros o desenvolve de forma muito mais clara e objetiva do que eu com certeza o faria, alinhavei apenas algumas ideias. Através de uma metáfora muito bem escolhida a partir do episódio "Button, button" da série "Twilight Zone", Vítor Malheiros levanta a questão dos dilemas com que por vezes somos confrontados e das opções que se tomam que, sem nos apercebermos, estão implícitas questões ideológicas e valores sociais. Assim, aconselho a leitura do artigo na íntegra que, apesar de tudo, é polémico e, como tal, pode ser objeto de debate e confronto de ideias.

Veja a parte 2 deste video no Youtube

   

Como elemento atento às preocupações do governo relativamente aos problema que afetam a nossa sociedade vejo que surgem frequentemente, numa ótica financeira, questões como sejam os desempregados involuntários e os subsídios, a saúde e os doentes culpados de o ser, as pensões e reformas dos milhões de pensionistas que vivem demais e já deviam ter morrido, os jovens sem emprego que não deviam estar a viver no país mas sim procurar outros para trabalhar, isto é, emigrar. A educação, que é um sorvedor de recursos financeiros, porque as famílias deviam colocar os filhos em escolas
privadas para os outros as escolas e as condições que temos são mais que suficientes! Que maçada esta coisa do ensino ser obrigatório!

Todos estes problemas são os grandes causadores dos desequilíbrios orçamentais. Sobre eles fazem-se debates, comentários, propõem-se soluções, mas, o certo é que o país não suporta tanto despesismo. Acabar com ele é “incontornável” e uma “inevitabilidade”!... Mas os impostos devemos continuar a pagar. Cada vez mais, e mais, e mais…. para alimentar a "máquina do Estado que, por sua vez, alimenta alguns poucos.

Mas há soluções. Uns, os jovens e desempregados de longa duração, podem ir-se embora. E porque não uma espécie de solução final para os doentes, reformados e pensionistas que estão a viver demais? Não como aquela que Hitler aplicou aos judeus, o que seria impensável para qualquer base ideológica social, democrática e cristã, mas algo muito mais subtil, isto é, deixá-los morrer por falta de assistência médica,dificultando o acesso aos medicamentos, aumentando a energia e os meios essenciais de subsistência básica! Se não fosse este tipo de gente, o país não teria os problemas que tem e, todos nós, os que governamos, e as elites políticas poderíamos prometer tempos de prosperidade aos que ficassem. É este tipo de filosofia eugenista que, de forma não totalmente explícita, tem vindo cada vez mais a contribuir para a perda da coesão social. Exagero? Juízos de intenção? Juízos arbitrários de valor? Demagogia? Talvez! De entre os políticos profissionais e os governantes, quem nunca os fez e não a usou para manipular consciências que atire a primeira pedra.

Fico-me por aqui, porque Vítor Malheiro vai muito mais longe.

Lares podem passar a depósitos de idosos

 

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

  

 

 

 

O Ministério da Solidariedade e da Segurança Social,segundo Mota Soares, vai alterar a lei que regula o funcionamento dos lares para idosos flexibilizando as regras até agora estabelecidas, reduzindo os padrões de exigência.
Segundo fonte daquele ministério ao Jornal de Notícias, notíciado pela RTP  "além do aumento da capacidade dos lares licenciados pela Segurança Social, previsto em 20 por cento, o Governo pretende aligeirar as regras relativas à construção e às obras destas instituições".
Com o preteexto de dar respostas à procura de lares, o que ao mesmo tempo se pretende é aumentar as margens de lucros deste tipo de instituições privadas. Com o aumento da capacidade de alojamento de idosos nos lares não se prevê que vá aumentar o pessoal de apoio, ficando os utentes a ser menos acompanhados, isto é, o rácio idosos por trabalhador de apoio aumentará.
Alguém comentou num canal televisivo que quartos de uma ou duas camas para idosos eram um luxo!  Iremos assistir na maior parte dos lares (não os de luxo claro!) espalhados por este país a serem transformados em contentores e em depósitos para idosos que, mesmo com a legislação atual já o são de facto na maior parte dos casos.
As famílias destes senhores decisores, e eles próprios, quando chegarem a idade avançadas, se tiverem que ir para um lar, com certeza que irão ficar em lares de luxo com condições muito diferentes daquelas que pretendem para a maior parte da população idosa.  

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